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AEP

Fórum Evangélico – Tempo de Unidade e Crescimento!
4032 3024 Aliança Evangélica Portuguesa

Foi nos dias 22 e 23 de Março que cerca de 1000 pessoas participaram no I Fórum Evangélico, organizado pela Aliança Evangélica Portuguesa, no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa. O objetivo desta iniciativa foi mobilizar as igrejas a estarem juntas neste dia, conectando ministérios / organizações, proporcionando comunhão entre famílias e a celebração conjunta a Deus. Houve lugar para a música, a Palavra, a literatura, as artes, a ação social, os temas globais da atualidade e muito mais.

Um dos pontos fortes desta iniciativa foi a EXPO Evangélica, que contou com mais de 40 stands de ministérios infantis, juvenis, desportivos, mulheres, ação social, oração, missões, etc… Foi uma oportunidade para o fortalecimento e crescimento do Reino de Deus em Portugal e além fronteiras.

A primeira noite foi dedicada às novas gerações, nomeadamente com um concerto de louvor com Martim Vicente e os amigos, e a Palavra partilhada por Pedro Barbosa, dos “The Four” (Ministério da Ágape Portugal). O desafio lançado aos jovens foi para procurarem mais o Senhor das bênçãos do que as bênçãos do Senhor, tendo como pano de fundo a Pesca Milagrosa que levou Pedro e outros discípulos a seguirem Jesus.

No sábado o dia começou com um tempo de devocional, com o louvor dirigido por Paulo Raposo e com a Palavra partilhada pela psicóloga Bertina Tomé, que nos lembrou que “as misericórdias do Senhor se renovam em cada manhã”. Contámos também com a presença do Secretario Geral da Aliança Evangélica Europeia, Thomas Buker, sublinhando que “Faz sentido que nas nossas igrejas não tenhamos que fazer tudo, ou até fazê-lo sozinhos, mas é mais fácil ter todos os dons do espírito se trabalharmos em conjunto.”

Para refletirmos e debatermos juntos temas relevantes da atualidade, o Fórum Evangélico contou ainda com quatro NetWorks sobre: “Mulheres, Refugiados e Tráfico de Seres Humanos”, “Ministérios Juvenis, Infantis e Desportivos”, “Plantação e Revitalização de Igrejas” e “Ação Social”. Brevemente publicaremos algumas das conclusões a que chegaram em cada um destes seminários.





À tarde houve um tempo dedicado também às famílias com Family Games, música, e ainda a apresentação do livro “Diário de uma Mulher Feliz” de Elsa Pereira, entre outras iniciativas que vão decorrer durante a EXPO Evangélica.

Destacamos ainda a Sala de Oração, onde foi possível, nomeadamente, orar pelos concelhos não-alcançados e partilhar outros motivos de intercessão.


Para o encerramento do Fórum Evangélico, teve lugar a celebração especial, com o Coral do Festival da Esperança (cerca de 100 vozes), um Painel dedicado ao trabalho social da comunidade evangélica (com participação da FEREDE – Federação de Igrejas Evangélicas de Espanha) e ainda uma palavra de encorajamento por parte do pastor Mariano Burgo da FEREDE. Um dos desafios lançados pela direção da AEP foi a criação de uma rede social de organizações evangélicas, à semelhança do que acontece com os nossos irmãos espanhóis que têm a Diakonia. Telma Fernandes, diretora da ABLA, confessou durante o painel que este “era um sonho já de alguns anos”. António Calaim, presidente da AEP, mostrou-se também disponível para ajudar a abraçar este desafio.

Depois deste I Fórum Evangélico, outras iniciativas se seguirão com o mesmo objetivo de promover maior conexão entre o povo evangélico, para que juntos possamos viver e expressar mais o amor de Cristo. Por exemplo, para o próximo dia 1 de Junho está já a ser preparada a Marcha por Jesus, este ano dando maior ênfase às crianças e á oração por elas. Fica o convite, desde já, para participar connosco!

 

Sara Narciso, AEP Comunicações

 

 

 

 

Aqui ficam testemunhos de alguns dos participantes do Fórum Evangélico:

“No Fórum, nossa casa, diferentes organizações e ministérios puderam expor-se. Assim tantos ouviram e viram da multiplicidade de organizações e organismos que servem ao Senhor entre nós. É função da Aliança também conectar Pessoas/Servas de e em diferentes Regiões de Portugal” António Calaim, Presidente da AEP

 

“Os pobres sempre os tereis convosco.” A afirmação de Jesus poderia deixar-nos inativos, mas hoje reconhecemos que as dicotomias na nossa sociedade estão cada vez mais acentuadas, com a ajuda da Telma Fernandes (Abla), Paulo Nunes (Acras) e Filipe Gonçalves (Exercito de Salvação), tivemos a oportunidade de perceber o papel relevante que as Igrejas, associações e IPSS cristãs têm nos dias de hoje. O desafio de servir é urgente e para isso é relevante aprender a olhar à nossa volta e intervir. Perceber que parcerias podemos estabelecer e servir todos. Aqueles que Jesus já ama  e os que Jesus ama mas que ainda não o sabem” André Mota, responsável pela  NetWork sobre “Ação Social”

 

‘Na minha opinião o Fórum Evangélico foi uma iniciativa a repetir!

Julgo que as parcerias entre as várias organizações representadas irão resultar em benefício mútuo. Pude participar como voluntária no stand do Desafio Jovem desafiando para a campanha do IRS solidário, no stand da Comacep e no coral. Foi bom rever amigos e unidos em torno de uma causa e pude levar uma familiar convidada. Seria interessante numa próxima oportunidade convidar pessoas não cristãs para observar de perto o que os evangélicos andam a fazer em Portugal.’Andrea Ramos, Casa da Cidade

 

“O Fórum Evangélico trouxe ao conhecimento e à reflexão de todos os participantes, através das Networks e das diversas iniciativas, a importância e a diversidade de ministérios e de trabalhos que têm sido desenvolvidos, de norte a sul do país. Assisti à Network da Plantação e Revitalização de Igrejas e foi muito bom perceber a forma como Deus tem operado e abençoado tantos dentro e fora da Igreja nacional (e mundial). Foi de grande utilidade.”Cláudia Trigo, CCLX (Comunidade Cristã de Lisboa)

 

“É excelente a experiência de, junto com muitos cristãos evangélicos, adorarmos a Deus e servirmos o próximo. Em união. Neste Fórum houve lugar para a música, a literatura, as artes, a ação social, os temas globais da atualidade. Porque mostramos o amor de Cristo não apenas quando estamos juntos ao domingo, mas, sobretudo quando unimos esforços e alcançamos a comunidade com a autoridade, a criatividade, os dons, os talentos, que Deus nos deu, imbuídos da Sua presença e da Sua esperança em nós.”Elsa Correia Pereira, responsável pela NetWork “Mulheres, Refugiados e Tráfico de Seres Humanos”

 

 “O Fórum Evangélico foi uma iniciativa muito boa e que, a meu ver, funcionou de forma aglomeradora. A diversidade de Organizações representadas e a interação entre elas foi bastante produtiva, pois permitiu que, como Agape, estabelecesse-mos mais alguns laços importantes para que juntos possamos alcançar o nosso país para Jesus. Foram também importantes e interessantes as Networks e os temas que abordaram. Deixo o apelo a que não fique por aqui e que vá mais longe no próximo ano” – Pedro Barbosa, Ágape Portugal

 

“Gostei dos vários stands onde conheci movimentos/ ministérios que desconhecia. Mas para mim o ponto alto foi o lançamento do livro “Diário de uma mulher feliz”, que com a ajuda da Miriam Oliveira tornou o ambiente fantástico.” – Sónia Mourato, Igreja Evangélica de Sintra

 

“O Fórum Evangélico demonstrou ser uma alavanca para a dinamização e mobilização de causas que enobrecem o Reino de Deus, boa iniciativa!”Tiago Asseiceiro, CCLX (Comunidade Cristã de Lisboa)

 

“Muito obrigado pela iniciativa e pela forma como foi realizada. Alguns irmãos da equipa do Seminário participaram no programa e nomeadamente no stand. Oxalá que esta ideia possa crescer nos próximos anos. Como criaturas do Criador temos muitas coisas novas pela frente, inovando. Este foi um exemplo. A ideia de várias instituições poderem reunir as suas lideranças no mesmo ida, no mesmo edifício, com um tempo de adoração comum,  seria muito bom. Vamos orar por isso. Que o Senhor vos anime e a todos proteja. Um abraço à equipa que liderou este projeto. No Seu serviço.” – Fernando Ascenso, Seminário Teológico Baptista

31 De Março De 2019 – Dia Da Memória Das Vítimas Da Inquisição – 1ª Comemoração
1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

“Podem [judeus e muçulmanos] receber o carácter mas não a essência do sacramento. Todos os intelectuais, e eu, o mais ignorante de todos, apresentei muitas autoridades e princípios jurídicos [para justificar] que não podiam ser obrigados a receber o cristianismo. Este quer e exige liberdade e não violência, e ainda que esta não tenha sido precisa, isto é, com punhais apontados ao peito, foi claramente violência.”

Fernando Coutinho, bispo de Lamego, contra o batismo forçado dos judeus em 1497

 

“E se alguns aí há que são ainda estrangeiros na nossa fé e se consentem, devemos imaginar que se faz ventura com tão santo zelo, que Deus é disso muito servido; e parece mais justa virtude aos servos de Deus e seus pregadores animar a estes e confessá-los e provocá-los, que escandalizá-los e corrê-los, por contentar a desvairada opinião do vulgo (…), porque à primeira pregação, os cristãos-novos desapareceram e andavam morrendo de temor da gente, e eu fiz esta diligência e logo ao sábado seguinte seguiram todolos pregadores esta minha tenção.”

Carta de Gil Vicente a D. João III, a propósito do terramoto de 1531 (atribuído aos judeus)

 

“Com a pregação dos Apóstolos desapareceram os ídolos, nem houve mister que eles os lançassem à fogueira, mas todo o seu empenho era imbuir na fé cristã os ânimos do povo. A ninguém expulsaram do próprio domicílio. Com que proveito expulsamos os judeus de Espanha? Para entregar ao fogo os falsos cristãos e deixar viver em África os restantes. Quanto melhor não seria tê-los conservado no estado de servidão, que no estado de liberdade ter queimado a tantos?”

Nicolau Clenardo, professor do Cardeal D. Henrique, “Carta a João Petit, de 4/12/1540”

 

“Isto, porém, não foi feito por causa da lei nem por causa da religião. Porque assim? Serás capaz de obrigar os espíritos rebeldes e em nada ligados à religião recebida a acreditar naquilo que recusam e rejeitam com extrema energia? Poderás impedir a liberdade da vontade e pôr a ferros os espíritos desenfreados? Isto nem pode fazer-se nem é aprovado pelo poder santíssimo de Cristo.”

Jerónimo Osório, bispo de Silves, contra o batismo forçado dos judeus, in De Rebus Emmanuelis Lusitaniae, 1571

 

“Em Portugal todos têm a boca fechada com mil temores e respeito da Inquisição, como porque os inquisidores não dão ouvidos a nenhum requerimento ou proposta e se fecham com a sua soberania e potência, sem admitirem alguma razão, nem de cristãos-velhos nem de cristãos-novos (…)

Todas as cousas novas se vão fazendo velhas com o tempo; aqui vemos totalmente o contrário, porque quem de uma vez teve a reputação de cristão-novo, por mais tempo que passe, todos os seus descendentes foram sempre cristãos-novos (…) e ficam cristãos-novos para sempre.”

Padre António Vieira, “Memorial a favor da gente de nação hebreia (…)”, 1674

 

“O sexto e último meio para se extinguir em Portugal o nome de cristão-novo, seria darem aos judeus a liberdade de viverem a sua religião, como se pratica em todas as nações da Europa (…), sem embargo de serem tão cristãos com a nossa liberdade, digo, que de duas maneiras se lhe pode acordar, dando-lhe dois guitos [guetos], um em Lisboa, outro no Porto, da mesma maneira que o têm em Roma, com a obrigação de trazer um chapéu amarelo, para serem conhecidos, de que resultaria que todos os cristãos-novos, que verdadeiramente fossem judeus, ou o poriam ou entrariam nos guitos, sem ser necessário que se lhe falasse em perdão geral, nem a Inquisição intentasse mais prender algum cristão-novo; pois é certo que não será judeu oculto, o que puder ser declarado (…)”

Luís da Cunha, Testamento Político (…), 1747

 

“Temos visto que depois da introdução da Inquisição e das inquirições, juntamente com os perdões gerais, que não somente não se extinguiram os Cristãos novos, mas que se aumentou muito mais o seu número, e que a distinção e diferença de Cristão novo e de Cristão velho veio mais notória e mais distinta do que fora nos princípios, logo que os filhos dos Judeus foram baptizados por força”.

(…) Os Santos Apóstolos e todos os Santos Padres da primitiva Igreja foram todos Judeus. Se hoje há X. N.s [Cristãos-novos] que vivem na Crença Judaica, a educação é a causa e não o Sangue, porque todo é vermelho (…)”

Ribeiro Sanches, Origem da denominação de Cristão-velho e Cristão-novo em Portugal, 1748

 

“Os judeus são traquejados, encarcerados e, de lhes confiscarem bens e fazenda, queimados sem misericórdia.

(…) Portugal só será um país próspero e progressivo quando abolir de vez o tribunal do Santo Ofício. Antes, não. Além disso, nada feito, enquanto, no mesmo lugar onde hoje se acha o Palácio da Inquisição, não puderem plantar os judeus a Sinagoga.”

Francisco Xavier de Oliveira, Amusement Periodique, 1751

 

“Não pude deixar de fazer as assíduas indagações para investigar e descobrir a causa com que nos meus Reinos e Domínios se introduziu e fez grafar a dita distinção de Cristãos Novos e Cristãos Velhos, que por aquele longo período de tempo tem infamado e oprimido um tão grande número dos Meus fiéis Vassalos. Lhes prometemos e Nos praz que daqui em diante não faremos contra eles nenhuma Ordenação, nem defesa, como sobre Gente distinta e apartada; mas assim nos praz que em tudo sejam havidos, favorecidos e tratados como próprios Cristãos Velhos, sem deles serem distintos e apartados em cousa alguma.”

Carta de Lei de 25 de Maio de 1773

 

“A causa do Judaísmo oculto em Portugal e Castela foi a ordem de expulsão dos Judeus e conversão forçada dos que cá ficaram. E isto se deve ao Édito de D. Manuel e ao seu zelo indiscreto e mal entendido cristã e politicamente falando. Portanto sendo as leis e o Estado a causa deste Judaísmo oculto deviam os Judeus ser mais brandamente tratados.

(…) O tolerantismo civil é um direito Majestático que todos reconhecem e que os nossos reis puseram em prática ao permitir sinagogas e mesquitas.”

Pascoal José de Melo Freire dos Reis, projeto de reforma Regimento da Inquisição de 1774

 

“As Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, considerando que a existência do Tribunal da Inquisição é incompatível com os princípios adoptados nas bases da Constituição, decretam o seguinte:

1.º – O Conselho Geral do Santo Ofício, as Inquisições, os Juízos do Fisco e todas as suas dependências, ficam abolidas no Reino de Portugal.”

Decreto de 31 de Março de 1821

 

“Forcejámos para que fossem mais os documentos do que nós quem falasse: também cremos tê-lo obtido. (…) Na verdade, uma ou outra vez, o espectáculo da suprema depravação humana, impondo silêncio à voz tranquila da razão histórica, impeliu-nos a traduzir num brado de indignação as repugnâncias irreflexivas da consciência irritada. Mas este senão, se é senão, nunca poderá evitá-lo inteiramente o historiador que conservar os sentimentos do homem e tiver que estudar à luz dos documentos, infinitamente mais sinceros que os analistas, um ou diversos períodos da história do século XVI, daquele século corrupto e feroz (…)”.

Alexandre Herculano, História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal, 1859

 

“Era o sentimento cristão, na sua expressão viva e humana, não formal e ininteligente: a caridade e a tolerância tinham um lugar mais alto do que a teologia dogmática. Essa tolerância pelos mouros e judeus, raças infelizes e tão meritórias, será sempre uma das glórias do sentimento cristão da Península Ibérica da Idade Média.

(…) Com a Inquisição, um terror invisível paira sobre a sociedade: a hipocrisia torna-se um vício nacional e necessário; a delação é uma virtude religiosa; a expulsão dos judeus e moiros empobrece as duas nações, paralisa o comércio e a indústria, e dá um golpe mortal na agricultura em todo o sul de Espanha; a perseguição dos cristãos-novos faz desaparecer os capitais (…)”

Antero de Quental, Causas da Decadência dos Povos Peninsulares, 1871

 

“Art.º 8º- É livre o culto público de qualquer religião nas casas para isso escolhidas ou destinadas pelos respectivos crentes, e que poderão sempre tomar forma exterior de templo; mas, no interesse da ordem pública e da liberdade e segurança dos cidadãos, uma lei especial fixará as condições do seu exercício.”

Constituição da República, 21 de Agosto de 1911

 

“Além da vantagem que deve resultar para a província de Angola, a proposta de lei representa um acto de justiça e de reparação para com uma raça que em todos os tempos tão perseguida tem sido e cuja expulsão em massa, em Dezembro de 1496, do território de Portugal, por D Manuel I e depois de 1532 por D. João III, pela ação maléfica da Inquisição, o trágico morticínio nas ruas e praças de Lisboa em Abril de 1506, constituem as nódoas mais negras de toda a história pátria. Esse êxodo dos israelitas, que foram levar as suas riquezas e actividades para a Bélgica, Holanda, Itália e Grécia, e outros países foi uma das causas principais da nossa decadência a partir do reinado de D. Manuel I.”

Senador Nunes da Mata, a favor da criação de um Lar judaico em Angola, Diário do Senado da República, 1 de maio de 1913

 

“A frase tantas vezes editada de que cada país tem os judeus que merece, não se ajusta, ousamos já dizê-lo, a Portugal que teve os judeus de que não era digno nem merecedor – porque o homem de nação, o marrano, era o que de melhor havia entre a nossa gente, e a esse escol inteligente, activo e culto espezinhamos-lhe a consciência na mais revoltante das violências, atirámo-lo execrandamente ao degredo, ao cárcere e à fogueira (…)”

Ricardo Jorge, “Pró-Israel”, in Samuel Schwarz, Os Cristãos-Novos em Portugal no Século XX, 1925

 

“Em nome de Portugal, quero pedir perdão aos judeus das perseguições que foram vítimas na nossa terra.”

Mário Soares, Presidente da República, 17 de março de 1989

 

“1- Saudar a aproximação de povos, culturas e civilizações que o fundo de apreço recíproco entre o Povo Judeu e o Povo Português salvaguardou através dos séculos, ultrapassando os agravos causados pelo Édito de 5 de Dezembro de 1496;

2- Saudar a decisão dos Constituintes de 1820, revogando o Édito, e abrindo à sociedade portuguesa os caminhos da liberdade e da tolerância religiosa, tão gravemente postas em causa pelo Édito e, após ele, pela Inquisição.”

Assembleia da República, 5 de Dezembro de 1996

 

“A alegada fatalidade cronológica pela qual a Inquisição teria apenas usado das armas próprias de seu tempo, cede diante da existência, no mesmo período, de ideias de que derivaram factos históricos opostos. Era só escolher entre o bem e o mal, independentemente de qualquer fanatismo. Porventura, quando D. Manuel decretou a expulsão dos judeus do Reino, não se opuseram a ela energicamente várias personalidades do seu próprio tempo? E, quando ordenou a extinção de todas as sinagogas do Reino em nome da unidade cristã, porventura o próprio Papa, no mesmo período, não consentia que os judeus praticassem a sua fé nas casas de oração dos Estados pontifícios? (…) E, finalmente, não convivem também em nosso tempo a razão e o fanatismo?”

Elias Lipiner, Os Baptizados em Pé (…), 1998

 

“Senhor, Deus de todos os homens, em determinadas épocas da história os cristãos cederam a métodos de intolerância e não seguiram o grande mandamento do amor, deturpando assim o rosto da Igreja, tua esposa. Tem misericórdia dos teus filhos pecadores e acolhe o nosso propósito de procurar a promoção a verdade na doçura da caridade, sabendo que a verdade não se impõe a não ser em virtude da própria verdade”.

Papa João Paulo II, 12/3/2000

 

“Este centro histórico de Lisboa, onde hoje fraternalmente nos abraçamos, foi no passado palco de violências intoleráveis contra o povo hebreu. Nem devemos esquecer, neste lugar, a triste sorte dos «cristãos novos»: as pressões para se converterem, os motins, as suspeitas, as delações, os processos temíveis da Inquisição.

Como comunidade maioritária nesta cidade, há perto de mil anos, a Igreja Católica reconhece profundamente manchada a sua memória por esses gestos e palavras, tantas vezes praticados em seu nome, indignos da pessoa humana e do Evangelho que ela anuncia.”

José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, 26/11/2000

 

“O presente diploma vem permitir o exercício do direito ao retorno dos descendentes judeus sefarditas de origem portuguesa que o desejem, mediante a aquisição da nacionalidade portuguesa por naturalização, e sua integração na comunidade nacional, com os inerentes direitos e obrigações.”

Decreto-Lei de 27 de fevereiro de 2015

 

Após condenar o antissemitismo, no Memorial do Holocausto, em Israel, disse: “O meu próprio país também o viveu. Recordo o momento mais trágico de todos: a expulsão dos judeus no início do século XVI.”

António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas,  28 de agosto de 2017

 

“Em suma, o que vem peticionado a esta Assembleia da República não traduz qualquer vontade de promover a abertura de feridas antigas ou um desejo de acicatar animosidade contra qualquer instituição, secular ou religiosa, antes se enquadra num movimento claro, sério e reconciliador, em que Estado e Igreja já têm dado os passos de reconhecimento dos erros do passado, e encetado a sua reparação pela valorização da memória das vítimas e pela prevenção da repetição dos crimes do passado.”

Relatório da aprovação da petição pelo Dia da Memória das Vítimas da Inquisição,
Palácio de S. Bento, 4 de Dezembro de 2018

Notícia de Moçambique por Chris e M. do Carmo
800 500 Aliança Evangélica Portuguesa

Prezados Amigos,

Em primeiro ligar queremos agradecer-lhes pelas vossas mensagens e orações nesta altura. Tem sido muito bom para saber que muitos estão a orar pela situação em Moçambique.

Recebemos boas notícias em respeito à nossa equipa, todos estão sãos e salvos, junto com as suas famílias. Agora estamos a fazer planos para ajudar a reconstruir as suas casas que sofreram estragos. Também estamos a ver como podemos ajudar a comunidade em geral à medida que as coisas voltam para um tipo de normalidade que será muito importante. Vamos falar ainda mais sobre isto.

Outras notícias… A estrada da Beira está aberta outra vez que é, e será, uma grande ajuda. Aqui está um link, em inglês, a esta notícia…

https://clubofmozambique.com/news/circulation-on-en6-is-now-possible-reports-ingc-photos/

Ainda há muito para fazer, e vamos continuar a atualizá-los.

Mais uma vez muito obrigado pela continuação das vossas orações pelo povo de Moçambique, especialmente na zona central onde o ciclone passou. Lembremo-nos também do povo nos países vizinhos de Zimbabwe e Malawi onde o ciclone passou.

 

Que Deus vos abençoe,

Chris e M. do Carmo
Projeto Moçambique – Plus

 

 

 

Queridos Irmãos vamos como povo português e evangélico demonstrar a nossa solidariedade nesta aflição.

A conta Solidária é: IBAN  PT50 0033 0000 45282173896 05

Dietas – Catarina Malheiro
960 640 Aliança Evangélica Portuguesa

Há uma infinidade de pessoas a querer perder peso e a ficar com um corpo esbelto como o da celebridade X ou Y. Neste sentido, as pessoas adotam regimes alimentares restritivos e consomem uma infinidade de produtos que prometem um rápido emagrecimento. Não faltam dietas deste tipo e também não faltam pessoas a aderir a elas, porque querem resultados breves, rápidos e sem grandes esforços. A verdade, é que este tipo de dietas até resulta, pois para ocorrer perda de peso apenas é necessário um balanço energético negativo, ou seja, que a quantidade de energia ingerida seja inferior à energia gasta. Sendo as dietas em questão, maioritariamente hipocalóricas (baixas em energia) é, claro, que permitirão a existência de um balanço energético negativo. O grande problema está nos comportamentos alimentares utilizados neste tipo de dietas, que são completamente insustentáveis. As pessoas que as praticam conseguem rápidas perdas de peso, mas ao final de alguns meses ou anos esse peso é recuperado novamente.

Neste momento, certamente que muitas das leitoras estarão a questionar “Então, qual o melhor método para a perda de peso saudável e sua manutenção?”. A resposta é: reeducação alimentar. Quando pretende perder peso é importante a aquisição de hábitos alimentares saudáveis adequados à sua rotina, aos seus gostos e às suas necessidades. Não precisa de deixar de incluir nenhum tipo de alimentos na sua dieta (exceto, na presença de alguma doença), apenas precisa de saber fazer escolhas alimentares saudáveis, ou seja, precisa reaprender a comer. O nutricionista é um profissional especializado na área e pode ajudá-lo neste processo. Certamente que a perda de peso não será tão rápida como a prometida na maioria das dietas, mas será sem dúvida realizada de uma forma saudável e duradoura.

Todos nós, precisamos de nos esforçar e dedicar, não apenas nesta área, mas em todas as áreas da nossa vida, de forma a alcançarmos o sucesso. Também encontramos esta receita na Bíblia, o salmista diz que “Quem sai com a cesta de sementes chorando enquanto anda, voltará carregado de feixes de espigas, gritando de alegria!” (Salmo 126:6). É preciso valentia e luta na semeadura, para podermos colher o fruto do nosso trabalho.

Assim também é a nossa vida espiritual, precisamos de uma reeducação nas nossas escolhas, pois podemos estar a alimentar a nossa alma de coisas que nos fazem mal e nos afastam de Deus. Reeducar a nossa vida espiritual consiste em retirar alimentos que fazem mal à nossa saúde espiritual e alimentarmo-nos das Palavras Sagradas que Deus nos deixou. Temos um especialista que nos ajuda e orienta na boa seleção desses alimentos e podemos consulta-Lo a toda à hora. Ele é o nosso Pai do Céu.

 

 

Catarina Malheiro
Nutricionista (2396N)

Solidariedade por Moçambique
1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

“Estamos Juntos” é uma expressão comum e muito bonita assim como cheia de significado em Moçambique.

Queridos Irmãos vamos como povo português e evangélico demonstrar a nossa solidariedade nesta aflição.

A conta Solidária é: IBAN  PT50 0033 0000 45282173896 05

O Projecto Moçambique merece-nos toda a Confiança.

 

No link abaixo é possível ver o relatório:
Relatório em PDF

 

No Senhor,
António Calaim
Presidente da Aliança Evangélica Portuguesa

Ciclone Poderoso Atinge a Beiras e Outras Parte do Centro de Moçambique
800 500 Aliança Evangélica Portuguesa

Para todos os nossos amigos e apoiantes,

Tal como muitos já sabem, ontem a cidade da Beira, juntos com outras partes do centro de Moçambique, foram apanhadas por um ciclone muito forte (Ciclone Idai). Parece que a tempestade atingiu a sua força maior durante a noite e foi mais poderosa do que os outros ciclones que atingem Moçambique. Até agora há poucas informações em respeito a feridas, perde de vidas, e danos porque parece que todos as comunicações estão inativas e não há eletricidade na cidade. As informações mais recentes que temos agora são que há planos para mandar socorro para a Beira através de helicópteros e outros meios logo que os ventos se acalmem.

O nosso último contacto com a nossa equipa foi ontem quando consegui mandar uma mensagem a cada um, animando-os com as nossas orações e com as palavra de Salmo 46. Então uma mensagem simples apareceu na minha página do Facebook ontem à tarde que o Inácio me tinha mandado. Nesta manhã tentei enviar-lhes outra mensagem para ver como estavam, mas todas voltaram sem ser entregues que foi a confirmação que as comunicações estão inativas.

Estive na Beira até a segunda-feira desta semana. É incrível como tudo pode mudar dentro de pouco tempo! Não sabemos o estado do nosso escritório, mas obviamente a nossa prioridade agora é para sabermos como a nossa equipa está a conseguir, junto com as suas famílias e outros que conhecemos.

Para saber as poucas notícias que estão a chegar, parece que o site do ‘Club de Mozambique’ é o melhor, junto com o BBC. Porém estes sites estão em inglês.

https://www.bbc.com/news/world-africa-47576831

https://clubofmozambique.com/news/cyclone-idai-damage-is-major-and-very-worrisome-president/

https://clubofmozambique.com/news/beira-residents-report-deaths-after-cyclone-idai-hits-central-mozambique-lusa/

Vamos mandar mais informações atuais logo que as tenhamos.

Por favor orem por todos,
Chris e M. do Carmo (15 de março de 2019)

Tomada de Posição Sobre o Ataque em Christchurch – Nova Zelândia
1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

A Aliança Evangélica Portuguesa (AEP) manifesta a sua tristeza e indignação face ao ataque terrorista levado a cabo em Christchurch na Nova Zelândia, por indivíduo que assim pretendia, em nome de uma pseudo “supremacia branca”, matar muçulmanos em duas mesquitas.

Apelamos aos cristãos evangélicos que orem:

  • Pelas famílias para que possam sentir a paz de Deus;
  • Pelos líderes religiosos que cuidam dos que estão em sofrimento;
  • Pela união do Corpo de Cristo contra o ódio e a violência :
  • . Que Deus possa derramar a Sua misericórdia sobre todos.

Continuamos preocupados com o crescimento de uma cultura de ódio, que não só marginaliza minorias como encoraja violência contra os diferentes de si próprios. Apesar de muitas vezes discordarmos no que respeita à fé, opiniões e tradições, cada pessoa é criada por Deus e tem uma dignidade que merece ser respeitada.

Jesus Cristo chamou-nos para sermos pacificadores pelo que não podemos ficar em silêncio sempre que e onde o ódio ou a violência sejam promovidos.

O Amor e o Medo – Bertina Coias Tomé
960 640 Aliança Evangélica Portuguesa

Hoje é Dia da Mulher. Nesta data, que se celebra em muitos países, quero prestar aqui a minha homenagem às mulheres que, em Portugal, têm falecido, vítimas de violência. Os números deste ano são assustadores, e ainda vamos no primeiro trimestre.

Também homens têm sido assassinados, por quem julgavam que os amava. Vidas abreviadas, abruptamente, em actos bárbaros e, quantas vezes, planeados com uma minúcia arrepiante.

 

Tempos difíceis

A minha preocupação estende-se, ainda, a muitos homens e mulheres que vivem em grande sofrimento. Desrespeitados, feridos, mal-amados, vão perdendo vida num dia-a-dia árido, sem esperança. Seria esse o plano de Deus para si?  Com certeza que não.

  1. Paulo, numa das suas cartas, anuncia tempos difíceis, em que haveria “Homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (II Timóteo 3:2-5). A descrição dos crimes actuais transportam-nos, rapidamente, a esta lista assustadora.

Para um homem e uma mulher, o casamento significa a permissão de entrar na vida um do outro. Pisar, sujar, destruir, aniquilar significa não merecer o privilégio de habitar o território do outro. E, nesse caso, deve sair. Voluntaria ou compulsivamente.

Medo Versus Amor

É natural ficarmos chocados com a violência presente em lares, que vem à luz nas notícias diárias, e que se tem traduzido, em muitos casos, em homicídios. Contudo, pode ser oportuna uma reflexão sobre os nossos próprios ambientes familiares. Será que, por alguma via, o medo tem entrado e ocupado lugar em nossa casa?

O apóstolo João, na sua primeira carta, lembra que “No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.” (I João 4:18)

Fazer do medo um ingrediente presente e comum numa relação familiar é desconhecer totalmente aquilo que significa o amor, na sua pureza e na sua força. O amor expulsa o medo, e o medo não deixa aperfeiçoar o amor. Em que medida é que o medo ainda está presente nos nossos lares? E que consequências traz?

Oprimido ou Opressor?

O medo pode fazer de alguém uma pessoa oprimida, sem espaço para se afirmar, crescer, desabrochar identidade. Essa é, provavelmente, a imagem que temos de quem sinta medo numa relação. Contudo, o medo não gera só o oprimido. Também gera o opressor. O medo de ser traído(a) pode levar alguém a viver em ciúme doentio e exercer sobre o outro uma pressão e um controlo quase insuportáveis, incapaz de fazer alguém feliz. O medo de não vir a beneficiar de uma herança, pode levar alguém a matar, como já tem acontecido. E poderíamos dar outros exemplos.

Ao abordar este tema, Danielle Strickland apresenta um exemplo bíblico disto mesmo. Numa dada altura, o povo hebreu foi oprimido pelos egípcios, no contexto socio-político em que nasceu Moisés, num tempo árduo assim descrito: “Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza.” Êxodo 1: 14.

O que é que esteve na origem dessa opressão? O medo de Faraó, que disse: “Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderoso do que nós. Eia, usemos de sabedoria para com eles, para que não se multipliquem, e aconteça que, vindo guerra, eles também se ajuntem com os nossos inimigos, e pelejem contra nós, e subam da terra.” (Êxodo 1:9,10)

Sim, o medo também gera o opressor.

O que fazer?

Hoje pode ser um dia de reflexão pessoal para todas nós, de onde venham a emergir dois resultados práticos:

– Denunciar, sem hesitar, situações conhecidas de violência, em que a vítima poderá não ter voz, por diferentes motivos. Conhecimento significa responsabilidade.

– Observar atentamente a nossa estrutura familiar e procurar entender se o medo já conquistou, por ali, algum espaço. Precisamos de proteger a nossa família de factores agressivos exteriores mas também, e se necessário, de nós próprios (da nossa impaciência, irritabilidade, desdém, crítica mordaz, entre outros factores de instabilidade).

O plano de Deus é que o Seu Amor abunde e dinamize cada família. Cabe a cada um de nós fazer a sua parte.

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.” (Filipenses 4:8,9)

 

 

Bertina Coias Tomé
Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Psicologia Comunitária
Membro da Direcção da Aliança Evangélica Portuguesa

Vamos Orar e Apoiar o Povo Venezuelano!
1256 620 Aliança Evangélica Portuguesa

Ainda há pessoas a morrer de fome e de qualquer doença por falta de alimentos e medicamentos.

Eventos tristes em toda a fronteira Colômbia/Venezuela. Dois camiões, que transportavam ajuda humanitária muito necessária, foram queimados e outro roubado.

Um casal de missionários norte-americanos que moram em Cucuta, Colômbia deram informações reais, do que eles viram ao vivo:

“Algumas das caixas foram resgatadas por pessoas, passando-as de mão em mão de volta aos armazéns. Aqueles que tentaram implorar por misericórdia, aos guardas que, em linhas, bloqueavam a estrada, foram atacados com gás lacrimogéneo e, noutros casos, com balas de borracha (uma pessoa perdeu o olho e 285 ficaram feridas). As pessoas respondiam atirando pedras do rio seco. As 4 pontes naquela área foram palco de batalha.

O presidente interino conseguiu chegar na tarde do concerto de sexta-feira, juntamente com os presidentes da Colômbia, Chile e Paraguai, bem como  o chefe da OEA (Organização dos Estados Americanos). Eles expressaram grandes esperanças de conseguir passar a ajuda para um país de famílias famintas, moribundas e desesperadas. Até agora isso não foi possível. No confronto, 63 militares venezuelanos conseguiram entrar na Colômbia e afirmaram a sua lealdade ao presidente interino.

O ditador declarou vitória, fez um discurso incendiário, dizendo que ele é mais duro que a madeira e que os diplomatas colombianos devem partir imediatamente. Dançou na frente do seu séquito. As fronteiras estão fechadas, mesmo a fronteira com o Brasil, onde 2 indígenas foram mortos.

Existe uma grande tensão. Muitas igrejas em muitos países estarão orando muito. Obrigado por se juntar a nós em oração.

Na confiança e Paz do Senhor, o nosso Salvador,

Gilberto e Aurora

Missionários da MEVIC e Global Children’s Network

“Eu tenho um sonho!” – Leonor Reis
960 640 Aliança Evangélica Portuguesa

“Eu tenho um sonho” é o título famoso de um discurso de Martin Luther King. Todos nós temos sonhos. E não falo daqueles que temos a dormir. Todos nós temos sonhos, desejos íntimos que gostaríamos de realizar. Alguns sonhos têm muitos anos no nosso coração, outros foram já esquecidos ou mudados pelo tempo e maturidade… Há sonhos que não passam de caprichos, porém há outros que são legítimos e nascidos no coração de Deus para nós.

José é o sonhador mais conhecido da Bíblia: os sonhos foram-lhe dados na infância, talvez por isso não os tenha guardado para si, o que precipitou uma série de eventos aparentemente prejudiciais. Por causa dos seus sonhos foi atirado para um poço, vendido como escravo, lançado na prisão… Tudo parecia apontar para o fracasso desses sonhos ou para, com aparente bom senso, se dizer que eram sonhos de criança. Contudo, havia uma constante na vida de José, “o Senhor estava com ele” (Génesis 39) e tudo o que ele fazia prosperava, quer enquanto escravo, quer enquanto prisioneiro. E os sonhos realizaram-se, no tempo certo… Entre os sonhos de criança e o tempo de concretização houve um trajeto de fidelidade a Deus, de desenvolvimento de caráter e resiliência que o prepararam para ser a pessoa certa no momento certo.

Deus também nos dá sonhos. Muitas de nós, por circunstâncias da vida, deixaram de sonhar, outras desinvestiram nos seus sonhos por impedimentos e deceções. Se não nos lembramos de sonhar, ainda é tempo pois a vida de cada uma de nós é preciosa ao Senhor e Ele, certamente, tem algo mais… Ainda é tempo de ressuscitarmos ou darmos lugar a novos sonhos. Os de José não ficaram no poço, porque eram sonhos de Deus. Cabe-nos a nós não deixarmos o que Deus nos tem falado no “poço” ou abafado por tempos difíceis. O Senhor da seara chama-nos a algo mais e, felizmente, é Ele que capacita e faz um caminho novo para a nossa vida, independentemente do “poço”, “escravidão” ou “prisão” onde pensamos encontrar-nos.

Creio que Deus sonha com um exército de mulheres que, cientes da sua Identidade em Cristo, se levantam neste tempo como intercessoras, mulheres que não se conformam com o que estão a viver, antes decidem clamar ao Senhor da Seara. Sonhemos uma Igreja forte, cujas mulheres buscam estratégia divina para os seus casamentos, filhos, circunstâncias… Mulheres que se juntam não para falar de banalidades mas para se entreajudarem, orarem e ministrarem umas às outras… Mulheres que ousam, apesar dos constrangimentos das suas vidas, reavivar os sonhos que deixaram para trás em “poços” e que se levantam, como Débora, para fazer o que Deus as chamou para fazer…

Todos os reavivamentos começaram por sonhos de homens e mulheres que ousaram e oraram. E isso fez toda a diferença, na sua vida, família, igreja e geração. Por isso, talvez seja o momento de dizer “Eu tenho um sonho!” e orarmos e agirmos em conformidade para vermos acontecer.

 

Leonor Reis

Professora