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Notícias

Beneficiário Efectivo – 1 de Maio a 30 de Junho

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

Às Igrejas da AEP e seus pastores

Caros irmãos em Cristo,

Entrou em vigor no dia 1 de Outubro do ano passado um Decreto-Lei que transcreveu para o ordenamento jurídico português uma Directiva da União Europeia que se dirige a todas as entidades colectivas com personalidade jurídica, sejam sociedades comerciais, sejam fundações, sejam associações, sejam pessoas colectivas religiosas, radicadas no país ou não.

Com o pretexto do combate ao terrorismo e ao branqueamento de capitais, os governos nacionais da União Europeia criaram um registo obrigatório para todas as entidades jurídicas, as quais estão sujeitas a pesadas coimas se não se registarem, ficando adicionalmente impedidas de proceder a operações com reflexos patrimoniais, como comprar ou vender ou onerar.

Tenho informação do Secretário-Geral da FEREDE de que em Espanha várias igrejas evangélicas já viram as suas contas congeladas por incumprirem a sua obrigação de se registarem.

Estou a falar-vos do registo do beneficiário efectivo, por definição pessoa singular que controla a pessoa colectiva ou é proprietária efectiva do seu património.

Cada igreja, seja pessoa colectiva religiosa ou associação deve, entre 1 de maio a 30 de junho, proceder ao registo do beneficiário efectivo no site https://justica.gov.pt/servicos/registo-de-beneficiario-efetivo identificando os membros da Direcção da igreja.

 

A Assessoria Jurídica

Lisboa, 4 de Abril de 2019

Como Está Moçambique Neste Momento? – Chris e Maria do Carmo Hemborough

1280 853 Aliança Evangélica Portuguesa

A passagem do ciclone Idai pelo centro de Moçambique teve consequências muito graves. Temos acompanhado nas notícias  – mortes, desalojados, propagação de doenças,  aldeias completamente submersas  e isoladas, casas e infraestruturas destruídas…

A resposta rápida ao drama vivido no Centro de Moçambique foi incrível. Um vasto número de organizações humanitárias de todo o mundo enviaram a ajuda tão necessária e urgente. As pessoas das organizações e instituições que se encontravam nas zonas afetadas, agiram prontamente. Uma grande onda solidária de apoio dentro de  Moçambique teve um impacto enorme. Mas mesmo assim não é suficiente, há muito mais para fazer!

Para nós, agora o lema é ajudar a reconstruir – O ciclone afetou a zona onde Projeto Moçambique – Plus tem estado mais envolvido, ao longo dos 26 anos em que temos estado a trabalhar em Moçambique. E pode levar tempo até podermos chegar a todos esses lugares – mas isso não vai impedir o Inácio, com a sua mota Yamaha, de ir levar os preciosos estudos bíblicos e os MP3 com as gravações nas línguas locais às igrejas, que mesmo com os edifícios destruídos ainda são o Corpo de Cristo.  Ou a Maria de imprimir cada vez mais material para que as crianças possam ter novos livros de atividades, de que tanto gostam, já que os outros foram levados pela enxurrada. O pastor Canzança e o Joaquim vão voltar a ensinar as crianças nas escolas, levando uma mensagem de esperança de um novo recomeço.

A situação é deveras grave, mas o povo de Deus está confiante e tem esperança de que o Senhor ainda vai levantar uma grande obra em Moçambique, e ainda cantam com a mesma convicção “Se não fosse Deus, eu nada seria”, sabendo que mesmo no meio dos escombros se pode elevar uma obra.

O nosso desejo de ajudar,  começa com os que estão mais perto de nós. Queremos ajudar a nossa equipa e os pastores com quem temos mais contacto a reconstruirem as suas vidas, atendendo às suas necessidades prioritárias, para que por sua vez possam ajudar aos outros.

Damos graças a Deus pelas ofertas que temos recebido, e que têm sido um meio para providenciarmos o que vai sendo mais urgente –  de momento estamos a apoiar com o tratamento da água para que possam ter acesso a água potável. Estamos também prontos a dar  assistência em caso de doença. Também já estamos a fazer um levantamento dos estragos causados nas casas e onde podemos ajudar na reconstrução das mesmas.

A Maria do Carmo irá viajar para a Beira no dia 20 de abril e estará lá até ao dia 2 de Junho.

Agradecemos as vossas orações e apoio durante este tempo.

Chris e Maria do Carmo Hemborough

Fórum Evangélico – Tempo de Unidade e Crescimento!

4032 3024 Aliança Evangélica Portuguesa

Foi nos dias 22 e 23 de Março que cerca de 1000 pessoas participaram no I Fórum Evangélico, organizado pela Aliança Evangélica Portuguesa, no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa. O objetivo desta iniciativa foi mobilizar as igrejas a estarem juntas neste dia, conectando ministérios / organizações, proporcionando comunhão entre famílias e a celebração conjunta a Deus. Houve lugar para a música, a Palavra, a literatura, as artes, a ação social, os temas globais da atualidade e muito mais.

Um dos pontos fortes desta iniciativa foi a EXPO Evangélica, que contou com mais de 40 stands de ministérios infantis, juvenis, desportivos, mulheres, ação social, oração, missões, etc… Foi uma oportunidade para o fortalecimento e crescimento do Reino de Deus em Portugal e além fronteiras.

A primeira noite foi dedicada às novas gerações, nomeadamente com um concerto de louvor com Martim Vicente e os amigos, e a Palavra partilhada por Pedro Barbosa, dos “The Four” (Ministério da Ágape Portugal). O desafio lançado aos jovens foi para procurarem mais o Senhor das bênçãos do que as bênçãos do Senhor, tendo como pano de fundo a Pesca Milagrosa que levou Pedro e outros discípulos a seguirem Jesus.

No sábado o dia começou com um tempo de devocional, com o louvor dirigido por Paulo Raposo e com a Palavra partilhada pela psicóloga Bertina Tomé, que nos lembrou que “as misericórdias do Senhor se renovam em cada manhã”. Contámos também com a presença do Secretario Geral da Aliança Evangélica Europeia, Thomas Buker, sublinhando que “Faz sentido que nas nossas igrejas não tenhamos que fazer tudo, ou até fazê-lo sozinhos, mas é mais fácil ter todos os dons do espírito se trabalharmos em conjunto.”

Para refletirmos e debatermos juntos temas relevantes da atualidade, o Fórum Evangélico contou ainda com quatro NetWorks sobre: “Mulheres, Refugiados e Tráfico de Seres Humanos”, “Ministérios Juvenis, Infantis e Desportivos”, “Plantação e Revitalização de Igrejas” e “Ação Social”. Brevemente publicaremos algumas das conclusões a que chegaram em cada um destes seminários.





À tarde houve um tempo dedicado também às famílias com Family Games, música, e ainda a apresentação do livro “Diário de uma Mulher Feliz” de Elsa Pereira, entre outras iniciativas que vão decorrer durante a EXPO Evangélica.

Destacamos ainda a Sala de Oração, onde foi possível, nomeadamente, orar pelos concelhos não-alcançados e partilhar outros motivos de intercessão.


Para o encerramento do Fórum Evangélico, teve lugar a celebração especial, com o Coral do Festival da Esperança (cerca de 100 vozes), um Painel dedicado ao trabalho social da comunidade evangélica (com participação da FEREDE – Federação de Igrejas Evangélicas de Espanha) e ainda uma palavra de encorajamento por parte do pastor Mariano Burgo da FEREDE. Um dos desafios lançados pela direção da AEP foi a criação de uma rede social de organizações evangélicas, à semelhança do que acontece com os nossos irmãos espanhóis que têm a Diakonia. Telma Fernandes, diretora da ABLA, confessou durante o painel que este “era um sonho já de alguns anos”. António Calaim, presidente da AEP, mostrou-se também disponível para ajudar a abraçar este desafio.

Depois deste I Fórum Evangélico, outras iniciativas se seguirão com o mesmo objetivo de promover maior conexão entre o povo evangélico, para que juntos possamos viver e expressar mais o amor de Cristo. Por exemplo, para o próximo dia 1 de Junho está já a ser preparada a Marcha por Jesus, este ano dando maior ênfase às crianças e á oração por elas. Fica o convite, desde já, para participar connosco!

 

Sara Narciso, AEP Comunicações

 

 

 

 

Aqui ficam testemunhos de alguns dos participantes do Fórum Evangélico:

“No Fórum, nossa casa, diferentes organizações e ministérios puderam expor-se. Assim tantos ouviram e viram da multiplicidade de organizações e organismos que servem ao Senhor entre nós. É função da Aliança também conectar Pessoas/Servas de e em diferentes Regiões de Portugal” António Calaim, Presidente da AEP

 

“Os pobres sempre os tereis convosco.” A afirmação de Jesus poderia deixar-nos inativos, mas hoje reconhecemos que as dicotomias na nossa sociedade estão cada vez mais acentuadas, com a ajuda da Telma Fernandes (Abla), Paulo Nunes (Acras) e Filipe Gonçalves (Exercito de Salvação), tivemos a oportunidade de perceber o papel relevante que as Igrejas, associações e IPSS cristãs têm nos dias de hoje. O desafio de servir é urgente e para isso é relevante aprender a olhar à nossa volta e intervir. Perceber que parcerias podemos estabelecer e servir todos. Aqueles que Jesus já ama  e os que Jesus ama mas que ainda não o sabem” André Mota, responsável pela  NetWork sobre “Ação Social”

 

‘Na minha opinião o Fórum Evangélico foi uma iniciativa a repetir!

Julgo que as parcerias entre as várias organizações representadas irão resultar em benefício mútuo. Pude participar como voluntária no stand do Desafio Jovem desafiando para a campanha do IRS solidário, no stand da Comacep e no coral. Foi bom rever amigos e unidos em torno de uma causa e pude levar uma familiar convidada. Seria interessante numa próxima oportunidade convidar pessoas não cristãs para observar de perto o que os evangélicos andam a fazer em Portugal.’Andrea Ramos, Casa da Cidade

 

“O Fórum Evangélico trouxe ao conhecimento e à reflexão de todos os participantes, através das Networks e das diversas iniciativas, a importância e a diversidade de ministérios e de trabalhos que têm sido desenvolvidos, de norte a sul do país. Assisti à Network da Plantação e Revitalização de Igrejas e foi muito bom perceber a forma como Deus tem operado e abençoado tantos dentro e fora da Igreja nacional (e mundial). Foi de grande utilidade.”Cláudia Trigo, CCLX (Comunidade Cristã de Lisboa)

 

“É excelente a experiência de, junto com muitos cristãos evangélicos, adorarmos a Deus e servirmos o próximo. Em união. Neste Fórum houve lugar para a música, a literatura, as artes, a ação social, os temas globais da atualidade. Porque mostramos o amor de Cristo não apenas quando estamos juntos ao domingo, mas, sobretudo quando unimos esforços e alcançamos a comunidade com a autoridade, a criatividade, os dons, os talentos, que Deus nos deu, imbuídos da Sua presença e da Sua esperança em nós.”Elsa Correia Pereira, responsável pela NetWork “Mulheres, Refugiados e Tráfico de Seres Humanos”

 

 “O Fórum Evangélico foi uma iniciativa muito boa e que, a meu ver, funcionou de forma aglomeradora. A diversidade de Organizações representadas e a interação entre elas foi bastante produtiva, pois permitiu que, como Agape, estabelecesse-mos mais alguns laços importantes para que juntos possamos alcançar o nosso país para Jesus. Foram também importantes e interessantes as Networks e os temas que abordaram. Deixo o apelo a que não fique por aqui e que vá mais longe no próximo ano” – Pedro Barbosa, Ágape Portugal

 

“Gostei dos vários stands onde conheci movimentos/ ministérios que desconhecia. Mas para mim o ponto alto foi o lançamento do livro “Diário de uma mulher feliz”, que com a ajuda da Miriam Oliveira tornou o ambiente fantástico.” – Sónia Mourato, Igreja Evangélica de Sintra

 

“O Fórum Evangélico demonstrou ser uma alavanca para a dinamização e mobilização de causas que enobrecem o Reino de Deus, boa iniciativa!”Tiago Asseiceiro, CCLX (Comunidade Cristã de Lisboa)

 

“Muito obrigado pela iniciativa e pela forma como foi realizada. Alguns irmãos da equipa do Seminário participaram no programa e nomeadamente no stand. Oxalá que esta ideia possa crescer nos próximos anos. Como criaturas do Criador temos muitas coisas novas pela frente, inovando. Este foi um exemplo. A ideia de várias instituições poderem reunir as suas lideranças no mesmo ida, no mesmo edifício, com um tempo de adoração comum,  seria muito bom. Vamos orar por isso. Que o Senhor vos anime e a todos proteja. Um abraço à equipa que liderou este projeto. No Seu serviço.” – Fernando Ascenso, Seminário Teológico Baptista

31 De Março De 2019 – Dia Da Memória Das Vítimas Da Inquisição – 1ª Comemoração

1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

“Podem [judeus e muçulmanos] receber o carácter mas não a essência do sacramento. Todos os intelectuais, e eu, o mais ignorante de todos, apresentei muitas autoridades e princípios jurídicos [para justificar] que não podiam ser obrigados a receber o cristianismo. Este quer e exige liberdade e não violência, e ainda que esta não tenha sido precisa, isto é, com punhais apontados ao peito, foi claramente violência.”

Fernando Coutinho, bispo de Lamego, contra o batismo forçado dos judeus em 1497

 

“E se alguns aí há que são ainda estrangeiros na nossa fé e se consentem, devemos imaginar que se faz ventura com tão santo zelo, que Deus é disso muito servido; e parece mais justa virtude aos servos de Deus e seus pregadores animar a estes e confessá-los e provocá-los, que escandalizá-los e corrê-los, por contentar a desvairada opinião do vulgo (…), porque à primeira pregação, os cristãos-novos desapareceram e andavam morrendo de temor da gente, e eu fiz esta diligência e logo ao sábado seguinte seguiram todolos pregadores esta minha tenção.”

Carta de Gil Vicente a D. João III, a propósito do terramoto de 1531 (atribuído aos judeus)

 

“Com a pregação dos Apóstolos desapareceram os ídolos, nem houve mister que eles os lançassem à fogueira, mas todo o seu empenho era imbuir na fé cristã os ânimos do povo. A ninguém expulsaram do próprio domicílio. Com que proveito expulsamos os judeus de Espanha? Para entregar ao fogo os falsos cristãos e deixar viver em África os restantes. Quanto melhor não seria tê-los conservado no estado de servidão, que no estado de liberdade ter queimado a tantos?”

Nicolau Clenardo, professor do Cardeal D. Henrique, “Carta a João Petit, de 4/12/1540”

 

“Isto, porém, não foi feito por causa da lei nem por causa da religião. Porque assim? Serás capaz de obrigar os espíritos rebeldes e em nada ligados à religião recebida a acreditar naquilo que recusam e rejeitam com extrema energia? Poderás impedir a liberdade da vontade e pôr a ferros os espíritos desenfreados? Isto nem pode fazer-se nem é aprovado pelo poder santíssimo de Cristo.”

Jerónimo Osório, bispo de Silves, contra o batismo forçado dos judeus, in De Rebus Emmanuelis Lusitaniae, 1571

 

“Em Portugal todos têm a boca fechada com mil temores e respeito da Inquisição, como porque os inquisidores não dão ouvidos a nenhum requerimento ou proposta e se fecham com a sua soberania e potência, sem admitirem alguma razão, nem de cristãos-velhos nem de cristãos-novos (…)

Todas as cousas novas se vão fazendo velhas com o tempo; aqui vemos totalmente o contrário, porque quem de uma vez teve a reputação de cristão-novo, por mais tempo que passe, todos os seus descendentes foram sempre cristãos-novos (…) e ficam cristãos-novos para sempre.”

Padre António Vieira, “Memorial a favor da gente de nação hebreia (…)”, 1674

 

“O sexto e último meio para se extinguir em Portugal o nome de cristão-novo, seria darem aos judeus a liberdade de viverem a sua religião, como se pratica em todas as nações da Europa (…), sem embargo de serem tão cristãos com a nossa liberdade, digo, que de duas maneiras se lhe pode acordar, dando-lhe dois guitos [guetos], um em Lisboa, outro no Porto, da mesma maneira que o têm em Roma, com a obrigação de trazer um chapéu amarelo, para serem conhecidos, de que resultaria que todos os cristãos-novos, que verdadeiramente fossem judeus, ou o poriam ou entrariam nos guitos, sem ser necessário que se lhe falasse em perdão geral, nem a Inquisição intentasse mais prender algum cristão-novo; pois é certo que não será judeu oculto, o que puder ser declarado (…)”

Luís da Cunha, Testamento Político (…), 1747

 

“Temos visto que depois da introdução da Inquisição e das inquirições, juntamente com os perdões gerais, que não somente não se extinguiram os Cristãos novos, mas que se aumentou muito mais o seu número, e que a distinção e diferença de Cristão novo e de Cristão velho veio mais notória e mais distinta do que fora nos princípios, logo que os filhos dos Judeus foram baptizados por força”.

(…) Os Santos Apóstolos e todos os Santos Padres da primitiva Igreja foram todos Judeus. Se hoje há X. N.s [Cristãos-novos] que vivem na Crença Judaica, a educação é a causa e não o Sangue, porque todo é vermelho (…)”

Ribeiro Sanches, Origem da denominação de Cristão-velho e Cristão-novo em Portugal, 1748

 

“Os judeus são traquejados, encarcerados e, de lhes confiscarem bens e fazenda, queimados sem misericórdia.

(…) Portugal só será um país próspero e progressivo quando abolir de vez o tribunal do Santo Ofício. Antes, não. Além disso, nada feito, enquanto, no mesmo lugar onde hoje se acha o Palácio da Inquisição, não puderem plantar os judeus a Sinagoga.”

Francisco Xavier de Oliveira, Amusement Periodique, 1751

 

“Não pude deixar de fazer as assíduas indagações para investigar e descobrir a causa com que nos meus Reinos e Domínios se introduziu e fez grafar a dita distinção de Cristãos Novos e Cristãos Velhos, que por aquele longo período de tempo tem infamado e oprimido um tão grande número dos Meus fiéis Vassalos. Lhes prometemos e Nos praz que daqui em diante não faremos contra eles nenhuma Ordenação, nem defesa, como sobre Gente distinta e apartada; mas assim nos praz que em tudo sejam havidos, favorecidos e tratados como próprios Cristãos Velhos, sem deles serem distintos e apartados em cousa alguma.”

Carta de Lei de 25 de Maio de 1773

 

“A causa do Judaísmo oculto em Portugal e Castela foi a ordem de expulsão dos Judeus e conversão forçada dos que cá ficaram. E isto se deve ao Édito de D. Manuel e ao seu zelo indiscreto e mal entendido cristã e politicamente falando. Portanto sendo as leis e o Estado a causa deste Judaísmo oculto deviam os Judeus ser mais brandamente tratados.

(…) O tolerantismo civil é um direito Majestático que todos reconhecem e que os nossos reis puseram em prática ao permitir sinagogas e mesquitas.”

Pascoal José de Melo Freire dos Reis, projeto de reforma Regimento da Inquisição de 1774

 

“As Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, considerando que a existência do Tribunal da Inquisição é incompatível com os princípios adoptados nas bases da Constituição, decretam o seguinte:

1.º – O Conselho Geral do Santo Ofício, as Inquisições, os Juízos do Fisco e todas as suas dependências, ficam abolidas no Reino de Portugal.”

Decreto de 31 de Março de 1821

 

“Forcejámos para que fossem mais os documentos do que nós quem falasse: também cremos tê-lo obtido. (…) Na verdade, uma ou outra vez, o espectáculo da suprema depravação humana, impondo silêncio à voz tranquila da razão histórica, impeliu-nos a traduzir num brado de indignação as repugnâncias irreflexivas da consciência irritada. Mas este senão, se é senão, nunca poderá evitá-lo inteiramente o historiador que conservar os sentimentos do homem e tiver que estudar à luz dos documentos, infinitamente mais sinceros que os analistas, um ou diversos períodos da história do século XVI, daquele século corrupto e feroz (…)”.

Alexandre Herculano, História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal, 1859

 

“Era o sentimento cristão, na sua expressão viva e humana, não formal e ininteligente: a caridade e a tolerância tinham um lugar mais alto do que a teologia dogmática. Essa tolerância pelos mouros e judeus, raças infelizes e tão meritórias, será sempre uma das glórias do sentimento cristão da Península Ibérica da Idade Média.

(…) Com a Inquisição, um terror invisível paira sobre a sociedade: a hipocrisia torna-se um vício nacional e necessário; a delação é uma virtude religiosa; a expulsão dos judeus e moiros empobrece as duas nações, paralisa o comércio e a indústria, e dá um golpe mortal na agricultura em todo o sul de Espanha; a perseguição dos cristãos-novos faz desaparecer os capitais (…)”

Antero de Quental, Causas da Decadência dos Povos Peninsulares, 1871

 

“Art.º 8º- É livre o culto público de qualquer religião nas casas para isso escolhidas ou destinadas pelos respectivos crentes, e que poderão sempre tomar forma exterior de templo; mas, no interesse da ordem pública e da liberdade e segurança dos cidadãos, uma lei especial fixará as condições do seu exercício.”

Constituição da República, 21 de Agosto de 1911

 

“Além da vantagem que deve resultar para a província de Angola, a proposta de lei representa um acto de justiça e de reparação para com uma raça que em todos os tempos tão perseguida tem sido e cuja expulsão em massa, em Dezembro de 1496, do território de Portugal, por D Manuel I e depois de 1532 por D. João III, pela ação maléfica da Inquisição, o trágico morticínio nas ruas e praças de Lisboa em Abril de 1506, constituem as nódoas mais negras de toda a história pátria. Esse êxodo dos israelitas, que foram levar as suas riquezas e actividades para a Bélgica, Holanda, Itália e Grécia, e outros países foi uma das causas principais da nossa decadência a partir do reinado de D. Manuel I.”

Senador Nunes da Mata, a favor da criação de um Lar judaico em Angola, Diário do Senado da República, 1 de maio de 1913

 

“A frase tantas vezes editada de que cada país tem os judeus que merece, não se ajusta, ousamos já dizê-lo, a Portugal que teve os judeus de que não era digno nem merecedor – porque o homem de nação, o marrano, era o que de melhor havia entre a nossa gente, e a esse escol inteligente, activo e culto espezinhamos-lhe a consciência na mais revoltante das violências, atirámo-lo execrandamente ao degredo, ao cárcere e à fogueira (…)”

Ricardo Jorge, “Pró-Israel”, in Samuel Schwarz, Os Cristãos-Novos em Portugal no Século XX, 1925

 

“Em nome de Portugal, quero pedir perdão aos judeus das perseguições que foram vítimas na nossa terra.”

Mário Soares, Presidente da República, 17 de março de 1989

 

“1- Saudar a aproximação de povos, culturas e civilizações que o fundo de apreço recíproco entre o Povo Judeu e o Povo Português salvaguardou através dos séculos, ultrapassando os agravos causados pelo Édito de 5 de Dezembro de 1496;

2- Saudar a decisão dos Constituintes de 1820, revogando o Édito, e abrindo à sociedade portuguesa os caminhos da liberdade e da tolerância religiosa, tão gravemente postas em causa pelo Édito e, após ele, pela Inquisição.”

Assembleia da República, 5 de Dezembro de 1996

 

“A alegada fatalidade cronológica pela qual a Inquisição teria apenas usado das armas próprias de seu tempo, cede diante da existência, no mesmo período, de ideias de que derivaram factos históricos opostos. Era só escolher entre o bem e o mal, independentemente de qualquer fanatismo. Porventura, quando D. Manuel decretou a expulsão dos judeus do Reino, não se opuseram a ela energicamente várias personalidades do seu próprio tempo? E, quando ordenou a extinção de todas as sinagogas do Reino em nome da unidade cristã, porventura o próprio Papa, no mesmo período, não consentia que os judeus praticassem a sua fé nas casas de oração dos Estados pontifícios? (…) E, finalmente, não convivem também em nosso tempo a razão e o fanatismo?”

Elias Lipiner, Os Baptizados em Pé (…), 1998

 

“Senhor, Deus de todos os homens, em determinadas épocas da história os cristãos cederam a métodos de intolerância e não seguiram o grande mandamento do amor, deturpando assim o rosto da Igreja, tua esposa. Tem misericórdia dos teus filhos pecadores e acolhe o nosso propósito de procurar a promoção a verdade na doçura da caridade, sabendo que a verdade não se impõe a não ser em virtude da própria verdade”.

Papa João Paulo II, 12/3/2000

 

“Este centro histórico de Lisboa, onde hoje fraternalmente nos abraçamos, foi no passado palco de violências intoleráveis contra o povo hebreu. Nem devemos esquecer, neste lugar, a triste sorte dos «cristãos novos»: as pressões para se converterem, os motins, as suspeitas, as delações, os processos temíveis da Inquisição.

Como comunidade maioritária nesta cidade, há perto de mil anos, a Igreja Católica reconhece profundamente manchada a sua memória por esses gestos e palavras, tantas vezes praticados em seu nome, indignos da pessoa humana e do Evangelho que ela anuncia.”

José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, 26/11/2000

 

“O presente diploma vem permitir o exercício do direito ao retorno dos descendentes judeus sefarditas de origem portuguesa que o desejem, mediante a aquisição da nacionalidade portuguesa por naturalização, e sua integração na comunidade nacional, com os inerentes direitos e obrigações.”

Decreto-Lei de 27 de fevereiro de 2015

 

Após condenar o antissemitismo, no Memorial do Holocausto, em Israel, disse: “O meu próprio país também o viveu. Recordo o momento mais trágico de todos: a expulsão dos judeus no início do século XVI.”

António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas,  28 de agosto de 2017

 

“Em suma, o que vem peticionado a esta Assembleia da República não traduz qualquer vontade de promover a abertura de feridas antigas ou um desejo de acicatar animosidade contra qualquer instituição, secular ou religiosa, antes se enquadra num movimento claro, sério e reconciliador, em que Estado e Igreja já têm dado os passos de reconhecimento dos erros do passado, e encetado a sua reparação pela valorização da memória das vítimas e pela prevenção da repetição dos crimes do passado.”

Relatório da aprovação da petição pelo Dia da Memória das Vítimas da Inquisição,
Palácio de S. Bento, 4 de Dezembro de 2018

Notícia de Moçambique por Chris e M. do Carmo

800 500 Aliança Evangélica Portuguesa

Prezados Amigos,

Em primeiro ligar queremos agradecer-lhes pelas vossas mensagens e orações nesta altura. Tem sido muito bom para saber que muitos estão a orar pela situação em Moçambique.

Recebemos boas notícias em respeito à nossa equipa, todos estão sãos e salvos, junto com as suas famílias. Agora estamos a fazer planos para ajudar a reconstruir as suas casas que sofreram estragos. Também estamos a ver como podemos ajudar a comunidade em geral à medida que as coisas voltam para um tipo de normalidade que será muito importante. Vamos falar ainda mais sobre isto.

Outras notícias… A estrada da Beira está aberta outra vez que é, e será, uma grande ajuda. Aqui está um link, em inglês, a esta notícia…

https://clubofmozambique.com/news/circulation-on-en6-is-now-possible-reports-ingc-photos/

Ainda há muito para fazer, e vamos continuar a atualizá-los.

Mais uma vez muito obrigado pela continuação das vossas orações pelo povo de Moçambique, especialmente na zona central onde o ciclone passou. Lembremo-nos também do povo nos países vizinhos de Zimbabwe e Malawi onde o ciclone passou.

 

Que Deus vos abençoe,

Chris e M. do Carmo
Projeto Moçambique – Plus

 

 

 

Queridos Irmãos vamos como povo português e evangélico demonstrar a nossa solidariedade nesta aflição.

A conta Solidária é: IBAN  PT50 0033 0000 45282173896 05

Ciclone Poderoso Atinge a Beiras e Outras Parte do Centro de Moçambique

800 500 Aliança Evangélica Portuguesa

Para todos os nossos amigos e apoiantes,

Tal como muitos já sabem, ontem a cidade da Beira, juntos com outras partes do centro de Moçambique, foram apanhadas por um ciclone muito forte (Ciclone Idai). Parece que a tempestade atingiu a sua força maior durante a noite e foi mais poderosa do que os outros ciclones que atingem Moçambique. Até agora há poucas informações em respeito a feridas, perde de vidas, e danos porque parece que todos as comunicações estão inativas e não há eletricidade na cidade. As informações mais recentes que temos agora são que há planos para mandar socorro para a Beira através de helicópteros e outros meios logo que os ventos se acalmem.

O nosso último contacto com a nossa equipa foi ontem quando consegui mandar uma mensagem a cada um, animando-os com as nossas orações e com as palavra de Salmo 46. Então uma mensagem simples apareceu na minha página do Facebook ontem à tarde que o Inácio me tinha mandado. Nesta manhã tentei enviar-lhes outra mensagem para ver como estavam, mas todas voltaram sem ser entregues que foi a confirmação que as comunicações estão inativas.

Estive na Beira até a segunda-feira desta semana. É incrível como tudo pode mudar dentro de pouco tempo! Não sabemos o estado do nosso escritório, mas obviamente a nossa prioridade agora é para sabermos como a nossa equipa está a conseguir, junto com as suas famílias e outros que conhecemos.

Para saber as poucas notícias que estão a chegar, parece que o site do ‘Club de Mozambique’ é o melhor, junto com o BBC. Porém estes sites estão em inglês.

https://www.bbc.com/news/world-africa-47576831

https://clubofmozambique.com/news/cyclone-idai-damage-is-major-and-very-worrisome-president/

https://clubofmozambique.com/news/beira-residents-report-deaths-after-cyclone-idai-hits-central-mozambique-lusa/

Vamos mandar mais informações atuais logo que as tenhamos.

Por favor orem por todos,
Chris e M. do Carmo (15 de março de 2019)

Morreu o Grande Evangelista Billy Graham

793 600 Aliança Evangélica Portuguesa

Conhecido mundialmente pela grande paixão que tinha na pregação do evangelho, o pregador  Billy Graham morreu esta quarta-feira, dia 21, na Carolina do Norte, aos 99 anos. Graham morreu às 8:00 da manhã  na sua casa em Montreat, segundo anunciou Jeremy Blume, porta-voz da “Billy Graham Evangelistic Association”.

Billy Graham será eternamente recordado como um dos principais evangelistas do Sec XX, grandemente usado por Deus para pregar a milhões de pessoas em todo o mundo sobre o Seu amor de Cristo. Além disso, foi também conselheiro de vários presidentes dos EUA.

William Franklin Graham nasceu a 7 de novembro de 1918, numa família presbiteriana. Segundo as suas próprias palavras, na adolescência estava mais preocupado com raparigas e basebol, até ao dia em que ouviu uma pregação que o levou a ter um encontro pessoal com Cristo. Foi consagrado ao ministério em 1939 numa igreja batista, quatro anos antes de casar com Ruth Bell, filha de missionários que tinham estado na China. Pouco depois, decidiu obedecer à chamada de Deus para a sua vida, tornando-se um influente evangelista no mundo inteiro. Para tal, usou todos os meios possíveis para alcançar muitos para Cristo. Desde encher estádios, a programas de televisão e de rádio. Foram inúmeras as suas “cruzadas” evangelísticas e muitos os que, através do seu ministério, decidiram tornar-se também discípulos de Jesus.

Um dos seus mais recentes legados é a Associação Evangelística Billy Graham (Billy Graham Evangelistic Association) que atualmente encontra-se também em Portugal na preparação do Festival da Esperança que será nos dias 7 e 8 de abril no Campo Pequeno em Lisboa. Trata-se de uma parceria com a Aliança Evangélica Portuguesa e as igrejas locais, em que o pregador principal será Franklin Graham, filho do evangelista Billy Graham.

É com saudade que deixamos um “até já” ao nosso irmão Billy Graham, com a certeza de ele se encontra a descansar no Senhor e que um dia nos encontraremos todos no céu. Pois Jesus, a quem ele tanto anunciou, deixou-nos essa promessa! Até lá, a Missão continua…

Mais informações em https://memorial.billygraham.org/

 

Sara Narciso, AEP Comunicações

21 fevereiro 2018

 

“Partiu para a Glória o grande Billy Graham aos 99 anos. Entre nós, foi o maior evangelista de que há memória. Pregou em 185 países (Portugal infelizmente não fez parte deste número).

Em vida um exemplo de humildade, sem escândalo a apontar, exemplo de transparência financeira. Dizia “Nós somos as Bíblias que o mundo pode ler…e os sermões a que o mundo presta atenção”

Seu neto Willy referiu”Meu avô partiu da terra dos mortos, para a terra dos vivos”

– António Calaim, Presidente da AEP

Faltam Apenas 10 Semanas para o Festival da Esperança!

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Nos dias 7 e 8 de abril de 2018, o povo de Deus irá juntar-se para uma celebração no Campo Pequeno, mas trazendo os seus familiares e amigos para ouvir a mensagem do Evangelho. É esse o nosso alvo: que milhares que ainda não conhecem Jesus Cristo como Salvador e Senhor pessoal, possam vir e ouvir o Evangelho, que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Romanos 1:16).

 

FORMAÇÃO I AM ANDREW – TODO O MÊS DE FEVEREIRO, VÁRIOS LOCAIS

Até à grande campanha evangelística do Campo Pequeno a igreja necessita de estar preparada para testemunhar. Para isso iremos ter o Curso de Vida Cristã e Testemunho, também chamado de Formação I Am Andrew. Esteja atento às datas das formações através do nosso Facebook, ou no nosso site: festivaldaesperanca.pt

Caso pretenda promover um curso na sua Igreja por favor contacte-nos.

 

HOPE FEST! – 10/FEV em LISBOA, 17/FEV no PORTO

Teremos dois eventos direcionados para os jovens, um em Lisboa e outro no Porto.

O evento de Lisboa contará com a banda BASE, André Prim e o DJ Simão Chaves. Este evento tem como objetivo mobilizar os jovens a partilharem Jesus com os seus amigos.

O evento do Porto contará com o Héber Marques, BASE, Sergio Martinez e DJ Gui Brazil, e é voltado para jovens que ainda não conhecem Cristo. Convide e motive os jovens da sua igreja a estarem presentes e trazerem um ou mais amigos.

Horário Lisboa e Porto: 19h (abertura de portas)

 

CONFERÊNCIA DE MULHERES – 17/FEV em LISBOA, 24/FEV em COIMBRA

A Conferência de Mulheres é dirigida para mulheres de todas as idades, e de todas as igrejas.

Será ministrado o Curso de Vida Cristã e Testemunho (I Am Andrew) dando a oportunidade às mulheres de participarem num curso que tem impactado muitos cristãos ao redor do mundo. Para além desta formação, haverá momentos de louvor congregacional, oração e testemunhos. É necessária Inscrição.

Inscreva as mulheres da sua igreja e usufrua deste tempo de esperança!

Horário Lisboa e Coimbra: 10horas – 17horas

 

40 DIAS DE ORAÇÃO E JEJUM – 25/FEV a 5/ABR

Desde o início deste projeto que temos focado no papel da oração. Durante 40 dias vamos desafiar 40 ou mais igrejas a orar por Portugal, pela salvação de almas e pelo Festival da Esperança.

Se quiser inscrever a sua igreja e promover um dos 40 dia de oração e jejum na sua comunidade local envie um email para geral@festivaldaesperanca.pt.

Assembleia Geral da AEP Novembro 2017

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No passado dia 25 de novembro, a Aliança Evangélica Portuguesa realizou a sua segunda Assembleia Geral anual, nas instalações da Assembleia de Deus de Leiria , depois de um tempo inspirador que começou na noite anterior com um breve retiro no Acampamento Baptista em Água de Madeiros, seguido do Conselho Geral, já no sábado de manhã. No retiro, os presentes foram desafiados e inspirados pelo irmão Pedro Barbosa (Movimento Ágape) e pelo Pastor Jorge Humberto. Procurando estar mais perto dos seus associados, a Direção da AEP e os Órgãos Sociais pretendem realizar as segundas AG anuais numa capital de Distrito fora de Lisboa.


Um dos principais pontos altos desta AG foi a aprovação do Plano de Atividades para 2018 (que pode ser conhecido na Área Reservada do site www.aliancaevangelica.pt), do qual se destacam a Semana Universal de Oração de 14 a 21 de janeiro, a Conferência “A Revolução da Generosidade Cristã” de 1 a 4 de fevereiro, o Festival da Esperança a 7 e 8 de abril, entre outras iniciativas.

Ficou também a nota de que a Aliança Evangélica Europeia vai organizar em Outubro de 2018 a Conferência “Hope for Europe” na Estónia. Pretende-se reunir cerca de 600 líderes de toda a Europa, nas diferentes redes de trabalho, como por exemplo, Apologética, Refugiados, Família, Crianças, Economia, Cidades, Liderança, Evangelismo, Saúde, Paz e Reconciliação, Oração, entre outras; vamos refletir sobre a realidade espiritual da Europa e tentar encontrar formas de sermos mais sal e luz neste tempo.

Esta Assembleia Geral contou também com uma homenagem feita aos pastores com mais de 70 anos que trabalharam ou residem actualmente no Distrito de Leiria. Como referiu António Calaim, presidente da AEP, “Manifestamos a nossa gratidão pelo ministério de tantos servos que, em circunstâncias tão difíceis, serviram fielmente ao Senhor tornando-O conhecido na região. Obrigado, Senhor, pela sua dedicação no distrito de Leiria”.

Recordamos que o lema da AEP para 2016 foi “UNIR PARA AGIR”; em 2017 tem sido “MOBILIZAR PARA TRANSFORMAR” e em 2018 o objetivo é continuar no mesmo propósito.

Como sublinhou o presidente da AEP, “vamos trabalhar para que, neste tempo, Cristo seja cada vez mais uma realidade em nós e no meio em que estamos inseridos”.

 

Sara Narciso – AEP Comunicações
28 Novembro 2017

500 Anos da Reforma Protestante

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A 31 de outubro de 2017, assinalou-se os 500 anos do momento em que o frade agostinho alemão Martinho Lutero proclamou as suas 95 teses contra as indulgências do Papa Leão X. Este ato viria a tornar-se absolutamente singular numa Europa em grandes transformações. Considerado o momento fundador do movimento da Reforma Protestante do século XVI e um dos eventos centrais na história da Europa, as suas consequências religiosas mas também sociais, políticas, económicas, culturais, artísticas, etc. viriam a adquirir importância a nível global.

A Reforma Protestante contribuiu para encorajar o desenvolvimento de uma imagem de humanidade baseada num recuperado conceito cristão de liberdade. No campo estritamente religioso, para além de ter introduzido a pluralidade no cristianismo ocidental e estado na origem de uma das mais importantes conquistas da modernidade, a liberdade religiosa e de expressão, a Reforma trouxe consigo um enorme apego à Bíblia e a sua difusão pelo povo. Dificilmente conseguiremos encontrar alguma esfera da vida humana que não tivesse sido afetada com a Reforma. A verdade é que a Europa não foi mais a mesma! Cinco séculos depois, com mais de 800 milhões de fiéis espalhados pelo mundo, o protestantismo é em Portugal a maior minoria religiosa, tendo duplicado o número dos seus seguidores nos últimos 20 anos.

Ao longo deste ano são inúmeras as iniciativas que marcam os 500 anos da Reforma, às quais a AEP também se associa. Aqui ficam algumas:

 

Para mais informações:

Um Construtor da Modernidade – Lutero – Teses – 500 anos

Congresso Internacional – Um Construtor da Modernidade: Lutero — Teses — 500 Anos

Caminhos Fevereiro 2017 sobre “A Reforma em Portugal e no Mundo”

Caminhos Outubro 2017 sobre “500 anos da Reforma”

Luz das Nações sobre “Biografia de Martinho Lutero”

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