{"id":21369,"date":"2026-01-15T22:06:17","date_gmt":"2026-01-15T22:06:17","guid":{"rendered":"https:\/\/aliancaevangelica.pt\/site\/?p=21369"},"modified":"2026-04-30T18:30:00","modified_gmt":"2026-04-30T18:30:00","slug":"ser-humano-no-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aliancaevangelica.pt\/site\/ser-humano-no-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"Ser humano no s\u00e9culo XXI"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:20% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/aliancaevangelica.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-01-14-at-10.19.31-edited-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-22688 size-full\" srcset=\"https:\/\/aliancaevangelica.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-01-14-at-10.19.31-edited-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/aliancaevangelica.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-01-14-at-10.19.31-edited-300x300.jpeg 300w, https:\/\/aliancaevangelica.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-01-14-at-10.19.31-edited-150x150.jpeg 150w, https:\/\/aliancaevangelica.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-01-14-at-10.19.31-edited-768x768.jpeg 768w, https:\/\/aliancaevangelica.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-01-14-at-10.19.31-edited-500x500.jpeg 500w, https:\/\/aliancaevangelica.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-01-14-at-10.19.31-edited-800x800.jpeg 800w, https:\/\/aliancaevangelica.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-01-14-at-10.19.31-edited.jpeg 1066w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma quest\u00e3o-chave face \u00e0 tecnomania da nossa era:<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>David Raimundo<br><em><sub>Secret\u00e1rio-Executivo do Grupo B\u00edblico Universit\u00e1rio de Portugal (dez. 2025)<\/sub><\/em><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Num artigo oportunamente escrito em 2023 para o Movimento Lausanne, o Dr. Matthew Niermann apresentou uma lista de <a href=\"https:\/\/lausanne.org\/pt-br\/updates-pt-br\/dez-perguntas-que-moldarao-2050\">10 perguntas que ir\u00e3o moldar a sociedade global at\u00e9 2050<\/a>. A primeira pergunta \u00e9 extremamente certeira: \u201co que significa ser humano?\u201d De acordo com Niermann, e, em grande medida, por causa dos desenvolvimentos tecnol\u00f3gicos, \u201ca quest\u00e3o sobre quem e o que somos estar\u00e1 no centro da proclama\u00e7\u00e3o do evangelho e do discipulado contextual nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Efetivamente, assistimos hoje ao advento de novas tecnologias que prometem melhorar a nossa humanidade, estender a nossa natureza e, na linguagem expl\u00edcita de alguns proponentes, elevar a condi\u00e7\u00e3o dos humanos \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de semi-deuses. Refiro-me, por exemplo, \u00e0s tecnologias que promovem o projeto transhumanista, a fus\u00e3o do organismo humano e da m\u00e1quina inorg\u00e2nica, a inser\u00e7\u00e3o de nanoprocessadores nos nossos tecidos e de chatsgpts nas nossas mentes. Aqueles que cr\u00eaem neste projeto prev\u00eaem <a href=\"https:\/\/itp.uni-frankfurt.de\/~gros\/Mind2010\/transhumanDeclaration.pdf\">\u201ca possibilidade de redesenhar a condi\u00e7\u00e3o humana, incluindo par\u00e2metros como a inevitabilidade do envelhecimento, as limita\u00e7\u00f5es do intelecto humano e artificial, o sofrimento, e o nosso confinamento ao planeta terra\u201d<\/a>. Esta \u00e9 uma cren\u00e7a que, nas palavras de Ray Kurzweil, um dos gurus do transhumanismo, chega ao c\u00famulo de profetizar uma esp\u00e9cie de iminente imortalidade do ser humano. \u00c9 uma f\u00e9 cega, pois nega a evid\u00eancia de que o desenvolvimento tecnol\u00f3gico e digital n\u00e3o nos trouxe menor sofrimento. (Na verdade, <a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC10081798\/\">a ci\u00eancia tende a suportar a tese precisamente oposta<\/a>.)<\/p>\n\n\n\n<p>Em certa medida, esta tecnomania replica a est\u00f3ria primordial do primeiro Ad\u00e3o e da primeira Eva quando provaram o fruto proibido enganados pela serpente que sugerira a insidiosa possibilidade de usurpar as prerrogativas divinas: \u201co que acontece \u00e9 que Deus sabe que no dia em que comerem desse fruto, abrir-se-\u00e3o os vossos olhos e ficar\u00e3o a conhecer o mal e o bem, tal como Deus\u201d (G\u00e9nesis 3:5). Na est\u00f3ria do G\u00e9nesis 3 est\u00e1 impl\u00edcita uma din\u00e2mica de insatisfa\u00e7\u00e3o do ser humano por ser aquilo que \u00e9, um descontentamento pelas limita\u00e7\u00f5es inerentes \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana\u2014talvez seja esse o pecado original, a raiz da perene rebeldia da criatura para com o Criador.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A encarna\u00e7\u00e3o de Cristo como lente crist\u00e3:<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O olhar crist\u00e3o relativamente a este fen\u00f3meno assenta necessariamente numa doutrina robusta da encarna\u00e7\u00e3o de Cristo. Uma doutrina que n\u00e3o se ocupa apenas dos elementos estritamente cristol\u00f3gicos, sintetizados na Declara\u00e7\u00e3o de Calced\u00f3nia de 451 d.C. (\u201cJesus Cristo, \u2026, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, consubstancial com o Pai de acordo com a divindade, e consubstancial connosco de acordo com a humanidade\u201d), mas que se ocupa tamb\u00e9m de explorar, com uma certa criatividade teol\u00f3gica, as implica\u00e7\u00f5es ontol\u00f3gicas e missionais da realidade de que a \u201cPalavra se fez homem\u201d (cf. Jo\u00e3o 1:1).<\/p>\n\n\n\n<p>A encarna\u00e7\u00e3o demonstra que n\u00e3o h\u00e1 nada de errado em ser-se plenamente humano. Se o primeiro Ad\u00e3o quis usurpar o lugar de Deus, o segundo Ad\u00e3o, \u201cque por natureza era Deus, n\u00e3o quis agarrar-se a esse direito de ser igual a Deus\u201d (Filipenses 2:6). Antes fez-se um de n\u00f3s para redimir e restaurar a nossa humanidade\u2014o que implica que n\u00e3o nos cabe fugir dessa mesma humanidade em dire\u00e7\u00e3o a qualquer coisa sobre-humana. De acordo com as palavras de Paulo aos Ef\u00e9sios, em Cristo somos verdadeira humanidade (ver Ef\u00e9sios 4:24); em Cristo somos exatamente quem e aquilo que fomos criados para ser\u2014incluindo o facto de sermos seres corp\u00f3reos, circunscritos, necessariamente e ontologicamente limitados. Tudo isto resulta, desde logo, da declara\u00e7\u00e3o ancestral do Criador no sexto dia: \u201cDeus achou que tudo aquilo que tinha feito era muito bom\u201d (G\u00e9nesis 1:31). E tudo isto \u00e9 definitivamente reafirmado porque o pr\u00f3prio Deus encarnou na pessoa do seu Filho Jesus, redimindo e consagrando assim a nossa plena humanidade. Numa perspetiva crist\u00e3, a nossa plena humanidade n\u00e3o \u00e9 um obst\u00e1culo a ser ultrapassado, mas sim um horizonte a alcan\u00e7ar, experimentar, viver plenamente, em Cristo. Isto \u00e9 boa not\u00edcia. Isto \u00e9 evangelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, se desejamos adotar um olhar evang\u00e9lico (e \u00e9tico) sobre as tecnologias vindouras, devemos questionar-nos se elas n\u00e3o nos apresentam no tempo atual um decalque da tenta\u00e7\u00e3o da serpente no tempo antigo. E, portanto, se elas n\u00e3o colocam o s\u00e9rio risco de nos tornarmos sub-humanos quando almejamos ser sobre-humanos; de nos tornarmos escravos quando almejamos ser livres; de gerarmos morte quando procuramos vida\u2026<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A natureza farmacol\u00f3gica da tecnologia:<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Estas quest\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o tecnof\u00f3bicas, embora possam correr o risco de resvalar para a tecnofobia se n\u00e3o forem bem calibradas. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio reconhecer que os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos t\u00eam trazido um n\u00edvel mais elevado de bem-estar \u00e0 nossa sociedade e \u00e0s nossas vidas (notando que \u201cbem-estar\u201d n\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de aus\u00eancia de sofrimento). \u00c9 bom reconhecer tamb\u00e9m que a saga tecnol\u00f3gica pode ser enquadrada como parte da voca\u00e7\u00e3o original do ser humano, englobada no chamado mandato cultural de G\u00e9nesis 1:26-28.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, na presente realidade manchada pelo pecado, \u00e9 tamb\u00e9m necess\u00e1rio reconhecer que a tecnologia\u2014toda a tecnologia\u2014\u00e9 como um f\u00e1rmaco<sup>1<\/sup>: a subst\u00e2ncia que, em dosagem adequada e nas circunst\u00e2ncias certas remedeia males e protege a vida, \u00e9 a mesma que, se mal administrada, envenena e mata. A fus\u00e3o nuclear serve para produzir energia limpa e sustent\u00e1vel e para fabricar bombas com o potencial de causar carnificina inimagin\u00e1vel. A manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica promete eliminar doen\u00e7as gen\u00e9ticas e acarreta tamb\u00e9m m\u00faltiplos riscos e quest\u00f5es morais de extrema complexidade. A capacidade dos sistemas de intelig\u00eancia artificial para processar quantidades gigantescas de dados pode ser \u00fatil para sintetizar novas drogas e pode revolucionar os diagn\u00f3sticos m\u00e9dicos e amea\u00e7a causar tamb\u00e9m desemprego massivo e o definhamento das nossas aptid\u00f5es criativas e do nosso esp\u00edrito cr\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ao procurarmos administrar com sabedoria e benignidade o uso da tecnologia a n\u00edvel pessoal e social, ser\u00e1 bom pararmos para refletir sobre o seu car\u00e1cter humano (ou desumano): ser\u00e1 que esta tecnologia, administrada nesta quantidade e nestas circunst\u00e2ncias, respeita e valoriza a nossa plena humanidade? Respeita e valoriza at\u00e9 as boas limita\u00e7\u00f5es de ser-se humano? Aspetos como sermos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li> <strong>Seres sensoriais<\/strong> &#8211; os nossos sentidos s\u00e3o o ponto de contacto mais fi\u00e1vel com a realidade concreta \u00e0 nossa volta;<\/li>\n\n\n\n<li><strong> Seres corp\u00f3reos<\/strong> &#8211; de acordo com o paradigma da cogni\u00e7\u00e3o corporificada (<em>embodied cognition<\/em>) todo o nosso sistema motor e sensorial est\u00e1 envolvido na perce\u00e7\u00e3o da realidade;<\/li>\n\n\n\n<li> <strong>Seres racionais<\/strong> &#8211; ainda que com muita nuance, podemos subscrever o princ\u00edpio cartesiano que conecta a racionalidade e a exist\u00eancia (\u201cpenso, logo existo\u201d); mas o que diremos sobre a nossa exist\u00eancia se delegamos o racioc\u00ednio \u00e0s m\u00e1quinas?<\/li>\n\n\n\n<li><strong> Seres situados<\/strong> &#8211; circunscritos a um contexto, uma geografia, um espa\u00e7o f\u00edsico espec\u00edfico;<\/li>\n\n\n\n<li> <strong>Seres relacionais<\/strong> &#8211; dependentes da rela\u00e7\u00e3o com o outro para ser verdadeiramente humanos (recordar G\u00e9nesis 2:18); humaniza-nos at\u00e9 mesmo a fric\u00e7\u00e3o inerente \u00e0s rela\u00e7\u00f5es interpessoais com rosto, com proximidade, com presen\u00e7a f\u00edsica; a aus\u00eancia desta fric\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es virtuais torna-as simultaneamente mais f\u00e1ceis e mais desumanizadoras.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Em suma, ser\u00e1 que esta tecnologia respeita a nossa ess\u00eancia enquanto seres \u201cencarnacionais\u201d?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Miss\u00e3o no s\u00e9culo XXI<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O autor do quarto evangelho conta-nos que, depois de ter ressuscitado, o Senhor Jesus apareceu aos disc\u00edpulos e disse-lhes: \u201cA paz esteja convosco! Assim como o Pai me enviou, tamb\u00e9m eu vos envio\u201d (Jo\u00e3o 20:21). Ora como \u00e9 que o Pai enviou o Filho? Enviou-o encarnado. Humano. Com todas as caracter\u00edsticas comuns a essa humanidade. Para que fosse visto com olhares humanos, escutado com ouvidos humanos, tocado por m\u00e3os humanas (cf. 1 Jo\u00e3o 1:1). E os disc\u00edpulos herdam este mesmo como, este mesmo modus operandi, a mesma voca\u00e7\u00e3o encarnacional, constituindo-se como comunidades tang\u00edveis que expressam a boa nova por palavras e por meio de atos humanos de servi\u00e7o, de justi\u00e7a e de compaix\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo esta voca\u00e7\u00e3o inata \u00e0 igreja, ela \u00e9 ainda mais imperativa face \u00e0s ideologias e tecnologias vigentes. \u00c9 ainda mais imperativa face ao homem que, parafraseando o Zaratustra de Nietzsche na sua cr\u00edtica parcialmente justa \u00e0 religi\u00e3o crist\u00e3, \u201cquis ent\u00e3o que a sua cabe\u00e7a transpassasse as \u00faltimas paredes, e n\u00e3o s\u00f3 a cabe\u00e7a: at\u00e9 ele quis passar para o \u2018outro mundo\u2019\u2026esse mundo desumanizado e inumano que \u00e9 um nada celeste\u2026\u201d Torna-se assim ainda mais premente a afirma\u00e7\u00e3o de John Stott, j\u00e1 na reta final do seu minist\u00e9rio, antecipando a miss\u00e3o da igreja no s\u00e9culo XXI, quando ele dizia que \u201c<a href=\"https:\/\/www.christiantoday.com\/news\/john-stott-final-sermon-the-model-becoming-more-like-christ\">toda a miss\u00e3o aut\u00eantica \u00e9 miss\u00e3o encarnacional<\/a>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Perante um mundo que nos empurra para a virtualidade, a miss\u00e3o crist\u00e3 passa por abra\u00e7ar, promover e exercer presen\u00e7a real, f\u00edsica, palp\u00e1vel, junto de pessoas reais. Passa por estar dispon\u00edvel para interagir concretamente e humanamente com o outro, o outro que, porventura, passar\u00e1 a estar acostumado a interagir apenas com a m\u00e1quina, mas sedento de um ouvido humano que o escute, de um abra\u00e7o humano que o conforte, de um olhar humano que o veja. Ser humano no s\u00e9culo XXI, verdadeiramente humano em Cristo, ser\u00e1 por si s\u00f3 evang\u00e9lico, i.e., algo que demonstra o evangelho a concretizar-se na pr\u00e1tica. Cada comunidade que partilha espa\u00e7o, mesa, cargas, l\u00e1grimas, liturgia, etc. tender\u00e1 a ser cada vez mais bela e singela, e cada vez mais missional s\u00f3 pelo facto de ser o que \u00e9. N\u00e3o podemos por isso negligenciar este desafio de sermos comunidade real, f\u00edsica, tang\u00edvel em contram\u00e3o \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o da imaterializa\u00e7\u00e3o. E que impacto teria se fossemos tamb\u00e9m comunidades formadas por pessoas capazes de usar ferramentas tecnol\u00f3gicas sem se deixarem usar por elas; gente que n\u00e3o se deixa aprisionar por nenhuma inova\u00e7\u00e3o, por nenhum gadget, por nenhuma rede, porque experimenta, tamb\u00e9m na rela\u00e7\u00e3o com a tecnologia, a liberdade outorgada por Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 dois mil\u00e9nios atr\u00e1s, os nossos irm\u00e3os da Igreja Primitiva lidaram com a heresia do docetismo (do verbo grego doke\u014d, parecer). Alguns de esp\u00edrito mais grego n\u00e3o suportavam a ideia de que o ser supremo se tivesse tornado humano, feito mat\u00e9ria, descido \u00e0 nossa condi\u00e7\u00e3o; por isso, disseminaram a ideia de que Cristo n\u00e3o tinha de facto encarnado e n\u00e3o era totalmente homem, apenas aparentava s\u00ea-lo. Mas a proposta de um Cristo virtual, um redentor imaterial, foi prontamente rejeitada pelos Pais da Igreja. De igual modo, talvez hoje tenhamos tamb\u00e9m de rejeitar explicitamente a ideia de uma igreja doc\u00e9tica, a hip\u00f3tese de uma igreja virtual e de uma miss\u00e3o digital. Isto n\u00e3o invalida que se procure usar o digital como primeiro ponto de contacto com o outro, mas sempre como convite para transitar para o mundo real, para o mundo encarnado, para rela\u00e7\u00f5es com rosto e at\u00e9 com a bendita fric\u00e7\u00e3o. Por mais que seja desconfort\u00e1vel, s\u00f3 estas rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o terreno f\u00e9rtil para um discipulado profundo, duradouro, verdadeiramente transformador, plenamente humano\u2014um discipulado que a m\u00e1quina nunca poder\u00e1 experimentar, nem facilitar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-separator uagb-block-1727dfbb\"><div class=\"uagb-separator-spacing-wrapper\"><div class=\"wp-block-uagb-separator__inner\" style=\"--my-background-image:\"><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p><sup>[1]<\/sup>\u00a0<sub>Como afirma o fil\u00f3sofo crist\u00e3o David Lewin em \u201cThe Pharmakon of Educational Technology: The Disruptive Power of Attention in Education,\u201d\u00a0<em>Studies in\u00a0Philosophy of Education\u00a0<\/em>35 (2016): 256.\u00a0<\/sub><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma quest\u00e3o-chave face \u00e0 tecnomania da nossa era: David RaimundoSecret\u00e1rio-Executivo do Grupo B\u00edblico Universit\u00e1rio de Portugal (dez. 2025) Num artigo oportunamente escrito em 2023 para o Movimento Lausanne, o Dr. Matthew Niermann apresentou uma lista de 10 perguntas que ir\u00e3o moldar a sociedade global at\u00e9 2050. 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