Em 1994, a ONU deu nome a este dia, a fim de enfatizar “a importância da família na estrutura do núcleo familiar” na educação, ensino, respeito, direitos e toda uma panóplia de temas impossíveis de destacar neste pequeno texto.
Venho de uma família grande, com mais onze irmãos e irmãs. Quando entrei para o primeiro ano escolar, já levava na bagagem ferramentas necessárias para lidar com uma comunidade nova, fora da família. A disciplina e o respeito, foram dois pilares importantes que entre outros, os nossos pais passaram para nós, praticados no lar e obviamente usados fora dele.
Sendo cristãos evangélicos e tendo a Bíblia Sagrada como lema, a Igreja, (família espiritual), teve desde cedo muita influência no meu crescimento como pessoa, recebendo ensino e aprendendo a ter comunhão com Deus como Pai, cujo relacionamento acrescenta o desejo de obediência e amor a Ele e aos que nos rodeiam.
Quando Deus criou o mundo e o preencheu com tudo o que era para ser desfrutado, formou o homem e a mulher, o clímax da criação, no intuito de ser adorado e obedecido. Não aconteceu assim e por causa da desobediência, foram expulsos de um jardim maravilhoso, vindo uma consequência natural fruto do pecado: Deus disse a Eva: “Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos… E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz da tua mulher e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela… No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.” (Génesis 3:16,19)
Assim, os nossos primeiros pais se multiplicaram conforme ordenança de Deus e na dureza da nova vida, não foram abandonados pelo Criador que é o autor das famílias.
O pecado, cometido de muitas formas, levou as pessoas a se desviarem de Deus, entristecendo-O, “…mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos”. (Gálatas 4:4,5)
“Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos. …onde o pecado abundou, superabundou a graça.” (Romanos 5:19,20)
Com a morte de Jesus fomos restaurados à posição de filhos amados, aceitando o seu sacrifício e recebendo-o como Salvador.
Depois da Sua ressurreição, Jesus voltou para o Pai, mas ficaram os seus discípulos, multidões que O seguiram e apesar das perseguições, espalharam o Evangelho por muitos lugares, pagando alguns com as próprias vidas.
“…Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.” (Atos 11:26) Assim a Igreja se multiplicou, chegou aos nossos dias e a Mensagem Redentora da Salvação está disponível para cada pessoa, famílias, povos, nações.
É desejo de Deus, que as famílias sejam cuidadoras nos seus lares, mas sendo sensíveis a tantas dificuldades noutras famílias, neste contexto em que abrigamos tantos migrantes, obrigados a sair dos seus lugares de origem para nova cultura e língua, desejando uma integração
Como a Igreja é composta por famílias, juntamo-nos também neste propósito, de modo que possamos atingir o sentimento do salmista David: “Deus faz que o solitário viva em família.” (Salmo 68:6)
Carlota Fernandes Roque Missionária aposentada