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AEP

O caminho para a liberdade financeira
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Há muito que a escravidão foi abolida. Contudo, há uma escravidão oculta que aflige muitas famílias: a escravidão financeira. De facto, as estatísticas são alarmantes. As finanças têm impactado os nossos relacionamentos e a nossa saúde física e mental. Com tristeza, vemos cada vez mais famílias em stress financeiro e isso tem resultado em mais conflitos, divórcios e doenças.

É possível alcançarmos a liberdade financeira? Sim, há esperança. No entanto, primeiro precisamos entender o que é a liberdade e o que é a escravidão.  Um escravo não tem escolha na gestão dos seus bens. Ele trabalha apenas para sobreviver e para pagar os seus credores. No século XXI, o escravo é aquele que o seu salário já está destinado e não tem qualquer liberdade de escolha. Não tem oportunidade para usufruir e partilhar os seus bens com outras pessoas e não consegue poupar para os seus sonhos e objetivos. Acima de tudo, o escravo vive com medo dos dias de crise. A liberdade é o oposto. Quando somos livres financeiramente podemos tomar decisões financeiras sobre o nosso orçamento, sentimos paz em situações de emergência, podemos usufruir da alegria de dar e ainda definimos objetivos importantes para o nosso dinheiro. A liberdade financeira traz acima de tudo paz.

Como posso alcançar a liberdade financeira?

Há milhares de anos foi escrito um livro que contém tudo o que necessitamos para as nossas finanças pessoais: a Bíblia. Deus sempre esteve interessado na nossa vida financeira e o Seu desejo sempre foi que fossemos livres. Não fomos criados para sermos escravos e por isso, na Bíblia, encontramos muitos princípios financeiros para que vivamos uma vida financeira próspera. Buscar a liberdade financeira é fundamental e é um processo de aprendizagem para todos. Com toda a certeza, precisamos assumir o comando e o domínio sobre o dinheiro para que ele não se torne senhor e nos escravize. A questão é se dominamos ou se somos dominados.

Quais são os princípios bíblicos essenciais para ser livre?

  • Antes de mais, estabeleça um orçamento. À primeira vista, pode parecer algo limitativo ou trabalhoso mas é o oposto. Um orçamento provê informação e permite a liberdade de dizermos ao nosso dinheiro para onde ele deve ir. Jesus instruiu os seus discípulos a fazer um orçamento. (Lucas 14:28). Se não investirmos tempo em gerir o nosso dinheiro, depois vamos ter que descobrir para onde ele foi.
  • Viva com uma margem. A regra central para a liberdade financeira é gastarmos menos do que ganhamos. Abdicar de consumir no presente é um desafio mas produz frutos preciosos. Em Provérbios 21:20, o rei Salomão equipara a poupança a um ato de sabedoria. Uma margem produz menos ansiedade e mais paz.
  • Construa um fundo de emergência para estar preparado para os momentos difíceis. A nossa vida financeira é cíclica. José, governador do Egito, demonstrou sabedoria quando acumulou mantimentos nos dias de prosperidade para os dias de crise. Tenha uma visão de longo prazo e desenvolva o hábito de planear.
  • Não acumule dívidas. A Bíblia considera a dívida uma forma de escravidão. (Provérbios 22:7). Ela tem destruído famílias e tem tirado a paz de muitos. Quanto mais dívidas e prestações acumulamos, menos liberdade temos para gerir o nosso dinheiro. Portanto, viva dentro das suas possibilidades pois a paz vale mais do que qualquer bem temporário.
  • Desenvolva o contentamento, a gratidão e a generosidade. Estes pilares vão manter o nosso coração no foco certo. Quanto mais olhamos para as necessidades dos outros e somos gratos pelas bênçãos que já recebemos, menos vamos desejar o que não temos. O descontentamento precisa ser travado para que possamos usufruir livremente daquilo que nos é dado e também encontrar a satisfação nas nossas finanças.

Para finalizar, é crucial recordar o princípio central da nossa vida financeira: Deus é o dono de tudo e nós somos seus administradores. Recebemos a responsabilidade de gerir todos os recursos terrenos e precisamos procurar fazê-lo com excelência. O objetivo de termos liberdade financeira não é adquirirmos tudo o que queremos, pois isso iria levar-nos a uma espiral infinita de descontentamento e, em última instância, à falência. O objetivo é sermos livres para podermos servir melhor a Deus, cuidar da nossa família e estender a mão ao nosso próximo. O segredo está na ação e nunca é tarde para começar o caminho.

Se deseja aprender mais sobre finanças bíblicas, consulte o site www.gpsfinanceiro.com

Ana Bessa

Economista e fundadora do projeto GPS financeiro.

O quadro
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Há largos anos, nos Açores, recebemos em nossa casa, num verão, dois amigos vindos de Barcelona. Foi um bom convívio.

Já em casa, reformados, fomos nós a Barcelona a convite deles – cinco dias fantásticos.

Não tenho jeito para desenhar, pintar, daí que gosto de apreciar o que não sei fazer.

Todas as manhãs daquele verão de agosto, um dos nossos amigos armava o cavalete e demais acessórios no espaço exterior da casa e todos os dias eu ia tentar perceber o avanço da obra que ele tinha em mente. Uma pincelada aqui e outra além, mantinha o segredo do artista.

Uma manhã, abri a porta e fiquei maravilhada. O pintor acordara cedo e partiu para os acabamentos, pensava eu. Uma cordilheira como fundo, um casario no sopé da mesma e árvores frondosas, mostraram-me um cenário maravilhoso.

No dia seguinte, lá estava ele de novo e perguntei: Então, ainda não está pronto? A mim, parecia-me que sim. Respondeu: “Os retoques são importantes e ontem não estavam cá.”

No tempo aprazado, os amigos partiram para a sua terra, mas o quadro ficou, como uma oferta fantástica.

Também é assim que Deus faz: vai desenhando a nossa vida não de uma forma abstrata, embora muitas vezes não entendamos os traços. Se deixarmos, Ele vai trazendo luz e cor para um propósito só Dele. Essa pintura, pode parecer ao princípio um “borrão” até que apareça algo bem definido e agradável.

Eu sinto que continuo a ser retocada, espero continuar a ser até ao dia em que me chamar para Si e aí, sim, a obra ficará completa nas mãos do grande Autor da Vida.

“Na verdade, toda a correção ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça, nos exercitados por ela.” (Hebreus 12:11)

Carlota Roque

Missionária aposentada

CUIDAR DOS QUE CUIDAM
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Quando penso neste tema penso, inevitavelmente, no cuidado que Deus teve para com as pessoas que cuidam na Bíblia.

Lembro a história de Noemi, que cuidou dos seus filhos e do seu marido, e, num país estrangeiro, onde tinha procurado o pão, a felicidade, a paz… perdeu os seus amados. Com grande amargura na sua alma quis voltar para a sua terra Natal, Belém a terra do pão. Noemi, perdera os seus amados, mas não perdeu o amor nem a misericórdia de Deus. Nunca perdemos. Ela, que tinha cuidado de tantos, agora chegara a vez de Deus cuidar dela. Deus colocou então no coração da sua nora, a moabita Rute, uma estrangeira, cuidar dela. “O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus”. Acompanhou-a então por 80 km até uma terra que nunca conhecera. Rute, apesar de não ter crescido nas verdades do Deus de Israel, colocou em prática uma (ou mais) leis espirituais: Semear para colher, cuidar para ser cuidado, cuidar dos mais vulneráveis e experimentar o cuidado de Deus. Foi então que Rute, conheceu a maior transformação da sua vida. Cuidando da sua sogra, sem qualquer esperança de futuro, buscando alimentos para ela, ela própria foi cuidada por Deus, encontrando o amor da sua vida, Boaz, um terno e expressivo exemplo de Cristo.

Lembro também a tragédia da viúva de Naim. Em Lucas 7 diz que Jesus se moveu de íntima compaixão por ela. Pense nesta frase: nos últimos tempos, tem olhado para alguém e isso fá-lo mover-se de íntima compaixão, por essa pessoa? No seu interior, surge um desejo profundo de cuidar, de restaurar? Era isso que movia Jesus, e é isso que nos deve mover.

Jesus sabia que, para esta mulher, perder o marido, perder o único filho, significaria no futuro uma profunda carência emocional, financeira e social. Sujeita a descriminações, e sem suporte familiar, haveria pouca esperança para a mulher, além de viver na miséria. Mas Deus cuida dos que cuidam, e restituiu-lhe à vida o seu amparo, como um abraço do alto que revigora a alma.

A Viúva de Sarepta é mais um episódio que nos mostra o cuidado de Deus para com os que cuidam. Numa altura de fome, esta mulher e o seu filho só tinham um pouco de farinha e azeite. O profeta Elias desafia-a a fazer primeiro um bolo para ele, dizendo que depois, nunca haveria de se acabar o alimento para ela e seu filho. Porque haveria ela de acreditar? No entanto, sem qualquer outra esperança onde se agarrar, a viúva de Sarepta optou pela obediência, em vez da desconfiança. Cuidou do homem de Deus, do profeta, e Deus cuidou dela e do seu filho, durante aquele tempo de escassez, nunca lhes faltando alimentos.

Por última, quero referir a viúva dos filhos dos profetas, um episódio que se passou com o profeta Eliseu. A mulher ficara viúva, e o marido, havia deixado dívidas. Os credores queriam levar-lhe os filhos como escravos, deixando-a sem nada. Mas, mais uma vez o cuidado de Deus para com esta mulher que cuidou do seu marido e filhos, foi evidente e milagroso. O profeta disse-lhe que procurasse junto dos seus amigos e vizinhos tantas vasilhas quantas pudesse, pois o pouco azeite que ela tinha, iria ser suficiente para encher todas elas, pagar as dívidas e servir de sustento para os seus dias.

Vamos orar:

Senhor,

Ajuda-me a sempre ser cuidadora dos que estão ao meu redor. A ter especial atenção aqueles que cuidam de crianças, de idosos, de portadores de deficiência, de doentes. Ajuda-me a ver o seu desgaste, o seu cansaço, as suas impossibilidades, as suas lágrimas escondidas, os seus anseios calados, e a ser, como os profetas de Deus foram, como Jesus foi, cuidador destes.

Ajuda-me também a crer que, cuidando eu dos que cuidam, tu cuidarás de mim. Se semear, tu me ajudarás a colher, se me faltar tu proverás, se não for suficiente, tu multiplicarás, em nome de Jesus e para Tua glória.  Amém.

Elsa Correia Pereira
Socióloga

Conferência Bíblia “Vida Centrada em Cristo”
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É já na semana de 8 a 12 de agosto que o Acampamento Baptista de Água de Madeiro vai receber a XII Conferência Bíblia “Vida centrada em Cristo”, com o Pastor Luiz Sayão como principal orador.

Segundo a direção do Acampamento, localizado no Pinhal de Leiria, o espaço onde vai decorrer o evento está renovado, requalificado e preparado para receber todos os conferencistas em conforto e bem-estar. Será também uma oportunidade de refletir Cristo num ambiente que permitirá a solidão e o convívio, o tempo com Deus e com os outros.
Um tempo de refrigério da Alma, de renovação de forças e de compromisso com Cristo.
Queremos muito recebê-lo!
Que contemple no seu planeamento esta pausa e este encontro consigo e com Deus.
O Acampamento Baptista de Água de Madeiros aproveita esta plataforma para vos dar a conhecer e abrir a porta de inscrição.

Mais info:
https://acampamentobaptista.com.pt/evento/xii-conferencia-biblica-2022

São todos muito bem-vindos!

Eleição novos presidentes dos Órgãos Sociais AEP
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Já foram eleitos os futuros presidentes dos Órgãos Sociais da AEP

No passado dia 18 de junho decorreu mais uma Assembleia Geral da AEP, desta vez em Ovar. Nesta reunião foram eleitos os futuros presidentes dos órgãos sociais da Aliança Evangelica, que têm agora até à próxima Assembleia Geral para formar suas equipas.

Estes são os nossos irmãos que foram eleitos para o próximo triênio:

Presidente da Mesa da Assembleia Geral – João Jacinto Gomes Botelho.

Presidente da Direcção – Timóteo Armelim de Jesus Cavaco,

Presidente do Conselho Fiscal – Fernando Jorge Almeida Raposo.

Destaque também para a homenagem feita aos obreiros já aposentados que serviram naquele distrito de Aveiro.

Que possamos continuar a orar pelo trabalho da Aliança Evangélica Portuguesa, gratos por cada um dos irmãos, igrejas e organizações envolvidos!

Dia Mundial do Refugiado – 20 Junho
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No âmbito do Dia Mundial do Refugiado, assinalado a 20 de Junho, a Comunidade Evangélica Internacional convencionou, a cada ano, assinalar esta data nas igrejas evangélicas através dos Domingos de Oração pelos Refugiados, que são os domingos anterior e posterior a dia 20, e que este ano, serão 19 e 26 de Junho.
Damos graças a Deus por tudo o que a Comunidade Evangélica está a fazer em favor dos cidadãos refugiados, e queremos apelar a todas as comunidades evangélicas para assinalarem estes dias sensibilizando para uma temática tão atual e onde a igreja de Jesus pode e deve ser sal e luz. Refúgio é uma ideia de Deus e a defesa dos mais vulneráveis, como os estrangeiros, também.
O tema deste ano do Dia Mundial do Refugiado é “Defensor“, sendo que o nosso Deus é o Defensor dos estrangeiros, órfãos e viúvas, conforme Deuteronómio 10:18.
Caso as igrejas desejem receber algum material mais aprofundado sobre o tema, ou formação, poderá solicitar através deste e-mail. A assessoria da Aliança Evangélica Portuguesa para os Refugiados dispõe de materiais e (in) formação para:
– awareness/ sensibilização para o tema dos refugiados e temáticas psicossociais associadas (dados gerais, estatísticas, países de origem e suas características religiosas e socioculturais, Tráfico de Seres Humanos, Igreja Perseguida, etc.)- Links e recursos (in) formativos sobre os refugiados partilhados por comunidades evangélicas em Portugal e na Europa.- Recursos da OIM (Organização Internacional das Migrações) sobre diferenças culturais e reinstalação.- Recursos para o diálogo inter religioso e intercultural- Recursos sobre resiliência e trauma- Recursos para o acolhimento de crianças refugiadas- Recursos para ensinar às crianças (nacionais) sobre o acolhimento de refugiados, à luz da Bíblia.- Recursos para o evangelismo de outras culturas- Conhecimento e contactos de organizações cristãs nacionais e internacionais que atuam neste âmbito. 
Se necessitarem de informações mais específicas sobre aspetos legais, empregabilidade, habitação e respostas sociais, queiram por favor contactar a Aliança Evangélica e/ou a Eunoia (geral@eunoia.pt) que vos ajudará neste sentido. Mais informações também em https://aliancaevangelica.pt/site/crise-na-ucrania-como-podemos-ser-comunidade-de-acolhimento/

Que possamos ser todos defensores dos refugiados!

A responsável pela assessoria da Aliança Evangélica Portuguesa para os refugiados, Elsa Correia Pereira

Dia Nacional de Oração pelas Crianças – 29 Maio 2022
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Como tem sucedido em anos anteriores, no último domingo de Maio assinalamos o Dia Nacional de Oração pelas Crianças de Portugal, promovido pela Aliança Evangélica Portuguesa, em parceria com os diferentes ministérios e organizações que trabalham mais diretamente com os mais novos.

Sabemos que Portugal tem uma vasta população infanto-juvenil na qual é, sem dúvida, importante investir ao nível da respetiva evangelização e do discipulado.  A propósito, na Bíblia, em Marcos 16:15 encontramos esta indicação de Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (e a criança é uma criatura). Então, vamos investir e orar por elas!

Lembramos também que as crianças sofrem pressões intensas para que Deus seja excluído das suas vidas. Muitas são marginalizadas, desprezadas e abusadas em tantas áreas: educacional, familiar, física, psicológica, religiosa, sexual, social, etc… Além disso, muitas ideias querem ocupar as suas mentes. Se ficarmos parados, uma geração inteira estará perdida. O que fazer então? Mais do que nunca, há necessidade de juntarmos as mãos e o coração em favor da evangelização e do discipulado das nossas crianças! Para tal, sugerimos e desafiamos todas as igrejas evangélicas, organizações e famílias a prepararem as suas próprias reuniões ou encontros de oração, separando um momento especial do dia para interceder a favor dos seguintes motivos:

 Salvação
 Crescimento espiritual e Discipulado
 Saúde emocional das crianças

Porque GANHAR E DISCIPULAR CRIANÇAS PARA CRISTO É UM GRANDE DESAFIO, lançamos este desafio para que todos se envolvam neste Dia Nacional de Oração pelas Crianças de Portugal! 

“Levanta-te, clama de noite no princípio das vigílias, derrama o teu coração como água perante o Senhor; estende para Ele as tuas mãos em súplica, para que os teus filhos vivam” (Lam. 2:19).

O bom encontro
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Ele procurava alguém que não conhecia. Na verdade, nunca lhe vira o rosto, não sabia o nome, a morada ou mesmo a profissão. Sabia apenas que era uma mulher, que ele acreditava que existia numa determinada terra e que iria encontrar. Tratava-se de uma situação delicada e incomum, de facto.

Da parte da tarde, quando chegou a Naor, assim se chamava a cidade, começou a observar as mulheres jovens que vinham buscar água a um poço que ali existia. Estaria entre elas a mulher certa? E se estivesse, quem seria?

À procura de alguém

 E nós? Já alguma vez procurámos uma pessoa que não sabemos exatamente quem é? Sim, é possível que, na vida, já nos tenhamos confrontado com um desafio semelhante. Onde estará a pessoa certa para ter como uma nova e leal amiga? Para fazer parceria num projecto a desenvolver? Para uma iniciativa de voluntariado ou empresarial? Para aprender e ver promovido o desenvolvimento pessoal? Para namorar e casar? Para consultar num momento de decisão importante?

Incerteza e oração

Eliezer, assim se chamava este homem, procurava noiva para o filho do seu senhor, Abraão. Ali viera, por ordem sua, ambos na incerteza de se encontrar a mulher certa ou não. O próprio Abraão lhe referira, a certa altura: “Se a mulher, porém, não quiser seguir-te…” (Génesis 24:8)

E agora, ali está ele, a observar, sem direcção definida. O que fazer? Sim, ele sabe qual é a estratégia certa: começar a orar.

Aquele que tudo sabe, Criador dos céus e da terra, total conhecedor do íntimo de cada pessoa, é Quem poderá dirigir os Seus passos agora hesitantes. E diz-Lhe: “Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, dá-me hoje bom encontro, e faz beneficência ao meu senhor Abraão! Eis que eu estou em pé junto à fonte de água e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar água; Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.” (Génesis 24:12-14).

Um pedido

“Dá-me hoje um bom encontro”, pede ele ao Senhor! E propõe-Lhe uma pequena iniciativa sua, que se possa constituir como um ponto de partida: pedir água a uma daquelas mulheres.

Curioso é que, diz a Bíblia, ele ainda não terminado a oração quando chega àquele lugar mais uma jovem, que traz um cântaro ao ombro. Ele observa-a atentamente. Ela desce à fonte, enche o cântaro, e depois sobe. E aí é o momento de coragem e acção.  “Então o servo correu-lhe ao encontro, e disse: Peço-te, deixa-me beber um pouco de água do teu cântaro.” (Génesis 24:7)

A resposta dela é de grande amabilidade: “E ela disse: Bebe, meu senhor. E apressou-se e abaixou o seu cântaro sobre a sua mão e deu-lhe de beber. E, acabando ela de lhe dar de beber, disse: Tirarei também água para os teus camelos, até que acabem de beber. E apressou-se, e despejou o seu cântaro no bebedouro, e correu outra vez ao poço para tirar água, e tirou para todos os seus camelos.” (Génesis 24:18-20)

Eliezer observa, admirado e em silêncio, aquela azáfama de ir e vir do poço, e disponibilizar tanta água para si e para os seus dez camelos, e vai vendo desenhar-se um caminho. Sim, aquela poderá ser a mulher!

“E o homem estava admirado de vê-la, calando-se, para saber se o Senhor havia prosperado a sua jornada ou não”. (Génesis 24:21)

O conforto de um bom encontro

E a história continua no belo capítulo 24 do livro de Génesis, que se conclui com a união entre Isaque, filho de Abraão e a tal jovem Rebeca, dizendo:  “Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe.”  (Génesis 24:67)

Um bom encontro, proporcionado por Deus, que oferece consolo, perante um tempo de tristeza, de luto.

Acredito que ainda hoje Deus quer promover bons encontros. Momentos, de graça, entre-ajuda, generosidade, que se podem constituir como ponto de partida para algo maior.

À medida que a pandemia parece desvanecer-se, dando lugar a um tempo mais propício à proximidade, em que cenários de guerra geram inúmeros apelos ao acolhimento e a actos solidários, vamos disponibilizar-nos para bons encontros – oportunidades de partilharmos Quem Deus é em cada um(a) de nós!

Bertina Coias Tomé
Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Psicologia Comunitária

Ele não se importa de esperar
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Falava, há dias, com um homem que está a esforçar-se por dar um outro sentido à sua vida. Prepara-se para iniciar um programa em comunidade terapêutica, face ao quadro de consumo de estupefacientes que o tem dominado e empobrecido. Já anos antes deixara as “drogas” e conseguira inserir-se ao nível familiar e profissional. Agora, recaíra.

Contava-me o seu percurso de vida e, a certa altura, disse-me: “Quando a vida se desmoronou, a droga bateu-me à porta, de novo.” Depois de um silêncio breve, acrescentou: “A droga sabe esperar.”

Nunca tinha ouvido essa expressão e apontei-a: “A droga sabe esperar.”

É uma frase assustadora, como se aquilo que nos fragiliza não desistisse de nos perseguir.

Lembrei-me, então, de uma outra frase que ouvi num retiro, há um tempo atrás, proferida por um amigo. Começou por ler estas palavras de Jesus: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta.” (Mateus 5:23,24)

Depois, realçou o facto de Deus desejar tanto ver reconciliação entre nós que Ele não se importa de esperar pela nossa oferta. Sim, Ele aguarda, com agrado, que corramos para quem nos magoou ou a quem magoámos e construamos a paz entre nós. E Ele espera pacientemente o nosso regresso para que, então, lhe passemos para as mãos a nossa oferta. Ele não se importa de esperar, por querer tanto ver-nos unidos.

Acredito que existe muita reconstrução para acontecer em relacionamentos. Poderá ser delicada, difícil até, mas é sumamente agradável a Deus. E edifica-nos mutuamente, pois uma relação reconstruída é uma relação robustecida.

Um homem falava-me de uma droga que sabe esperar para, depois, destruir. Um outro falava-me de um Deus grande que sabe esperar para nos abraçar, depois de nos reconciliarmos com o nosso irmão.

As ofertas que temos para dar a Deus não têm que entrar em conflito com as questões que eventualmente nos têm afastado uns dos outros. Ele diz para darmos prioridade à reconciliação. Depois, a oferta terá uma beleza diferente diante do Senhor. E, entretanto, Ele não se importa de esperar…

Bertina Coias Tomé
Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Psicologia Comunitária

Fórum Evangélico “Chamados a Acolher!” – Inscreve-te!
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Depois da pandemia, continuamos a enfrentar grandes desafios da atualidade. Atravessamos agora uma Guerra na Europa que está a provocar milhões de refugiados e a Igreja é chamada para agir! É neste contexto que surge o Fórum Evangélico 2022 sobre o tema “Chamados a Acolher!“, que se realiza no próximo dia 23 de Abril na Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa. Será uma oportunidade para percebermos o que a Igreja está a fazer, ouvirmos testemunhos inspiradores, diagnosticarmos necessidades e percebermos como podemos agir a favor de quem sofre, para a glória de Deus!

A partir das 10.00h, teremos simultaneamente a decorrer SemináriosSala de Oração, atividades para crianças, a EXPO Evangélica com a presença de diversos ministérios que vale a pena conhecer! O Fórum terminará ainda com um Concerto Solidário e de Oração com Marcos Martins e os Amigos.

Inscrições para participar aqui: https://forms.gle/qXd9c9gA35aSHE9TA