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	<title>Arquivo de Mulheres -</title>
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	<title>Arquivo de Mulheres -</title>
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		<title>O que nos Move?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[AEP]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 22:37:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
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		<title>2 &#8211; 20 Mulheres, 20 Causas &#8211; Acolhimento familiar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[AEP]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A minha casa, o meu campo missionário O meu nome é Ana Catarina, tenho 26 anos, sou formada em Direito e casada com o João há três anos.&#160; Em Janeiro</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>A minha casa, o meu campo missionário</em><br><br>O meu nome é Ana Catarina, tenho 26 anos, sou formada em Direito e casada com o João há três anos.&nbsp;<br><br>Em Janeiro deste ano, começámos a pensar seriamente em alargar a nossa família e o quadro era este: eu tenho endometriose e fui aconselhada a ter filhos enquanto o meu corpo ainda me permitia e o João tem distrofia muscular óculo-faríngea e foi aconselhado a ter filhos através de um procedimento in vitro para não lhes transmitir essa doença.&nbsp;<br><br>Quando nos deslocámos ao Porto para as primeiras consultas relativas a este procedimento sentimo-nos incomodados com todo o processo e tudo aquilo que ele implicava. Depois de uns dias de reflexão, oração e conversas sobre o assunto o João perguntou-me: “O que é que para ti é importante? Ter filhos ou conceber filhos?”.&nbsp;<br><br>De facto, havia uma diferença e eu sabia bem disso. A resposta era clara, eu queria ser mãe, e se os filhos que Deus me iria conceder iam crescer dentro de mim ou não, não era relevante.&nbsp;<br><br>Naquele dia, decidimos que íamos começar a dar passos na direção de adotar uma criança.&nbsp;<br><br>Por esta altura, a leitora interroga-se: “Mas o que é que isto tem que ver com acolhimento familiar?”, mas aconselho-o a perseverar nesta leitura porque cada um faz o seu caminho e este foi o nosso.&nbsp;<br><br>No dia seguinte, fui logo informar-me acerca de tudo o que era necessário para submetermos a nossa candidatura para adoção. Quando olho para trás, quase um ano depois, e penso nisto, é impossível não rir da minha ingenuidade, esperava um caminho tão sem pedras que dois segundos depois encontrei um pedregulho. É que um casal só pode ser candidato a adoção se for casado há mais de quatro anos, nós ainda nem há três éramos.&nbsp;<br><br>Mas bom, hoje dou graças a Deus por não ter podido candidatar-me à adoção naquela altura porque foi assim que os meus olhos e o meu coração despertaram para o acolhimento familiar.&nbsp;<br><br>Quando falei com o João sobre acolhimento, ele ficou reticente. A ideia de abrir as portas da nossa casa para crianças sobre as quais não sabíamos nada, cuidar delas, amá-las e depois deixá-las partir sem ter qualquer controlo sobre isso, incomodava-o. No entanto, se há coisa que sempre admirei no João foi o espírito de sacrifício que sempre demonstrou no nosso casamento. Ele esforça-se mesmo para me encontrar onde eu estou, mesmo que esteja bem longe da praia dele e foi precisamente por causa desse esforço, desse esticão de amor que aceitou estar presente na sessão de esclarecimento com assistentes sociais e outras famílias.&nbsp;<br><br>Foi assim que andámos durante meio ano, a dar passos descomprometidos (ou assim pensávamos nós) na direção do acolhimento. Digo “descomprometidos” porque “sem compromisso” é a palavra de ordem ou, neste caso, a expressão de ordem no processo de acolhimento. De formação, a entrevistas, testes e visitas domiciliárias, tudo é feito sem compromisso e com possibilidade de desistir a qualquer momento. Depois da primeira entrevista com as técnicas que nos iriam acompanhar, para nós, o plano era claro: uma criança, uma vez, um ano.&nbsp;<br><br>A parte boa dos planos é que são mesmo só isso, planos, e não sendo a vida já concretizada, mudam com o tempo. Dou graças a Deus pelo tempo, porque quanto mais ele passava, quanto mais em contacto estávamos com esta realidade, liamos, pensávamos e orávamos sobre o assunto, mais o nosso entendimento se alterava e os nossos olhos se abriam para um futuro que nunca pensámos ser o nosso.&nbsp;<br><br>A menos de um mês de acolhermos a M, estávamos completamente de acordo em relação a isto: a nossa casa teria as portas abertas. Não por um ano, mas para a vida. Não para uma criança, mas para todas as que dela precisassem.&nbsp;<br><br>Em Portugal, a lei manda que se privilegie o acolhimento familiar em detrimento do acolhimento residencial, em especial para crianças dos 0 aos 6 anos de idade. No entanto, 95% das crianças retiradas às famílias estão em casas de acolhimento (lares) o que se deve, principalmente, à falta de famílias de acolhimento.&nbsp;<br><br>Entendo que o maior obstáculo à candidatura seja a dificuldade e o sofrimento que qualquer um consegue antecipar quando pensa seriamente nisto. Afinal, lidamos com crianças profundamente afetadas por trauma, famílias quebradas, um sistema muitas vezes injusto, uma sociedade mal preparada para esta realidade e uma inevitável despedida. Mas, se é verdade que quem acolhe sofre, não é menos verdade que, como imitadores de Cristo, somos chamados para isso mesmo. Se Ele deu a vida pela igreja, quem sou eu para fazer menos que isso?<br><br>Temos a oportunidade de impactar profundamente a vida das crianças a quem abrimos a porta, não porque vamos ser os melhores cuidadores do mundo, mas porque lhes vamos imprimir identidade. A identidade que é deles ainda que não saibam, a de filhos queridos e amados.&nbsp;<br><br>“Eu sei as tuas obras: Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome.” Apocalipse 3:8<br><br>Fraca e incapaz como sou, guardei a palavra do Senhor e não neguei o Seu nome. Ele pôs diante de mim uma porta aberta que ninguém pode fechar e através dela acolho.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Catarina-Fidalgo-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-21164" srcset="https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Catarina-Fidalgo-768x1024.jpg 768w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Catarina-Fidalgo-225x300.jpg 225w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Catarina-Fidalgo-1152x1536.jpg 1152w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Catarina-Fidalgo-1536x2048.jpg 1536w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Catarina-Fidalgo-560x747.jpg 560w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Catarina-Fidalgo-840x1120.jpg 840w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Catarina-Fidalgo-1440x1920.jpg 1440w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Catarina-Fidalgo-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>
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<p>Ana Catarina Fidalgo&nbsp;</p>
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		<title>20 Mulheres, 20 Causas &#8211; uma nova série!</title>
		<link>https://aliancaevangelica.pt/site/20-mulheres-20-causas-uma-nova-serie/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[AEP]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 10:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Amigas (os) leitores Depois de um tempo mais silencioso aqui na nossa newsletter, por motivos vários, sobretudo de saúde, aqui estou em contacto,&#160;de novo. Continuo em tratamento de doença&#160;oncológica (linfoma)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Amigas (os) leitores</p>



<p>Depois de um tempo mais silencioso aqui na nossa newsletter, por motivos vários, sobretudo de saúde, aqui estou em contacto,&nbsp;de novo. Continuo em tratamento de doença&nbsp;oncológica (linfoma) e agradeço as vossas orações. Os dias são preenchidos com consultas, análises, transfusões de sangue, quimio e imunoterapia&#8230; E o necessário descanso, sob a proteção e a grande fidelidade de Deus!</p>



<p>Ainda assim, pensei trazer-vos esta nova série, sendo que o texto que se segue foi preparado ainda antes da doença e que, por certo, irá&nbsp;ter um sabor agradável. Vinte testemunhos de vida, inspiradores, num leque diversificado de áreas e cenários de vida! 20 Mulheres, 20 Causas&#8230;</p>



<p><strong><em>Uma causa para abraçar&#8230;</em></strong></p>



<p>Abriu os braços e envolveu alguém com ternura&#8230; Quando foi a última vez que lhe aconteceu? <br>E abraçar uma causa? Já experimentou? É das iniciativas mais reconfortantes que podemos ter. Sim, descobrir uma área que nos apaixone e mergulhar voluntaria e profundamente nela, com vontade, alegria e elegância, no ânimo de saber que estamos a servir a Deus, servindo outros! É a sensação de dar fruto, aromático e nutritivo.</p>



<p><strong><em>&#8220;Já o fiz!&#8221;</em></strong></p>



<p>Sim, é natural e saudável que já tenha vivido este empolgamento. Contudo, pode também acontecer estar agora a passar por uma outra fase, menos envolvida, e em que sente que seria inspirador encontrar uma causa a abraçar, que a motivasse realmente, ou até sentir a necessidade de experimentar uma área diferente de servir a Deus. Tal pode significar que é tempo de se repensar e caminhar na direção de um projeto novo.</p>



<p><strong><em>Sim, mas como é que se chega lá?</em></strong><br><br>Nem sempre é claro o caminho a percorrer. Não temos os mesmos dons nem sentimos o mesmo apelo. Nem Deus nos chama a todas para que nos dediquemos “às mesmas coisas&#8221;, nem dispomos das mesmas oportunidades. É um caminho que se vai construindo.</p>



<p><strong><em>Então qual será a &#8220;minha causa&#8221;? O que é que resultaria comigo, com o dia-a-dia que tenho, e na zona onde vivo? </em></strong><br><br>São perguntas muito oportunas e que nos levaram a preparar esta série. Acreditamos que irá ajudar, como um recurso verdadeiramente útil. </p>



<p>Vamos conhecer 20 mulheres que, com todo o gosto, aceitaram o convite para nos contar a sua experiência.&nbsp;Algures no caminho, elas encontraram uma causa que lhes chamou a atenção. Aproximaram-se e abraçaram-na, ou seja, dedicaram-se a essa área de necessidade com determinação. E descobriram fidelidade de Deus, servindo pessoas.&nbsp;</p>



<p>Vamos descobrir um leque muito diversificado de formas de servir a Deus e, quem sabe, alguma delas vir a sensibilizar-nos de um modo especial e reconhecermos aí uma causa que poderá ser também a nossa&#8230; Ou, simplesmente, ver dinamizado o nosso íntimo com todas estas experiências e, nesse mover, descobrir ainda outra causa que chame por nós&#8230;&nbsp;</p>



<p><em>Afinal, para isso fomos designadas, como nos assegurou Jesus:&nbsp; &#8220;Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.&#8221; (João 15:16).</em></p>



<p><strong><em>Vamos a isso!</em></strong></p>



<p>Iremos começar pela experiência de Albertina, que durante anos se dedicou ao apoio a mulheres e homens&nbsp;que cumpriam as suas penas de prisão. Conhecerão a sua história dentro de dias. E nas semanas seguintes iremos conhecer outras histórias verídicas&nbsp;e igualmente empolgantes.</p>



<p>Fiquem atentas à nossa página e desfrutem esta autêntica&nbsp;mesa posta, de conteúdos ricos e variados.</p>



<p>Um grande abraço a cada uma de&nbsp;vós&nbsp;e a minha gratidão a cada uma destas 20 mulheres que com tanto gosto se disponibilizaram a partilhar connosco a sua história.</p>



<p>Bertina Coias Tomé</p>



<p>(Estas palavras foram escritas para a “<em>entrenosnewsletter”, </em>mas foi-nos dada a possibilidade de partilhá-las com as (os) nossas (os) leitoras (es) da página da <em>Mulher da AEP</em>, por isso, faço minhas as palavras da irmã Bertina Tomé Euridice Chaveiro)</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2025/05/Bertina-Coias-Tome-2-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-21131"/></figure>
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<p>Bertina Coias Tomé</p>
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		<title>Natal</title>
		<link>https://aliancaevangelica.pt/site/natal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[AEP]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Dec 2024 14:11:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia Pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carlota Fernandes RoqueMissionária Aposentada Neste Natal eu queriaQue toda a gente sentisse,O que seria normal:Natal não são só, com certezaMuitas prendas, muita festaSerá sim, muita alegria,Porque nos nasceu um diaUm</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
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<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-bottom" style="grid-template-columns:20% auto" id="wp-block-themeisle-blocks-image-30c9123f"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="1020" height="1024" src="https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2021/05/Carlota-Roque-1020x1024.jpg" alt="" class="wp-image-18978 size-full" srcset="https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2021/05/Carlota-Roque-1020x1024.jpg 1020w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2021/05/Carlota-Roque-300x300.jpg 300w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2021/05/Carlota-Roque-150x150.jpg 150w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2021/05/Carlota-Roque-768x771.jpg 768w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2021/05/Carlota-Roque-1531x1536.jpg 1531w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2021/05/Carlota-Roque-1913x1920.jpg 1913w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2021/05/Carlota-Roque.jpg 2008w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<h2 class="wp-block-heading">  </h2>



<p>Carlota Fernandes Roque<br><em><sub>Missionária Aposentada</sub></em></p>
</div></div>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p class="has-medium-font-size">Neste Natal eu queria<br>Que toda a gente sentisse,<br>O que seria normal:<br>Natal não são só, com certeza<br>Muitas prendas, muita festa<br>Será sim, muita alegria,<br>Porque nos nasceu um dia<br>Um Rei Todo-Poderoso,<br>Sempre pronto, amoroso,<br>Capaz de dar a sua vida<br>Como um vulgar salteador.<br>Mas sendo em tudo o melhor<br>Porque Nele não se achou engano,<br>Morreu aceitando o dano<br>E nos salvou por amor!</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p class="has-medium-font-size">Hoje as pessoas esquecem<br>De celebrar este Rei.<br>Outros valores levantam,<br>Coisas banais adoram<br>E pensam que está tudo bem.<br>Mas, o Pai que tudo sabe<br>Quer alcançá-las, trazê-las<br>De uma vida de engano,<br>Para a verdade maior:<br>Jesus Cristo é o Caminho<br>Sem Ele nada é real.<br>Ele é a nossa maior prenda<br>É a dádiva de Deus perfeita,<br>É para todo o que O aceita<br>Este é o verdadeiro Natal!</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p class="has-medium-font-size">Celebremos, pois, amigos<br>Jesus nascido em Belém.<br>Crucificado, esquecido,<br>Ressurreto, enaltecido,<br>Merece todo o louvor.<br>Na cruz ganhou a vitória<br>Da tumba subiu à glória,<br>E hoje reina em poder.<br>Não há mais manjedoura<br>Mas a certeza vindoura,<br>De eternidade com Ele.<br>Não há na terra alegria&nbsp;<br>Que se compare com o dia,<br>Em que com fé O aceitei<br>E começou o meu Natal.</p>
</div>
</div>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<p>O conteúdo <a href="https://aliancaevangelica.pt/site/natal/">Natal</a> aparece primeiro em <a href="https://aliancaevangelica.pt/site"></a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Em Todo o Tempo Ama o Amigo</title>
		<link>https://aliancaevangelica.pt/site/em-todo-o-tempo-ama-o-amigo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[AEP]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 10:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia Pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>  Lisa Lynn EricsonPoeta, Escritora, Autora Há amigos que são sol de pouca dura. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e a amizade que antes brilhava teima em ficar apagada.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://aliancaevangelica.pt/site/em-todo-o-tempo-ama-o-amigo/">Em Todo o Tempo Ama o Amigo</a> aparece primeiro em <a href="https://aliancaevangelica.pt/site"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
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<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-bottom" style="grid-template-columns:20% auto" id="wp-block-themeisle-blocks-image-30c9123f"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="326" height="326" src="https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2024/11/Lisa-Lynn.jpg" alt="" class="wp-image-23040 size-full" srcset="https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2024/11/Lisa-Lynn.jpg 326w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2024/11/Lisa-Lynn-300x300.jpg 300w, https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2024/11/Lisa-Lynn-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 326px) 100vw, 326px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<h2 class="wp-block-heading">   </h2>



<p>Lisa Lynn Ericson<br><em><sub>Poeta, Escritora, Autora</sub></em></p>
</div></div>



<div style="height:25px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Há amigos que são sol de pouca dura. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e a amizade que antes brilhava teima em ficar apagada. Muitas vezes, nem é devido a qualquer conflito, mas, simplesmente, por falta de ação. Ou seja, por falta de dedicação. Surgem os afazeres da vida, e a amizade fica pelo caminho.</strong></p>



<p>No livro de Provérbios, encontramos o contrário:&nbsp;<em>Em todo o tempo ama o amigo, e na altura da dificuldade aparece o irmão</em>&nbsp;(Provérbios 17:17). Tanto na vizinhança como no emprego ou em qualquer outro quarteirão dentro da comunidade à nossa volta, conhecemos muitas pessoas. Passamos por elas no corredor ou na rua, trocamos cumprimentos calorosos, e pouco mais. Como é que essas pessoas passam de meros conhecidos a amigos? Como mantemos essa amizade? É fácil tomarmos um café com alguém, é fácil termos dois dedos de conversa, saboreando sorrisos partilhados. Mas é nos desafios da nossa vivência humana que encontramos e desenvolvemos amizades mais profundas.</p>



<p>Quando surge um problema na vida de alguém que nós conhecemos, aparecemos para ajudar, ou desaparecemos, desculpando-nos com aquela noção popular de que <em>&#8220;amigos, amigos, negócios à parte&#8221;</em>? Evitamos a complicação, tornamo-nos calculosos e cautelosos, optando por não sujar as mãos para apoiar uma pessoa em necessidade.</p>



<p><em>Amigos, amigos,</em><br><em>Negócios à parte.</em><br><em>Não quero contigo</em><br><em>Perder a nossa arte,</em><br><em>De sermos amigos no bem e no mal,</em><br><em>Mas não faço contas—seria fatal.<a href="applewebdata://E917D457-CFFE-4DE3-AD9B-BE806368617A#_edn1"><sup><strong>[i]</strong></sup></a></em></p>



<p>Um amigo verdadeiro aparece tanto nos dias bons como nos dias maus. Dar um beijinho é uma coisa. Dar a vida é outra. Jesus disse:&nbsp;<em>Não existe amor maior do que dar a vida pelos seus amigos</em>&nbsp;(João 15:13). Existem pessoas que não desfrutam de nenhum raio solar, cujas vidas estão aparentemente cobertas de nuvens carregadas. Precisam não de um conhecido que apenas acena e passa na rua, mas sim de um amigo que faz tudo por tudo para aliviar o seu sofrimento.</p>



<p>Lembremo-nos de um certo homem paralítico que vivia na zona onde Jesus estava a ensinar, conforme Lucas contou no 5º capítulo do seu evangelho. Multidões ajuntavam-se para o ouvir, na esperança também de observarem um dos seus milagres. Jesus iniciava o seu ministério, demonstrando o seu poder e a sua compaixão de uma maneira palpável, curando muitas pessoas das suas enfermidades. O paralítico queria aproximar-se também de Jesus. Os seus amigos queriam ver o seu desejo cumprido.</p>



<p>Porém, o lugar onde Jesus ensinava estava esgotadíssimo, tão cheio que não havia maneira de entrar. Os amigos do paralítico queriam ajudá-lo, mas foram parados por uma parede de gente. Era como tentar enfiar nos transportes públicos na hora de ponta, quando quase nem se consegue respirar. Poderiam ter desistido, com razão. Poderiam ter dito ao paralítico, “Olhe, hoje já não dá,” num tom resignado. <em>“Fica para a próxima.”</em></p>



<p>Mas não foi isso que fizeram. Arriscaram as suas vidas, subindo ao telhado do edifício, exigindo o máximo dos seus músculos, criando um buraco entre as telhas, pelas suas próprias mãos. Qualquer um deles poderia ter caído, lesionando-se, ficando na mesma situação do paralítico. Arriscaram as suas próprias reputações, incomodando o dono do edifício com a sua engenheira espontânea ao desmantelarem o telhado. Espreitando desde lá de cima, viram o sítio onde Jesus estava a ensinar, e baixaram o paralítico dentro do buraco no telhado, deitado sobre a sua cama, até ao meio da multidão. Fizeram tudo que estava ao seu alcance. Tudo.</p>



<p>E Jesus, então, agiu, na sua tremenda graça e misericórdia. Vindo a sua fé, Jesus declarou que os seus pecados estavam perdoados, uma oferta de vida eterna que excedeu todas as expectativas do paralítico. Como uma confirmação disse ato, Jesus fortaleceu as pernas do paralítico, curando-o fisicamente por completo. O paralítico levantou-se, pegou na sua cama, e saiu pelos seus próprios pés, louvando a Deus abertamente. Nada disso teria acontecido se os seus amigos tivessem ignorado o dilema do paralítico. Se fossem sol de pouca dura.&nbsp;</p>



<p>A decisão das pessoas que acompanhavam o paralítico de serem amigos verdadeiros, de entregarem as suas vidas para o seu bem, teve um impacto magnífico. Levaram-no até Jesus. Certamente, ao constatarem o resultado de todo o seu esforço, os corações dos amigos encheram-se de júbilo. Tinham acabado de partilhar não apenas um episódio na sua amizade, mas também um momento em que a Luz do Mundo brilhou em pleno. Foi uma experiência holística de amizade, juntando a faceta física, emocional e espiritual.</p>



<p>Quais são as pessoas ao nosso redor que precisam não apenas da nossa presença passageira, mas, mais ainda, da nossa devoção ativa? Não hesitemos.&nbsp;<strong>Em todo o tempo ama o amigo</strong>! O amor da amizade é sofredor, é generoso, é paciente. As nuvens passam, os amigos não. Os amigos perduram, trazendo o calor de um raio de sol tão persistente como suave.</p>



<p>Jesus, por sua parte, entregou-se a si mesmo para o nosso bem, morrendo em nosso lugar para nos conceder vida em pleno, vida eterna. Se Jesus fez isto por nós, nós também devemos amar, sendo amigos que amam com o amor de Deus, para que Ele seja louvado. Um dos meus poemas chama-se <em>“Dar a Vida,”</em> e este pequeno excerto representa o que é sermos amigos, no sentido mais profundo da palavra.</p>



<p><em>Mas entendi que há mais</em><br><em>Na vida sofrida,</em><br><em>E Jesus mostrou-me quais</em><br><em>Os prazeres da vida,</em><br><em>Pois dando o seu grande amor</em><br><em>É vida, e não há melhor.<a href="applewebdata://E917D457-CFFE-4DE3-AD9B-BE806368617A#_edn2"><sup><strong>[ii]</strong></sup></a></em></p>



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<p><a href="applewebdata://E917D457-CFFE-4DE3-AD9B-BE806368617A#_ednref1"><sup>[i]</sup></a> <sub>Ditados Populares &amp; Sussurros Singulares, por Lisa Lynn Ericson, Helvetia Edições, 2023, p.45.</sub><br><a href="applewebdata://E917D457-CFFE-4DE3-AD9B-BE806368617A#_ednref2"><sup>[ii]</sup></a> <sub>Simplicidade Vibrante: Pensamentos Poéticos de um Fado Feliz, 2ª Edição, por Lisa Lynn Ericson, Helvetia Edições, 2021, p.222-223.</sub><br><sub><a href="https://lisalynnericson.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://lisalynnericson.com/</a></sub></p>



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		<title>O Deus Que Se Interessa</title>
		<link>https://aliancaevangelica.pt/site/o-deus-que-se-interessa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[AEP]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 10:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia Pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Algumas mulheres sonham com o casamento e uma família desde crianças. Outras, como eu, não pensavam muito no casamento. Algumas sonham com filhos biológicos, outras em adotar, e outras não</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Algumas mulheres sonham com o casamento e uma família desde crianças. Outras, como eu, não pensavam muito no casamento. Algumas sonham com filhos biológicos, outras em adotar, e outras não querem ter filhos. Umas sonham em viajar a dois, outras em ficar em casa e construir um lar onde possam refugiar-se quando estão cansadas. O relacionamento a dois vem em sonhos das mais variadas formas, cheiros, cores e afetos.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Mas há uma coisa que nunca faz parte deste sonho: o divórcio.</h3>



<p>O divórcio faz ainda menos parte das possibilidades na nossa mente quando casamos com um cristão, comprometido com Deus e com a sua igreja local. Há uma certa expetativa de que um cristão viverá de acordo com o compromisso que assumiu diante do seu cônjuge e de todos os amigos e família que testemunharam esse compromisso. Mas, mais que isso, há a expetativa de que esse cristão honre o compromisso que fez diante de Deus por amor a Ele.</p>



<p>Talvez esta mesma expetativa tenha, de algum modo, contribuído para nenhum de nós ter estado suficientemente atento ao inimigo, que andava como leão à nossa volta, à espera de uma oportunidade para destruir o que tínhamos, a tanto custo e com tanto sacrifício, construído diante de Deus.</p>



<p>Quando casámos ele estava desempregado e, dois anos depois, rumámos a um novo destino. A promessa de um emprego que traria mais estabilidade levou-me a apoiar e incentivar o meu marido quando se mudou. Pouco depois, juntei-me a ele neste novo país.</p>



<p>Nos 9 anos que se seguiram aconteceu um mundo: ele foi transferido temporariamente para outro país, e eu fiquei. O temporário tornou-se mais permanente, mas tinha o sonho de voltar e, por isso, não queria que eu me mudasse. Acabou por ir trabalhar para uma empresa no país vizinho ao meu. Estive à beira da morte e o emprego dele foi mais importante. Rejeitou, por orgulho, a oferta que recebeu e que lhe traria a possibilidade de morar novamente comigo. Chorei muito. Orei muito. Fiz muitos planos. Estudei mais e preparei-me para começar o meu próprio projeto, que poderia ser desenvolvido no país onde ele estava. Decidi despedir-me quando regressasse de férias, porque não fazia sentido morarmos separados mais tempo.</p>



<p>Estávamos no barco de Troia, a regressar de um dia de praia com a família dele, quando recebi a mensagem.<br><em><br>&#8211; “Sabes quem eu sou?”<br>&#8211; &#8220;Não”, respondi, “mas gostava de saber.”<br>&#8211; “Sou a namorada do teu marido”</em></p>



<p>Nos meses seguintes descobri muitas coisas. Descobri que vivia numa mentira há vários anos. Que o homem com quem me tinha casado e que eu admirava tinha feito escolhas, e que essas escolhas o tinham tornado numa pessoa que, nessa altura, era muito feia, doente, egoísta e manipuladora. Descobri que os sacrifícios que tinha feito, no fim, não serviram para muito. Descobri que 17 anos juntos significavam muito pouco para quem tinha significado tudo para mim. Descobri que tinha baixado a guarda. Descobri que o perdão cobre multidão de pecados, mas não garante o resultado que o nosso coração deseja. Descobri que por mais que lutemos, o outro vai fazer a escolha que decidir, e essa escolha pode não ser a que esperávamos. Descobri a dor de ver a minha oferta de perdão rejeitado. Descobri a dor de ser preterida. Descobri a dor de ser deixada para trás no deserto pela pessoa que nos arrastou para lá. Descobri humilhação, desrespeito e abandono. E a vergonha de ter sido traída. E descobri que isto tudo me tinha tornado numa pessoa muito feia.</p>



<p>Mas foi nessa altura em que vivi o Deus que, de forma assombrosamente extraordinária, pega no nada que ficou e a restaura na forma de um coração novo. Descobri a verdadeira dependência do Pai no momento mais negro da minha vida. Senti o abraço do Senhor Jesus e as lágrimas dele nas noites em que não conseguia suportar a dor. Recebi a coragem do Espírito Santo naquelas manhãs em que precisei de ligar para o trabalho e dizer: &#8211; “Não estou bem. Não consigo ir trabalhar”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Deus de Perto, o Emanuel, o Consolador, o Deus que Sara.</h3>



<p>Nos dois anos de Covid que se seguiram, a minha dependência de Deus cresceu como nunca. E a obediência imediata também. Passei muitos dias de roda da Bíblia e em oração. “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hebreus 4:12) Sempre que o Espírito do Pai me mostrava uma área que precisava de ser trabalhada, eu encarava-a e fazia o que tinha a fazer. Fosse perdoar o meu ex-marido, ou perdoar-me a mim, ou lutar contra pensamentos impuros e maus.</p>



<p>Passo a passo, Deus foi-me conduzindo pela mão, mansamente, até às águas tranquilas. Sem pressa. Deus ensinou-me a não ter pressa.&nbsp;</p>



<p>Lembro-me de olhar para dentro de mim e pensar: eu não sou esta pessoa. Lembro-me de não me reconhecer nos pensamentos que tinha. No desejo que Deus fizesse justiça e me vingasse. E Deus, nos seus infinitos paciência e amor, ensinou-me a ser misericordiosa comigo mesma. Mostrou-me que sim, naquele momento eu era aquela pessoa. E não precisava de ficar preocupada, porque não era definitivo. Disse-me que era um processo e que Ele era fiel para completar a obra que tinha começado em mim. Que ia continuar a trabalhar em mim para me restaurar, me devolver a alegria da minha salvação.</p>



<p>Lembro-me de, em certo momento, fazer esta oração: “Ó Deus, só restam estes cacos, esta carne passada duas vezes pela picadora. Não sobrou nada de mim. Não sei o que é que vais fazer com isto, nem como o vais fazer. Mas está aqui. É teu. Sei que vais restaurar”.</p>



<p>Nos últimos três anos tenho trabalhado cada área que Deus me tem mostrado que precisa de ser tratada. Uma a seguir à outra. Sou uma pessoa mais bonita do que antes, porque sobrou menos de mim e mais de Cristo em mim.</p>



<p>Também meti mãos à obra para descobrir quem é a Carolina que se tinha perdido no casamento. Descobri que afinal gosto de andar de kayak nos fiordes, de dançar, de (tentar) fazer surf, de dar caminhadas pela montanha&#8230; Ah, e adotei o Latte, o cão mais fofo à face da terra.&nbsp;</p>



<p>Deus tirou-me do deserto e trouxe-me de volta a casa. Voltei a servir a Igreja na casa que o Pai preparou para mim. Voltei a abraçar e ser abraçada pelos meus irmãos de quem tive tantas saudades. E apesar de não saber ainda o que Deus tem para mim aqui em Portugal, aproveito cada oportunidade que Ele me dá para obedecer.&nbsp;</p>



<p>Faz-te disponível para Deus. Sê pronta a obedecer no momento em que Deus traz ao teu coração alguma coisa que tens de mudar. E agarra rapidamente as oportunidades que o Espírito Santo traz à tua vida para servir. Porque a cura vem da obediência, do derramar do coração sem barreiras, e do pecado deixado diariamente aos pés da cruz.</p>



<p>Hoje quero dizer-te uma coisa que talvez ninguém te tenha dito ainda:</p>



<p><strong>Deus interessa-se. Deus quer saber. Achega-te a Deus e vê como Ele se achega a ti.</strong></p>



<p>Que o Deus da Graça te abençoe tremendamente.&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="690" height="1024" src="https://aliancaevangelica.pt/site/wp-content/uploads/2024/11/Carolina-e-Latte-2-690x1024.jpg" alt="" class="wp-image-20941"/></figure>
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<p>Carolina Marmelada</p>
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		<title>Nem tudo é montanha, nem tudo é vale. Não está calor todos os dias, nem sempre está a chover.</title>
		<link>https://aliancaevangelica.pt/site/nem-tudo-e-montanha-nem-tudo-e-vale-nao-esta-calor-todos-os-dias-nem-sempre-esta-a-chover/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[AEP]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 10:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Testemunhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta é forma como vejo a vida e como me tenho desenvolvido enquanto pessoa. Nascida num lar onde Deus era respeitado (talvez não de forma integral), cedo aprendi que o Deus Criador&#160;era&#160;um Deus&#160;próximo&#160;e&#160;Salvador.&#160;O&#160;Evangelho&#160;passou&#160;a&#160;fazer&#160;parte&#160;da&#160;minha&#160;vida&#160;ainda&#160;na&#160;infância,&#160;mas&#160;seria&#160;somente aos 15 anos que a minha vida passaria a fazer&#160;mais</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Esta é forma como vejo a vida e como me tenho desenvolvido enquanto pessoa.</strong></p>



<p>Nascida num lar onde Deus era respeitado (talvez não de forma integral), cedo aprendi que o Deus Criador&nbsp;era&nbsp;um Deus&nbsp;próximo&nbsp;e&nbsp;Salvador.&nbsp;O&nbsp;Evangelho&nbsp;passou&nbsp;a&nbsp;fazer&nbsp;parte&nbsp;da&nbsp;minha&nbsp;vida&nbsp;ainda&nbsp;na&nbsp;infância,&nbsp;mas&nbsp;seria&nbsp;somente aos 15 anos que a minha vida passaria a fazer&nbsp;<em>mais sentido</em>. O meu encontro com o Cristo real&nbsp;acontece alguns meses mais tarde.</p>



<p>Tinha a consciência que a minha salvação era uma dádiva e que a responsabilidade de viver de acordo com&nbsp;ela nunca seria&nbsp;uma&nbsp;opção,&nbsp;antes&nbsp;um&nbsp;dever.</p>



<p>Já&nbsp;formada&nbsp;rumei&nbsp;a&nbsp;Coimbra,&nbsp;onde&nbsp;continuei&nbsp;a&nbsp;exercer&nbsp;a&nbsp;profissão&nbsp;que&nbsp;tinha&nbsp;escolhido:&nbsp;ser&nbsp;professora.&nbsp;Depois&nbsp;de uma escola&nbsp;na área de&nbsp;Lisboa,&nbsp;passei por&nbsp;outras mais&nbsp;na&nbsp;zona&nbsp;centro…</p>



<p>Como&nbsp;‘a&nbsp;quem&nbsp;muito&nbsp;é&nbsp;perdoado,&nbsp;muito&nbsp;ama’,&nbsp;percebi&nbsp;que&nbsp;ser&nbsp;professora&nbsp;era&nbsp;uma&nbsp;fase&nbsp;que&nbsp;estava&nbsp;prestes&nbsp;a&nbsp;chegar ao fim. Foi, então, que Deus me chamou para O servir de alma, coração e tempo. Agora no Porto há&nbsp;28&nbsp;anos,&nbsp;consigo entender&nbsp;o&nbsp;propósito&nbsp;de&nbsp;cada&nbsp;um&nbsp;dos&nbsp;meus&nbsp;dias,&nbsp;percebendo&nbsp;como&nbsp;este&nbsp;lindo&nbsp;caminho&nbsp;que&nbsp;Ele&nbsp;planeou&nbsp;para&nbsp;mim,&nbsp;e por&nbsp;onde&nbsp;me&nbsp;tem&nbsp;guiado,&nbsp;é&nbsp;uma&nbsp;revelação&nbsp;poderosa&nbsp;e&nbsp;palpável&nbsp;do&nbsp;Seu&nbsp;eterno&nbsp;amor&nbsp;por mim.</p>



<p>No&nbsp;entanto,&nbsp;nem&nbsp;tudo&nbsp;é&nbsp;montanha,&nbsp;nem&nbsp;tudo&nbsp;é&nbsp;vale.&nbsp;Não&nbsp;está&nbsp;calor&nbsp;todos&nbsp;os&nbsp;dias,&nbsp;nem&nbsp;sempre&nbsp;está&nbsp;a&nbsp;chover.</p>



<p>Nos&nbsp;vales&nbsp;da&nbsp;‘noite’&nbsp;tem-me&nbsp;guardado&nbsp;e&nbsp;fortalecido;&nbsp;no&nbsp;esplendor&nbsp;da&nbsp;montanha&nbsp;tem-me&nbsp;deliciado&nbsp;com&nbsp;a&nbsp;Sua&nbsp;presença manifesta; quando o céu se acinzenta com nuvens densas e negras é, então, que chove, chove,&nbsp;chove&nbsp;sem&nbsp;parar;&nbsp;e&nbsp;o frio&nbsp;entra&nbsp;nos&nbsp;ossos&nbsp;e&nbsp;não&nbsp;há&nbsp;como&nbsp;fugir&nbsp;dele…&nbsp;mas,&nbsp;de&nbsp;repente&nbsp;(eu&nbsp;amo&nbsp;os&nbsp;‘de&nbsp;repentes’&nbsp;do&nbsp;Senhor&nbsp;Jesus)&nbsp;o&nbsp;sol&nbsp;brilha e&nbsp;tudo&nbsp;parece&nbsp;calmo,&nbsp;libertador,&nbsp;perfeito…&nbsp;como&nbsp;se&nbsp;a&nbsp;natureza&nbsp;celebrasse&nbsp;a&nbsp;vida,&nbsp;rodopiando&nbsp;sem&nbsp;parar,&nbsp;dançando e cantando um&nbsp;hino&nbsp;de adoração ao Criador!</p>



<p>Quero&nbsp;crer&nbsp;como&nbsp;Ester,&nbsp;que&nbsp;para&nbsp;‘este&nbsp;tempo&nbsp;vim’,&nbsp;para&nbsp;um&nbsp;tempo&nbsp;de&nbsp;uma&nbsp;intensa&nbsp;colheita,&nbsp;fazendo&nbsp;parte&nbsp;de&nbsp;uma geração de valentes, nova e determinada, que não se entrega, não se deixa corromper e que não se&nbsp;encanta&nbsp;com&nbsp;as ‘iguarias’&nbsp;dos&nbsp;ímpios.&nbsp;Geração&nbsp;que&nbsp;serve,&nbsp;que&nbsp;ama,&nbsp;que&nbsp;sonha,&nbsp;que&nbsp;crê&nbsp;e&nbsp;que&nbsp;se&nbsp;levanta&nbsp;para&nbsp;que,&nbsp;nos&nbsp;dias&nbsp;de&nbsp;hoje,&nbsp;o Seu&nbsp;Nome&nbsp;seja&nbsp;exaltado&nbsp;e&nbsp;a&nbsp;‘glória&nbsp;do&nbsp;Senhor&nbsp;inunde&nbsp;a&nbsp;terra,&nbsp;como&nbsp;as&nbsp;águas&nbsp;cobrem&nbsp;o mar’&nbsp;–&nbsp;estas são&nbsp;as batidas do meu&nbsp;coração….</p>



<p><strong>Ainda que … nem tudo seja montanha, nem tudo seja vale. Não esteja calor todos os dias, nem sempre esteja a chover.</strong></p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p>Ana Pires<br>Pastora&nbsp;da&nbsp;Igreja&nbsp;Apostólica&nbsp;Nova&nbsp;Geração</p>
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		<title>Participação política cristã. Uma reflexão.</title>
		<link>https://aliancaevangelica.pt/site/participacao-politica-crista-uma-reflexao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[AEP]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 10:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Olhares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O que vos vem à mente quando dizemos a palavra «política» ou «políticos»?” “Falsos!”, disse logo um dos meus colegas. Foi assim que começou o nosso curso intensivo sobre “Participação</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>“O que vos vem à mente quando dizemos a palavra «política» ou «políticos»?” “Falsos!”, disse logo um dos meus colegas. Foi assim que começou o nosso curso intensivo sobre “Participação Política Cristã num Mundo Dividido.”<a href="applewebdata://54B885F9-269F-4507-BEF2-C5A6E46398A6#_ftn1"><sup>[1]</sup></a></p>



<p>Eu cresci num contexto evangélico mais conservador onde não se falava muito sobre a relação entre a política e a fé cristã. Mais tarde, conheci vários cristãos que consideravam o mundo da política demasiado nebuloso, difícil, perigoso—achando que era melhor mantê-lo à distância. Afinal, Jesus não fez campanha nem apresentou programas políticos. Quando Pedro, um dos discípulos mais próximos, levantou armas e propôs revolução, — mesmo numa situação de perigo evidente—, Jesus recusa-se a tomar essa via. Além disso, temos exemplos de líderes políticos que usaram a religião ou a sua fé como instrumento de manipulação.&nbsp;<em>Gott mit uns</em>&nbsp;— “Deus está connosco” —, era a frase inscrita na fivela dos soldados nazis, e a história está repleta de exemplos que mostram que misturar religião e poder, normalmente, dá para o torto. Será que um cristão não se deve meter na política?</p>



<p>O envolvimento político toca a todos e faz parte da missão cristã. A nossa participação política, seja profissional, seja como cidadãos, pode demonstrar o coração de Deus para o mundo em que vivemos. Esta foi uma das conclusões do nosso curso. Partilho, de seguida, algumas ideias que nos ajudam a pensar no que significa a participação política cristã no mundo polarizado e divido em que vivemos.&nbsp;</p>



<p><strong>Não há forma de escapar</strong></p>



<p>O mundo da política não está confinado aos bancos do parlamento. Para além da máquina política&nbsp;<em>per se</em>, ou seja, os governantes eleitos e os políticos de carreira, temos de incluir vários outros atores no processo político: os media, as redes sociais, os meios de comunicação mais artísticos (cinema, artistas); as multinacionais e as pequenas e médias empresas; a banca e o setor financeiro; as associações cívicas, as organizações não governamentais, as associações de voluntários, os ativistas; a multidão de funcionários públicos que mantém as nossas instituições em funcionamento; os consumidores, que por cada item que adquirem estão a concretizar uma decisão ética; cada cidadão. Nenhum de nós escapa desta lista, pois a política, proveniente do grego antigo&nbsp;<em>polis</em>&nbsp;significa “os assuntos da cidade”, ou de uma comunidade organizada. A política, assim, faz parte de sermos humanos pois faz parte das atividades humanas onde todos estamos de alguma forma inseridos.</p>



<p><strong>A mensagem de Jesus afinal também era política</strong></p>



<p>As primeiras palavras de Jesus no evangelho de Marcos são, “É chegada a hora, o reino de Deus está próximo.” Um&nbsp;<em>reino</em>&nbsp;é uma configuração política e tem implicações.&nbsp;</p>



<p>Em Lucas, a primeira pregação de Jesus é baseada em Isaías 61, que fala em levar a boa nova aos pobres e em libertar prisioneiros e oprimidos. O simples facto de Jesus comer com os marginalizados da sociedade, com aqueles que os religiosos da altura rejeitavam, estava a criar desconforto sociopolítico para a sociedade da altura.<a href="applewebdata://54B885F9-269F-4507-BEF2-C5A6E46398A6#_ftn2"><sup>[2]</sup></a>&nbsp;E a jornada de Jesus na terra é feita durante um período de opressão política. Entre os seus discípulos sabemos que Simão simpatizava com o partido dos nacionalistas, e Mateus, como ex-cobrador de impostos, seria visto como colaborador do regime opressor.<a href="applewebdata://54B885F9-269F-4507-BEF2-C5A6E46398A6#_ftn3"><sup>[3]</sup></a>&nbsp;<a>Não</a>&nbsp;é difícil imaginar que o assunto da política também não viria à baila quando juntos à volta de uma refeição.</p>



<p><strong>Heróis da fé na política</strong></p>



<p>Alguns dos nossos heróis da fé, dentro e fora do período bíblico, tiveram papéis muito políticos. José do Egito foi primeiro-ministro. Mardoqueu aconselha o rei da Assíria, enquanto Ester arrisca a sua vida e intervém perante este rei poderoso a favor de outros. Daniel e os seus companheiros, apesar de colonizados, trabalham como conselheiros para os reis da Babilónia. José de Arimateia fazia parte do tribunal judaico e é ele quem tem a capacidade de ir a Pilatos pedir o corpo de Jesus para poder enterrá-lo (os discípulos de Jesus dificilmente teriam conseguido).&nbsp;</p>



<p>E a história continua. Algumas das liberdades cívicas de que hoje gozamos chegaram-nos à custa de campanhas política de colegas heróis da fé.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;William Wilberforce (1759-1833) dedica a vida num esforço para abolir a escravatura a partir dos bancos do parlamento britânico. Josephine Butler (1828-1906) foi das primeiras a fazer campanha pelo sufrágio feminino, para além de lutar pela abolição da prostituição infantil e o fim do tráfico humano. O diplomata Aristides de Sousa Mendes (1885-1954) desafiou as ordens de Salazar e concedeu milhares de vistos a refugiados de várias nacionalidades que desejavam fugir do regime nazi em 1940. Martin Luther King Jr. (1929-1964) foi assassinado na sua luta pela igualdade de direitos civis nos Estados Unidos.&nbsp;</p>



<p>Estas pessoas ora serviram a Deus simplesmente a partir da sua posição, ora partiram para a ação, porque havia alguma coisa que achavam de tal modo injusto no seu contexto sociocultural que o seu incómodo virou paixão e trilhou caminho de missão.&nbsp;</p>



<p><strong>Mas a política não tem um lado negro?</strong></p>



<p>Estejam no governo, estejam em posições de liderança na sociedade ou na igreja, uma das funções de ser líder é descrever a realidade aos seus seguidores. Descrever a realidade aos outros é exercer poder. Mas alguns líderes partilham apenas das suas opiniões; outros estarão mesmo a inventar ou distorcer a realidade.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;Por isso, começámos a nossa reflexão relativamente à participação política pelas raízes, buscando em Génesis 1 e 2 a imagem bíblica da realidade. Quem é Deus e quem somos nós? Somos seres criados à imagem e semelhança de Deus, e vivemos num mundo e em sociedades criadas por ele. Das primeiras coisas que salta à vista no retrato do princípio do mundo é o facto de Deus ser poderoso. Deus teve a capacidade de criar tudo… Tudo. E a partir de nada. A nossa cabeça não consegue realmente compreender isto. Mas daqui podemos pensar como é que Deus, este ser mais poderoso à face da terra, lida com o poder. E se há algo que modera o poder de Deus é o seu caráter. “E disse Deus: Haja luz. E houve luz.” Aquilo que Deus disse realmente aconteceu, o que indica que podemos confiar na sua palavra. E vemos que Deus rapidamente inclui o ser humano na sua relação de amor e convivência, e no ato criativo. Há passeios ao final da tarde e Adão tem a liberdade para dar nome aos animais.&nbsp;</p>



<p>Pensar na política em termos de relações de poder pode ser útil, porque acaba por incluir-nos a todos. Sem dúvida que quem tem cargos políticos, ou exerce funções de liderança, terá um maior raio de ação. A decisão—boa ou má—, terá repercussões que chegam mais longe do que uma relação de poder entre pai e filho. Mas todos exercemos poder de alguma forma.</p>



<p>Hoje vivemos num mundo complexo e difícil e temos de regressar frequentemente à imagem do jardim do Éden, para lembrar que fomos chamados a cogovernar um mundo que Deus nos entregou. E buscar na nossa relação com Deus a contínua transformação de caráter que pode moderar o nosso exercício de poder, seja nos nossos relacionamentos, em casa, na igreja, na sociedade, com a criação, ou no nosso interior.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Mas o que podemos fazer na prática?</strong></p>



<p>Podem inscrever-se neste curso para o ano que vem! Entretanto, partilho alguns pensamentos soltos com que fiquei para ir matutando:</p>



<p>Em Jesus, vejo como há uma preocupação para com o contexto sociocultural que leva a ações específicas. Jesus fazia teologia pela forma como comia, e pela escolha de companheiros de mesa. A nossa rotina diária (desde os produtos que decido comprar, à gestão de tempo entre trabalho e convívio) também pode estar a (ou devia?) refletir o coração de Jesus.&nbsp;</p>



<p>Em Jesus, vejo posições radicais sem o desejo de ser revolucionário. A luta pela justiça social é pela violência do amor. O reino de Deus tem uma dimensão espiritual, e concretiza um “já, mas ainda não” impossível de perceber sozinha. Preciso de seguir Jesus rodeada de outros discípulos para discernir caminho para os nossos tempos.</p>



<p>Não nos iludamos; nenhum partido político, seja ele qual for, pode dar resposta a todas as questões. Há cristãos em vários pontos do espetro político, e isto pode ser positivo, pois nenhum partido político à face da terra corresponde completamente ao cristianismo.&nbsp;</p>



<p>Devemos nos manter minimamente informados, mas não fiquemos assoberbados pela multidão e urgência das notícias. Estas também podem exercer muito poder sobre a nossa imaginação, e à mistura temos notícias enviesadas e falsas (<em>fake news</em>). Uma das nossas instrutoras partilhou como já não consulta as notícias todos os dias; percebeu que tinha ficado viciada na altura em que começou a guerra na Ucrânia. Agora, consulta algumas vezes por semana, e é neste ritmo mais calmo que consegue fazer mais reflexão e não sentir tanta ansiedade.</p>



<p>Se reclamamos da situação política, devemos ao menos participar dos momentos de voto. Bem podemos votar em branco como símbolo de protesto, mas todos somos cidadãos. Se não votamos, perdemos o direito de reclamação.&nbsp;</p>



<p>Quer gostemos quer não, devemos orar pelos nossos líderes.</p>



<p>Vivemos em tempos de tanta divisão e polarização. Os cristãos deviam ser o povo da “boa nova”, aqueles que apontam para a esperança em todos os tempos. No entanto, muitas vezes nós também alimentamos o ódio e a violência pela nossa intransigência, pela nossa falta de paciência em escutar o outro, ou pelo nosso medo de perder a razão. Há uma grande diferença entre responder e reagir. Nunca é boa ideia responder a quente, especialmente nas redes sociais. Antes de responder e defender a minha posição, posso fazer uma pausa para refletir. Talvez seja boa ideia perguntar ao outro o que ele queria dizer; procurar clarificar ideias, iniciar uma conversa.&nbsp;</p>



<p>Todos participamos da&nbsp;<em>polis</em> — dos assuntos da nossa comunidade. Nas nossas interações (pessoais e virtuais), como transformar a nossa participação política numa atividade que constrói pontes e procura o bem comum?</p>



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<p><a href="applewebdata://54B885F9-269F-4507-BEF2-C5A6E46398A6#_ftnref1"><sup>[1]</sup></a>&nbsp;Título original: “Christian Political Participation in a Divided World”. Curso intensivo de uma semana, parte integrante da escola de verão “Bible &amp; Culture”, uma parceria entre IFES Graduate Impact, Regent College e a Aliança Evangélica Europeia, 24-28 Junho 2024, Berlin, lecionado por: Julia Doxat-Purser e Christel Lamère Ngnambi.&nbsp;<a href="https://www.graduateimpact.org/bc-political-participation">https://www.graduateimpact.org/bc-political-participation</a></p>



<p><a href="applewebdata://54B885F9-269F-4507-BEF2-C5A6E46398A6#_ftnref2"><sup>[2]</sup></a>&nbsp;O teólogo Robert Karris chega a defender que no Evangelho de Lucas, Jesus foi crucificado pela forma como comia (ver&nbsp;<em>A leitura infinita</em>&nbsp;de J. T. Mendonça).</p>



<p><a href="applewebdata://54B885F9-269F-4507-BEF2-C5A6E46398A6#_ftnref3"><sup>[3]</sup></a>&nbsp;Sobre Simão, ver Evangelho de Lucas 6.15; sobre Mateus, ver Evangelho de Mateus 9.9-13.</p>



<p>Emily Lange</p>



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		<title>Alerta Tráfico de Seres Humanos</title>
		<link>https://aliancaevangelica.pt/site/alerta-trafico-de-seres-humanos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[AEP]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 21:59:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assinalou-se a 18 de Outubro Dia Europeu contra o Tráfico de Seres Humanos. Este dia foi criado em 2007 pela União Europeia para consciencializar os decisores políticos e a sociedade</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Assinalou-se a <strong>18 de Outubro</strong> Dia Europeu contra o Tráfico de Seres Humanos.</p>



<p>Este dia foi criado em 2007 pela União Europeia para consciencializar os decisores políticos e a sociedade civil para a implementação de políticas de luta contra este problema global.</p>



<p>Em Portugal, saudamos as medidas que já foram anunciadas hoje, para priorizar respostas às vítimas de tráfico humano, uma vez que esta realidade tem vindo a crescer no nosso país.O Tráfico de Seres Humanos pode assumir várias formas, desde exploração sexual, trabalho forçado, atividades criminosas forçadas, mendicidade forçada, escravatura ou venda de órgãos.</p>



<p>A comunidade evangélica internacional tem estado permanentemente envolvida na prevenção e resgate de vítimas de tráfico através da World Freedom Network e European Freedom Network (<a href="https://www.europeanfreedomnetwork.org">https://www.europeanfreedomnetwork.org</a>/), que reúnem e equipam dezenas de ONGs cristãs evangélicas que trabalham nesta área. Reconhecemos e somos gratos pelo trabalho de cada uma delas.</p>



<p>Para assinalar este dia, a Aliança Evangélica Portuguesa, através da sua assessoria de Direitos Humanos, está a preparar um webinar a decorrer no dia <strong>13 de Novembro</strong>, <strong>às 20h</strong> &#8211; <em>&#8220;Tráfico<br>de Seres Humanos: o que fazer? Uma perspetiva cristã evangélica.&#8221;</em> Contamos com a presença de todos. Mais informações em breve.</p>



<p>Elsa Correia Pereira<br>Assessoria dos Direitos Humanos da AEP</p>
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		<title>Conferências 2024 APCB</title>
		<link>https://aliancaevangelica.pt/site/conferencias-2024-apcb/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[AEP]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 21:52:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Visão e Ministérios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É já no dia 31 de outubro que damos início às conferências da APCB, e queremos convidá-lo(a) a participar nestes momentos de edificação e aprendizagem. A 2ª Conferência de Mulheres</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>É já no dia 31 de outubro que damos início às conferências da APCB, e queremos convidá-lo(a) a participar nestes momentos de edificação e aprendizagem.</p>



<p>A 2ª Conferência de Mulheres APCB terá lugar no dia 31 de outubro, na Igreja Batista da Ramada, pelas 18:00, com a palestrante irmã Renata Gandolfo, que abordará o tema &#8220;Mestras do Bem&#8221;.</p>



<p>A 7ª Conferência da APCB irá decorrer nos dias 1 e 2 de novembro, no Centro de Formação Cristã da Ramada, com receção a partir das 08:30 em ambos os dias, e com os palestrantes Pr. Mário Pina, Pr. Walace Juliare e Pr. David Cáceres, sob o tema &#8220;Criar uma Cultura de Cuidado na Igreja&#8221;.</p>



<p>Pela primeira vez, realizaremos a 1ª Conferência da APCB no Porto, nos dias 8 e 9 de novembro, na 3ª Igreja Batista do Porto. A receção no dia 8 inicia às 19:30 e no dia 9 às 09:30, com os palestrantes Pr. Pedro Barbosa, Pr. Tiago Bugalho, Pr. Tiago Capote e irmã Renata Gandolfo, também com o tema &#8220;Criar uma Cultura de Cuidado na Igreja&#8221;.</p>



<p>As inscrições podem ser feitas através deste link: <a href="https://aconselhamentobiblico.pt/?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAAabP8YImN1sWKX9FAUm2NQteoc9n2CtDHupijus-GP9HnGRBDFnc87JhfEo_aem_sxJzFTcc3P-y6lxhV6RKfw">https://aconselhamentobiblico.pt/?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAAabP8YImN1sWKX9FAUm2NQteoc9n2CtDHupijus-GP9HnGRBDFnc87JhfEo_aem_sxJzFTcc3P-y6lxhV6RKfw</a>.</p>



<p>Estamos confiantes de que estas conferências serão de grande bênção para todos os irmãos. Contamos com a vossa presença!</p>
<p>O conteúdo <a href="https://aliancaevangelica.pt/site/conferencias-2024-apcb/">Conferências 2024 APCB</a> aparece primeiro em <a href="https://aliancaevangelica.pt/site"></a>.</p>
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