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Geral

O SENTIR DE UMA CIDADE

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Como se fossemos numa viagem, ao ler a Bíblia encontramos diferentes paisagens, climas, ambientes, dinâmicas e preocupações em cidades daquele tempo.

Quatro cidades

Curioso é que, por vezes, também descobrimos “sentimentos” nestas cidades. É verdade, o texto refere o “pulsar do coração” desta e daquela cidade, como se de uma pessoa se tratasse. Recordemos aqui algumas delas:

Belém: Cidade comovida

“Assim, pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém; e sucedeu que, entrando elas em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não é esta Noemi?” (Rute 1:19)

Susã: Cidade confusa

“Os correios, pois, impelidos pela palavra do rei, saíram, e a lei se proclamou na fortaleza de Susã; e o rei e Hamã se assentaram a beber; porém a cidade de Susã estava confusa.” (Ester 3:15)

Jerusalém: Cidade perturbada

“E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele.” (Mateus 2:3)

Samaria: Cidade alegre

“E havia grande alegria naquela cidade.” (Actos 8:8)

E a sua cidade?

Que adjectivo lhe atribuiria, hoje? Como se sente a sua cidade? Possivelmente sente o mesmo que a minha. Há lojas fechadas, edifícios escolares silenciosos, ginásios sem movimento, ruas quase desertas. As nossas cidades estão perplexas, receosas, perante a propagação rápida do coronavírus e todos os perigos daí decorrentes. O que lhe caberá fazer?

“Ah, mas eu, sozinha, pouco poderei fazer pela minha cidade…” Talvez seja este o seu pensamento. Contudo, acredito que cada um(a) de nós pode fazer mais do que imaginamos. É que, nos quatro exemplos acima referidos, o sentimento de cada uma das cidades foi despertado por uma pessoa só. Veja:

Belém – o regresso de Noemi

Susã – a perversidade de Hamã

Jerusalém – a perturbação de Herodes

Samaria – a pregação de Filipe

Deixe que Deus a use, como Ele quiser, em favor da localidade onde vive.

Duas ideias

Aqui estão elas:

– Cumprir à risca tudo aquilo que tem sido recomendado, sem banalizar as informações oficiais que vamos tendo sobre a situação e valorizando a experiência de outros países onde o vírus fez adoecer primeiro. 

– Reconhecer o amor de Deus pelas cidades e o Seu poder para curar a terra, e interceder em oração, lembrando estas Suas palavras: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (II Crónicas 7:14)

Nestes dias, li algures esta frase: “Não está tudo bem, mas vai ficar.” Acredito que sim, confiando no amor e na protecção do nosso Deus.

Para todas, um fim-de-semana abençoado.

Bertina Coias Tomé
Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Psicologia Comunitária

Os cristãos e o estado de emergência

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O estado de emergência é uma medida constitucional de suspensão de direitos dos cidadãos, podendo ser declarado em casos de exceção, designadamente “de calamidade pública” (art.º 19.º, n.º 2, da Constituição); só quando as situações sejam de maior gravidade pode ser decretado o estado de sítio.

O n.º 4, do art.º 19.º, da Constituição prescreve que a declaração e execução do estado de emergência “deve respeitar o princípio da proporcionalidade e limitar-se, nomeadamente quanto às suas extensão e duração e aos meios utilizados, ao estritamente necessário ao pronto restabelecimento da normalidade constitucional”.

A declaração de estado de emergência não concede discricionariedade aos agentes de autoridade, pois deve conter “a especificação dos direitos, liberdades e garantias cujo exercício fica suspenso” (art.º 19.º, n.º 5, da Constituição).

Além de ser limitado no tempo (máximo de 15 dias, ainda que passível de renovação pelo número de vezes necessário, caso se mantenham os pressupostos), “em nenhum caso pode afetar os direitos à vida, à integridade pessoal, à identidade pessoal, à capacidade civil e à cidadania, (…) e a liberdade de consciência e de religião” (art.º 19.º, n.º 6, da Constituição).

Assim, é possível que a declaração de estado de emergência imponha a ordem de permanência na habitação, será admissível a saída em situações de “força maior” ou “necessidade”, designadamente para comprar alimentos, produtos farmacêuticos, ir ao médico, trabalhar, cuidar de idosos ou menores que estejam dependentes ou sejam vulneráveis.

Quanto à liberdade de consciência e de religião, o art.º 41.º, n.º 1, da Constituição prescreve que é inviolável. “Ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos por causa das suas convicções ou prática religiosa. Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa” (art.º 41.º, n.º 2 e 3, da Constituição).

A declaração de estado de emergência não pode proibir a prática de culto religioso, celebração de funerais ou casamentos. Mas pode estabelecer restrições do número máximo de pessoas reunidas, bem como à adoção de medidas organizacionais que consistem em evitar multidões, dependendo das dimensões e características dos locais, de modo a garantir aos assistentes a possibilidade de respeitar uma determinada distância (v.g. 1 metro ou mais). Atualmente, ainda sem estado de emergência, ao abrigo das medidas de exceção aprovadas em Conselho de Ministros, já é proibida a reunião com 100 pessoas ou mais; a declaração do estado de emergência pode impor uma restrição ainda maior (50, 30, 20).

Sabemos que “mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29). A obediência (a Deus) é a evidência da nossa confiança em Deus, pois Ele é Fiel (1Coríntios 10:13; 1João 1:9), nos confirma e guarda do maligno (2Tessalonicenses 3:3); Ele mantém a Sua aliança e bondade eternamente (Deuteronómio 7:9). Por causa da Sua fidelidade, podemos crer nas Suas promessas (Hebreus 10:23); “a palavra do Senhor é verdadeira; Ele é fiel em tudo o que faz” (Salmo 33:4).

A declaração de emergência, contudo, não impede que falemos da Bíblia, da salvação que há em Cristo Jesus, que comuniquemos das diversas formas disponíveis, incluindo as redes sociais, videoconferência, etc..

Por outro lado, de acordo com Romanos 13:1, os cristãos devem submeter-se às autoridades, sabendo que “quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação” (Romanos 13:2).

Devemos ser exemplo perante o mundo; não podemos ser causa de escândalo nem desordem; “sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza” (1 Timóteo 4:12); “Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam e estejam preparados para toda boa obra; que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda mansidão para com todos os homens” (Tito 3:12).

Obedeçamos às autoridades, sejamos o exemplo e não a causa de dano algum, pois dessa forma também obedecemos a Deus, orando e vigiando (Mateus 26:41) — “Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos (1 Coríntios 16:13).

Efésios 6:5-8, 10,11 13-18:
“(…) obedecei a vosso senhor segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo, não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus;
Servindo de boa vontade como ao Senhor e não como aos homens, sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre;
(…) No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; (…)
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.
Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos”.

Joel Pereira
Juiz

Convocação à Igreja para Um Dia de Oração e Jejum Nacional – 22 de Março, Domingo

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“Seja corajoso! Vamos lutar com firmeza pelo nosso povo e pelas cidades do nosso Deus. E que seja feita a vontade de Deus, o SENHOR!” I Crónicas. 19:13

Tempo de tomar uma posição.

Estamos a viver dias difíceis, com o país a sofrer com a pandemia do covid-19. Como Igreja, não o podemos ignorar e somos impelidos a tomar uma atitude e a interceder pela Nação, conforme a Bíblia assim nos indica. Simultaneamente, as igrejas locais devem manter uma postura ativa de apoio solidário para com os mais necessitados. Portanto, Oração e Ação caminham juntas!

Ao constatarmos isso, temos que nos posicionar, sabendo que Deus não abandonou a Sua Igreja, mas requer dela um posicionamento. A Bíblia diz: “Pela bênção dos sinceros se exalta a cidade; mas pela boca dos ímpios é derrubada” (Provérbios. 11:11). Vejamos então alguns desses posicionamentos:

Em primeiro lugar, vamos separar um momento de oração!

Que em cada igreja, em cada casa, seja separado o dia 22 de Março para um tempo de oração em jejum, em favor da nossa Nação, das autoridades, da Igreja, das famílias, dos profissionais de saúde e das pessoas infetadas. Também a favor da nossa economia e, que todos em conjunto, possamos em concordância ao meio-dia clamar a Deus.

Esta é a oração de Davi, pedindo paz para a cidade: “Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios” (Salmos 122:7). Devemos pedir ao Senhor que coloque um muro de proteção em volta desta nação, de cada lar e da Igreja. Por isso, e mais do que nunca, é importante que o povo de Deus da nossa nação se junte em oração, discernindo o tempo em que vivemos. O inimigo de nossa alma tenta intimidar-nos e destruir-nos, por isso é importante que a Igreja se levante como povo de Deus e com autoridade espiritual na cidade e na nação.

Precisamos acordar para este momento que é vital, pois enquanto as autoridades terrenas têm tentado impedir o avanço desta peste, a autoridade instituída por Deus na terra, que é a Igreja do Senhor, tem, por intermédio da oração e também de ações práticas, o poder para impedir que esta destruição continue e aumente, repreendendo e resistindo a esses poderes.

Por isso o nosso clamor: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em Ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades” (Salmos 57:1)

Em segundo lugar, que haja arrependimento!

É importante que haja arrependimento e que a Igreja peça perdão, pelo pecado e pelos atos de injustiça da nação, pois o pecado e a injustiça em qualquer nível leva à violência. Suplicamos a intervenção e a misericórdia de Deus. Clamemos ao Deus de paz, pela nossa casa, pela nossa rua, pelo nosso bairro, pela nossa cidade, pela nossa nação, pelas autoridades do nosso país, para que sobre eles venha sabedoria vinda do Senhor, lembrando que a oração do justo pode muito em seus efeitos. “… orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” Tiago 5.16.

Igreja,

O Senhor convoca-nos para este tempo especial para que, em unidade e intercessão, juntos possamos curvar-nos com o rosto em terra e humilharmo-nos diante do nosso Deus, para que Ele sare a nossa nação. Vamos atender a esta convocação do Senhor. Vamos posicionar-nos numa oração sincera para que nós, e nossa família e país, possamos todos experimentar uma visitação de Deus.

Em Cristo nós somos autoridade. N’Ele somos a diferença. “….e se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a Minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então Eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (2Crónicas 7:14)

Que Deus vos abençoe, no Nome de Jesus.

Por uma nação coberta com oração;

Unir para Agir e Mobilizar para Transformar!

Pr. Samuel Fernandes

Coordenador da assessoria de oração da Aliança Evangélica Portuguesa

Vamos orar!

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Vamos orar!

  1. Pelo fim do avanço do COVID 19;
  2. Pelos profissionais de saúde;
  3. Por todos aqueles que estão doentes;
  4. Pelas nossas autoridades e respetivas decisões;
  5. Pelas famílias enlutadas;
  6. Pela igreja em Portugal e em todo o mundo;
  7. Oportunidade para partilhar as Boas Novas;
  8. Para que não haja uma recessão económica.

2 Crónicas 7:13-15

Oração em tempos de crise do COVID-19

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Em nome da Aliança Evangélica Mundial, o seu Secretário Geral Bispo Efraim Tendero fez a seguinte oração neste tempo de pandemia de Covid-19.

Nosso Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, como Teus filhos que vivem em todos os cantos do mundo, estamos hoje diante de Ti para interceder pelas nossas nações, atualmente quase todas afetadas ou ameaçadas pelo COVID-19. Louvamos-Te porque não dormes nem descansas, e guardas os nossos países e os nossas populações, especialmente em tempos perigosos como estes.

O nosso socorro vem de Ti. Clamamos pela Tua misericórdia e pela Tua proteção contra este vírus. Declaramos que somente Tu és o nosso refúgio – o nosso lugar de segurança. Oramos para que protejas a nossa população desta doença mortal e que salves as nossas terras desta perigosa armadilha.

Concede aos governos e aos vários líderes nacionais e locais a sabedoria e o entendimento ao estabelecerem e implementarem diretrizes, medidas e estratégias no combate ao COVID-19.

Capacita as nossas autoridades de saúde e equipas médicas com a Tua força e poder, enquanto atendem os doentes e os que estão vulneráveis, e faz com que que esta pandemia passe rapidamente. Dirige os médicos cientistas de todo o mundo que trabalham com todo o esforço para encontrar o antídoto para o COVID-19.

Nestes tempos de insegurança, concede-nos a Tua graça e paz para permanecermos calmos e vencermos o medo, porque o espírito de temor não vem de Ti. Em vez disso, Tu nos deste fé, esperança e amor. Tu nos deste poder e uma mente sadia. A Tua palavra diz “Tu guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em Ti confia.”

Ajuda-nos a refletir a imagem de Jesus Cristo ao cuidar dos menos abastados, que já dificilmente podiam comprar as suas necessidades diárias e ficam vulneráveis à medida que pessoas mais ricas colocam as lojas vazias. Move-nos para estender abnegadamente o conforto e ajudar os solitários e isolados, assim como nós recebemos conforto de Ti em momentos de dificuldade.

Por fim, oramos para que, no meio desta pandemia, Tu nos una em amor, juntes as nossas nações em paz e tragas esperança e cura para as nossas terras com a Tua graça e o Teu poder. Em nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, oramos, AMÉM.

Bispo Efraim Tendero

Secretário Geral

Aliança Evangélica Mundial

Os mais de dois bilhões de cristãos atuais no mundo são representados por três órgãos da igreja mundial. A Aliança Evangélica Mundial (WEA em inglês) é uma delas, servindo a mais de 600 milhões de evangélicos. Lançada em 1846 para unir evangélicos de todo o mundo, a WEA continua a ser um movimento dinâmico, com 9 alianças evangélicas regionais e 134 nacionais e mais de 150 organizações membros. A missão da WEA é estabelecer e fortalecer alianças evangélicas regionais e nacionais, que por sua vez capacitam a sua Igreja nacional a promover as Boas Novas de Jesus Cristo e a realizar transformações pessoais e comunitárias para a glória de Deus.

Para mais informações, visite Worldea.org

Coronavírus – Recomendações/Palavras do Presidente da AEP

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A Aliança Evangélica Portuguesa continua a acompanhar a evolução da  COVID-19.  O conhecimento atual acerca do desenvolvimento desta doença é ainda parcial.  A sua transmissão é, porém, muito rápida. Este é um tempo que exige medidas urgentes, tendo em vista o mitigar desta pandemia. Para além de todas as indicações sanitárias da Direção Geral de Saúde e das recomendações enviadas por nós anteriormente, recomendamos ao momento que:

1 – As igrejas e comunidades evangélicas não abram as suas portas para cultos e outras atividades durante, pelo menos, duas semanas. O uso da tecnologia poderá ser uma excelente ferramenta para, por exemplo, transmitir as celebrações, gravar mensagens/pregações e disponibilizar online, partilhar conteúdos devocionais, estudos bíblicos e outros por email, redes sociais e afins.

2 – Em ambiente familiar, levemos a efeito o culto doméstico, procurando ensino na Palavra de Deus. Haverá tempo para orar e testemunhar da Graça de Deus.

3 – Procuremos interagir através do telefone ou das redes sociais, mantendo o contacto com irmãos e amigos. Em especial, com os mais idosos e vulneráveis, dando ânimo uns aos outros e auxiliando em questões práticas, se possível e necessário.

Informamos que, no próximo domingo, dia 15, pelas 17:15, iremos transmitir o programa “Caminhos”, na RTP2 sobre “Coronavírus: Considerações e Desafios”. Este programa conta com a participação do Pr. Jorge Humberto (anterior presidente da Aliança Evangélica e representante da AEP no Grupo de Trabalho Inter-Religioso Religiões e Saúde) e do Dr. Filipe Silva (Médico e Presidente da Associação Cristã Evangélica de Profissionais de Saúde de Portugal).

Sem alarmismo, sejamos prudentes face à situação atual. Que as nossas orações possam chegar até ao nosso Deus, como cheiro suave, lembrando os nossos governantes, os profissionais de saúde, e todos aqueles diretamente afetados por esta doença.

Lembremo-nos que a nossa esperança está em Deus, dando graças pela nova vida que temos em Jesus!

Pela Direção da Aliança Evangélica Portuguesa

António Calaim

Adiado Fórum Evangélico 2020

1080 1351 Aliança Evangélica Portuguesa

O Fórum Evangélico 2020 que inicialmente estava agendado para 17 e 18
abril foi adiado para nova data a indicar brevemente.

Esta alteração deve-se ao facto de estarmos a atravessar um momento
delicado em que, por precaução e recomendação da DGS, devemos adotar
certos cuidados, nomeadamente evitar concentração de muitas pessoas em
espaços fechados. Desejamos e oramos para que esta situação seja
ultrapassada. E, assim que possível, agendaremos nova data para a
realização do Fórum Evangélico 2020, dos respetivos workshops, concertos
e EXPO Evangélica.

Mais informações brevemente.

Coronavírus – Considerações e desafios

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Uma chamada para oração comum, com ação comum

Como Aliança Evangélica, convidamos os cristãos à oração comum e à ação ponderada. A epidemia do coronavírus está a manter o mundo em suspense. Os cristãos podem, e devem trazer esperança através de ajuda ativa e ação cooperativa, especialmente em situações de crise.

Uma situação desafiadora para muitos

Atualmente, o desafio não é apenas para aqueles que sofrem os efeitos desta nova estirpe do coronavírus, mas também para os seus familiares. Os profissionais de saúde lidam com uma pressão adicional enorme, os políticos devem tomar decisões difíceis e aqueles em posições de responsabilidade na economia devem encontrar maneiras de manter as suas empresas a laborar nestas condições difíceis. Nesta crise, somos chamados a orar e até jejuar por todos aqueles que são de alguma forma afetados. Que Deus transforme este tempo de crise num tempo de bênção.

Ao mesmo tempo, precisamos tomar todas as precauções para impedir a propagação do vírus. Isto pode incluir a adaptação da forma de adoração ou da Ceia do Senhor. Tais precauções e responsabilidade no agir não são, de forma alguma, sinais de descrença, mas antes de uma expressão de amor e confiança em Deus. Por um lado, protegemos outras pessoas. Por outro lado, como cristãos, podemos agir com a convicção de que Deus quer fazer a Sua obra salvadora através de nós neste mundo, incluindo a utilização de medidas médicas, tecnológicas ou organizacionais. O desenvolvimento da medicina tem sido decisivamente influenciado pelos cristãos. Estes nunca viram a oração em desacordo ou em contradição com as suas ações.

Deus pode proteger-nos das doenças. Contudo, colocar-se em perigo de maneira negligente é desafiar Deus inadequadamente.

Vivemos num mundo caído e vemos, em primeira mão, que nem tudo ainda está na ordem divina. Ao mesmo tempo, aqui e agora, confiamos na ação restauradora de Deus. Esta tensão não deve ser resolvida como se fosse uma fatalidade (“Nós não podemos fazer nada de qualquer modo” ou “Nada nos pode acontecer se crermos”) ou uma ilusão arrogante (“Resolveremos esta crise nós mesmo”). Vamos fazê-lo como Lutero sugeriu: vamos orar como se todo o nosso trabalho não tivesse utilidade, e trabalhemos como se toda a oração não tivesse utilidade. E não esqueçamos nas nossas orações as muitas pessoas no mundo, os conflitos e tragédias que não são notícias de abertura dos telejornais ou primeiras páginas.

O envenenamento da vida social

Qualquer pessoa que tussa em público é olhada rapidamente com um olhar crítico. Pessoas de origem asiática experimentam rejeição aberta. Tempos de crise despertam simpatia e solidariedade, mas também egoísmo e crueldade. O diretor da Escola Científica Volta em Milão, Domenico Squillace, escreve que o maior perigo não é o vírus, mas o envenenamento da vida social e das relações humanas. Já era assim em épocas de peste, diz Squillace: os estrangeiros são repentinamente perigosos, as medidas das autoridades são duvidosas, os especialistas são desprezados, os portadores de doenças são caçados; os rumores espalharam-se mais rápido que o vírus, os remédios mais loucos são anunciados e os alimentos açambarcados. Quando o medo se torna desenfreado, as pessoas tornam-se animais selvagens.

Nós, cristãos, não nos devemos deixar levar por esse turbilhão. A fé é um recurso fantástico para criar uma coexistência bem-sucedida, mesmo em tempos difíceis. Em Jesus Cristo, encontramos fé, amor e esperança. E, confiando em Deus, temos força e serenidade para nos voltarmos para o próximo de uma maneira especial – sobretudo para as pessoas sozinhas e doentes – e este é o tempo.

Como lidar com os regulamentos governamentais

Não gostamos nada que o Estado/Governo interfira nos assuntos da igreja. Especialmente quando, no passado, o Estado interveio abusivamente na vida de fé. Temos tantas vezes emoções negativas em relação às diretivas das autoridades de saúde pública, o que é bastante compreensível. Não devemos esquecer que Paulo disse à igreja em Roma (Rom13: 1-7) para se submeterem às autoridades, pois elas são agentes de Deus. Paulo ordenou isto, ainda que conhecendo o sistema despótico do imperador Nero. Na nossa nação, país democrático, deve ser mais fácil para nós cumprir o pedido de Paulo. Paulo estava preocupado com a imagem pública do então jovem movimento cristão. Com ponderação, e ação amistosa, também hoje podemos dar o exemplo da credibilidade do evangelho.

Deste modo, podemos ver bênçãos surgirem ao sermos desafiados. “Corona” significa “coroa”. Vivamos na certeza e esperança de que não é a doença que reina sobre nós, mas sim Cristo.

Autor: Andi Bachmann-Roth, Aliança Evangélica Suíça

Leia algumas recomendações, além das que a DGS tem divulgado, aqui:
https://aliancaevangelica.pt/site/2020/03/07/corona-virus-recomendacoes/

Coronavírus – Recomendações

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Durante este período, e até futuros desenvolvimentos da epidemia/pandemia do Coronavírus 19, a Aliança Evangélica propõe, para além das recomendações da Direção Geral de Saúde, que:

1 – À entrada de cada local de culto ou reunião haja dispensadores de solução alcoólica desinfetante para as mãos. Todos os participantes destas reuniões devem lavar/desinfetar as mãos antes de entrar na sala de culto e à saída.

2 – Os cumprimentos entre pessoas não sejam realizados através de beijinhos e apertos de mãos. Lembremos que as nossas mãos são um importante meio de transmissão, pelo que devemos evitar o toque.

3 – As crianças e os adultos sintomáticos (com febre, tosse, congestão nasal) permaneçam no domicílio.

4 – Os maiores de 65 anos e doentes imunodeprimidos (doentes com cancro, VIH/SIDA não controlados, doença reumatoide sob terapêutica imunossupressora, diabetes não controlados, doença cardiovascular) fiquem em casa durante este período e, no caso de ser possível, assistam através de transmissão on-line.

5 – Seja restringido o uso de toalhas e panos nas casas de banho e cozinhas, e se passe a utilizar papel.

6 – Haja um registo interno de participantes em cada culto, tendo em vista a eventual comunicação às autoridades de saúde, face à presença de um eventual portador do Coronavírus 19.

7 – Sejam utilizados cálices individuais e que o pão servido na Comunhão seja dado a cada um através do uso de luvas.

8 – O manuseamento das ofertas seja realizado com as mãos protegidas com luvas. Coloquemos a possibilidade de utilização de MBway e transferência eletrónica.

9 – Antes de uma possível visita, seja feito um telefonema aos irmãos que estão doentes.

Drª Bianca Ascenção, Infeciologista

Dr António Calaim, Médico Clínica Geral e Familiar, Presidente da Aliança Evangélica Portuguesa

Leia também algumas considerações e desafios para nós, enquanto cristãos, no seguinte link:
https://aliancaevangelica.pt/site/2020/03/07/coronavirus-consideracoes-e-desafios/

 

Há pessoas que brilham

947 574 Aliança Evangélica Portuguesa

As vivendas davam um tom colorido ao verde que dominava a paisagem. Após a reforma, tínhamos mudado para ali, no ambiente tranquilo do campo, refrescado pelo rio Cumberland que atravessava a cidade. Era uma zona rural, no Tennessee, Estados Unidos.

Recém-chegados, num domingo entrámos, pela primeira vez, numa igreja Baptista local. Diante do púlpito estava um senhor numa cadeira de rodas que supusemos seria o pastor. Era pastor, sim, mas estava a substituir o pastor local, temporariamente. A mensagem que nos deu foi tocante. Nos anos que se seguiram, ele foi um pai espiritual para mim, uma verdadeira inspiração.

Trazia consigo uma história de vida impressionante. Nascido prematuro, ele nunca andou normalmente. Começou por se deslocar de muletas e mais tarde passou para a cadeira de rodas. A sua visão deficiente nunca lhe permitiu aprender a ler. Contudo, ele decidiu servir a Deus a tempo inteiro, como pastor, o que causou surpresa e mesmo dúvidas em alguns. Uma frase que cruzou o seu caminho, certo dia, foi uma força impulsionadora para si. Ainda jovem, ele estava na igreja e ouviu o pastor dizer: ”O que tens, com Deus, é suficiente.” Ele parecia ter tão pouco mas, com Deus, quem sabe onde chegaria? E ali, como uma pequena vela, aquele brilho veio a exceder todas as expectativas.

Frequentou uma Escola Bíblica. As aulas gravadas em áudio foram usados por ele no estudo da Bíblia e continuaram como recurso nos exames. Completou o curso, graduou e foi consagrado pastor.

Ouvi-o muitas vezes a pregar quando visitava, com frequência, a nossa e sua igreja, entre as suas frequentes viagens. Como as suas palavras inspiravam! Possuidor de uma inteligência invulgar e um grande coração, era convidado para pregar em muitas igrejas e dizia ele: “Só não posso batizar, mas posso pregar, oficiar casamentos. “ Na cidade de Clasksville, Tennessee, onde nasceu, o Pastor Claude foi agraciado pelo seu mérito, pela Municipalidade.

Muitas das pessoas que marcaram e iluminaram a minha vida não foram as mais “brilhantes”no conceito humano, mas como recordo cada uma delas! Claude foi uma delas.

Todos queremos brilhar e essa é a vontade de Deus para nós. Contudo, para Ele a luz define-se não pelo seu tamanho mas pelo seu brilho, pois o valor da luz é o quebrar da escuridão, seja uma vela ou a luz florescente.

Certa vez, ouvi a frase, que guardei comigo: “Não precisamos de apagar a luz dos outros para que a nossa brilhe”. E assim é. Para ser uma luz pura e verdadeira, deve estimular a luz dos outros, sejam quais forem as limitações.

Mesmo que esteja a viver um tempo sombrio, nunca esqueça que Deus designou-nos para brilhar. Vamos deixar que as Suas palavras ecoem, uma vez mais, nos nossos ouvidos: “Levanta-te e resplandece, porque a tua luz chegou e a glória do Senhor é sobre ti.” Isaías 60:1

Que a Sua luz, brilhando sobre nós, confirme o valor dos nossos dias e nos leve adiante! Porque, afinal, “com Deus o que temos é suficiente”.

 

Carmina Coias

Missionária

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