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AEP

MULHER
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“O mundo de Deus é dos humanos, mas não dos homens” (Caio Fábio)

Desci do púlpito, cansada e feliz. A mensagem que entregara tinha sido, na minha óptica, muito importante. Quando a reunião acabou, um cavalheiro cumprimentou-me e disse: “Parabéns! Falou como um homem”!

Não sei se me estava a criticar porque perdi o meu jeito de mulher ou se me elogiava…não havia maneira de compreender o que queria dizer, também não tenho a certeza se ele saberia o que é uma mulher…

A frase levou-me a uma longa reflexão. Afinal, gosto de ir às compras, de cozinhar, de limpar a minha casa, de telefonar ás minhas amigas, de “apaparicar” a minha família…mas também gosto de ler, de ouvir um bom debate político, de discutir assuntos actuais, de fazer pesquisas, de escrever e (espantem-se!) de assistir a um bom jogo de futebol!

Será que ser mulher tem a ver com fraqueza, medo, competência, inteligência… (acho que como mulher, já estou a misturar tudo…)?

A reflexão levou-me ao livro dos princípios da Bíblia. Especialmente fez-me pensar o que estaria no coração do Criador quando disse:

“Não é bom que o homem esteja só…”

Como é que alguém se atreve a por em causa uma declaração do Deus Todo-Poderoso? Foi Ele que afirmou não ser bom o estado de solidão do homem. Adão tinha visto todos os animais criados por Deus, tinha dado nomes a todos eles, mas não havia um único que lhe fosse compatível, que estivesse à altura de quebrar essa solidão, de preencher esse vazio na sua vida.

Fico feliz porque ser mulher não tem a ver apenas com o facto de preencher uma lacuna na vida física de um homem, de trazer para o lar o conforto e o calor necessários para a família, mas com a afirmação divina de que fui criada para preencher a vida de alguém, o que infere que esse estaria para sempre só, se eu não tivesse chegado à sua vida.

“…farei para ele alguém que o auxilie…”

Ao pensar nesta palavra “auxílio” vem à minha mente a imagem de alguém que procura fazer uma determinada tarefa, mas não tem mãos a medir…precisa de ajuda. É isso mesmo, Deus fez-me mulher não para ser escrava do homem, subordinada do homem, mas colocou-me num lugar de honra – auxiliadora. Significa que sem a mulher o homem não seria capaz de cumprir as suas tarefas, chegar onde almeja, carregar a responsabilidade que lhe foi entregue.

”…e lhe corresponda”.

Esta foi a razão pela qual Deus se deu ao trabalho de tirar do corpo do homem algo que lhe correspondesse: um ser da mesma natureza, com a mesma inteligência, com os mesmos desejos e anseios. Tudo o que os homens têm feito e desfeito à mulher ao longo dos séculos, é absolutamente contrário ao desejo e plano divinos ao criar este ser tão especial. Deus fez a mulher para uma correspondência, que no original significa “face a face”, para ser igual ao homem na tarefa de dominar o mundo, de frutificar e abençoar.

A razão por que Deus não fez a mulher igual ao homem, além das diferenças físicas necessárias para a tal correspondência, tem a ver com o facto maravilhoso que Deus nunca cria seres em série, cada uma das Suas obras é única e perfeita. Mas fez a mulher da mesma espécie. Com o mesmo sentido de eternidade e com a mesma capacidade de alcançar um mesmo patamar de domínio e de governo, de produzir e encontrar como o homem, meios de subsistir.

Infelizmente vemos sempre a história humana depois do capítulo 3 do Génesis, quando deveríamos focar-nos naquilo que Deus planeou antes e que o pecado sujou e estragou.

Ainda há muitas mulheres que se sentem diminuídas junto dos homens, incapazes de exprimir a sua opinião, castradas por pais e maridos que as colocaram num lugar que nunca foi o desejo de Deus.

Essas são as mulheres que hoje devem olhar para a eterna Palavra de Deus e rejeitar a mentira que lhes foi imposta por erro, maldade e ignorância, aceitando a verdade que ela afirma: e lhe corresponda”.

”…o Senhor Deus fez a mulher e a levou até ele”

Imagino eu, que enquanto o homem dormia um sono de anestesia divina, o Criador construía com as Suas mãos e o Seu saber, um novo ser. Colocou nele órgãos semelhantes aos do homem e depois… deteve-se nos detalhes. À medida que a mulher era moldada (esta é a tradução do original hebraico), o Senhor Deus foi retocando ali e acolá uma obra que seria a última da criação perfeita que efectuara. Não diz a Palavra se Ele soprou nela o fôlego da vida ou se, à medida que a moldava, a própria vida era parte da construção, tal como um embrião, que ainda sem tudo o que necessita para funcionar, já a mãe pode ouvir deliciada o seu pequeno coração a bater. Mas a parte que mais me fascina é que foi Deus que a levou junto do homem. Já pensou no valor deste gesto? Na importância que Deus colocou no ser correspondente, necessário, chamado mulher? Nem sempre a mulher se deixa guiar pela mão bendita do seu Criador. O pecado fez de nós seres da mesma rebeldia, por isso quantas vezes erramos nas escolhas e na pessoa que nos corresponderia…

O importante do gesto de Deus, é que Ele tinha um propósito para a vida da mulher, tudo aquilo que já foi dita atrás, um projecto único, maravilhoso e honroso, por isso fez questão de ser Ele mesmo a levá-la ao homem.

A mulher não ficou abandonada, no meio do jardim, perdida, sem saber o que estava a acontecer-lhe, Deus levou-a ao seu destino, ao seu propósito.

Tudo o que for dito e argumentado sobre a mulher além do que a Palavra de Deus afirma, é obra de ficção. Esta é a verdade. Uma verdade que nos honra, nos eleva e nos coloca não abaixo do homem, nem mesmo ao seu lado, mas face a face, para ser para ele o que Deus tinha em mente.

”Esta é afinal, osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porque do varão foi tomada”

Foi a resposta maravilhada do homem, quando acordou e viu na sua frente um ser novo, único e que lhe era compatível. Ele não viu a mulher como o “sexo frágil” (afinal estes preconceitos vieram por causa do pecado e eles ainda não tinham desobedecido), mas entendeu que aquele ser era igual, parte de uma mesma ordem biológica. Estava habituado a dar nomes à criação de Deus e aqui, mais uma vez, deu um nome ao ser que Deus lhe apresentava: varoa, visto ele ser o varão. Viu-a como companheira da sua humanidade, observou-a nas suas diferenças e compreendeu que elas não eram outra coisa senão um plano divino para que existisse entre eles uma perfeita compatibilidade e correspondência. Não há uma única expressão na boca do primeiro homem que diminua, subjugue ou submeta a mulher; a expressão de espanto do homem foi de alegria e de completação. O homem seguiu o pensamento de Deus que procurou criar uma pessoa idónea, responsável e parceira.

Jesus Cristo veio para redimir uma criação caída. Esta redenção foi efectuada pela Sua morte vicária na cruz. Por causa dela os humanos podem encontrar paz, comunhão com Deus, coisas que tinham ficado impossíveis por causa do pecado e da desobediência, mas a implementação desta redenção onde está incluída a restauração da imagem de Deus – macho e fêmea, ainda é um processo em curso.

Diz a Bíblia que Ele está a preparar uma Noiva, sem mácula, sem defeito, sem ruga, uma esposa composta de homens e mulheres que entendem o Seu plano e que caminham juntos, face a face para uma restauração final.

Na compreensão do nosso papel de mulher e na aceitação do plano de Deus pelo homem, reside parte desta restauração.

Eu já decidi: sou um ser único, criado por Deus, com um propósito honroso e sublime e quero fazer parte de uma outra Mulher – a Noiva de Cristo, essa, para sempre gloriosa e amada.

Sara Catarino

Ex-presidente da Aglow Internacional Portugal.
Ex-conferencista

Até logo, amado Samuel!
720 604 Aliança Evangélica Portuguesa

É com pesar que comunicamos que o nosso amado irmão evangelista Samuel Pinheiro partiu para o Senhor no passado dia 1 de Março. Centenas de pessoas, entre irmãos, amigos, colegas, ex-alunos etc… marcaram presença na última homenagem prestada a este nosso herói da fé, para além das inúmeras mensagens de consolo e apareço recebidas por diversos setores públicos e religiosos.

Desbravou muito terreno para que, ainda hoje, a Palavra de Deus possa continuar a alcançar mais gerações na nossa nação.

Estamos gratos a Deus pela sua vida e pelo enorme legado que nos deixa.

De seguida, partilhamos a mensagem deixada pelo presidente da Aliança Evangélica Portuguesa, Dr Timóteo Cavaco, que nos recorda o “bom aroma de Cristo” que o irmão Samuel a todos nos deixou…

A Comunicação no sistema familiar
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Família, comunicação, amor.

Vivemos na era das tecnologias de informação, apesar dos benefícios desta forma de comunicar, assistimos para nossa tristeza à decadência da comunicação em todos os setores da sociedade, principalmente na família, estamos perante um sistema de comunicação de sentido único, sabendo que a verdadeira forma de comunicação, depende da interação adequada entre quem emite e recebe a mensagem.

Em simples palavras, pretendo evidenciar a importância da comunicação, nos aspetos que caraterizam a família, nas relações familiares que estabelecem e a forma como se organizam. Para falar em comunicação e adequada reflexão é importante efetuar um breve olhar para a estrutura e dinâmica familiar na nossa sociedade, sendo diversificados contextos: família nuclear ou simples, família alargada ou extensa, família homossexual, família monoparental, constituída por um progenitor, podendo ou não residir com os descendentes; família com dinâmicas a dois, constituída por familiares da mesma linhagem, sem relação conjugal ou parental, (avós, netos, tios sobrinhos, irmãos, primos, cunhados, outros familiares), esta forma de organização familiar tem vindo a aumentar devido à elevada carência de habitação; família adotiva, casal ou pessoa sozinha que adotam uma ou mais crianças podendo não ser consanguíneas e a residir ou não no mesmo agregado filhos biológicos; família em que um dos elementos é dependente dos cuidados de outros por motivo de doença, realço aqui o aumento de cuidadores para apoio a membros da família nessa condição, nomeadamente com problemas de saúde mental, podendo residir e estar nesta situação crianças, jovens, adultos e idosos; família multidesafiada, registando-se elementos no agregado familiar com problemas crónicos de comportamento, por doença, por desemprego de longa duração, consumo de estupefacientes e álcool; família múltipla, um dos elementos assume duas ou mais famílias, agregados diferentes com ou sem descendentes.

Poderia continuar a descrever outras formas da estrutura e dinâmicas na família dos contextos na relação conjugal e parental, o conceito vai-se alterando tornando-se difícil em poucas palavras abordar todas as dimensões.

Sendo tão diversificada a forma de organização familiar, é de reconhecer que as problemáticas sociais que ocorrem nas famílias se enquadram numa sociedade que evolui para novos desafios, exigências, competitividade, deficiente proteção social, quer dos grupos de risco tradicionais quer dos novos grupos de risco, o fenómeno migratório, contextos marcados por fenómenos de polarização social, sociedade em rede longe de ser inclusiva, agravante fase pandémica, guerras, alterações atmosféricas, rápido desenvolvimento da comunicação eletrónica e dos sistemas de informação, recai no aumento de novas necessidades, disfunções sociais na família, parca comunicação para melhor desempenho da vida quotidiana.

A intervenção social hoje confronta-se com uma nova e crescente procura de respostas, cada vez mais adequadas ao nível de atuação de forma personalizada e especializada.

Atentem ao relato de uma mãe: A parentalidade nos dias de hoje levanta muitos desafios. Como mãe de duas adolescentes, vivo diariamente o desequilíbrio entre a vida familiar e a profissional. Todos os dias organizo, planeio, cumpro horários e tarefas, apoio dos TPC, ouço, acompanho, cozinho, limpo, entre tantas outras tarefas, ao longo de 24 horas frenéticas que tem um dia. Quando a noite chega e o ritmo abranda, habitualmente sentimentos de culpa invadem o meu pensamento e as minhas vozes internas questionam as minhas ações “porque falhei, porque gritei, porque não ouvi, porque cedi, porque não brinquei mais …”. A exigência que a sociedade nos incute e que persiste nos dias que correm para sermos pais perfeitos, pais ouvintes, pais amigos, pais positivos, tolda muitas vezes as minhas ações como mãe. O desejo indiscutível se ver os filhos felizes e realizados é universal, mas tenho a certeza de que só o conseguiram ser se, nós pais, aceitarmos as nossas imperfeições e compreender que esta jornada é para ser feita em família, com amor e momentos por vezes tumultuosos, mas verdadeiros e reais. 

Sendo a comunicação o elo de ligação dos elementos que constituem a família, tornando-se ainda mais relevante na relação progenitores, porque a influência principal na vida dos filhos é essencialmente exercida pelos pais, não negligenciando aqueles que por vezes assumem este papel. Falar de uma comunicação saudável na família é urgente, e aqui a igreja tem um contributo eficaz, na forma como interage com as famílias, evitar criticas e avaliações baseadas em preconceitos, reforçar o ensino da palavra de Deus, a importância de conhecer a Deus, orar sem cessar, ser ombro amigo na ajuda das dificuldades, ajudar a família a restabelecer uma forma de comunicação com base no respeito individual de forma que todos entendam a mesma linguagem e consigam confiar no seu projeto familiar, com ajuda de Deus.

João 13:34 “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, que cada um possa fazer a sua parte no uso da dose certa de amor, na comunicação, principalmente na família, foi o método usado por Jesus, ouvindo o ritmo de cada um e não deixando de ensinar, desta forma consolava os corações e fazia a diferença.

Arlete Santos

Assistente Social

Exerce profissão na área de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo.

Formação Professores Ed. Moral e Religiosa Evangélica
940 788 Aliança Evangélica Portuguesa

A COMACEP (Comissão para Ação Educativa Evangélica nas Escolas Públicas) vai levar a cabo um ciclo de FORMAÇÕES NACIONAIS para professores e candidatos ao ensino de Educação Moral e Religiosa Evangélica (EMRE), em diferentes regiões do país.

Trata-se de um esforço de descentralização, que visa minimizar as despesas de deslocação do professor de EMRE ao local de formação, por esta ser uma formação de cariz obrigatório. 

O programa inclui:

1.    Partilha de experiências

2.    Preparação para candidatos à docência

3.    Análise do tema: “O professor de EMRE diante da sociedade dos nossos dias”

4.    A divulgação da disciplina de EMRE na igreja e na escola: preparação para o ano letivo 2023/24

5.    Apresentação dos recursos didáticos disponíveis

6.    Participação dos Ministérios parceiros da COMACEP: Atividades Especiais/Vistas de Estudo/Acampamentos

As Formações Nacionais presenciais irão realizar-se na:

Zona Centro – 25 fevereiro

Igreja Wesleyana de Aveiro

R. de São João 1, 3800-713 Eixo

Telf. 234 306 554;

Zona Norte – 4 março

Braga – Igreja Batista da Lagoinha

R. do Parque Comercial, 4715-217 Braga

Zona Sul- 11 março

Faro – Igreja internacional no Algarve

Estr. de Vale Judeu, 8100-000 Loulé

Telefone: 289 328 635

Zona de Lisboa – 25 março

Igreja da Assembleia de Deus de Benfica

R. Julião Quintinha 16, 1500-381 Lisboa

Telefone: 21 760 3628

Deverá proceder de imediato à SELEÇÃO DO LOCAL DE FORMAÇÃO preferencial e respetiva INSCRIÇÃO.

Link de inscrição (demora 30 segundos a preencher)

https://forms.gle/cW3eufEeLW19RJjh8
Casamento
1080 1350 Aliança Evangélica Portuguesa

“… casaram e foram felizes para todo o sempre…”

Este é a mensagem dos filmes infantis sobre princesas, que termina invariavelmente em casamento. E muitas vezes, esta é a ideia que algumas pessoas têm sobre casamento.

Infelizmente a realidade acaba por ser bem diferente. Porquê? Porque é que assistimos à diminuição dos casamentos na nossa sociedade? Porquê que muitas pessoas já não acreditam no casamento? As respostas a estas perguntas passam por, primeiro, percebermos o que é o casamento. De acordo com o dicionário da Porto Editora, casamento é o ato ou efeito de casar; é a união conjugal; é o matrimónio, que contempla dois aspetos: O Direito Civil e o Religioso. 

No Direito Civil, casamento é um contrato civil livremente celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante plena comunhão de vida, segundo o qual se estabelecem direitos e deveres conjugais.

Na Religião católica é sacramento pelo qual um homem e uma mulher se ligam de forma perpétua, de acordo com as prescrições da Igreja

Para o cristão que se revê nos ensinamentos bíblicos, casamento é uma aliança que se estabelece numa cerimónia onde os vínculos matrimoniais entre um homem e uma mulher, são firmados e os ligam até que a morte os separe. O casamento pode-se resumir em três aspetos principais: a livre vontade dos próprios, o cumprimento dos rituais da cultura (na cultura portuguesa é a Conservatória, e/ou a igreja) e a consumação do ato através da relação sexual.

E é desta relação “até que a morte os separe” que eu quero falar. Uma boa parte das pessoas que casa, entra para a relação pensando “o meu cônjuge vai fazer-me feliz”! De acordo com a palavra de Deus, é responsabilidade do cônjuge estar atento às necessidades do outro e ser a resposta de Deus a essas necessidades. Mais do que procurar a felicidade em si mesma, é na entrega de um ao outro (o amor/amar) que a felicidade pode ser encontrada.

Muito raramente se está no casamento com o pensamento “eu vou fazer o meu cônjuge feliz”, Ou “Eu vou ser a resposta de Deus às suas necessidades.” Desta forma, cada um espera que seja o outro a fazê-lo feliz. O grande desafio é estar no casamento com o pensamento que devo fazer tudo o que está ao meu alcance para pensar mais no meu cônjuge do que em mim mesmo, isto de forma bíblica e saudável.  Somos naturalmente egoístas e pensamos em nós em primeiro lugar, em vez de pensarmos no outro, por isso as relações tendem a ser difíceis e muito longe daquilo que Deus planejou e pensou.

Surge então a pergunta: Qual o propósito de Deus para o casamento?

Para um cristão que acredita que a Bíblia é a Palavra de Deus, ela dá a resposta. Após a criação de todas as coisas, narrada no livro de Gênesis, capítulos 1 e 2, Deus criou o homem e a mulher, Gênesis 1.26,27 “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra”.

Mais adiante, em Gênesis 2:18 “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.” E em Gênesis 2.21-24Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” Este foi o primeiro casamento, feito por Deus e testemunhado por toda a criação.

Juntos, os dois “uma só carne”, deviam frutificar, multiplicar-se e encher a terra, sujeitá-la e dominá-la. Juntos deviam também refletir a glória de Deus no seu relacionamento, porquanto foram criados à imagem e semelhança de Deus. Deviam mostrar a toda a criação, os atributos comunicáveis de Deus. Deus criou mais do que dois “Eus”, Ele criou um “NÓS”, um sere humano Macho e Fêmea, para comunicar os seus atributos, Amor, misericórdia, bondade, fidelidade, justiça, sabedoria, santidade, verdade, liberdade e paz.

Alem disso, cada um deles tinha uma tarefa específica: o homem era o provedor e o protetor do lar e a mulher era a auxiliador e cuidadora do lar. É verdade que nos dias em que vivemos, estas tarefas estão esbatidas, principalmente porque os dois trabalham e proveem para a família e os dois realizam tarefas domésticas. Isso quer dizer que o plano de Deus falhou? Não! Quer dizer apenas que, como são os dois “uma só carne “e estão a trabalhar para o mesmo objetivo, a relação deve priorizar o “NÓS”, e não o “EU”, a divisão das tarefes do lar deve ser consoante as habilidades e disponibilidades de cada um, bem como o sustento, fruto do trabalho individual, pertence ao NÓS e não a cada um dos “EUs”. Assim, as responsabilidades devem ser definidas previamente, em amor e respeitando às particularidades um do outro. Esta forma de estar no casamento em que priorizamos o “NÓS”, é uma mudança de mentalidade e uma compreensão mais ampla da vontade de Deus, diferente da que temos hoje. Essa mudança de pensamento, de postura e de atitude, faz TODA a diferença nos nossos casamentos.

Porque o egoísmo faz parte da natureza humana pecadora, a relação conjugal enfrenta vários desafios, tais como o conhecimento de nós mesmos, o conhecimento do outro, a expressão genuína dos sentimentos e emoções, a educação dos filhos, a gestão financeira e a vida sexual. Estes desafios, levados ao extremo, em vez de cooperarem para um relacionamento saudável e agradável, acabam por tornar os lares numa batalha campal feroz e cruel. Como ultrapassar isso? Devemos viver resignados ou fazer alguma coisa em contrário? É claro que devemos lutar, não nos devemos resignar, mas em vez de combatermos um contra o outro, devemos unir-nos, esforçar-nos e trabalharmos juntos contra tudo o que quer destruir a harmonia do casal e do lar.

Um outro desafio está relacionado com as diferenças anatómicas, fisiológicas e genéticas entre o homem e a mulher. Apesar de intelectualmente estarmos conscientes destas diferenças, na vivência do dia a dia, as mesmas tendem a ser ignoradas e acabam por separar os casais. Mas a ideia de Deus é que estas diferenças sejam para complementaridade, apoio e fortalecimento do casal. Os pontos fortes de um, complementam os pontos fracos do outro, e assim seguem numa relação de cumplicidade e parceria.

O casamento é o lugar perfeito criado por Deus para confrontar e expor o meu EU de forma a conduzi-lo a Cristo, à morte do “EU”, conforme diz a Bíblia. Sem a morte do “eu”, vivem na mesma casa dois “eus” competindo entre si, até que algum deles se anule ou se resigne, mas este não é o plano de Deus. O deixar crescer o “NÓS” no casamento vai de encontro ao plano divino. O “NÓS” trabalha para a satisfação mútua do casal e busca responder à vontade de Deus, às necessidades e aos anseios um do outro.

Sejam quais forem os desafios e as dificuldades que a vida vos traga no casamento, não desistam de vós mesmos, procurem ajuda!

Na medida em que ambos queiram, sejam humildes, honestos, submissos e obedientes a Deus, o Deus dos impossíveis, que teve a ideia do casamento, fará os milagres necessários para a restauração.

Genny Chaveiro

Conferencista/palestrante sobre vida familiar

Direção Aliança Evangélica Portuguesa, responsável pela “Assessoria de Mulheres”

Semana do Casamento
1080 1350 Aliança Evangélica Portuguesa

A Aliança Evangélica Portuguesa vai promover a Semana do Casamento de 12 a 19 Fevereiro, para promover os valores do Amor e da Família Cristã.

Numa sociedade onde o casamento bíblico é tão atacado, destorcido e desprezado, a igreja urge em ser a luz, o sal, a coluna que sustenta a verdade.

O casamento é uma ideia de Deus, uma maravilhosa ideia, mas o inimigo odeia o casamento. Somos testemunhas de como nos últimos tempos esta instituição divina tem sido tão fortemente abalada. O número de divórcios tem vindo a disparar, a ideia do casamento entre um homem e uma mulher tem vindo a ser relevada para segundo plano.

Precisamos de orar muito pelos casais das nossas igrejas e investir neles, investir para que os mesmos sejam a referência para uma sociedade com poucos modelos, que nossos casais sejam um reflexo de Deus e da sua vontade.

A Aliança Evangélica vem encorajar as Igrejas a divulgarem todas as atividades, histórias e testemunhos que nos ajudem a construir Casamentos Felizes.

Através das nossas redes sociais e programas de televisão e rádio também daremos o nosso contributo.

Fiquem atentos!

Vamos apoiar a Turquia!
690 450 Aliança Evangélica Portuguesa

Mensagem do Conselho de TEK (Associação das Igrejas Protestantes, ou Aliança Evangélica Turca) e um apelo às vossas orações e doações:

“Queridos irmãos e irmãs, estamos todos a passar por um profundo choque após o terramoto desastroso. Embora ainda não saibamos a extensão total dos prejuízos, é evidente que estamos perante uma situação muito grave e difícil. Muitas igrejas e crentes na zona do terramoto estão a trabalhar arduamente para ajudar as vítimas, enquanto lutam com as suas próprias dificuldades e dor. Não nos esqueçamos de apoiá-los com as nossas orações. 

Se os irmãos e irmãs nas províncias vizinhas poderem abrir as suas casas temporariamente para alojar quem necessitar, então devem falar com os seus próprios líderes da igreja que podem contactar pastores e outros que trabalham na região afetada… “

Outra forma de poiar é financeiramente, através das contas bancárias abaixo indicadas. Os fundos recolhidos serão utilizados exclusivamente para as vítimas do terramoto na região e, no final, será apresentado um relatório.
A Aliança Evangélica Europeia está a canalizar donativos para apoiar a Aliança Evangélica Turca (TeK). Os fundos irão para a ONG turca, a First Hope Association, que já está a trabalhar nos esforços de socorro (para mais detalhes, veja a página da EEA Website post). Para outras formas de dar, por favor leia o artigo publicado pela Evangélical Focus aqui.

Conta Beneficência AEP:
IBAN: PT50 0033 0000 4528 2173 8960 5 
SWIFT: BCOMPTPL

Apoio Turquia

Que o Senhor tenha misericórdia de todos nós. Que o Espírito Santo nos proteja e nos dirija!

Semana Universal de Oração 2023
1080 1080 Aliança Evangélica Portuguesa

Mais uma vez iniciamos este novo ano com um desafio para a Oração, através da SEMANA UNIVERSAL de ORAÇÃO que desta vez tem como tema “Alegria”.

Nesse sentido, queremos estimular mais uma vez todas as igrejas evangélicas em Portugal a observar a Semana Universal de Oração, entre os dias 8 e 15 de janeiro de 2023, quer em iniciativas realizadas separadamente por cada comunidade local quer em reuniões que possam juntar comunidades de diferentes denominações na mesma localidade ou região. Como lembrou o Senhor Jesus na Sua oração ao Pai: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um, em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17:21).

Conheça aqui o Guia de Oração 2023 – PDF

Conheça aqui quando e onde participar nas reuniões locais de oração (documento a disponibilizar brevemente)

Descarregue aqui os cartazes da Semana Universal de Oração em diferentes formatos.

Deus ricamente vos abençoe!

OS EVANGÉLICOS E A LEI DA EUTANÁSIA
1280 853 Aliança Evangélica Portuguesa

Mais uma vez o parlamento português aprovou a lei que legaliza a aplicação da eutanásia no nosso país. Como tal, a Aliança Evangélica Portuguesa vem de novo afirmar que considera a Vida como um bem que não pode ser sujeito a exceções, pelo que discorda de qualquer lei que coloque como hipótese a morte medicamente provocada e manifesta profunda preocupação com a nova versão do texto aprovado.
Consideramos que esta matéria é de tal modo importante que haveria sempre a necessidade da ocorrência de dois pressupostos antes da preparação de qualquer lei desta natureza: a primeira seria um debate amplo de análise filosófica, social, religiosa e pragmática, que nunca ocorreu na preparação desta lei; e, por outro, a necessidade de estarem assegurados os cuidados paliativos e sociais necessários ao exercício de decisão livre e sem coação do sofrimento. No entanto, nem uma nem outra condição estão preenchidas.
Discordamos veementemente da ideia de morte medicamente provocada e verificamos que o texto atual agrava ainda mais a situação dos mais fragilizados que podem ficar sujeitos à tomada de uma decisão com esta gravidade e irreversibilidade. Verificamos que a ideia inicial de antecipação de uma morte iminente com o texto “doença incurável e fatal” foi completamente colocada de lado, passando o texto a prever “doença grave e incurável”, já não sendo necessário estimar que a morte pudesse chegar com brevidade, bem como, verificamos que os prazos previstos para o processo de decisão são no mínimo de dois meses, com prazos muito curtos para que os pareceres possam ser preparados durante esse período – 15 ou 20 dias para a emissão dos pareceres médicos e 5 dias para a comissão decisora dar resposta. Esta situação implica ligeireza em assegurar a vontade atual, séria, livre e esclarecida do paciente e negligencia a análise médica de que o doente está em situação de sofrimento de grande intensidade e padece de uma lesão definitiva de gravidade extrema ou de uma doença grave e incurável. Em nenhum momento do processo se averigua se há alguma situação que possa ser resolvida ou melhorada por forma a dar oportunidade à mudança de decisão, nem são equacionadas situações em que o paciente possa estar a ser coagido por familiares ou outros intervenientes nesta tomada de decisão, pois não nos parece suficiente a mera declaração.
Perante a irrazoabilidade desta lei, a Aliança Evangélica Portuguesa apela ao Senhor Presidente da República para que tudo faça no âmbito das suas competências e responsabilidades para que esta lei não entre em vigor; apelamos também ao Tribunal Constitucional para que continue a pugnar pelo princípio da inviolabilidade da Vida Humana, consagrado na lei fundamental, ao invés de defender a frágil autonomia das pessoas em sofrimento, tão permeável ao aproveitamento de interesses externos.
A Aliança Evangélica Portuguesa, constituída desde 1921, tem por objetivo congregar os evangélicos portugueses e representá-los perante a sociedade e o Estado. É o mais antigo e abrangente organismo de cooperação desta família cristã, contando, atualmente, como membros, mais de 700 comunidades evangélicas locais e cerca de 65 organizações, entre as quais se incluem diversos organismos ou federações das igrejas evangélicas mais representadas em Portugal. Esta federação cristã integra o Grupo de Trabalho Inter-religioso Religiões | Saúde, sob a égide do Alto-Comissariado para as Migrações.

EVANGÉLICOS EM PORTUGAL SEGUNDO O CENSOS 2021
625 757 Aliança Evangélica Portuguesa

De acordo com os dados recentemente divulgados referentes ao inquérito nacional “Censos 2021”, dos residentes em Portugal com 15 e mais anos de idade, que voluntariamente responderam à pergunta sobre a sua pertença religiosa, 186832 afirmaram ser protestantes/evangélicos (2,13% dos respondentes). Uma parte significativa destes cidadãos integram igrejas e comunidades religiosas que estão filiadas na Aliança Evangélica Portuguesa.

Esta federação, constituída a 14 de novembro de 1921, com estatutos aprovados desde 6 de fevereiro de 1935, tem por objetivo congregar os evangélicos portugueses e representá-los perante a sociedade e o Estado. É o mais antigo e abrangente organismo de cooperação desta família cristã, contando, atualmente, como membros, mais de 700 comunidades evangélicas locais e cerca de 65 organizações, entre as quais se incluem diversos organismos ou federações das igrejas evangélicas mais representadas em Portugal.

Refira-se que esta é a primeira vez, desde que em 1864 foi realizado o I Recenseamento Geral da População Portuguesa, que a designação “evangélica” foi incluída numa categoria de pertença religiosa, o que pode ajudar a explicar o facto de ter aumentado significativamente o número de respondentes, uma vez que aqueles que se identificavam como “protestantes” em 2011 eram apenas 75571 (0,84% dos inquiridos). Na verdade, a grande maioria das pessoas que pertencem a igrejas evangélicas em Portugal autorrepresentam-se como evangélicos, embora sejam herdeiros dos princípios doutrinários da Reforma Protestante do século XVI, designadamente o reconhecimento da centralidade e da autoridade da Bíblia como Palavra de Deus.

A ampliação da identificação da categoria, que no Censos 2021 passou a ser “protestante / evangélica”, resultou de uma proposta apresentada em 2019 pela Comissão da Liberdade Religiosa ao Instituto Nacional de Estatística, por se adequar melhor à diversidade que este grupo representa, incluindo desde igrejas históricas a pentecostais. Para além desta modificação, foram ainda incluídas as categorias de “testemunhas de Jeová”, “budista” e “hindu”; não foi aceite a inclusão da categoria “crentes sem religião”.

De destacar o facto de, segundo o Censos 2021, continuar a diminuir o número total de cristãos em Portugal e de serem já mais de um milhão os que se consideram pessoas sem religião. Para os evangélicos, com comunidades organizadas no país há quase dois séculos, a Bíblia é a sua única regra de fé, sendo esta uma mensagem de crucial importância para cada indivíduo em particular e para a sociedade em geral, no que diz respeito às suas necessidades, quer sejam espirituais, morais, éticas, culturais, sociais, políticas, etc.

Para consultar em detalhe a filiação religiosa da população portuguesa, os dados podem ser visualizados aqui:

https://tabulador.ine.pt/indicador/?id=0011644