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Tomadas de Posição

Meninos, Meninas e as novas Leis de Ideologia de Género – Iolanda Melo

900 675 Aliança Evangélica Portuguesa

“Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher (…)?” (Mateus 19:4)
(Artigo Retirado do Boletim Ecos, da APECP, Nº 124 (Abril/Maio/Junho 2018)

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No passado dia 13 de Abril, o Parlamento Português aprovou a nova lei que permite a mudança de género no registo civil aos 16 anos, mediante um requerimento, sem necessidade de apresentar qualquer relatório médico, tendo apenas que apresentar a autorização dos pais. Cabe agora ao nosso Presidente da República apreciar o diploma, podendo assim vetar ou promulgar. Neste compasso de espera pela reposta do Chefe do Estado, como pais e educadores cristãos que somos, não podemos deixar de sentir a nossa consternação com esta lei.
A Lei de Deus ensina-nos que no princípio de todas as coisas, Deus criou o mundo e tudo o que nele há, criando assim os seres humanos e estabelecendo os dois sexos biológicos e/ou géneros: macho e fêmea (Génesis 1:27; 5:2).

Sendo a lei promulgada, esperam-se tempos ainda mais complicados para os nosso filhos e alunos que crescem de acordo com os valores bíblicos: partilharão as casas de banho com alunos do sexo oposto, verão meninos vestidos de meninas e vice versa, a Educação Sexual não terá bases científicas, pois será feita com base numa ideologia, Ideologia de Género, que defende que ninguém nasce homem ou mulher, e que tais conceitos seriam apenas construções sociais que nos foram impostos (independentemente do sexo com que se nasce, a pessoa pode construir o género que desejar: homem, mulher ou outro género, negando assim a sua identidade corporal).

Porque deve o adolescente de 16 anos poder decidir a sua identidade sexual, quando biologicamente já está determinada? Porque decidir numa etapa do seu desenvolvimento em que ainda não atingiu a maturidade neurológica que lhe garanta a maturidade psicológica para tomar decisões importantes?

 

Se aos 16 anos muitos ainda não conseguem escolher a área de estudo ou a profissão que terão no futuro; é proibido beber bebidas alcoólicas, conduzir um carro ou votar, como pode ser possível tomar uma decisão destas e ainda sem o devido acompanhamento dos profissionais de saúde?

Somos os primeiros e principais educadores dos nossos filhos e não podemos permitir que as instituições e o Estado retire-nos o direito que temos sobre a educação que desejamos dar aos nossos filhos, direito esse que a nossa constituição nos confere (artigo 36, nº5 “os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos.”) e que está também expressamente referido na Declaração Universal dos Direitos do Homem (artigo 26º, parágrafo 3 “os pais têm um direito prioritário de escolher a espécie de educação que será dada aos seus filhos”). A constituição refere o papel do Estado nesta matéria: “cooperar com os pais na educação dos filhos” (artigo 67º).

O Estado deve cooperar e não substituir! É direito dos pais decidir a educação religiosa que pretendem que os filhos assistam na escola, bem como escolher a educação sexual que será feita aos filhos e em que moldes esta acontecerá no plano da educação escolar.

 

Esta visão ideológica contrasta com a visão bíblica:
“E criou Deus o homem à sua imagem e semelhança: à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.” (Génesis 1:27).

 

Foi Deus que estabeleceu os dois géneros para a humanidade, masculino ou feminino e não contemplou “outros géneros” possíveis. A partir destas duas dimensões estabeleceu a célula básica da sociedade: a família, criada a partir de um homem e de uma mulher. A Identidade Sexual ou a consciência de que somos seres sexuais, é uma parte importante na formação da Identidade e influencia profundamente a imagem e a perceção que temos de nós próprios e os relacionamentos que estabelecemos com os outros, englobando 4 aspetos:

1º Sexo Biológico – é determinado pela informação genética, no momento da conceção, pela combinação cromossomática, classificando as pessoas como homens ou mulheres, machos ou fêmeas. Seis semanas depois, desenvolvem-se os órgãos genitais, marcando a diferença na anatomia reprodutora e que permitirá a diferenciação do corpo masculino do feminino, bem como do Sistema Nervoso Central – cérebro do menino terá diferenças do cérebro da menina, influenciando o seu comportamento na infância – os meninos terão interesses de meninos e meninas buscarão interesses mais femininos.

2º Identidade de Género – Convicção que o indivíduo tem de ser um homem ou uma mulher e que corresponde ao sentimento individual de masculinidade/feminilidade do ponto de vista biológico, social e psicológico. Esta consciência que se tem do próprio género aparece entre os 3, 4 anos, com a identificação da criança com o progenitor do mesmo sexo. A ausência do progenitor (ou de um modelo de referência) no quotidiano da criança pode gerar perturbações neste processo.

3º Papel Sexual Social – Expressão do papel feminino ou masculino em função do comportamento que a sociedade espera de cada sexo: comportamentos, atitudes e traços de personalidade designados socioculturalmente como masculinos/femininos. As brincadeiras, as roupas, os modelos de atitudes e comportamentos de referência terão um papel importante no desenvolvimento da Identidade de Género e do Papel Sexual.

4º Orientação Sexual – É o que indica para onde se dirige o desejo sexual da pessoa (heterossexual ou homossexual). Surge após a puberdade e no processo de definição da orientação Sexual e os valores, os princípios, a educação, a exposição a modelos de referência e a religião têm uma poderosa influência.

A melhor forma de vencermos a Ideologia de Género, e os seus avanços na nossa sociedade, é criarmos filhos com uma Identidade saudável, bem alicerçada nos valores e princípios bíblicos; sermos modelos positivos e estarmos bem envolvidos na vida dos nossos filhos para podermos ajudá-los a lidar com as mudanças dos tempos.

 

Lisboa, 1 de Maio de 2018.
Iolanda Melo, APECP

Aliança Evangélica Mundial (WEA) expressa tristeza por ataque à sinagoga em Pittsburgh e pede orações para as famílias afetadas

1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

Nova York, NY – 28 de outubro de 2018

A Aliança Evangélica Mundial (WEA) expressa a sua tristeza pelo trágico evento em Pittsburgh, Pensilvânia, onde um atirador matou onze fiéis numa sinagoga. Bp Efraim Tendero, Secretário Geral e CEO da WEA, emitiu a seguinte declaração:

Estamos muito preocupados com o que aconteceu na Sinagoga da Árvore da Vida neste fim de semana e oferecemos as nossas sinceras orações de compaixão e apoio às famílias dos mortos, à congregação local e à comunidade judaica como um todo.

Pedimos que todos os crentes ao redor do mundo orem especificamente:

  • Pelas famílias, aqueles que perderam entes queridos experimentem a paz de Deus;
  • Pelos líderes da Árvore da Vida e da comunidade judaica, que têm de cuidar o sofrimento existente;
  • Para que o corpo de Cristo seja unido a todas as pessoas de boa vontade contra o ódio e a violência;
  • Que Deus possa mostrar misericórdia para com todos.

Estamos preocupados com a cultura cada vez mais polarizada e cheia de ódio em muitas nações e regiões do mundo que não apenas marginaliza as minorias, mas chega a encorajar a violência contra aqueles diferentes de si mesmos. Acreditamos que, embora às vezes possamos discordar das pessoas em questões de fé, opinião ou tradição, todas as pessoas são criadas por Deus e têm dignidade inerente que merece respeito. Jesus chamou-nos para sermos pacificadores e, nesse espírito, chamamos as pessoas de fé e qualquer pessoa de boa vontade a não permanecer em silêncio, mas a falar onde o ódio ou a violência são encorajados.

 

 

Fonte: www.worldea.org
Tradução: Luís Calaim

Cuidar Até Ao Fim Com Compaixão

900 600 Aliança Evangélica Portuguesa

Declaração do Grupo de Trabalho Inter-religioso Religiões-Saúde

O debate em curso na sociedade portuguesa sobre a realidade a que se tem chamado “morte assistida” convoca todos a realizarem uma reflexão e a oferecerem o seu contributo para enriquecer um processo de diálogo que necessita da intervenção da pluralidade dos atores sociais. As Tradições religiosas são portadoras de uma mensagem sobre a vida e a morte do homem, bem como sobre o modelo de sociedade que constituímos, e é legítimo e necessário que a apresentem, com humildade e liberdade.

Agora que a Assembleia da República vai discutir e colocar em votação propostas de uma eventual lei sobre a eutanásia, nós, as comunidades religiosas presentes em Portugal signatárias, conscientes de que vivemos um momento de grande importância para o nosso presente e o nosso futuro coletivo, declaramos:

 

  1. A dignidade daquele que sofre

Acreditamos que cada ser humano é único e, como tal, insubstituível e necessário à sociedade de que faz parte, sujeito de uma dignidade intrínseca anterior a todo e qualquer critério de qualidade de vida e de utilidade, até à morte natural. A vida não só não perde dignidade quando se aproxima do seu termo, como a particular vulnerabilidade de que se reveste nesta etapa é, antes, um título de especial dignidade que pede proximidade e cuidado. Assumimos que todo o sofrimento evitável deve ser evitado e, por isso, estamos gratos porque o desenvolvimento das ciências médicas e farmacológicas alcançou um tal patamar de desenvolvimento que permite o eficaz alívio da dor e a promoção do bem-estar. Contudo, não ignoramos o carácter dramático do sofrimento e a dificuldade de que se reveste a elaboração de um sentido para o viver. Sabemos que a religião oferece uma possibilidade de sentido a quem acredita, mas sabemos também, pela experiência do acompanhamento de tantos que não são religiosos, que não depende de o ser a possibilidade de encontrar sentido para o próprio sofrimento. Com esses aprendemos, aliás, que nesta tarefa reside uma das maiores realizações da dignidade pessoal. A dignidade da pessoa não depende senão do facto da sua existência como sujeito humano e a autonomia pessoal não pode ser esvaziada do seu significado social.

 

  1. Por uma sociedade misericordiosa e compassiva

O sofrimento do fim de vida é, para cada pessoa, um desafio espiritual e, para a sociedade, um desafio ético. Comuns às diferentes Tradições religiosas, princípios como a misericórdia e a compaixão configuraram, ao longo da história da civilização, modelos sociais capazes de criar, em cada momento, modos precisos de acompanhar e cuidar os membros mais frágeis da sociedade. Hoje, o morrer humano é um dos âmbitos em que este desafio nos interpela. O que nos é pedido não é que desistamos daqueles que vivem o período terminal da vida, oferecendo-lhes a possibilidade legal da opção pela morte, à qual pode conduzir a experiência do sofrimento sem cuidados adequados. Esse é o verdadeiro sofrimento intolerável, que cria condições para o desejo de morrer. Nasce de uma sociedade que abandona, que se desumaniza, que se torna indiferente. Confirma-nos nesta convicção a experiência de que quem se sente acompanhado não desespera perante a morte e não pede para morrer. O que nos é pedido é, pois, que nos comprometamos mais profundamente com os que vivem esta etapa, assumindo a exigência de lhes oferecer a possibilidade de uma morte humanamente acompanhada.

 

  1. Os Cuidados Paliativos, uma exigência inadiável

Acreditamos que os cuidados paliativos são a concretização mais completa desta resposta que o Estado não pode deixar de dar, porque aliam a maior competência científica e técnica com a competência na compaixão, ambas imprescindíveis para cuidar de quem atravessa a fase final da vida. A verdadeira compaixão não é insistir em tratamentos fúteis, na tentativa de prolongar a vida, mas ajudar a pessoa a viver o mais humanamente possível a própria morte, respeitando a naturalidade desta. Os cuidados paliativos fazem-no, valorizando a pessoa até ao seu fim natural, aliviando o seu sofrimento e combatendo a solidão pela presença da família e de outros que lhe sejam significativos. Interpelamos a sociedade portuguesa para corresponder à exigência não mais adiável de estender a todos o acesso aos cuidados paliativos e assumimos a disponibilidade e a vontade de fazermos tudo o que esteja ao nosso alcance para participar neste verdadeiro desígnio nacional. E não podemos deixar de interrogar se a presente discussão, antes de realizado este investimento, não enfermará de falta de propósito.

 

As Tradições religiosas professam que a vida é um dom precioso e, para as religiões abraâmicas, um dom de Deus e, como tal, se reveste de carácter sagrado; mas este apenas confirma a sua dignidade natural, da qual derivam a sua inviolabilidade e indisponibilidade intrínsecas, que, portanto, não dependem da fundamentação religiosa. Mas a religião confere à vida um sentido, uma esperança, uma outra possibilidade de transcendência. As sociedades precisam desta visão do humano ao lado de todas as outras.

Nós, comunidades religiosas presentes em Portugal, acreditamos que a vida humana é inviolável até à morte natural e perfilhamos um modelo compassivo de sociedade e, por estas razões, em nome da humanidade e do futuro da comunidade humana, causa da religião, nos sentimos chamados a intervir no presente debate sobre a morte assistida, manifestando a nossa oposição à sua legalização em qualquer das suas formas, seja o suicídio assistido, seja a eutanásia.

 

Por isso assinamos em conjunto a presente Declaração.

 

Lisboa, 16 de maio de 2018

 

Assinaturas:

  • Aliança Evangélica Portuguesa
    Pastor Jorge Humberto, em representação do Presidente da Aliança Evangélica Portuguesa, Dr. António Calaim
  • Comunidade Hindu Portuguesa
    Sr. Kiritkumar Bachu
  • Comunidade Islâmica de Lisboa
    Sheik David Munir
  • Israelita de Lisboa
    Rabino Natan Peres
  • Igreja Católica
    Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente
  • Patriarcado Ecuménico de Constantinopla
    Arcipreste Ivan Moody
  • União Budista Portuguesa
    Eng.º Diogo Lopes
  • União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia
    Pastor António Carvalho, em representação do Presidente da União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia, Pastor António Amorim

 

VERSÃO PDF:

https://drive.google.com/open?id=1wvoO4DMVH-yvaW7_nVvSOrQkTGowLPKo

 

Brexit

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

A Aliança Evangélica Mundial (WEA) apoia a Aliança Evangélica do Reino Unido (EAUK) no seu apelo à unidade e à reconciliação após a população do Reino Unido ter votado em referendo a saída da União Europeia. O Bispo Efraim Tendero, Secretário-Geral da WEA, referiu: “Por favor, juntem-se a nós em oração pelo povo do Reino Unido e da União Europeia após esta votação, e orem especialmente pelos governantes que terão agora de trabalhar através de um inédito e processo desafiador. Vamos seguir as palavras do Apóstolo Paulo quando escreveu na carta a Timóteo: “Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças, em favor de todas as pessoas;  pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.. ”

A Aliança Evangélica do Reino Unido emitiu a seguinte declaração:

No rescaldo da votação do Reino Unido para deixar a União Europeia, Steve Clifford, diretor-geral da Aliança Evangélica, comentou: “Enquanto o Reino Unido votou para sair da UE, foi exposto profunda discordância em todas as nossas nações, cidades e regiões. O Reino Unido não está unido.” Dizendo ainda: “Entramos num momento de enorme incerteza, não só em como iremos renegociar o nosso relacionamento com nossos vizinhos europeus, mas também como o partido conservador que está actualmente no poder irá iniciar este processo de seleção do próximo primeiro-ministro. Este tem de ser um tempo para orar.”

“Quando olhamos para o futuro, a prioridade deve ser a construção de unidade e perspectiva da reconciliação. Tomámos uma decisão importante para os próximos anos, e muitas mais terão de ser tomadas ao longo dos próximos dias.”

“Como cristãos devemos seguir o Príncipe da Paz, e nós somos chamados a ser construtores de paz. Foi uma campanha com discórdias e agora é o momento de assumir as nossas paixões políticas e canalizá-los para a acção prática. A votação foi a demonstração da liberdade política, mas ao mesmo tempo expôs a fragilidade da nossa democracia. Assistimos a uma participação com níveis não vistos há décadas, mas também vimos campanha cínica e desonesta de forma a obter ganhos políticos. As nossas energias devem agora ser direccionadas para a construção de pontes dentro e entre comunidades de todo o Reino Unido.”

“Seguimos um redentor que reconcilia, e somos chamados para o trabalho da reconciliação. Nas nossas igrejas e nos nossos bairros, vivemos e trabalhamos ao lado de alguns que estarão a celebrar e outros estão decepcionados. A reconciliação requer honestidade e trabalho árduo, que exige respeito e abertura para com aqueles que discordamos. Não podemos ignorar as diferenças que esta votação tem exposto, mas não podemos deixar que as diferenças nos definam. As nossas mãos de amizade devem fazer o trabalho que a votação não pode.”

“Temos confiança em Deus que mantém as nações nas suas mãos, que é o criador de todas as coisas. Temos confiança que, embora os especialistas e comentadores pesquisadores possam estar discordantes, Deus não se intimidou.

“Hoje oramos pelo Reino Unido, oramos pela União Europeia, e oramos pela Europa. Também oro por David Cameron e pela sua família, assim como pelo partido conservador, uma vez que começou o processo de escolha do seu próximo líder e primeiro-ministro do país. Oremos por sabedoria para nossos líderes, que nestes dias navegam em águas incertas. Oremos por conforto para aqueles que estão decepcionados com o resultado, e oremos para que nos sejam renovadas as forças de forma a trabalhar juntos e para o bem de todos “.

http://www.eauk.org/current-affairs/media/press-releases/after-leave-vote-the-evangelical-alliance-calls-for-unity-and-reconciliation.cfm 

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Cartazes do Bloco de Esquerda

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

A Aliança Evangélica Portuguesa, federação de igrejas evangélicas em Portugal, lamenta a campanha projetada pelo BE com uma mensagem destinada a provocar e ofender os sentimentos religiosos de muitos cristãos. A liberdade de expressão deve ser exercida no quadro do respeito pelos sentimentos religiosos dos cidadãos.

Fazer uma comparação entre a questão da divindade e humanidade de Cristo, por um lado, e por outro a adoção de crianças por casais homossexuais é, obviamente, descabida e ofende a sensibilidade de cristãos portugueses, sejam eles evangélicos ou católicos.

Cremos na dupla natureza de Jesus Cristo: Espiritual, onde temos a sua perfeita Divindade, e Humana, onde cabe um pai de Amor, José, que o adoptou e amou como assim devem amar todos os pais e mães, sem discriminações.

Jesus Cristo é reconhecido, por nós e em nós, não por imagens, ícones ou outras espécies de adereços, mas sim por vidas regeneradas.

Uma vez que Jesus Cristo veio, e sofreu até à morte, para regenerar vidas, e demonstrar uma atitude de amor e perdão para com aqueles que O ofendem, não desejamos, como cristãos evangélicos, contra-atacar num espírito polémico, mas não podemos deixar de afirmar que acreditamos e defendemos os valores Bíblicos em relação à Família e que continuaremos a orar pelos que estão em posições de responsabilidade, seja no Governo, Parlamento, Tribunais ou Autarquias.

Esforçamo-nos por contribuir em todas as esferas de ação para as quais Deus nos chamou, para que a sociedade seja mais justa, dentro dos parâmetros éticos que as Sagradas Escrituras ensinam.

A Direção

Aliança Evangélica Portuguesa

Massacre em Orlando

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

WEA junta-se à Associação Nacional de Evangélicos dos EUA lamentando a perda das vítimas em Orlando

Nova York, NY – 15 de junho de 2016

“Em tempos de tragédia inesperada, dirigimos a nossa fé para consolo e cura”, disse o Pr. Leith Anderson, presidente da NAE. “Honramos a memória daqueles que morreram e optamos por não sermos insensíveis perante qualquer vida perdida – não importa o quão frequentes os tiroteios em massa se possam tornar”.

Além de orar pelas vítimas e suas famílias, o NAE encoraja os cristãos a orar pelas igrejas na área de Orlando – para serem ousadas, amando e testemunhando da compaixão e esperança de Deus para com aqueles que estão sofrendo.

O Bispo Efraim Tendero, Secretário-Geral da WEA, disse: “Unimos-nos a tantos crentes ao redor do mundo de luto pelas muitas mortes recentes e sem sentido de pessoas inocentes, particularmente em Orlando, Damasco,  França e nas Filipinas. Por favor, juntem-se a nós em oração pelas famílias e comunidades que perderam seus entes queridos, que as feridas desta tragédia possam ser saradas  no abraço do povo de Deus.”

17 de Junho 201626

Co-adopção por Casais Homossexuais

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

Parlamento aprovou no dia 17 de Maio, na generalidade, um projecto-lei do PS para que os homossexuais possam co-adotar os filhos adoptivos ou biológicos da pessoa com quem estão casados ou com quem vivem em união de facto…

Como é do conhecimento público, o Parlamento aprovou no dia 17 de Maio, na generalidade, um projecto-lei do PS para que os homossexuais possam co-adotar os filhos adoptivos ou biológicos da pessoa com quem estão casados ou com quem vivem em união de facto.

No nosso entender este é mais um sério atentado aos valores da família, fruto de uma visão laicista e secularista da sociedade, que visa objectivamente a destruição dos valores do casamento e da família. Consideramos que se trata de uma desconstrução dos valores morais, que estão subjacentes à construção da sociedade, sendo claramente um assunto fracturante. Exemplo disso é o resultado da votação no Parlamento, com 99 votos a favor, 94 contra e nove abstenções.

A Comissão de Assuntos Constitucionais decidiu por consenso criar um grupo de trabalho para discutir na especialidade o referido projecto-lei. Achamos que faz todo sentido que psicólogos, juristas, psiquiatras e outros especialistas sejam ouvidos, mas convém lembrar que esta questão não é uma questão apenas de natureza jurídica e psicológica, mas também de natureza ética e moral.

Como representante do maior grupo religioso não-católico em Portugal, a Aliança Evangélica Portuguesa decidiu solicitar à Comissão de Assuntos Parlamentares uma audiência, afim de ser ouvida relativamente aos princípios éticos e morais que o referido Projecto-Lei põe em causa.

A Direcção da Aliança Evangélica Portuguesa

O Cuidado com o Ambiente

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

21 Março – Dia Internacional das Florestas

22 Março – Dia Internacional da Biodiversidade // Dia Mundial da Água

Vivemos numa sociedade em que  o cuidado pelo ambiente, a preservação do que ainda existe é mais do que uma Moda. É uma urgência e uma necessidade assumida por todos. Os cristãos em geral, mas as Igrejas Evangélicas de Portugal em particular, assumem que têm um papel fundamental no reconhecimento do primeiro mandamento bíblico a ser dado à humanidade tendo cada um de nós de “lavrar e cuidar da terra” (Génesis 2:15) com implicações diretas nas nossas opções pois se não somos produtores, somos consumidores. Os erros destruíram tanto a relação de Deus com a humanidade como com o meio ambiente, tendo o mesmo ficado subjugado aos resultados da nossa escolha errada (Génesis. 3:17).

Em Dezembro de 2015, foi assinado um acordo sobre o clima (COP21), onde os governos dos países se comprometeram a não permitir que a temperatura média mundial aumentasse 2ºC, fazendo todos os esforços possíveis para não aumentar mais de 1,5ºC. Além disso todos os pontos do acordo serão avaliados a cada 5 anos, de forma a cumprir as metas propostas. Ainda foram colocadas diversas alíneas (embora voluntárias para cada país) na adopção de comportamentos, legislação e opções de cada estado.[1]

Jesus veio para reestabelecer a relação entre o homem e Deus e como consequência disso, para redimir toda a Criação e recuperá-la para si – Colossenses 1:16-20 para reestabelecer a relação entre o homem e Deus, e como consequência disso para redimir toda a Criação e recuperá-la para si, pois a paz conquistada pelo seu sacrifício foi para tudo o que foi criado e que continua a pertencer-Lhe. Se cremos e afirmamos que tudo o que existe foi criado por Deus, que é Deus que sustenta e que foi Deus que redimiu para si, então porque é que não nos juntamos a Deus em cooperar na proteção da Sua propriedade?

A Aliança Evangélica Mundial em conjunto com a rede do Movimento Lausanne – CUIDAR DA CRIAÇÃO, Tearfund, a Associação A ROCHA entre muitas outras organizações internacionais estiveram presentes na 21ª Conferência Sobre as Mudanças Climáticas (COP21) em Paris com o objetivo de trazer a voz dos evangélicos num assunto tão importante como o cuidado da criação.

A  Aliança Evangélica Portuguesa acredita que

  1. Cristo morreu de forma a reconciliar toda a criação do próprio Deus (Colossenses 1:20)
  2. Toda a criação pertence a Jesus (Colossenses 1:16, Salmos 24:1)
  3. Temos de cumprir o Grande Mandamento de amar a Deus e amar o que Deus ama (é difícil afirmar que amamos crianças com asma se somos nós que contribuímos para o aumento da poluição)
  4. A poluição, a destruição de habitats e espécies e das condições de vida e as alterações climáticas afetam primeiramente os mais desfavorecidos, e os cristãos são chamados para cuidar dos pobres e dos aflitos (Mateus 25:37-40)
  5. A Criação exibe a Glória de Deus. Se esta for destruída e desaparecer, e pior ainda se os cristãos forem complacentes com isso, como é que os outros poderão ver nela a Glória de Deus?

Direção da Aliança Evangélica Portuguesa em parceria com a Associação A ROCHA

18 de Março 2016

(1) o comunicado da Aliança Evangélica Mundial pode ser consultado aqui: http://www.worldea.org/news/4630/global-evangelical-leaders-welcome-paris-climate-agreement-as-historic-accomplishment

A Crise dos Refugiados

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

A Aliança Evangélica Portuguesa segue com grande apreensão o atual momento que a Europa está a viver, relativamente aos milhares de pessoas que estão a deixar os seus países de origem em busca de uma vida melhor o que, de acordo com alguns analistas, está a tornar-se numa das maiores crises humanitárias, desde a segunda guerra mundial.

 

Na origem desta deslocação maciça de pessoas está a guerra, a fome, a precariedade e a falta de dignidade humana, o que leva famílias inteiras a recorrer a todos os meios possíveis para fugirem da situação sub-humana em que vivem. As imagens que chegam até nós diariamente através dos meios de comunicação social são bastante elucidativas e reveladoras de um fluxo migratório em crescendo, para o qual a Europa, apesar das várias reuniões entre os seus líderes, ainda não tem uma reposta, correndo o risco da situação ficar totalmente fora de controle.

 

Independente das várias sensibilidades, perspetivas e interpretações que possam ser veiculadas acerca desta triste realidade, há um imperativo humanitário que não pode ser ignorado e ao qual é preciso dar resposta em tempo útil. A esse propósito, queremos enaltecer o trabalho que desde a primeira hora dezenas de organizações humanitárias têm feito com o objetivo de minimizar o sofrimento de milhares de pessoas.

 

A Aliança Evangélica Portuguesa, enquanto instituição cristã, além de promover a oração pelos refugiados, irá, em conjunto com as organizações que trabalham na área social, fazer uma avaliação no sentido de estabelecer ações que contribuam para ajudar as pessoas que venham até nós.

 

Pela Direção da Aliança Evangélica Portuguesa

Jorge Humberto, pastor

O Ataque Terrorista em Nice – França

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

O Conselho Nacional da Evangélicos da França organização similar à Aliança evangélica Portuguesa reagiu.

Enquanto Nice chora seus mortos e cuida dos feridos no rescaldo da desprezível ataque realizado no Passeio dos Ingleses, o Conselho Nacional dos Evangélicos de França (CNEF), estendeu sua mais profunda compaixão e solidariedade para com todas as vítimas e famílias enlutadas. O Conselho Nacional dos Evangélicos de França sugeriu qu,e no dia de domingo de 17 de Julho, todos os evangélicos e igrejas protestantes reservassem um tempo para orar pelos muitos feridos, famílias enlutadas, polícia e as autoridades do país. O CNEF, além disso, está certo que os numerosos Cristãos e Assembleias em Nice e ao longo da Riviera Francesa demonstraram solidariedade concreta. Em pouco mais de 18 meses os franceses sofreram 3 ataques terroristas de extrema violência, que os deixou em estado de choque. Dado que todos concordam em dizer que estes ataques são muito difíceis de prever e que nenhum nível de segurança jamais os poderia impedir totalmente, o Conselho Nacional dos Evangélicos de França insta todos os seus compatriotas a voltarem-se para Deus, o Deus de Jesus Cristo, o único que é capaz de mudar o coração humano e dar a verdadeira paz. Entretanto, não vamos ceder ao pânico e ódio, em vez disto vamos fortalecer os laços de solidariedade nacional nestes tempos conturbados. E não nos esqueçamos de que milhões de Cristãos ao redor do mundo estão atualmente a orar pela França. Por causa do evangelho, o CNEF vai sempre estar com todas as pessoas, independentemente da sua origem, nacionalidade ou religião, que querem defender a vida e liberdade, preciosos dons de uma humanidade que estão sendo pisados.