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Tomadas de Posição

O Que Aconteceu à Política na Europa?

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

Este mês, toda a Europa vota para os membros do Parlamento Europeu, serão os representantes dos cidadãos europeus no Parlamento Europeu. Porque motivo este assunto interessa aos cristãos evangélicos? A Aliança Evangélica Europeia elaborou uma série de documentos dentro de um projecto com o nome “ ISSACHAR PROJECT

Os diferentes movimentos e partidos políticos tentam chamar atenção sobre si e sobre as suas ideias, e a direção da AEP defende que o conhecimento e a reflexão são indispensáveis em momentos de constante mudança como este que vivemos. Cabe a cada um de nós usar a sua influência, usar o seu voto, independentemente de qual seja e fazer uma avaliação e auto análise, de acordo com as escrituras.

Este documento que podem fazer o download aqui é um documento traduzido da Aliança evangélica Europeia e a Aliança Evangélica Portuguesa promove a disseminação do mesmo.

Clica aqui para ver documento completo
https://drive.google.com/open?id=1YDQay2z_cvQ1DNUj_lsqvoNPKclPR6Nq

A direção da AEP

Política Europeia – Julia Doxat-Purser

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

Representante sócio-política e Coordenadora da Liberdade Religiosa da EEA (Aliança Evangélica Europeia).

Por toda a Europa, os partidos políticos estão a tornar-se mais extremos nos seus programas e na sua retórica. Porquê? será que conseguem escapar à rejeição do eleitorado? Porque é que a Europa e as próprias nações estão tão divididas?

Ao longo dos anos, o comunismo dominou a maior parte do centro e do leste do continente Europeu. Com a queda do muro de Berlim, muitas dessas nações tiveram como objetivo tornarem-se mais semelhantes ao “Ocidente”, aderindo à União Europeia[1]. Entretanto, o Ocidente aproxima-se cada vez mais de um liberalismo secular, com o capitalismo globalizado, confiante de que todos iriam entender que esta ideologia era inquestionavelmente superior e, por isso, iria permanecer na maioria dos países do continente europeu.

Esta suposição estava errada.

Estamos a testemunhar novas ondas de política de esquerda e direita que questionam o que tem sido assumido anteriormente. Culpam “a elite” por esta mudança social e / ou económica que deixa as pessoas ressentidas. Tanto os novos movimentos políticos, como os antigos, competem por votos, identificando-se contra o “outro”. Normalmente fomentam a raiva, a queixa e o medo, e oferecem soluções simples. As pessoas escolhem o seu lado, onde se posicionam. Os cristãos fazem o mesmo

Deveriam os cristãos proceder de outra forma?

A Aliança Evangélica Europeia (EEA) desenvolveu o Projeto Issachar para pesquisar junto de outros parceiros, para entender os tempos e saber o que fazer (1 Crónicas 12:32). Como parte disso, a EEA elaborou uma série de documentos, sendo cada um deles  a perspectiva do autor sobre quatro ideologias diferentes que estão a dividir a Europa, as nações, as comunidades e até algumas igrejas – Secularização, Populismo da Esquerda, Nacionalismo e Dogmatismo dos Valores Liberais. A EEA manifesta um agradecimento a Rosemary Caudwell, Manuel Suarez e David Landrum pelas suas contribuições.

A EEA espera que estes documentos permitam que os líderes cristãos reflitam sobre os nossos tempos difíceis e consigam discernir como eles mesmos podem capacitar outros a resistir às muitas tentações dessas ideologias, expor e desafiar os ídolos e perigos das mesmas, para sinceramente intercederem pela sua nação e pelo seu continente e para serem cidadãos envolvidos e cheios de esperança, oferecendo a Boa Nova de Jesus Cristo.

Há coisas boas nas quatro ideologias e os cristãos podem apoiar diferentes perspectivas, embora, às vezes, umas mais que outras: a paixão pela liberdade e os direitos humanos ou a justiça social ou amor pela cultura ou a preservação e promoção do casamento heterossexual ou ainda proteger os membros do ataque da comunidade LGBTI[2].

Os documentos mostram que cada uma das quatro ideologias pode tornar-se intolerante e até um perigoso ídolo. Manuel Suarez menciona exemplos de líderes de esquerda que chegam a acreditar que eles já não são meros seres humanos. A história adverte-nos sobre o iminente desastre quando o poder e a adulação estão centrados num qualquer líder político.

Como é que, em democracia, se podem desenvolver a intolerância e o potencial desastre político ?

O artigo de David Landrum explica-nos; estamos a testemunhar uma “Mudança Climática Cultural”, uma mudança generalizada dos valores judaico-cristãos. “A democracia só funciona onde esses valores permanecem centrais, quando nos lembramos que todos os seres humanos são criados à imagem de Deus, onde o perdão, a misericórdia, o auto-sacrifício e a veracidade permitem o florescimento de todos e onde há autodisciplina para temperar a liberdade. Sem estes, a democracia é simplesmente a regra da maioria, e isso pode-se tornar a regra da máfia”.

Estas ideologias são expressões de populismo?

Depende de como se define populismo. Rosemary Caudwell cita a definição do Oxford English Dictionary: “apoia as preocupações das pessoas comuns”. As suas preocupações foram ignoradas, sejam elas austeridade ou imigração, globalização ou perda de soberania nacional. Manuel Suarez observa que “populista” é muitas vezes um rótulo que as pessoas dão aos outros, mas raramente escolhem para si mesmos. David Landrum dá a definição dos média mais liberais: “populismo é o código liberal educado para xenofobia e fanatismo”.

alguns defensores do liberalismo secular, do aborto ou dos direitos LGBTI não se consideram populistas. Muitos populistas chamar-lhes-iam a elite que precisa de ser desafiada. E, no entanto, o liberalismo secular e o dogmatismo dos valores liberais exibem algumas características comuns do populismo que todos os documentos revelam. Estas são as tendências:

  • dividir o mundo em dois campos, “nós e eles”,
  • ser intolerante com todos os que não se conformam com a sua linguagem e agenda politicamente corretas,
  • tentar suprimir a dissidência,
  • manipular a verdade e a linguagem para fins políticos, em assuntos como identidade de um homem ou uma mulher, ou o impacto real sobre uma nação de imigração muçulmana ou a história de Manuel Suarez de um partido de esquerda que se convenceu de que estava a ajudar em vez de manipular, ajudando os idosos a irem votar.

As quatro ideologias estão sempre em oposição umas às outras?

Não. Há sobreposição. O liberalismo secular pode ser encontrado em partidos políticos de todo o espectro, especialmente na Europa Ocidental. No entanto, a esquerda radical nunca concordará em apoiar o capitalismo tecnologizado. Os direitos LGBT+ são frequentemente apoiados pelos liberais seculares e pela esquerda, mas os populistas de direita também os apoiam às vezes como, por exemplo, Geert Wilders, na Holanda. Proteger a nação é uma prioridade para a direita, mas o SYRIZA, partido de esquerda na Grécia, virou a sua guerra para o combate à dívida nacional, em defesa de uma nação versus a União Europeia.

A situação é sombria. É ilusório acreditar que os cristãos podem fazer a diferença?

A intercessão tem sempre impacto e, antes de podermos interceder, precisamos de aumentar a nossa compreensão do que está a acontecer, mantedo-nos informandos. David Landrum lembra-nos que a política e a democracia têm os seus limites; não devemos transformá-los em ídolos, esperando que eles resolvam tudo. No entanto, também nos lembra do imperativo bíblico de nos envolvermos com as autoridades, entender o seu papel aos olhos de Deus, agir como cidadãos-modelo, respeitando, mas também desafiando, porque a nossa primeira lealdade é para com o Senhor Jesus Cristo. David Landrum prossegue explicando a importância de os cristãos apresentarem uma visão alternativa positiva e cheia de esperança para a sociedade. Se nos pedem para orar e nos envolvermos, então certamente podemos confiar que o Senhor irá agir e fará a diferença.

Pode ser tentador apenas ler sobre a ideologia a que nos opomos. Ou talvez queiramos ler sobre a teoria política que tendemos a favorecer porque estamos curiosos para ver que críticas recebe. No entanto, a leitura de todos os documentos revela como cada ideologia influencia e se alimenta de outra. Como David Landrum referiu: “A esquerda precisa do direito de justificar as suas queixas. A direita precisa da esquerda para justificar os seus medos. Ambos são idólatras.” Cada movimento político conquista seguidores inquestionáveis procurando, em grande parte,  manipulá-los para acreditarem que o outro lado é totalmente errado e desprezível. “Pós-verdade”, “notícias falsas” e reclamações dos média surgem, à medida que a imaginação das pessoas permite que elas acreditem que nada é de muito baixo nível para o outro lado fazer ou dizer.

O que os cristãos devem fazer?

Comecemos por tentar entender cada ideologia e orar. E então devemos começar por nós mesmos, examinando honestamente as nossas suposições, atitudes e prioridades, incluindo como encaramos aqueles de quem discordamos. Rosemary Caudwell lembra-nos que, assim como muitos europeus estão a envolver-se com políticas de ideologia de género, os cristãos precisam ser diferentes, entendendo que nossa ideologia está em Cristo.

Tendo examinado a nós mesmos, devemos então, através de uma lente bíblica,  considerar aqueles em quem colocamos a nossa confiança política.

Os cristãos têm de abandonar a maioria dos partidos políticos?

Sal e luz são necessários tanto em festas como em movimentos, para preservar o que está errado, para mostrar o caminho quando a escuridão se confunde. É vital que os cristãos desempenhem esse papel. Como Manuel Suarez explica, nenhum partido político pode ser perfeito numa perspectiva cristã. Como poderia ser, se são compostos de seres humanos falíveis? Mas há também o perigo de sermos seduzidos pela retórica, de nossa fé ser envolvida numa causa que não é bíblica ou de nos permitirmos ser cúmplices do que é profundamente não-bíblico. Chega uma hora em que devemos e temos de estar alerta, para saber quando nos devemos afastar, não mais apoiando ou permanecendo como membros de certos partidos.

Rosemary Caudwell lista algumas questões úteis que devem ser consideradas. Estas questões são repetidas aqui, mas com algumas palavras ou expressões adicionais e adaptações inspiradas por outros trabalhos.

  1. Como ponto de partida, temos uma compreensão adequada da nossa identidade em Cristo, que essa é a nossa lealdade primária? É nessa base que nos aproximamos da nossa cultura, nossa nação e nossa “filiação” política?
  2. Estamos certos de que o movimento ou partido que apoiamos não exige lealdade absoluta? A ideologia do partido é compatível com nossa principal lealdade a Cristo?
  3. Se um movimento político surgiu em resposta a um sentimento de injustiça ou opressão, ele identifica com precisão essas mesmas questões? Propõe uma solução viável e que contribua para o bem-estar de toda a comunidade? Ou cria uma sensação de vitimização, queixa e culpa contra outros grupos da sociedade ou contra certas instituições ou nações?
  4. Como é que o partido considera a verdade? Trabalha consistentemente para evitar falsidade ou exagero?
  5. Contribuirá para o florescimento humano, um respeito pela cultura e um senso de identidade e sentimento de pertença para todos nas nossas sociedades plurais?
  6. Respeita a democracia, a independência dos meios de comunicação social, os direitos de representação e o acesso à justiça para todos, incluindo aqueles que podemos desaprovar ou temer?
  7. A liderança do partido ou movimento está a tornar-se muito admirada ou muito poderosa, na medida em que é cada vez mais difícil desafiá-los?
  8. Compreende a importância da liberdade de religião ou crença para todos, incluindo a expressão privada, pública e individual e comunitária deste direito humano fundamental?
  9. Respeita os direitos e necessidades das minorias e permite que elas participem da sociedade?
  10. Defende o desenvolvimento económico sustentável e a proteção dos vulneráveis ​​e pobres? Está a negligenciar certas pessoas ou regiões?
  11. Respeita os direitos e a dignidade das comunidades de minoria e migrantes, ou procura explorar diferenças e tensões entre elas?
  12. Respeitará os direitos dos requerentes de asilo e incentivará a integração dos imigrantes?
  13. Tenciona construir boas relações com os países vizinhos e respeitar outras culturas?
  14. A oposição pode ser expressa? A centralidade da ideologia do partido está sobre as políticas que parecem problemáticas do ponto de vista cristão?

 

Que respostas tem o cristianismo para dar?

A crítica, por si só, e o desinteresse pela política não vão levar à mudança. A Europa está a sofrer e está confusa, à busca de identidade, estabilidade, valores sólidos e com significado. O Evangelho fornece respostas poderosas. Aqui estão apenas algumas das ideias de artigos de opinião ou de alguns jornais.

Manuel Suarez afirma com ousadia que os evangélicos são a “pedra no sapato” do populismo. Como somos herdeiros da Reforma e acreditamos no sacerdócio de todos os crentes, sabemos da importância da livre investigação da verdade, da separação da Igreja e do Estado e da resistência excessiva ao poder centrado nos indivíduos. Entendemos a importância da responsabilidade e coragem que são necessárias para falar da verdade com poder.

Temos de nos lembrar que todos são feitos à imagem de Deus, com valor infinito. Mas também todos pecamos. A salvação é apenas por causa da graça e fé. Portanto, podemo- nos opor às ideias de “eles e nós” e agir como construtores de pontes e como reconciliadores. Podemos procurar tirar a amargura do debate público. Temos um ministério para ajudar indivíduos e comunidades a lidar com seus medos e mágoas de maneira saudável. E somos chamados a defender e cuidar dos mais vulneráveis, mesmo aqueles que a sociedade despreza.

Que visão os cristãos podem oferecer?

David Landrum responde a essa pergunta: a Europa precisa de uma visão bíblica e cheia de esperança sobre como pode melhorar o dia a dia. Há e haverá outras contribuições que os evangélicos podem dar. Por exemplo, Manuel Suarez lembra-nos da importância de basear a sociedade numa sociedade civil desenvolvida, e não na burocracia. David Landrum escreve sobre uma praça pública civil, uma visão que a Aliança Evangélica Europeia defende há vários anos. Um local onde os direitos, responsabilidades e respeito permitem que as pessoas vivam juntas com suas diferenças mais profundas. É onde “há liberdade máxima para o Evangelho ser proclamado e vivido, e no qual há o máximo respeito por todos que aceitam ou rejeitam as reivindicações da cruz”. Numa praça pública, as pessoas são livres para serem elas mesmas. mas entendem a necessidade de serem bons vizinhos daqueles que vivem ou acreditam de forma diferente. As nossas nações e continente estão a separar-se porque não sabemos como reconciliar as diferenças que existem e existirão no futuro. Uma praça pública é essencial para que as nossas sociedades se unam.

A forma como a visão pode funcionar  é explicada na Carta Global de Consciência, escrita pelo sociólogo evangélico Os Guinness, com contribuições de outros, incluindo EEA e Heiner Bielefeldt, ex-relator especial da ONU sobre Liberdade de Religião. Não se trata de comprometer os distintivos de cada um. Como afirma o Artigo 14, “… há sempre a responsabilidade de encontrar um terreno comum entre as diferenças sem comprometer as diferenças que realmente importam.” Em vez disso, ele inclui valores judaico-cristãos na sociedade, esperando que todos respeitem os outros e sejam guardiões dos seus próprios direitos, bem como os nossos próprios.

O desafio final de David Landrum para nós é que os evangélicos priorizem a liderança pública que nos está a inspirar, equipando e alimentando os evangélicos em papéis de liderança em todas as esferas, onde eles podem servir, mas também podem desafiar e falar em esperança.

Depressão ou esperança?

Este conjunto de documentos têm como alvo informar-nos, mas poderemos ficar deprimidos se não nos lembrarmos de quem é o Senhor da história. Nosso Deus ri daqueles que conspiram contra Ele (Salmos 2: 4) e reduz a nada os governantes deste mundo (Isaías 40:23). Nada pode impedir que o Seu Reino cresça até que seja plenamente cumprido no final dos tempos. Ele chama a Sua Igreja para desempenhar o seu papel em demonstrar sinais deste Reino, para interceder e ser cheio de esperança. A EEA acredita que esses documentos podem apoiar e apontar os cristãos para uma vida envolvida na política com esperança.

Aliança Evangélica Europeia.

[1] Antes de Dezembro 2009, Comunidade Económica Europeia

[2] Lésbicos, Gays, Bi sexuais ou Trans ou inter-sexuais

 

Autoria: Julia Doxat-Purser
Representante sócio-política e Coordenadora da Liberdade Religiosa da EEA (Aliança Evangélica Europeia)

 

 

Sri Lanka – Carta da Comissão da Liberdade Religiosa

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

Exmo. Senhor Presidente da Direção da Aliança Evangélica Portuguesa,

A Comissão da Liberdade Religiosa manifesta o voto de sentidas condolências pelos atentados ocorridos no último Domingo de Páscoa e durante a sua celebração e que atingiram inúmeros cristãos que nelas participavam.

A Comissão expressa a sua solidariedade para com as Comunidades Evangélicas no Sri Lanka e o seu profundo pesar pelas vítimas atingidas por actos tão cobardes.

A Comissão apresenta os seus melhores cumprimentos a toda a Comunidade Evangélica.

 

José Vera Jardim
Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa

Tomada de Posição Sobre o Ataque em Christchurch – Nova Zelândia

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

A Aliança Evangélica Portuguesa (AEP) manifesta a sua tristeza e indignação face ao ataque terrorista levado a cabo em Christchurch na Nova Zelândia, por indivíduo que assim pretendia, em nome de uma pseudo “supremacia branca”, matar muçulmanos em duas mesquitas.

Apelamos aos cristãos evangélicos que orem:

  • Pelas famílias para que possam sentir a paz de Deus;
  • Pelos líderes religiosos que cuidam dos que estão em sofrimento;
  • Pela união do Corpo de Cristo contra o ódio e a violência :
  • . Que Deus possa derramar a Sua misericórdia sobre todos.

Continuamos preocupados com o crescimento de uma cultura de ódio, que não só marginaliza minorias como encoraja violência contra os diferentes de si próprios. Apesar de muitas vezes discordarmos no que respeita à fé, opiniões e tradições, cada pessoa é criada por Deus e tem uma dignidade que merece ser respeitada.

Jesus Cristo chamou-nos para sermos pacificadores pelo que não podemos ficar em silêncio sempre que e onde o ódio ou a violência sejam promovidos.

Vamos Orar e Apoiar o Povo Venezuelano!

1256 620 Aliança Evangélica Portuguesa

Ainda há pessoas a morrer de fome e de qualquer doença por falta de alimentos e medicamentos.

Eventos tristes em toda a fronteira Colômbia/Venezuela. Dois camiões, que transportavam ajuda humanitária muito necessária, foram queimados e outro roubado.

Um casal de missionários norte-americanos que moram em Cucuta, Colômbia deram informações reais, do que eles viram ao vivo:

“Algumas das caixas foram resgatadas por pessoas, passando-as de mão em mão de volta aos armazéns. Aqueles que tentaram implorar por misericórdia, aos guardas que, em linhas, bloqueavam a estrada, foram atacados com gás lacrimogéneo e, noutros casos, com balas de borracha (uma pessoa perdeu o olho e 285 ficaram feridas). As pessoas respondiam atirando pedras do rio seco. As 4 pontes naquela área foram palco de batalha.

O presidente interino conseguiu chegar na tarde do concerto de sexta-feira, juntamente com os presidentes da Colômbia, Chile e Paraguai, bem como  o chefe da OEA (Organização dos Estados Americanos). Eles expressaram grandes esperanças de conseguir passar a ajuda para um país de famílias famintas, moribundas e desesperadas. Até agora isso não foi possível. No confronto, 63 militares venezuelanos conseguiram entrar na Colômbia e afirmaram a sua lealdade ao presidente interino.

O ditador declarou vitória, fez um discurso incendiário, dizendo que ele é mais duro que a madeira e que os diplomatas colombianos devem partir imediatamente. Dançou na frente do seu séquito. As fronteiras estão fechadas, mesmo a fronteira com o Brasil, onde 2 indígenas foram mortos.

Existe uma grande tensão. Muitas igrejas em muitos países estarão orando muito. Obrigado por se juntar a nós em oração.

Na confiança e Paz do Senhor, o nosso Salvador,

Gilberto e Aurora

Missionários da MEVIC e Global Children’s Network

Meninos, Meninas e as novas Leis de Ideologia de Género – Iolanda Melo

900 675 Aliança Evangélica Portuguesa

“Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher (…)?” (Mateus 19:4)
(Artigo Retirado do Boletim Ecos, da APECP, Nº 124 (Abril/Maio/Junho 2018)

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Documento em PDF

 

No passado dia 13 de Abril, o Parlamento Português aprovou a nova lei que permite a mudança de género no registo civil aos 16 anos, mediante um requerimento, sem necessidade de apresentar qualquer relatório médico, tendo apenas que apresentar a autorização dos pais. Cabe agora ao nosso Presidente da República apreciar o diploma, podendo assim vetar ou promulgar. Neste compasso de espera pela reposta do Chefe do Estado, como pais e educadores cristãos que somos, não podemos deixar de sentir a nossa consternação com esta lei.
A Lei de Deus ensina-nos que no princípio de todas as coisas, Deus criou o mundo e tudo o que nele há, criando assim os seres humanos e estabelecendo os dois sexos biológicos e/ou géneros: macho e fêmea (Génesis 1:27; 5:2).

Sendo a lei promulgada, esperam-se tempos ainda mais complicados para os nosso filhos e alunos que crescem de acordo com os valores bíblicos: partilharão as casas de banho com alunos do sexo oposto, verão meninos vestidos de meninas e vice versa, a Educação Sexual não terá bases científicas, pois será feita com base numa ideologia, Ideologia de Género, que defende que ninguém nasce homem ou mulher, e que tais conceitos seriam apenas construções sociais que nos foram impostos (independentemente do sexo com que se nasce, a pessoa pode construir o género que desejar: homem, mulher ou outro género, negando assim a sua identidade corporal).

Porque deve o adolescente de 16 anos poder decidir a sua identidade sexual, quando biologicamente já está determinada? Porque decidir numa etapa do seu desenvolvimento em que ainda não atingiu a maturidade neurológica que lhe garanta a maturidade psicológica para tomar decisões importantes?

 

Se aos 16 anos muitos ainda não conseguem escolher a área de estudo ou a profissão que terão no futuro; é proibido beber bebidas alcoólicas, conduzir um carro ou votar, como pode ser possível tomar uma decisão destas e ainda sem o devido acompanhamento dos profissionais de saúde?

Somos os primeiros e principais educadores dos nossos filhos e não podemos permitir que as instituições e o Estado retire-nos o direito que temos sobre a educação que desejamos dar aos nossos filhos, direito esse que a nossa constituição nos confere (artigo 36, nº5 “os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos.”) e que está também expressamente referido na Declaração Universal dos Direitos do Homem (artigo 26º, parágrafo 3 “os pais têm um direito prioritário de escolher a espécie de educação que será dada aos seus filhos”). A constituição refere o papel do Estado nesta matéria: “cooperar com os pais na educação dos filhos” (artigo 67º).

O Estado deve cooperar e não substituir! É direito dos pais decidir a educação religiosa que pretendem que os filhos assistam na escola, bem como escolher a educação sexual que será feita aos filhos e em que moldes esta acontecerá no plano da educação escolar.

 

Esta visão ideológica contrasta com a visão bíblica:
“E criou Deus o homem à sua imagem e semelhança: à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.” (Génesis 1:27).

 

Foi Deus que estabeleceu os dois géneros para a humanidade, masculino ou feminino e não contemplou “outros géneros” possíveis. A partir destas duas dimensões estabeleceu a célula básica da sociedade: a família, criada a partir de um homem e de uma mulher. A Identidade Sexual ou a consciência de que somos seres sexuais, é uma parte importante na formação da Identidade e influencia profundamente a imagem e a perceção que temos de nós próprios e os relacionamentos que estabelecemos com os outros, englobando 4 aspetos:

1º Sexo Biológico – é determinado pela informação genética, no momento da conceção, pela combinação cromossomática, classificando as pessoas como homens ou mulheres, machos ou fêmeas. Seis semanas depois, desenvolvem-se os órgãos genitais, marcando a diferença na anatomia reprodutora e que permitirá a diferenciação do corpo masculino do feminino, bem como do Sistema Nervoso Central – cérebro do menino terá diferenças do cérebro da menina, influenciando o seu comportamento na infância – os meninos terão interesses de meninos e meninas buscarão interesses mais femininos.

2º Identidade de Género – Convicção que o indivíduo tem de ser um homem ou uma mulher e que corresponde ao sentimento individual de masculinidade/feminilidade do ponto de vista biológico, social e psicológico. Esta consciência que se tem do próprio género aparece entre os 3, 4 anos, com a identificação da criança com o progenitor do mesmo sexo. A ausência do progenitor (ou de um modelo de referência) no quotidiano da criança pode gerar perturbações neste processo.

3º Papel Sexual Social – Expressão do papel feminino ou masculino em função do comportamento que a sociedade espera de cada sexo: comportamentos, atitudes e traços de personalidade designados socioculturalmente como masculinos/femininos. As brincadeiras, as roupas, os modelos de atitudes e comportamentos de referência terão um papel importante no desenvolvimento da Identidade de Género e do Papel Sexual.

4º Orientação Sexual – É o que indica para onde se dirige o desejo sexual da pessoa (heterossexual ou homossexual). Surge após a puberdade e no processo de definição da orientação Sexual e os valores, os princípios, a educação, a exposição a modelos de referência e a religião têm uma poderosa influência.

A melhor forma de vencermos a Ideologia de Género, e os seus avanços na nossa sociedade, é criarmos filhos com uma Identidade saudável, bem alicerçada nos valores e princípios bíblicos; sermos modelos positivos e estarmos bem envolvidos na vida dos nossos filhos para podermos ajudá-los a lidar com as mudanças dos tempos.

 

Lisboa, 1 de Maio de 2018.
Iolanda Melo, APECP

Aliança Evangélica Mundial (WEA) expressa tristeza por ataque à sinagoga em Pittsburgh e pede orações para as famílias afetadas

1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

Nova York, NY – 28 de outubro de 2018

A Aliança Evangélica Mundial (WEA) expressa a sua tristeza pelo trágico evento em Pittsburgh, Pensilvânia, onde um atirador matou onze fiéis numa sinagoga. Bp Efraim Tendero, Secretário Geral e CEO da WEA, emitiu a seguinte declaração:

Estamos muito preocupados com o que aconteceu na Sinagoga da Árvore da Vida neste fim de semana e oferecemos as nossas sinceras orações de compaixão e apoio às famílias dos mortos, à congregação local e à comunidade judaica como um todo.

Pedimos que todos os crentes ao redor do mundo orem especificamente:

  • Pelas famílias, aqueles que perderam entes queridos experimentem a paz de Deus;
  • Pelos líderes da Árvore da Vida e da comunidade judaica, que têm de cuidar o sofrimento existente;
  • Para que o corpo de Cristo seja unido a todas as pessoas de boa vontade contra o ódio e a violência;
  • Que Deus possa mostrar misericórdia para com todos.

Estamos preocupados com a cultura cada vez mais polarizada e cheia de ódio em muitas nações e regiões do mundo que não apenas marginaliza as minorias, mas chega a encorajar a violência contra aqueles diferentes de si mesmos. Acreditamos que, embora às vezes possamos discordar das pessoas em questões de fé, opinião ou tradição, todas as pessoas são criadas por Deus e têm dignidade inerente que merece respeito. Jesus chamou-nos para sermos pacificadores e, nesse espírito, chamamos as pessoas de fé e qualquer pessoa de boa vontade a não permanecer em silêncio, mas a falar onde o ódio ou a violência são encorajados.

 

 

Fonte: www.worldea.org
Tradução: Luís Calaim

Cuidar Até Ao Fim Com Compaixão

900 600 Aliança Evangélica Portuguesa

Declaração do Grupo de Trabalho Inter-religioso Religiões-Saúde

O debate em curso na sociedade portuguesa sobre a realidade a que se tem chamado “morte assistida” convoca todos a realizarem uma reflexão e a oferecerem o seu contributo para enriquecer um processo de diálogo que necessita da intervenção da pluralidade dos atores sociais. As Tradições religiosas são portadoras de uma mensagem sobre a vida e a morte do homem, bem como sobre o modelo de sociedade que constituímos, e é legítimo e necessário que a apresentem, com humildade e liberdade.

Agora que a Assembleia da República vai discutir e colocar em votação propostas de uma eventual lei sobre a eutanásia, nós, as comunidades religiosas presentes em Portugal signatárias, conscientes de que vivemos um momento de grande importância para o nosso presente e o nosso futuro coletivo, declaramos:

 

  1. A dignidade daquele que sofre

Acreditamos que cada ser humano é único e, como tal, insubstituível e necessário à sociedade de que faz parte, sujeito de uma dignidade intrínseca anterior a todo e qualquer critério de qualidade de vida e de utilidade, até à morte natural. A vida não só não perde dignidade quando se aproxima do seu termo, como a particular vulnerabilidade de que se reveste nesta etapa é, antes, um título de especial dignidade que pede proximidade e cuidado. Assumimos que todo o sofrimento evitável deve ser evitado e, por isso, estamos gratos porque o desenvolvimento das ciências médicas e farmacológicas alcançou um tal patamar de desenvolvimento que permite o eficaz alívio da dor e a promoção do bem-estar. Contudo, não ignoramos o carácter dramático do sofrimento e a dificuldade de que se reveste a elaboração de um sentido para o viver. Sabemos que a religião oferece uma possibilidade de sentido a quem acredita, mas sabemos também, pela experiência do acompanhamento de tantos que não são religiosos, que não depende de o ser a possibilidade de encontrar sentido para o próprio sofrimento. Com esses aprendemos, aliás, que nesta tarefa reside uma das maiores realizações da dignidade pessoal. A dignidade da pessoa não depende senão do facto da sua existência como sujeito humano e a autonomia pessoal não pode ser esvaziada do seu significado social.

 

  1. Por uma sociedade misericordiosa e compassiva

O sofrimento do fim de vida é, para cada pessoa, um desafio espiritual e, para a sociedade, um desafio ético. Comuns às diferentes Tradições religiosas, princípios como a misericórdia e a compaixão configuraram, ao longo da história da civilização, modelos sociais capazes de criar, em cada momento, modos precisos de acompanhar e cuidar os membros mais frágeis da sociedade. Hoje, o morrer humano é um dos âmbitos em que este desafio nos interpela. O que nos é pedido não é que desistamos daqueles que vivem o período terminal da vida, oferecendo-lhes a possibilidade legal da opção pela morte, à qual pode conduzir a experiência do sofrimento sem cuidados adequados. Esse é o verdadeiro sofrimento intolerável, que cria condições para o desejo de morrer. Nasce de uma sociedade que abandona, que se desumaniza, que se torna indiferente. Confirma-nos nesta convicção a experiência de que quem se sente acompanhado não desespera perante a morte e não pede para morrer. O que nos é pedido é, pois, que nos comprometamos mais profundamente com os que vivem esta etapa, assumindo a exigência de lhes oferecer a possibilidade de uma morte humanamente acompanhada.

 

  1. Os Cuidados Paliativos, uma exigência inadiável

Acreditamos que os cuidados paliativos são a concretização mais completa desta resposta que o Estado não pode deixar de dar, porque aliam a maior competência científica e técnica com a competência na compaixão, ambas imprescindíveis para cuidar de quem atravessa a fase final da vida. A verdadeira compaixão não é insistir em tratamentos fúteis, na tentativa de prolongar a vida, mas ajudar a pessoa a viver o mais humanamente possível a própria morte, respeitando a naturalidade desta. Os cuidados paliativos fazem-no, valorizando a pessoa até ao seu fim natural, aliviando o seu sofrimento e combatendo a solidão pela presença da família e de outros que lhe sejam significativos. Interpelamos a sociedade portuguesa para corresponder à exigência não mais adiável de estender a todos o acesso aos cuidados paliativos e assumimos a disponibilidade e a vontade de fazermos tudo o que esteja ao nosso alcance para participar neste verdadeiro desígnio nacional. E não podemos deixar de interrogar se a presente discussão, antes de realizado este investimento, não enfermará de falta de propósito.

 

As Tradições religiosas professam que a vida é um dom precioso e, para as religiões abraâmicas, um dom de Deus e, como tal, se reveste de carácter sagrado; mas este apenas confirma a sua dignidade natural, da qual derivam a sua inviolabilidade e indisponibilidade intrínsecas, que, portanto, não dependem da fundamentação religiosa. Mas a religião confere à vida um sentido, uma esperança, uma outra possibilidade de transcendência. As sociedades precisam desta visão do humano ao lado de todas as outras.

Nós, comunidades religiosas presentes em Portugal, acreditamos que a vida humana é inviolável até à morte natural e perfilhamos um modelo compassivo de sociedade e, por estas razões, em nome da humanidade e do futuro da comunidade humana, causa da religião, nos sentimos chamados a intervir no presente debate sobre a morte assistida, manifestando a nossa oposição à sua legalização em qualquer das suas formas, seja o suicídio assistido, seja a eutanásia.

 

Por isso assinamos em conjunto a presente Declaração.

 

Lisboa, 16 de maio de 2018

 

Assinaturas:

  • Aliança Evangélica Portuguesa
    Pastor Jorge Humberto, em representação do Presidente da Aliança Evangélica Portuguesa, Dr. António Calaim
  • Comunidade Hindu Portuguesa
    Sr. Kiritkumar Bachu
  • Comunidade Islâmica de Lisboa
    Sheik David Munir
  • Israelita de Lisboa
    Rabino Natan Peres
  • Igreja Católica
    Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente
  • Patriarcado Ecuménico de Constantinopla
    Arcipreste Ivan Moody
  • União Budista Portuguesa
    Eng.º Diogo Lopes
  • União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia
    Pastor António Carvalho, em representação do Presidente da União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia, Pastor António Amorim

 

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Brexit

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

A Aliança Evangélica Mundial (WEA) apoia a Aliança Evangélica do Reino Unido (EAUK) no seu apelo à unidade e à reconciliação após a população do Reino Unido ter votado em referendo a saída da União Europeia. O Bispo Efraim Tendero, Secretário-Geral da WEA, referiu: “Por favor, juntem-se a nós em oração pelo povo do Reino Unido e da União Europeia após esta votação, e orem especialmente pelos governantes que terão agora de trabalhar através de um inédito e processo desafiador. Vamos seguir as palavras do Apóstolo Paulo quando escreveu na carta a Timóteo: “Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças, em favor de todas as pessoas;  pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.. ”

A Aliança Evangélica do Reino Unido emitiu a seguinte declaração:

No rescaldo da votação do Reino Unido para deixar a União Europeia, Steve Clifford, diretor-geral da Aliança Evangélica, comentou: “Enquanto o Reino Unido votou para sair da UE, foi exposto profunda discordância em todas as nossas nações, cidades e regiões. O Reino Unido não está unido.” Dizendo ainda: “Entramos num momento de enorme incerteza, não só em como iremos renegociar o nosso relacionamento com nossos vizinhos europeus, mas também como o partido conservador que está actualmente no poder irá iniciar este processo de seleção do próximo primeiro-ministro. Este tem de ser um tempo para orar.”

“Quando olhamos para o futuro, a prioridade deve ser a construção de unidade e perspectiva da reconciliação. Tomámos uma decisão importante para os próximos anos, e muitas mais terão de ser tomadas ao longo dos próximos dias.”

“Como cristãos devemos seguir o Príncipe da Paz, e nós somos chamados a ser construtores de paz. Foi uma campanha com discórdias e agora é o momento de assumir as nossas paixões políticas e canalizá-los para a acção prática. A votação foi a demonstração da liberdade política, mas ao mesmo tempo expôs a fragilidade da nossa democracia. Assistimos a uma participação com níveis não vistos há décadas, mas também vimos campanha cínica e desonesta de forma a obter ganhos políticos. As nossas energias devem agora ser direccionadas para a construção de pontes dentro e entre comunidades de todo o Reino Unido.”

“Seguimos um redentor que reconcilia, e somos chamados para o trabalho da reconciliação. Nas nossas igrejas e nos nossos bairros, vivemos e trabalhamos ao lado de alguns que estarão a celebrar e outros estão decepcionados. A reconciliação requer honestidade e trabalho árduo, que exige respeito e abertura para com aqueles que discordamos. Não podemos ignorar as diferenças que esta votação tem exposto, mas não podemos deixar que as diferenças nos definam. As nossas mãos de amizade devem fazer o trabalho que a votação não pode.”

“Temos confiança em Deus que mantém as nações nas suas mãos, que é o criador de todas as coisas. Temos confiança que, embora os especialistas e comentadores pesquisadores possam estar discordantes, Deus não se intimidou.

“Hoje oramos pelo Reino Unido, oramos pela União Europeia, e oramos pela Europa. Também oro por David Cameron e pela sua família, assim como pelo partido conservador, uma vez que começou o processo de escolha do seu próximo líder e primeiro-ministro do país. Oremos por sabedoria para nossos líderes, que nestes dias navegam em águas incertas. Oremos por conforto para aqueles que estão decepcionados com o resultado, e oremos para que nos sejam renovadas as forças de forma a trabalhar juntos e para o bem de todos “.

http://www.eauk.org/current-affairs/media/press-releases/after-leave-vote-the-evangelical-alliance-calls-for-unity-and-reconciliation.cfm 

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Cartazes do Bloco de Esquerda

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

A Aliança Evangélica Portuguesa, federação de igrejas evangélicas em Portugal, lamenta a campanha projetada pelo BE com uma mensagem destinada a provocar e ofender os sentimentos religiosos de muitos cristãos. A liberdade de expressão deve ser exercida no quadro do respeito pelos sentimentos religiosos dos cidadãos.

Fazer uma comparação entre a questão da divindade e humanidade de Cristo, por um lado, e por outro a adoção de crianças por casais homossexuais é, obviamente, descabida e ofende a sensibilidade de cristãos portugueses, sejam eles evangélicos ou católicos.

Cremos na dupla natureza de Jesus Cristo: Espiritual, onde temos a sua perfeita Divindade, e Humana, onde cabe um pai de Amor, José, que o adoptou e amou como assim devem amar todos os pais e mães, sem discriminações.

Jesus Cristo é reconhecido, por nós e em nós, não por imagens, ícones ou outras espécies de adereços, mas sim por vidas regeneradas.

Uma vez que Jesus Cristo veio, e sofreu até à morte, para regenerar vidas, e demonstrar uma atitude de amor e perdão para com aqueles que O ofendem, não desejamos, como cristãos evangélicos, contra-atacar num espírito polémico, mas não podemos deixar de afirmar que acreditamos e defendemos os valores Bíblicos em relação à Família e que continuaremos a orar pelos que estão em posições de responsabilidade, seja no Governo, Parlamento, Tribunais ou Autarquias.

Esforçamo-nos por contribuir em todas as esferas de ação para as quais Deus nos chamou, para que a sociedade seja mais justa, dentro dos parâmetros éticos que as Sagradas Escrituras ensinam.

A Direção

Aliança Evangélica Portuguesa

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