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A MORTE NA PERSPETIVA DOS EVANGÉLICOS

A MORTE NA PERSPETIVA DOS EVANGÉLICOS

1510 1004 Aliança Evangélica Portuguesa

Com base nas Sagradas Escrituras, os evangélicos afirmam que o crente que se arrepende dos seus pecados e confia sem reservas na morte de Cristo, oferecida como sacrifício único para a sua salvação, recebe a vida eterna na altura da sua conversão (João 5:24). A ressurreição de Jesus é uma vitória sobre o “último inimigo”, a morte física, e garante a futura ressurreição do crente para viver com Ele em “novos céus e numa nova terra em que habita a justiça” (2 Pedro 3:13). Entretanto, a morte física significa uma passagem imediata do seu espírito para a presença do Senhor (Lucas 23:43), não por causa dos seus próprios méritos, mas com base no dom gratuito da vida eterna que Jesus lhe confere pela graça de Deus, e que ele recebe por meio da fé.
A morte física é uma realidade que aguarda todo o ser humano. Surge por vezes de formas repentinas e trágicas, outras vezes como o fim de um processo de enfraquecimento e velhice que envolve muita dor e sofrimento, ou outras vezes ainda de uma forma tranquila. Mas ela traz sempre questões às quais – tanto o próprio que a antecipa como os seus entes queridos – têm dificuldade em responder. Sendo Jesus o único caminho de salvação (João 14:6) como cristãos evangélicos não acreditamos que os que não confiam n’Ele possam escapar da condenação eterna, da qual as Escrituras falam claramente (Marcos 9:45 a 48, 2 Tess 1:4-9). Nós não podemos, no entanto, conhecer o íntimo do coração dos outros, sobretudo na fase em que estes vêem a morte a aproximar-se – fase em que a pessoa pode depositar a sua fé em Jesus, independentemente da igreja a que possa pertencer, ou mesmo que não tenha pertencido a nenhuma. Só a Deus compete julgar. A noção do Purgatório, não sendo ensinada nas Escrituras Canónicas, não faz parte da fé dos evangélicos. Os crentes encaram os funerais como momentos privilegiados para poderem agradecer e celebrar a vida do que faleceu, sobretudo em casos em que o defunto era um crente de testemunho convincente. Para muitos o Dia dos Defuntos, mesmo não sendo uma altura em que se possa ou se deva orar a favor de entes queridos falecidos, pode ser um bom momento para os recordar e agradecer a Deus o legado moral e espiritual que deixaram.


Alan Pallister

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