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AEP

Marcha Por Jesus 2019
988 556 Aliança Evangélica Portuguesa

É já no próximo dia 1 de Junho que se realiza a grande Marcha por Jesus 2019, este ano com forte ênfase também no Dia Mundial da Criança!

A Marcha vai partir da Praça do Marquês do Pombal (em frente ao Diário de Notícias) a partir das 14h30, seguindo o mesmo percurso das últimas marchas: Avª da Liberdade, Restauradores, Rossio, Rua Áurea até à Praça do Comércio. Por volta das 16h30 espera-se uma concentração final no Terreiro do Paço, concluindo com um concerto musical, com proclamações a favor da Educação, Artes e Media, Economia, Família, Autoridades e Igreja.

Promovendo uma mensagem de paz e amor, os cristãos evangélicos descerão a Avenida da Liberdade empunhando bandeiras alusivas a Jesus e num ambiente de festa mostrarão o seu amor e adoração ao Deus vivo. Todos os participante são também desafiados a vestirem as t-shirts da própria marcha e/ou levarem as cores da bandeira nacional: verde, vermelho e amarelo.

Será uma oportunidade de testemunho e de partilhar a mensagem de esperança, paz e de vida que Jesus nos oferece.

Promovida pela Aliança Evangélica Portuguesa, a Marcha contará com a presença de milhares de evangélicos provenientes de todo o país. O ano passado contou com a presença de cerca de 5000 pessoas e este ano esperamos ainda mais marchantes, expressando a unidade da Igreja Evangélica em Portugal e que Jesus é a Resposta para a nossa nação!

Fica o convite para todas as igrejas e comunidades evangélicas se envolverem!

Mais informações: www.marchaporjesus.com / 917343941 / 910009975

Sara Narciso (AEP Comunicações)

Notícias da M. do Carmo – Project Mozambique – Plus
1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

Queridos irmãos
Saudações da Beira – Moçambique

Foi uma semana muito preenchida, onde me tenho apercebido cada vez mais do drama que muitas pessoas ainda estão a viver. Vejo como é importante para as pessoas aqui poderem compartilhar uns com os outros as situações que têm vivido.  Só agora muitas pessoas da Beira podem ver vídeos da devastação deixada pelo Ciclone Idai. Muitos nem sonham apercebido da grande area afectada – sem televisão, rádio ou comunicações não era possível terem toda a informação que nós, estando de fora, podíamos ter. Há muita solidariedade para com as pessoas do norte, que foram afectadas pelo ciclone Kenneth. E uma grande vontade de recomeçar.

Já visitei 4 das casas dos membros da nossa equipa. Indo para os bairros onde vivem, as pessoas tentam retomar às suas vidas, de uma maneira mais ou menos normal. As crianças brincam, enquanto as mães cuidam da família. Muitas casas ficaram sem telhado, outras ficaram completamente destruídas – agora juntam o entulho que ainda pode vir a ser ú,l para a reconstrução. Algumas pessoas conseguiram lonas ou plástico para servir de cobertura. Outros ainda conseguiram aproveitar algumas das chapas de zinco, que mesmo danificadas, é melhor do que dormir ao relento. Muitas árvores foram arrancadas pelas raízes, e estas agora servem para lenha, ou até barrotes. As árvores que não foram arrancadas, depois de devidamente podadas. já estão a ficar cobertas de folhas verdes.

Agora que já temos algumas cotações, esperamos que nos próximos dias podemos começar as obras de reconstrução das casas.

Para terminar a semana, viajei com a Maria e o Joaquim, para Lamego.  Numa viagem de 2 horas, no caminho deu para ver muito do que os outros sofreram, fora da cidade da Beira – a parte da estrada que ficou completamente destruída, vista de perto ainda é mais impressionante – imaginar a força da água que consegui parar tudo aquilo!

Em Lamego, o Ir. Alfredo, com quem temos trabalhado há mais de 20 anos, tem sido um grande impulsionador para o desenvolvimento do trabalho com crianças naquela zona. Ele tem motivado muitas igrejas a criarem escolas dominicais e a treinarem os professores para trabalharem com crianças. Estavam representadas 19 igrejas com cerca de 25 professores a participarem do seminário. A Maria apresentou o nosso curso prático para os professores da escola dominical, diretamente na língua de Sena. De seguida, vemos uma sessão, que eu apresentei e a Maria interpretou. Desta vez eu quis concentrar-me no facto de que a igreja é formada por todos os crentes – não é o edifício. Mesmo que o edifício tenha caído, a igreja do Senhor permanece. Também falei da responsabilidade como igreja, e do impacto que devemos ter nas comunidades, tanto na nossa maneira de viver como em levarmos o Evangelho aos perdidos.

Tivemos um intervalo onde oferecemos sumo e bolachas ao enorme grupo de crianças que se juntou ali. Distribuímos os manuais e mais de 600 livros de atividades.  Depois do almoço, que já, tinha sido organizado pelo Ir. Alfredo, vemos uma segunda sessão. Desta vez, o Joaquim interpretou para Sena. Apresentei uma das lições da escola dominical sobre como Deus escolheu David para ser o rei de Israel. Tudo isso ajudará as crianças, e suas comunidades, enquanto se recuperam do choque que o Ciclone Idai causou.

Mais uma vez pude ver naqueles irmãos e irmãs, na sua maioria jovens, o desejo de levarem a Palavra de Deus àqueles que ainda não O conhecem.

Por favor, continuem a orar por Moçambique. Que o povo de Deus aqui, possa reconstruir as suas vidas, firmes na Rocha que é Jesus.

Veja mais detalhes e fotos pelo link:
Notícia Completa + Fotos do Projeto

Juntos na obra do Mestre.

M. do Carmo Hemborough
08-05-2019

Conciliação Entre A Vida Familiar E Profissional – Elsa Correia Pereira
960 577 Aliança Evangélica Portuguesa

Mulheres – vida familiar e profissional: um assunto que exige bom senso, sabedoria e direção de Deus. Há um tempo, li uma frase que penso transmitir bem aquilo que a sociedade exige da parte das mulheres nos dias de hoje: “Às mulheres, pede-se que trabalhem como se não tivessem filhos e que cuidem dos filhos como se não trabalhassem”. E, nesta frase, incluiria não só os filhos mas todos os aspetos da vida pessoal. Uma mulher tem de apresentar-se com uma boa imagem, bem disposta, pró-ativa, trabalhando de forma remunerada, para contribuir para o sustento da casa e da família, ou de forma voluntária, em projetos de intervenção comunitária. Esquecido fica o trabalho que ninguém vê: passar, lavar, poucas horas de sono, arrumar, entre outros. Apesar de alguma legislação e divulgação de boas práticas para permitir esta, por vezes tão difícil, conciliação, ainda repousa muito sobre os ombros da mulher a responsabilidade e o peso de se organizar para “fazer acontecer” o que é preciso, em casa, na família, no trabalho, no ministério.

As mulheres sempre foram multifacetadas. A mulher de Provérbios 31 é um exemplo disso. Assim, creio e acredito que, para além da mulher empreendedora e bem-sucedida que a sociedade requer, se a Bíblia nos apresenta a mulher de Provérbios 31, nós podemos trabalhar e preparar-nos para alcançar esta excelência. A mulher de Provérbios 31, para além de cuidar do marido, dos filhos e da casa, é empreendedora (costura e vende os seus produtos, v.24), sabe fazer bons negócios e não se dedica apenas a uma atividade (além de fiar, costurar, comprar e vender, também se dedica à agricultura, vs. 16, 19, 24), é talentosa e criativa (v. 22) e ainda tem tempo para estender a mão a quem precise (v. 20). Também gostaria de mencionar o exemplo de Lídia, vendedora de púrpura. Ela, apesar da sua atividade profissional, voluntariou-se para hospedar Paulo e os que com ele estavam, pois esforçava-se por servir a Deus (Atos 16).

Como diz a Palavra do Senhor, “há tempo para tudo debaixo do céu” (Eclesiastes 3). Há tempo para a família, para o trabalho, para a igreja, para o ministério. Há dias, semanas ou “estações” em que nos teremos de dedicar mais a um destes “setores” da nossa vida. É importante que saibamos gerir o nosso tempo, os nossos recursos e potenciar aquilo de que dispomos para tornar mais fácil a conciliação entre a vida familiar/pessoal e a vida profissional. Se temos ajuda, muito bem. Mas se não temos assim tanta ajuda, é importante organizar e simplificar.

Aqui ficam algumas dicas práticas para aproveitar melhor o tempo e conseguir gerir e realizar todas as tarefas que, provavelmente, terá de fazer (1):

 

Em termos de trabalho e organização pessoal:

  • Coloque limites (estabeleça horários, saiba dizer não)
  • Não adie (conforme diz o provérbio português: não deixes para amanhã o que podes fazer hoje)
  • Motive-se e inspire-se para que as tarefas lhe sejam mais fáceis
  • Cuide da sua apresentação em menos tempo (por exemplo, tenha no seu guarda-roupa peças que possibilitem várias combinações e possam ser utilizadas em várias ocasiões)
  • Potencie a sua rede de contactos (faça networking) – um amigo pode ser de grande ajuda em muitas ocasiões!
  • Delegue ou peça ajuda
  • Simplifique (isto significa muitas vezes abdicar do perfecionismo)
  • Faça listas de tarefas e organize a agenda
  • Defina prioridades
  • Reduza e organize a documentação que guarda
  • Crie um planeamento que funcione para si (utilize uma agenda, física ou digital)
  • Utilize bem o telefone (às vezes é preciso desligá-lo)
  • Calendarize
  • Tire partido dos instrumentos digitais
  • Passe menos tempo nas redes sociais/ TV
  • Selecione a informação a ler
  • Reduza o correio eletrónico (limpe a caixa de entrada, reencaminhe, utilize ou apague).

 

Em casa

  • Comece bem o dia, adiantando de véspera o que puder
  • Mobilize a sua família para ajudá-la nas tarefas domésticas
  • Crie rotinas (por exemplo: à segunda feira, vai ao supermercado, à terça coloca a roupa a lavar, à quarta passa a ferro, etc.)
  • Elimine tarefas desnecessárias (por exemplo, ir ao supermercado várias vezes – faça uma lista)
  • Liberte-se da acumulação (dê aquilo que já não usa)
  • Simplifique as refeições (faça um menu de refeições semanais, liste várias receitas para o mesmo ingrediente – exemplo: frango – assado, de caril, empadão de frango)
  • Tire partido da organização do frigorífico e da despensa
  • Engome menos roupa (compre tecidos que se amarrotam menos, escolha os programas de lavagem adequados, não sobrecarregue a máquina).

 

Cuide de si

  • Faça sestas para recarregar energias
  • Tenha hobbies que lhe permitam descontrair
  • Desenvolva hábitos saudáveis: exercício físico, alimentação adequada, formação
  • Conheça os seus dons e potencialidades – e focalize-se naquilo que melhor sabe fazer
  • Valorize a família

 

Lembre-se: o difícil é começar, mas o início é metade de toda a ação! (provérbio grego).

Por último, mas mais importante que tudo, busque a Deus. Mesmo nas pequenas tarefas e decisões do dia-a-dia, peça ajuda ao Espírito Santo. Sempre. Ele é o nosso melhor companheiro, amigo, ajudador, conselheiro. Considere também que é muito importante saber que há alguém a orar por si – pode ser o seu marido, um outro familiar, um conselheiro, o seu pastor, o seu grupo familiar. A oração de outros levanta-nos quando precisamos e mesmo sem sabermos. É Deus a agir em resposta ao pedido dos nossos amigos e irmãos. Por esta razão, é importante partilhar com alguém de confiança, as suas lutas, desafios, sonhos e indecisões

E quando lhe parecer que o trabalho nunca mais acaba, ou que é melhor desistir, pense que cada pequeno gesto que faz no dia-a-dia em prol da sua família, do seu trabalho, ou da sua comunidade, pode ser uma tarefa insignificante para muitos mas, na realidade, você está a construir algo maior, que pode ser o seu lar, o propósito que Deus tem para si, o seu ministério, contribuindo para um ambiente mais alegre e salutar à sua volta, onde quer que Deus a tenha plantado.

(1) Algumas destas ideias foram tiradas do livro Stop: 50 estratégias para mulheres sem tempo, de Ana Tápia.

 

Elsa Correia Pereira
Socióloga

Saudações da Beira – Moçambique – M. do Carmo Hemborough
640 480 Aliança Evangélica Portuguesa

Queridos irmãos,

Saudações da Beira – Moçambique

Nestes poucos dias em que tenho estado aqui já pude ver um pouco da devastação que o ciclone Idai deixou, só aqui na cidade da Beira. Nestes próximos dias irei à vila do Dondo e na sexta feira irei com a Maria fazer um seminário para professores da Escola , na zona de Lamego.

Por aqui já muito foi feito, mas ainda há muito para fazer. A situação da cólera está controlada. As equipas de emergência têm feito um trabalho extraordinário, nas diversas áreas em que estão envolvidas. Ainda há muitas pessoas a viverem em tendas, mas algumas estão a voltar para as suas zonas. Aí vão precisar de muita ajuda, especialmente no Buzi, onde quase tudo ficou destruído.

Para agravar a situação, o ciclone Kenneth também bateu com força no norte de Moçambique. Está a chover muito no norte e por isso a situação ainda poderá ser mais grave.

As previsões meteorológicas para o norte e o centro do país, nos próximos dias, não são muito animadoras: vento forte e chuva. Isto será uma situação desoladora para as pessoas que estão a viver nas suas casas sem telhados e em condições muito difíceis.

Hoje fui a uma igreja. Fiquei muito sensibilizada pela forma como os crentes, e alguns passaram por momentos terríveis, estão gratos ao Senhor, por os ter guardado durante o ciclone. Os crentes falam muito do céu, que eles sabem que está garantido para todos aqueles que pertencem ao Senhor. Mas, e os outros? Aqueles que ainda não ouviram o Evangelho? Agora, sentem a urgência de levar a mensagem da salvação, que só podemos encontrar em Jesus Cristo, a todas as pessoas.

Esta semana vamos começar com os trabalhos de reabilitação de algumas casas. Sem o vosso apoio isto não teria sido possível, por isso, mais uma vez agradeço do fundo do meu coração a todos os que têm orado e contribuído.

Por favor, continuem a orar por Moçambique.

Juntos na obra do Mestre.

M. do Carmo Hemborough

Carta de Agradecimento – Projeto Moçambique – Plus
640 426 Aliança Evangélica Portuguesa

Sexta-feira, 26 de Abril de 2019

Para a Aliança Evangélica Portuguesa

Saudações em Cristo Jesus.

Estamos a escrever para agradecer à Aliança Evangélica Portuguesa, pela oferta que recebemos nesta semana para ajudar o povo afetado pelo ciclone que passou pelo centro de Moçambique no mês passado. Ontem a Maria do Carmo chegou à Beira, e a partir de hoje está a trabalhar com a nossa equipa na reconstrução de casas e outras áreas necessárias, e também na reconstrução das vidas na parte espiritual; por isso a vossa oferta será uma grande ajuda naquilo que ela irá fazer. Entretanto já mandámos apoio para a nossa equipa, e as suas famílias, para a compra de comida, produtos para o tratamento de água, devido à situação de cólera, e também para a compra de redes mosquiteiras para prevenir a malária que piorou.

Além de ajudar as pessoas na parte prática, a necessidade de ajudar na parte espiritual também é muito importante. Sabemos que é muito necessário que as pessoas nessas situações encontrem a esperança em Cristo Jesus que é para todos nós. Ouvimos da nossa equipa do Projeto Moçambique – Plus que muitas pessoas ficaram traumatizadas e deprimidas com aquilo que tinha acontecido, incluindo alguns líderes  das igrejas. Portanto estamos a preparar material para encorajar as pessoas no Senhor, sabendo que Ele está connosco em todas as situações.

Portanto muito, muito obrigado pelo vosso apoio.

Em Cristo Jesus,

Chris e M. do Carmo Hemborough

Sri Lanka – Carta da Comissão da Liberdade Religiosa
1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

Exmo. Senhor Presidente da Direção da Aliança Evangélica Portuguesa,

A Comissão da Liberdade Religiosa manifesta o voto de sentidas condolências pelos atentados ocorridos no último Domingo de Páscoa e durante a sua celebração e que atingiram inúmeros cristãos que nelas participavam.

A Comissão expressa a sua solidariedade para com as Comunidades Evangélicas no Sri Lanka e o seu profundo pesar pelas vítimas atingidas por actos tão cobardes.

A Comissão apresenta os seus melhores cumprimentos a toda a Comunidade Evangélica.

 

José Vera Jardim
Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa

Dias (in)úteis? – Bertina Coias Tomé
960 640 Aliança Evangélica Portuguesa

O texto bíblico transporta-nos, aqui e ali, a momentos grandiosos. Contudo, também nos traz dias pequenos, frágeis de recursos. Lembram-se de alguns?

É o raminho de oliveira preso no bico de uma pomba, nos tempos de Noé.

A nuvem do tamanho da mão de um homem, nos céus de Samaria, em tempo de seca.

Uma pedra que serve de almofada a um jovem fugitivo.

Um punhado de farinha numa casa modesta.

Um vale enorme, apenas cheio de ossos secos

Algum trigo a ser malhado, às escondidas, dentro de um lagar, por um homem apreensivo.

Um resto de azeite numa botija, nas mãos de uma viúva pobre e endividada.

Um pedaço de telha com que se raspam feridas e se alivia a comichão.

Pedras, pó, pedaços de madeira queimada – escombros de um templo outrora enorme e riquíssimo.

Frascos de perfume, carregados por mulheres, de madrugada, que se revelarão inúteis.

E a lista poderia continuar. Momentos desprovidos de qualquer sentido de sucesso ou mesmo de utilidade. Que não se conjugam com princípios de excelência ou de liderança da literatura actual. Onde não se descobre inspiração. Que, à partida, não representam convite nem oportunidade.

Contudo, pelo ano 519 a.C, Deus fala pelo profeta Zacarias, lançando uma pergunta surpreendente, que vem sacudir momentos como esses. Diz: “Quem despreza o dia das coisas pequenas?” (Zacarias 4:10)

Quem? Quando trabalhei no meio prisional, descobri ali dias que tinham tanto de longos como de pequenos. Longos, muito longos, em horas lentas e difíceis de passar, pela própria condição de reclusão. Por outro lado, pequenos de motivos de entusiasmo ou de objectivos. Eram dias frequentemente desprezados.

A verdade é que, mesmo vivendo em liberdade, é fácil descobrirmo-nos a percorrer dias de coisas pequenas e, assim, com tendência a desvalorizar. Há uns meses atrás, num grande evento para mulheres, alguém sugeriu: ”Recebe este dia como um presente de Deus para ti.” Gostei da ideia e anotei a frase.

Sabem o que sucedeu com cada um dos momentos referidos atrás?

O ramo de oliveira anunciou o fim das chuvas do dilúvio e o início de uma nova época para a humanidade.

A pequena nuvem era apenas a primeira de um grande “exército” que derramou chuva abundante sobre a terra, após um período de seca de mais de 3 anos.

Sobre aquela “almofada” desconfortável, Jacó viveu um dos momentos de maior proximidade do divino na sua vida.

Aquela pouca farinha transformou-se em abundância, pelo poder de Deus.

Naquele vale sombrio levantou-se um grande exército

O homem foi surpreendido pela notícia de que iria estar á frente do livramento do seu povo.

A viúva experimentou uma abundância extraordinária dentro de sua casa.

A saúde e a alegria foram restauradas e o pedaço de telha não mais foi preciso.

O templo foi reconstruído e nele habitou uma glória maior que a do anterior.

As mulheres foram surpreendidas pela ressurreição de Jesus.

Hoje pode ser um dia de “coisas pequenas”, para si ou para mim. Contudo, é o Deus grande que torna um dia grandioso! Não aquilo que temos ou que vislumbramos no nosso horizonte limitado.

Tal como, naquela prisão, reclusos conheceram o amor de Deus, nenhuma condição de vida é impedimento para a acção do Senhor, Todo-Poderoso, sobre as nossas vidas. Deixemos que o nosso olhar se eleve, hoje, acima das circunstâncias e, com essa certeza, desfrutemos de uma Páscoa Feliz!

 

Bertina Coias Tomé
Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Psicologia Comunitária

Beneficiário Efectivo – 1 de Maio a 30 de Junho
1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

Às Igrejas da AEP e seus pastores

Caros irmãos em Cristo,

Entrou em vigor no dia 1 de Outubro do ano passado um Decreto-Lei que transcreveu para o ordenamento jurídico português uma Directiva da União Europeia que se dirige a todas as entidades colectivas com personalidade jurídica, sejam sociedades comerciais, sejam fundações, sejam associações, sejam pessoas colectivas religiosas, radicadas no país ou não.

Com o pretexto do combate ao terrorismo e ao branqueamento de capitais, os governos nacionais da União Europeia criaram um registo obrigatório para todas as entidades jurídicas, as quais estão sujeitas a pesadas coimas se não se registarem, ficando adicionalmente impedidas de proceder a operações com reflexos patrimoniais, como comprar ou vender ou onerar.

Tenho informação do Secretário-Geral da FEREDE de que em Espanha várias igrejas evangélicas já viram as suas contas congeladas por incumprirem a sua obrigação de se registarem.

Estou a falar-vos do registo do beneficiário efectivo, por definição pessoa singular que controla a pessoa colectiva ou é proprietária efectiva do seu património.

Cada igreja, seja pessoa colectiva religiosa ou associação deve, entre 1 de maio a 30 de junho, proceder ao registo do beneficiário efectivo no site https://justica.gov.pt/servicos/registo-de-beneficiario-efetivo identificando os membros da Direcção da igreja.

 

A Assessoria Jurídica

Lisboa, 4 de Abril de 2019

A Nossa História – Carmina Coias
960 720 Aliança Evangélica Portuguesa

Sempre gostei de biografias. É uma leitura onde se pode aprender tanto, vendo como as pessoas viveram e como enfrentaram os desafios que foram surgindo no seu percurso.

Vejo com muito interesse um programa televisivo aqui nos EUA, onde se procuram os antepassados de pessoas. Trata-se, geralmente, de gente famosa ou muito conhecida, sobre cuja história se faz uma investigação minuciosa. No fim, e com curiosidade e emoção, recebem um grande mapa detalhado da sua árvore genealógica, com nomes, datas de nascimento, de casamento e de óbito. Em muitos casos, a pesquisa chega aos escravos, com séculos pelo meio. Os nomes estão registados nos perfeitos arquivos americanos que guardam com detalhe a chegada dos emigrantes, de barco, vindos da Europa, de países nórdicos, da África e da Ásia, há muitos anos atrás.

Tenho pena de não ter tido oportunidade de saber mais sobre os meus ascendentes. Ainda assim, é interessante saber que tanto a minha família como a do meu marido são oriundas de Espanha, do lado do pai dele e do meu, e de Inglaterra pelo lado da mãe dele.

A Bíblia tem, em suas páginas, longas listas de genealogias.  É por elas que sabemos que Jesus foi da descendência de David. Trata-se sequências de nomes onde curiosamente, aqui e ali, se dá destaque a uma ou outra pessoa. Por exemplo, fala-se de Enoque, que edificou uma cidade (Génesis 4:17), de Jabal que ”foi o pai dos que habitam em tendas e têm gado” (Génesis 4:20) e do seu irmão Jubal, “pai de todos os que tocam harpa e órgão” (Génesis 4:21), de Tubalcaim como “mestre de toda a obra de cobre e ferro;” (Génesis 4:22), de um outro Enoque onde se refere o seu fim de vida terrena “E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.” (Génesis 5:24) e de Aná como alguém que fez uma descoberta importante: “achou as fontes termais no deserto, quando apascentava os jumentos de Zibeão, seu pai.” (Génesis 36:24)

Nos meus anos de criança e jovem, parecia ser tabu falar-se sobre o passado, talvez porque esse passado fora, e o próprio presente era, muito absorvente, marcado por inúmeras dificuldades e carências, que não era bom falar ou, sequer, lembrar. Contudo, este é um tema apaixonante para mim. Não passamos por este mundo por acaso e pode ser muito enriquecedor partilharmos a nossa história. O ser humano é o ponto alto da criação e são valiosos os planos do Criador quanto à nossa passagem por aqui.

Deixo um desafio a quem, como eu, esteja reformado e disponha de tempo de sobra. Seja num caderno ou num computador, escreva acerca do seu percurso de vida e daquilo que sabe sobre os seus antepassados. Relate com minúcia como era a vida naqueles tempos, como se fazia, o que se valorizava, que objectivos se procurava alcançar e de que forma. A simplicidade com que se era feliz ou a forma árdua como se procurava assegurar a subsistência poderá constituir um importante ensino para os mais novos, oferecendo-lhes também informação sobre os seus antecedentes familiares, as suas raízes. Eles irão apreciar muito essa leitura.

Conte também aos seus filhos e netos as muitas bênçãos de Deus, recebidas ao longo dos anos. Algumas delas terão acontecido (muito) antes deles terem nascido, em contextos sociais e culturais diferentes, mas que constituirão um contributo sólido que poderá robustecer a sua fé em Deus. Assim diz o salmista: “Uma geração contará à outra a grandiosidade dos teus feitos; eles anunciarão os teus atos poderosos.” (Salmo 145:4)

Sim, ao longo dos anos, não deveremos esquecer-nos de tudo aquilo que Deus nos fez ver, em muitas expressões do Seu amor por nós, em diversas circunstâncias, e transmitir às gerações seguintes, como Deus ordenou:

“Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e não se apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos.” (Deuteronómio 4:9).

 

 

Carmina Coias
Missionária Aposentada

Como Está Moçambique Neste Momento? – Chris e Maria do Carmo Hemborough
1280 853 Aliança Evangélica Portuguesa

Já passou quase um mês depois do ciclone Idai ter assolado o centro de Moçambique. As notícias agora são mais escassas, mas por outro lado as comunicações foram restabelecidas e isso nos dá a possibilidade de recebermos notícias acerca da situação atual. A Maria da Graça é a nossa porta-voz, sempre fiel a nos atualizar com a realidade vivida por muitos, em especial por aqueles que estão na Beira.

“Naquela noite, foi terrível. O vento era tão forte que quando nos levou a parede e o telhado da casa pensávamos que também iriamos ser levados pelo vento.  Depois veio a chuva torrencial e ficámos com medo de sermos levados pela enxurrada. Sinceramente pensei que tinha chegado a minha hora de ir para a glória. Mas o Senhor fechou a porta, porque ainda há muito trabalho para fazer!” – palavras da Maria da Graça.

Os pastores ficaram muito abatidos ao verem a destruição das suas próprias casas e das casas dos crentes. Também as construções das igrejas, embora muitas fossem muito precárias, era o fruto de muitos anos de sacrífico e trabalho para terem um local de culto. Também a falta de notícias sobre as congregações nas zonas rurais, levou ao desânimo. Mas agora, é tempo da Igreja se levantar e ter um impacto nas comunidades onde estão inseridas. Mas como podem fazer isso? Mais uma vez a Maria da Graça, em conversa com os outros colegas, veio com a resposta – “Os pastores precisam de ser encorajados, para que depois possam encorajar as suas congregações! E nós temos que lhes levar palavras de esperança e fé.”

Mais importante do que reconstruir as casas, é reconstruir as vidas das pessoas – e isso só pode ser feito com a Palavra de Deus.

Os nossos irmãos em Moçambique, em especial a equipa de Projeto Moçambique – Plus estão muito gratos porque o Senhor os protegeu. Estão gratos porque o nosso escritório não sofreu nenhum dano e, agora com o restabelecimento da eletricidade, estão prontos para começarem a imprimir material para atender à grande necessidade das igrejas.

Estão gratos porque os irmãos em Portugal e Inglaterra não se esqueceram deles – providenciando os fundos para atender ás situações mais urgentes: purificação da água, medicamentos, alimentos e compra de redes mosquiteiras. E ainda para a reconstrução das suas casas.

Mas há algo mais que os irmãos em Portugal podem fazer – escrever mensagens de encorajamento para os irmãos em Moçambique – este é o apelo que gostaríamos de deixar. Estas mensagens podem ser editadas em forma de folhetos, para depois serem distribuídos. Temos tudo para o fazer: os meios para imprimir e uma equipa de pessoas entusiasmadas que, apesar de tudo, não querem deixar de fazer um impacto nas vidas dos que estão à sua volta. As mensagens podem ser enviadas para o nosso endereço de email:

projectomoz@gmail.com

Também as crianças nas igrejas em Portugal podem participar com mensagens para as crianças em Moçambique.

“Eu, Maria do Carmo, tenho a viagem marcada para o dia 24 de Abril. Vou ficar na Beira até dia 2 de Junho, e os meus colegas da equipa de Projeto Moçambique na Beira, já estão a preencher a minha agenda! Além de os ajudar na reconstrução das suas casas, e de vermos onde podemos ajudar outros pastores com quem temos uma forte ligação, temos que “espalhar” a mensagem de esperança, confiança e fé no Deus que não nos abandona. Este é o desejo deles, e certamente que é também o meu desejo.”

 

Gratos pelo vosso apoio e orações.

Chris e Maria do Carmo Hemborough.