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Geral

Assembleia Geral da Aliança Evangélica Mundial 2019

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

Está a decorrer entre 7 e 13 de Novembro a Assembleia Geral da Aliança Evangélica Mundial, em Jacarta, com o tema “Venha o Teu Reino”. A AEP está presente, através do respetivo presidente, António Calaim.

Com o secretário geral da Aliança Evangelica Mundial, Efraim Tendero.

 

Onze anos após a Assembleia Geral da Aliança Evangélica Mundial realizada em 2008, sentimos o poderoso movimento do Espírito Santo, convidando e inspirando a iniciar um novo tempo de trabalho para o Reino de Deus, que unirá líderes de igrejas de todas as regiões geográficas, gerações e causas mundiais/globais.Servir neste novo tempo exigirá um processo cuidadoso, guiado pelo Espírito Santo, para nos esclarecer, lançar a visão e mudar para uma nova mentalidade. Como será evangelizar e fazer discípulos na próxima década?

A Assembleia Geral de 2019, a decorrer neste momento em Jacarta, Indonésia, é um convite para que nós, líderes de nossas igrejas, nações, regiões, redes e comissões, retornemos ao mandamento de Jesus em Mateus 28: 18-20: Jesus então se aproximou deles e disse: Recebi toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que vos ordenei. E garanto-vos que sempre estarei convosco até o fim do mundo. (NIV)

Com líderes da Ferede (Federação de Igrejas Evangélicas de Espanha) Daniel e Mariano, e ainda com o casal Bertil Ekstrom (Diretor Executivo da Comissão de Missões da AEM) a continuar preparativos para Congresso Missionário Ibérico

 

Como os 200 líderes da tribo de Issacar, que eram “especialistas no conhecimento dos tempos, que sabiam o que Israel tinha que fazer” em 1 Crónicas 12:32, a Assembleia Geral será um ponto de viragem para a Aliança Evangélica Mundial. Será um momento para os líderes discernirem, não apenas como será fazer discípulos na próxima década (2020-2030), mas também a qualidade dos líderes necessários para fazê-lo. Será um tempo para cada um se examinar, alinhar-se e comprometer-se com a mentalidade, processos e estruturas necessárias para cumprir a Grande Comissão na nossa geração e na próxima, ou seja, até que Ele venha.

 

Viver a viuvez – Dois testemunhos

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Cada dia é vivido com o Seu amparo

Olho pelo retrovisor e vejo o carro da polícia com as luzes acesas. Estaciono e, com surpresa, ouço que ia a conduzir acima do limite de velocidade.  Respondo que tenho em casa o marido doente e nunca sei como o irei encontrar. Quase como quem pede desculpa, com sensibilidade o polícia deseja as melhoras do meu marido e vai-se embora.

Este momento retrata um pouco do meu percurso diário de ansiedade com hospitalizações onde passei muitas 24 horas ao lado do meu marido, durante os 5 anos que Deus nos ajudou a atravessar.

 “Missão cumprida” foi o que senti quando, aceitando a oferta do meu filho para ir viver com ele e a sua família, fechei a porta daquele apartamento definitivamente.  Sozinha no caminho da viuvez, começava a nova lição de vida, que só se inicia e aprende quando chega o dia da separação e, para sempre, a “minha casa” deixou de existir.

“Em tudo dai graças.” (I Tessalonicenses 5:16) Este fora, até ali, um versículo difícil de entender. Contudo, sentada ao lado do meu filho naquelas 5 horas de viagem, dei graças a Deus pela presença do meu David, tão necessária naquele tempo de solidão.

A disciplina desta última classe da vida tem sido vencida com a ajuda do Supremo Professor. Cada dia é vivido com o Seu amparo, que Ele vai preenchendo com novas oportunidades e inundando o meu coração com motivos para agradecer. 

Neste percurso de mudanças de cidade, tenho encontrado igrejas onde me tem sido dada oportunidade de participação em actividades, onde ganhei muitos amigos. A minha máquina de costura está a ser útil no departamento de missão da igreja onde senhoras se reúnem para costurar para a missão em África. 

Deus devolveu-me o sabor da “minha casa”, neste quarto onde um novo mundo vem ter comigo. Pelo telefone e pelo computador “visito” amigos em necessidade, dando e recebendo conforto. 

Guardo comigo uma caixa cheia de bilhetinhos de amor, oferecidos pelo meu marido ao longo dos 55 anos do nosso casamento, com gratidão pelo grande homem que Deus pôs na minha vida.

Carmina Coias
Missionária Aposentada

 

Deus convida-nos a dar um passo mais

Foi em Agosto de 1996, que tudo aconteceu. Um acidente vascular cerebral veio pôr fim a um casamento de vinte e quatro anos, interrompendo bruscamente o nosso projecto de vida pessoal e familiar. A tristeza, a saudade, a insegurança e os medos, minaram os meus dias e senti o meu mundo a desabar… 

Dois filhos com a vida em construção, uma empresa em fase de grandes dificuldades e uma carreira profissional a manter, eram então as minhas grandes frentes de luta a par de um objectivo que o meu coração impunha e me fazia mover: conseguir honrar os meus compromissos por forma a dignificar o nome do homem, que tanto amávamos, tanto lutou por nós, tantos sucessos alcançou e que agora, havia partido de forma tão súbita.  Injustiça? Não sei, muitas vezes invejei a sua sorte, pois acredito que desfruta da vida numa dimensão grandiosa e feliz! 

Se todas estas responsabilidades me pressionavam e oprimiam, também me impediam a entrega a um luto desmedido. Era preciso arregaçar as mangas, tomar decisões, procurar soluções e estratégias, bem como reunir os recursos ainda existentes, sem margem para  desistências ou desnorteios. 

Foi então que constatei que era tanto, mas tanto, o que ainda me restava. O meu coração encheu-se de gratidão e a alegria de viver renascia em cada dia:  pela provisão de Deus à minha vida, pelos familiares e amigos que Deus usou como anjos acampados ao meu redor, pelas promessas de Deus, pelo alento e orientação que, em cada dia, emanavam da Sua Palavra e que, até hoje, têm sustentado e norteado a minha vida. 

Decorrido este tempo aprendi o valor de uma fé experimentada, aprendi como Deus nos convida sempre a dar um passo mais, a olhar com verdade a nossa vida e a apresentá-la, genuinamente, diante dos Seus olhos. Constatei que a Sua presença é real e permanente e que nada conseguimos apenas pela força do nosso braço, mas pela sua graça em nós – A caminhada é possível, a Deus toda a glória! 

“Nós pomos a esperança no Senhor; é Ele quem nos ajuda e protege!” (Salmos 33:20)

Ana Maria Machado Inácio

Prendas Reveladas – Bertina Coias Tomé

960 637 Aliança Evangélica Portuguesa

“Então, não desembrulhas?”

“Ah, pois, está bem. Querem que desembrulhe agora?”

“Sim, é para vermos!”

Retiro cuidadosamente a fita e o papel colorido, perante os seus olhares curiosos. E aí está a prenda que me foi amavelmente oferecida por alguém e que desperta sorrisos e comentários prazenteiros.

Esta situação tem acontecido diversas vezes. Porque não me desembaraço do papel de imediato, e revelo o que ganhei? Habitualmente não chego a explicar o motivo mas é ainda evidência de um hábito que trago comigo dos tempos de Macau. Lá, entre a população chinesa e macaense, não se abre um presente logo após ter sido recebido. Fazê-lo é sinal de grande indelicadeza. Agradece-se e coloca-se o embrulho colorido junto dos outros, num local definido para tal. Só depois de os convidados se terem retirado, concluída a festa, se procede à abertura das prendas, apenas no seio da família chegada. Subjaz a esta prática um importante sentido de respeito: evitar circunstâncias de algum embaraço para aquelas pessoas que, por limitações económicas, tenham oferecido algo mais modesto que, de outro modo, se veriam expostas perante os demais convidados.

Aquilo que oferecemos a Deus é, frequente e inevitavelmente, desembrulhado diante dos homens. Temos o exemplo da mulher que derramou sobre Jesus um unguento de nardo puro. Como uma oferta que era, ela não falou em preço. Contudo, houve logo quem fizesse as contas: valeria uns 300 dinheiros, por certo. Uma prenda cara demais, comentou alguém (João 12:4,5).  E Jesus interveio de imediato: “Deixa-a; para o dia da minha preparação para a sepultura o guardou (João 12:7).

Noutra ocasião, junto à arca do tesouro, era possível observar aquilo que cada um ia lançando como oferta a Deus. Havia pessoas de condição abastada que ofertavam grandes quantias. A meio daquele fluxo de gente vem uma viúva de condição muito modesta que deita duas moedas que valiam cinco réis. Tão pouco, diria alguém. Prenda desembrulhada.

Jesus assegurou aos seus discípulos que aquela mulher dera mais que todos. Ficou logo claro que o critério de avaliação de Jesus era outro. E explicou: “… da sua pobreza deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.” (Marcos 12:44). Daí o valor.

Muito do que oferecemos a Deus poderá ser “à moda chinesa”, isto é, discretamente, sendo só Ele a conhecer o conteúdo. A mão esquerda não saberá o que ofereceu a mão direita.

Outras vezes, contudo, não há como evitar que se torne conhecido aquilo que fazemos para Deus, que lhe oferecemos em louvor e em adoração, em serviço para Ele e em favor de outros. São os nossos vasos de alabastro e as nossas moedas de cobre.

Qual será a atitude de outros quando observam a prenda desembrulhada?

Ao longo da sua vida, Moody ofereceu ao Senhor um intenso trabalho de evangelismo. Certa vez, ao observá-lo, uma senhora acabou por criticar: “Sr. Moody, não gosto da maneira como faz o evangelismo.” Em resposta, Moody disse-lhe: “Eu também nem sempre o aprecio necessariamente. Diga-me, como é que a senhora faz?” “Oh, eu não faço evangelismo.”, foi a resposta. “Bem,” disse Moody, “eu gosto mais da maneira como eu o faço do que da maneira que a senhora não o faz.”

O olhar de Deus sobre a nossa vida é o mais importante de tudo. Ele observa as nossas dádivas como mais ninguém saberia fazer. Atribui-lhes o real valor, por vezes tão distante daquele que os homens lhe reconhecem. Talvez muito maior. Por vezes, muito menor.

Algumas ofertas chegar-lhe-ão em segredo. Serão a Suas Mãos, apenas elas, a revelar. Exemplo disso temos na oração, no jejum ou na dádiva referidas por Jesus em S. Mateus 6:1-6.

Outras serão, inevitavelmente, desembrulhadas diante dos homens. Contudo, não deixemos de oferecer por esse motivo. Não percamos de vista que o destinatário é, igualmente, Ele. Maior que qualquer crítica, incompreensão ou o silêncio enigmático de outros, contará a graça de podermos ofertar-lhe alguma coisa, de saber que O servimos e de aí depositarmos todas as nossas expectativas.

Ofereçamos-Lhe o melhor que tivermos, que soubermos, que formos. Coloquemos o nosso presente, humildemente, nas Suas mãos, feridas por amor a nós. E saibamos deleitar-nos no Seu sorriso.

“De todos os vossos dons oferecereis toda a oferta alçada do Senhor: do melhor deles, a sua santa parte. (…) como a novidade da eira e como novidade do lagar.” Números 18:29,30

 

 

Bertina Coias Tomé
Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Psicologia Comunitária

“E viveram felizes para sempre…” – Alina Carvalho Carreiro

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Esta frase, tão comum no final dos contos de fadas, traz em si a expectativa de coisas boas e perfeitas para a vida de casados: harmonia constante, nada de lutas financeiras ou emocionais, muita saúde e alguns filhos para alegrar a casa!

Ao casar-me, era isso o que eu desejava… Mas tenho que reconhecer que, actualmente, essa frase tem para mim um significado bem diferente…

De todas aquelas condições por mim sonhadas, a única que vejo preenchida, após tantos anos de casamento, é a que se refere ao meu marido, Vanderli, companheiro sempre presente em todas as situações.

Quanto à vida tranquila, sem lutas ou pressões, a saúde perfeita, os recursos materiais sempre disponíveis… Ora, isso não faz parte do mundo real, em que cada desafio deve se constituir nas oportunidades necessárias ao nosso crescimento e consequente fortalecimento. E se já seguimos o exemplo do salmista, que disse ao Senhor Deus: “Nas Tuas mãos estão os meus dias…” (Salmo 31:15), então não há que temer, pois a cada luta vêm-nos as forças que nos permitem sair vitoriosas.

Mas, e quanto aos filhos? Não é isso o que se espera, que um casal complete a sua felicidade gerando e criando filhos, por meio dos quais venha a perpetuar a sua família?

Para nós, esta foi uma decisão natural. Habituados a viver em famílias numerosas (Vanderli tem dez irmãos, e eu tenho cinco), não nos poderíamos imaginar sem crianças à volta.

Por isso, à medida que o tempo passava, saímos em busca das soluções para o aparente problema da infertilidade. Foram muitos exames, tratamentos diversos, consultas com especialistas, na expectativa de um bom resultado. Em todo o tempo, o Vanderli esteve comigo, apoiando-me e também submetendo-se ao processo, quando necessário. Mas nada acontecia que indicasse a solução do problema.

Para mim, o mais difícil nesse período foi entender o que Deus realmente queria. Embora uma criança fosse muito desejada, custava-me pensar que eu poderia estar a insistir em algo que não fizesse parte dos propósitos de Deus para a minha vida. Às vezes retraía-me diante de uma nova tarefa, porque considerava: “E se eu engravidar? Como vou dar conta deste novo trabalho?”

Por outro lado, deparávamo-nos com as cobranças contínuas: “E então, quando chega essa criança?” Algumas vezes a intenção era boa, de pessoas preocupadas em que estivéssemos a deixar passar o momento ideal para criar os filhos. Outras vezes, éramos feridos por comentários menos bondosos. E o tempo passava… e nada acontecia…

Após uns quinze anos de casados, fui a uma consulta ginecológica de rotina, num hospital muito conceituado. O médico que me atendeu, então, insistiu em que eu marcasse uma consulta na nova Unidade de Esterilidade, para uma avaliação.

Concordei, e compareci àquela consulta, munida de todos os exames e laudos recebidos, ao longo de todo o tempo em que tentara engravidar. A médica, muito atenciosa, conferiu as informações e explicou: “Realmente, você tem seguido o caminho certo, para engravidar. Porém, se vier tratar-se connosco, deverá voltar a fazer estes exames, através do nosso Centro Médico, para conferirmos se há alguma alteração”.

Pedi-lhe um tempo para pensar e fui para casa. Passei uma semana orando e conversando com o Vanderli sobre o assunto. Sobretudo, desejávamos que a paz do Senhor acalmasse os nossos corações, com a decisão que viéssemos a tomar. E foi assim que retornei à médica resolvida a não seguir adiante com o novo tratamento.

Contudo, houve uma condição que coloquei perante o Senhor, caso Ele me mostrasse que não deveria continuar a tentar engravidar: eu desejava sentir-me realizada, completa, independentemente dessa privação dos filhos. Que eu nunca me entristecesse com a alegria daquelas que geram e criam seus filhos, que eu não me considerasse diminuída por não ser mãe, que eu não limitasse o meu afeto pelas crianças, pelo facto de não ter um filho meu… E que soubesse aproveitar todas as oportunidades decorrentes dessa condição, tanto para testemunhar como para empregar o meu esforço e energia no Seu serviço.

E como no plano de Deus não há falhas, e a Sua vontade é boa, agradável e perfeita (Romanos 12.2), eu tenho experimentado alegrias a cada dia, ao depositar diante do Senhor os meus sonhos, expectativas e realizações. O ministério que Ele me tem permitido desenvolver, ao lado do Vanderli, trouxe-nos tantos “filhos e netos”, que de maneira alguma nos sentimos sós!

Portanto, deixo-lhe um desafio. Aprenda a orar como Davi: “Tu és o meu Deus, outro bem não possuo senão a Ti somente” (Salmo 16:2). Deus é o Bem maior. Esta convicção a ajudará a superar as eventuais perdas da vida – a doença inesperada, o marido que se vai, o dinheiro que é pouco, os filhos que não apoiam, o emprego que falhou e o mais que possa pensar. Quando o maior afeto do seu coração for o Senhor, ainda que tudo se venha a perder, o Senhor nunca lhe será tirado. Dele você receberá a vida abundante, que fará com que os seus dias sejam plenos de significado (João 10.10).

O apóstolo Paulo enumerou uma série de situações que, embora graves e desgastantes, são incapazes de nos afastar do amor de Deus, revelado em Cristo Jesus, o nosso amado Salvador: “Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8.38,39).

E nessa confiança, envolvidos pelo imenso amor de Deus, o Vanderli e eu temos vivido “felizes para sempre…”

 

 

Alina Carvalho Carreiro
Professora de Educação Cristã e de Música

O poder de Deus aperfeiçoa-se na tua fraqueza – Celeste Farinha

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Quando fui convidada a escrever este artigo, a minha resposta imediata, mas graças a Deus silenciosa, foi: não. Poucos minutos depois, recebi uma mensagem do meu local de trabalho a informar-me que daí a cinco dias eu teria uma formação para dar nos escritórios centrais a um grupo de colegas, na sua maioria desconhecidos. O foco das palestras fora construído a pensar na função e nos desafios com que nos deparamos no dia-a-dia, no nosso local de trabalho. Reclamei: “Pensam que eu não tenho problemas suficientes”? Orei: “Senhor, sou tua filha, sirvo-te fielmente e estou com tantas situações a atribular-me e agora ainda tenho que ir falar de coisas das quais me sinto vazia.” Senti-me subcarregada, frágil e cansada tinha até vontade de chorar, e foi aqui que o Senhor me deu o tema para este artigo e eu nem tinha como dizer não.

Eu senti que estava a ser o terreno fértil para o Senhor fazer algumas mudanças em mim antes que eu fosse tentar ajudar alguém. Provérbios 24:10 diz que se eu me mostrar frouxa no dia da angústia, a minha força será pequena.

Às vezes, como cristãos, achamos que não temos que passar por problemas e reclamamos contra Deus, e ainda somos ousados ao ponto de, quando um irmão nosso está a passar dificuldade, pensar que provavelmente ele não estará a ser fiel a Deus. Quando a nossa primeira filha faleceu, uma senhora crente veio visitar-me e a determinada altura perguntou-me se eu podia confidenciar-lhe aonde foi que eu pequei para que Deus me fizesse aquilo.

Os cristãos devem sofrer ou estar isentos de problemas? Se eu tivesse todo o dinheiro do mundo, será que eu poderia fazer os problemas desaparecer? A verdade é que vivemos num mundo caído e sempre teremos problemas. Todos enfrentamos problemas. A boa notícia é que o nosso Deus é maior que os nossos problemas. Uma coisa que descobri é que quando eu não estou a tratar de problemas meus, eu estou a tentar resolver os de outra pessoa.

Jesus foi perfeito e sem pecado mas, pelo facto de ter vindo viver num mundo caído, Ele enfrentou uma série de desafios com os quais teve que lidar. A notícia fantástica é que Jesus conquistou e superou todos os problemas que podemos imaginar (João 16:33). Gosto de chamar desafios aos problemas, sinto-me mais corajosa para os enfrentar, e são realmente desafios. Jesus não estava imune aos problemas e desafios da vida. Ele foi tentado, testado, acusado, traído.

Há um provérbio Indiano que diz que águas calmas não produzem bons marinheiros. Aceitar os desafios, sabendo que maior é o que está em nós do que aquele que está no mundo, fortalece-nos. Quando eu olho para trás e vejo como o Senhor, ao longo destes anos, agiu e tem agido na minha vida em situações tão difíceis, eu sinto-me privilegiada e mais forte. Sinto-me importante, uma personagem principal no filme real desta vida, e sei que a história sempre acaba bem.

Existem crentes modernos que procuram uma vida cristã livre de problemas. Jesus, os apóstolos e, mais tarde, os discípulos ensinaram que a enfase é aceitar as tribulações em harmonia e confiança com o Nosso Senhor.

Sempre que somos capazes de colocar o Senhor como o nosso companheiro número um nos grandes desafios, eles vão produzir crescimento e fortalecimento espiritual.
Hoje, nas mensagens que recebo diariamente no WhatsApp, estava uma que dizia: “Nunca deixes de acreditar em dias melhores, porque milagres acontecem todos os dias.” É claro que isto é bonito de ler e não tenho qualquer dúvida que me foi enviada cheia de amor, mas olhemos só o que diz a palavra de Deus: “Meus irmãos, tende por motivo de toda a alegria o passardes por várias provações.” (Tiago 1:2) É verdade, mesmo. o Senhor dá-nos paz, dá-nos crescimento e deixa-nos ver o Seu poder a agir em nós. Neste momento, um sem-número de situações veio à minha mente em que o Senhor me deixou passar por situações muito complicadas e me mostrou resultados tão lindos e edificantes.

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz paciência e a paciência a experiência; e a experiência a esperança e a esperança não traz confusão, porque o amor de Deus está derramado no nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Romanos 5:3-5) Algumas versões dizem que as tribulações produzem perseverança e a perseverança produz carácter. Deus quer moldar o nosso carácter para sermos mais como o Seu Filho.

Há uns anos atrás, quando o meu marido e eu preparávamos as coisas para irmos para o campo missionário na Namíbia, eu comecei a ler algumas coisas sobre o país e li acerca das “Black Mamba” que proliferavam no Norte. Senti calafrios, porque íamos exatamente para o Norte e levávamos as nossas filhas ainda tão pequeninas e iríamos viver numa caravana. Orei, manifestando os meus medos ao Senhor. Naquela altura usávamos uma ajuda para o nosso devocional “O nosso Pão Diário”. O assunto naquele dia tinha a ver com segurança em Jesus. No rodapé do devocional estava escrito o seguinte pensamento: “Segurança não é viver na ausência do perigo, mas no meio do perigo com a presença de Deus.” Imediatamente, eu traduzi para mim: segurança não é viver onde não há cobras, mas no meio das cobras com a presença de Deus. Isto foi tão real. Cheguei a ver algumas no nosso quintal, mas nunca fomos atingidos.

Problemas sempre os teremos mas precisamos de aprender a viver os problemas com a presença de Deus. Será bastante proveitoso também aprendermos com os que enfrentaram a vida com coragem e saíram vitoriosos.

David suportou a fúria de um rei, ataques dos inimigos, o roubo da família. É visível a angústia emocional em alguns Salmos que escreveu. Contudo, nada disso destruiu a seu relacionamento com Deus. No Salmo 27:1 ele revela que a sua força vem de Deus e por isso ele não tem medo de nada.

Job sofreu tanto, e não sabia porque é que aquilo lhe estava a acontecer. (Job 3:3, 11). Mesmo assim, ele manteve-se íntegro e fiel ao Senhor. Augusto Cury, no seu livro “Treinando a emoção para ser feliz” escreveu algo espetacular: “Ser feliz não é ter uma vida perfeita; ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de tantos desafios, perdas e frustrações; ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se o autor da própria história.”

Estamos cá para um propósito que vale a pena. Ninguém chegou a este mundo por engano. Podemos não ter chegado da forma que Deus queria mas a Palavra de Deus diz-nos que antes de sermos formados Ele já nos amava. (Salmo 139).

O nosso Senhor providenciou muitas ajudas para enfrentarmos com coragem os desafios atuais. Precisamos de estar alerta, olhar como foi que outros corajosos servos de Deus antes de nós já venceram e fizeram impacto no nosso mundo. Podemos imitá-los e podemos depois dizer como o apóstolo Paulo: Somos derrubados mas não destruídos. Não desistimos e seremos renovados. (2 Coríntios 4:9,16)

 

Celeste Farinha
Auxiliar de Acção Médica

Aprender? Sempre – Elsa Correia Pereira | Global Leadership Summit

985 554 Aliança Evangélica Portuguesa

Gosto muito do versículo da Bíblia que descreve a capacidade dos elementos da tribo de Issacar, ao serviço de David, de discernir o melhor caminho a tomar perante a incerteza dos tempos: “Da tribo de Issacar, 200 chefes com seus parentes. Todos eles entendiam bem os acontecimentos daquele tempo e sabiam qual era o melhor caminho para Israel seguir.” (I Crónicas 12:32).

Tenho a certeza que precisamos hoje ser como estes homens da Tribo de Issacar. Precisamos de aprender as características dos tempos, e, com a ajuda de Deus, tomar as melhores decisões para orientar a nossa família, a nossa empresa, os nossos alunos, a nossa igreja – e a nós próprias!

Creio firmemente na orientação e inspiração do Espírito Santo para os nossos dias. Creio também que a Igreja, orientada pelo mesmo Espírito de Cristo, pode ser luz para o mundo trazendo à consciência de muitos, temas atuais, incontornáveis e importantes, e preparando-nos para encará-los com frontalidade, e sermos luz e sal em meio a problemas tão difíceis de resolver.

Assisto a uma formação de qualidade de topo e com oradores de nível mundial, o Global Leadership Summit (GLS), desde 2008, em Portugal. Este ano, tive o privilégio de assistir ao vivo, nos Estados Unidos, onde tudo começou, há 25 anos. A visão é mostrar que a Igreja e os cristãos têm capacidade e ferramentas que podem iluminar outros, orientar, ajudar a gerir equipas, a comunicar melhor, a sermos mais eficientes e eficazes na gestão de recursos.

Impressionaram-me os testemunhos de alguns países que souberam muito bem utilizar estes recursos de qualidade para aproximar a comunidade da Igreja, e mostrar que esta última não está só interessada em angariar fiéis para dentro de portas (sim, infelizmente acho que é assim que muitas pessoas olham para a Igreja). A Igreja pode e deve interessar-se pela comunidade, perceber junto das autoridades “O que podemos fazer juntos?” “Quais as áreas em que a comunidade precisa de aprender?” “Quais as áreas em que podemos ensinar?” “Quais as lacunas?”. Alguns países utilizam as palestras do GLSummit para falar de valores de honestidade e integridade, quando é comum haver corrupção. Outros países, passam algumas palestras do Summit em meio prisional tendo resultados positivos na redução de conflitos internos, por exemplo. Outros países ainda, descobriram áreas em que o Summit poderia acrescentar valor na sociedade (estou a lembrar-me de um país que utilizou uma palestra do Summit para ensinar valores de hospitalidade e amabilidade no Setor do Turismo, tendo obtido com isto um reconhecimento governamental pela qualidade do ensino prestado). Enfim, creio existir um cem número de possibilidades, que com a ajuda do Espírito Santo poderão significar aprendizagem e desenvolvimento pessoal para nós e para aqueles que estão à nossa volta. E existem tantos recursos que podemos utilizar atualmente para envolver outros, o GLS é um deles, mas há muito mais, pela graça de Deus.

Apesar desta formação ter no título “liderança”, o mote é que “Todos temos influência” – todos podemos desenvolver melhor as nossas competências pessoais, sociais e profissionais e ajudar os que estão ao nosso redor. Craig Groeschel (pastor), Bear Grylls (Apresentador de TV), DeVonFranklin (autor e produtor), Danielle Strickland (Ativista social), Patrick Lencioni (Consultor), Liz Bohannon (empreendedora social e empresária), Dr. Krish Kandiah (Home for Good), Todd Henry (Consultor de Liderança), Jia Jiang (Blogger) e Jason Dorsey (Millennial Speaker) foram alguns dos oradores que ouvimos e que poderá ouvir no Summit em Portugal nos dias 25 e 26 de Outubro (Lisboa) e 1 e 2 de Novembro (Porto).

Aprender é um ato de humildade. Mas é também a revelação de um desejo de crescer inerente à condição humana saudável. Conforme diz a Bíblia: “O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria “ Provérbios 18:15.

Não deixe passar esta oportunidade (ou outras!) de aprender mais. Se quiser conhecer mais sobre o Global Leadership Summit, poderá assistir gratuitamente ao Taste of Summit no Espaço CriArte, em Carcavelos, no próximo sábado 7 de Setembro, pelas 15h. Bem vinda à aprendizagem!

 

Elsa Correia Pereira
Socióloga
Membro da EFN

Perda, Perdão e Liberdade – Lídia Pereira

960 720 Aliança Evangélica Portuguesa

Na caixa do correio, uma notificação do Tribunal da cidade. Sem perceber o porquê e, muito menos, o para quê do meu nome como destinatária, foi com surpresa que verifiquei tratar-se do assunto que transformara, havia bastante tempo, um prometedor fim de tarde de verão em grande tristeza.

Estacionara o automóvel, por poucos minutos. Terminara a minha missão de apoio aos netos deixando-os em casa dos pais e voltara, feliz, depois das despedidas feitas de sorrisos e beijos. Assim acontecia, em cada tarde com as novidades que me contavam e a alegria, sempre renovada, pelo encontro com a mãe que esperava os seus meninos com um abraço sem fim.

Ao regressar ao carro uma surpresa me aguardava: o vidro duma janela estilhaçado na rua e o desaparecimento da minha bolsa, a habitual mala das senhoras que tudo tem dentro.

“Não posso acreditar!” foram as minhas palavras, numa sensação mista de pesadelo ou sonho, de aflição e incredulidade pelo que acontecera em tão pouco tempo, proporcionado pela  minha lamentável  imprevidência de a ter deixado à vista.

… E veio a Polícia e alguns vizinhos, e o desapontamento dentro de mim era enorme, como se me sobrassem mãos para segurar o vazio das chaves de casa, do telemóvel, da carteira com os documentos bancários e de identificação e algum (bastante) dinheiro.

Caiu a noite. O automóvel foi deixado num local resguardado para poder ser objecto de perícia que pudesse detectar a presença de impressões digitais.

Como foi possível isto acontecer? Tantas vezes sabemos de acontecimentos destes  e de outros, incomparáveis na sua gravidade e consequências.  Tentando relativizar o meu desgosto, não podia deixar de me sentir invadida por alguém que, sem escrúpulos, se apoderou do que não lhe pertencia, causando-me tanto prejuízo.

Quem seria o ladrão? Fora hábil, rápido e astuto para conseguir os seus intentos numa rua com tanto trânsito! “Estas coisas são muito frequentes”, “não são apanhados”, “é melhor cancelar os cartões bancários” “não merecem perdão” – eram vozes desconhecidas que, ao invés de me confortarem, só aumentavam a minha sensação de perda.

Nas mãos que ficaram vazias naquele fim de tarde tinha, agora, a informação de que fora identificado e preso o autor do roubo que sofri e estava a ser convocada para me apresentar no seu julgamento. Finalmente a justiça puniria o causador dos prejuízos materiais elevados, já que os morais e emocionais não o poderiam ser.

No dia e hora marcados, ali estava perto da Sala de Audiência, observando, com muito respeito e maior curiosidade, todos os movimentos de funcionários que passavam, em passo rápido, carregando as suas pastas.

À minha chamada, dirigi-me à porta que se abrira: à sua direita, três vultos que vi sem olhar e, nos respectivos lugares, as restantes entidades que compõem um julgamento. Era uma sala pequena de que gostei, por não me sentir intimidada, muito diferente do que imaginara pelas imagens vistas em filmes.

Num pequeno púlpito fiquei em pé. Várias e insistentes perguntas me foram feitas para que descrevesse o que se passara mas uma, a que recordo com nitidez, foi a que, pedindo que me virasse para trás, dissesse se alguma vez vira aquele homem, ladeado por dois agentes da autoridade.

Senti um choque muito grande: um jovem magro, de olhos claros e vazios, rosto envelhecido, olhava-me com curiosidade, frágil e indefeso, num olhar que nunca  esquecerei!  Um misto de solidão e hábito, pobre e desvalido, tentando encontrar na memória desgastada alguma imagem de mim.

Deixara registadas impressões digitais no roubo que cometera. Com esse facto foi confrontado pela Juíza que presidia ao julgamento. Respondeu que não se lembrava desse acontecimento: voltara ao vício da droga depois de um tratamento e, quando isso acontecia, sempre se afundava mais.

À pergunta que me foi feita, se queria ser ressarcida do prejuízo que sofrera, fui invadida por um sentimento de grande compaixão por aquele pobre homem e pelas suas circunstâncias. Veio à minha mente o perdão que Jesus nos oferece quando falhamos e a certeza de uma nova vida quando, arrependidos, O recebemos como Senhor e Deus.

“Nada quero receber” – respondi. “Apenas, e se me for permitido, dizer a este jovem umas palavras: que fale com Deus na sua solidão, procure ajuda de alguém que o encaminhe nessa busca, e experimente ser uma nova criatura com a Sua ajuda, ciente do Seu Amor para com ele, pronto para o ajudar num novo recomeço.” O que lhe estava dizendo já vira acontecer noutras pessoas prisioneiras do mesmo drama. Estava a falar-lhe duma realidade e não duma utopia.

Pediu-me perdão, assim como ao tribunal, e agradeceu.

Pela Dra. Juíza foi aconselhado a lembrar-se, em algum momento da sua vida, das palavras sábias que ouvira. E acrescentou:

– “Está livre! Pode ir buscar as suas coisas (à prisão de onde fora trazido para o julgamento), porque está livre”.

Respirou-se um ar de alívio em toda a sala. A defensora oficiosa enxugou as lágrimas. Os polícias que o ladeavam afastaram-se e tive oportunidade de o cumprimentar.

“… não têm perdão…” ecoava na minha mente uma das frases ouvidas naquele anoitecer tão triste para mim…

No regresso à vida em liberdade, era imensa a minha gratidão pela oportunidade de  poder ter  reflectido  o  AMOR de DEUS na  minha vida e compreender, duma forma tão real,  o valor do perdão que  liberta da mágoa quem o oferece e, neste caso, deu liberdade à vida que o recebeu.

No meu coração e na minha mente, o eco das palavras do meu Salvador e amado Jesus quando ensinava como orar: “… e perdoa as nossas ofensas assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido!”

O sol brilhava, os meus passos tornaram-se mais leves, o amor tornou-se a nota dominante da música que tocava na minha alma e fiz uma das mais sinceras orações da minha vida: “Obrigada, Senhor”.

 

 

Lídia Pereira

Gestora de Recursos Humanos e Administrativos
Aposentada

A Minha Casa – Catarina Borrego

960 626 Aliança Evangélica Portuguesa

Organização. Uma palavra tão amada por uns e tão odiada por outros. Ela define a forma como se dispõe um sistema para atingir os resultados pretendidos. Eu sou uma pessoa organizada – ou gosto de pensar que sim. Desde as finanças, às férias, às refeições de cada dia, não há nada que escape às minhas intermináveis listas. Organizar a minha vida permite-me viver sem stress, sem grandes correrias por falta de tempo… Talvez se identifique comigo: a sua agenda é a sua melhor amiga; ou talvez ache que organização retira a espontaneidade do dia-a-dia e não é algo que faz parte da sua maneira de ser. Contudo, só por hoje, ouça o que tenho para lhe falar acerca de organização.

De todos os tipos de organização, sem dúvida que a da casa é a minha preferida. A nossa casa é o nosso refúgio, ao fim de um dia difícil no trabalho, é lugar de celebrações da família, é abrigo em dia de temporal… Mais do que quatro paredes – é um lar. As nossas casas muitas vezes refletem a nossa vida, sabia? Casas desorganizadas, vidas desorganizadas… Como é que está a sua “casa”?

Hoje não lavo a louça. Fica para amanhã. Amanhã também é dia! Ninguém morre por eu não lavar a louça hoje. Conhece esta lenga-lenga? Vá lá, confesse – também já disse isto. Foi só uma vez. Ou duas. Todas nós já dissemos (e fizemos) isto – até aquelas que são donas de casa perfeitas: aquelas! Têm o chão tão bem lavado que parece um espelho. Sim. Todas.

Sinceramente, todos nós somos seres um pouco desorganizados, andamos muitas vezes no ritmo “deixa para amanhã, para quê fazer hoje?!”.

Eu não sou excepção, um dia não são dias. Porém, se a excepção é a regra na sua casa… Bem, então aí, alguma coisa não pode estar bem. A verdade é que, quer gostemos quer não, a nossa casa diz muito sobre nós mesmos. Casas desorganizadas, vidas desorganizadas.

Pronto, respire fundo. Eu sei que acabou de pensar no armário dos seus filhos. Tenha calma. Nada está perdido – basta começar. Um passo de cada vez, um dia de cada vez. Talvez a sua casa não esteja no seu melhor, talvez a sua vida não esteja no seu melhor, mas o que é importante é que vamos sempre a tempo de mudar. E mudar para melhor.

Eu sou muito organizada (ou gosto de pensar que sim): tento manter a casa funcional, faço listas para tudo e mais alguma coisa, tenho a minha agenda sempre à mão. No fundo, acredito que vivemos melhor, mais felizes, num mundo organizado.

Por exemplo, eu não passo horas à procura da lima das unhas, da última factura da água, ou de um gancho para pôr no cabelo das miúdas: cá em casa, tudo tem o seu sítio certo para estar guardado. E isto permite que o dia flua com mais facilidade, não perdemos tempo – que hoje em dia é tão precioso – porque a verdade, é que o dia passa demasiado a correr. Ou como diria Pitágoras “Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito”.

E depois, porque a nossa casa deve ser o nosso refúgio: o cantinho que desejamos encontrar no final de um dia difícil, onde podemos relaxar e estar com aqueles que mais amamos e que mais nos amam. E cuidar da nossa casa, no fundo, é cuidar da nossa família – é uma forma de mostrar o nosso amor por eles.

Como começar, pergunta? Muito fácil. Basta limpar e arrumar tudo no próximo sábado. Pois… Não é bem assim. O problema da organização é igual ao de fazer dieta: perder peso é fácil, o difícil é manter! Ser organizada é um processo e é, antes de mais, uma questão de atitude.

Por isso, vá com calma. Ninguém espera que seja uma super-heroína, e mude de um dia para o outro mas, para ser mais fácil, deixo aqui ideias para ajudar o processo:

10 Dicas Para Começar o Processo de Organização

  • Lixo não se organiza. Se está velho, estragado ou não usa – deite fora ou doe. Está apenas a ocupar espaço.
  • As caixas são nossas amigas. Divisórias para as gavetas, caixas para os sapatos, gavetas de plástico para a despensa: quanto mais dividido estiver um espaço, mais bem aproveitado é.
  • Entra novo, sai velho. Se comprou uns casacos novos, então está na altura de se desfazer dos antigos. E isto funciona para tudo: tupperwares, sapatos, revistas (com excepção do marido).
  • A minha agenda. Não confie apenas na sua memória. Agendar eventos, aniversários, viagens, permite-nos planear com antecedência.
  • A jarra da tia. Se não gosta da jarra, se não fica bem com a decoração, mas guarda por recordação de quem ofereceu: tire uma foto à jarra e a seguir pode doá-la. Nunca mais vai se esquecer da jarra. Nem da tia.
  • Faça a cama. Uma cama feita, é 70% do quarto arrumado.
  • Lave a colher. Eu sei. É só uma colher. Mas 1 colher demora 1 minuto a lavar. 20 colheres demoram… Muito mais tempo.
  • 2 horas para limpar a casa. No mínimo, por semana, reserve duas horas para limpar casa – limpar o pó, aspirar e lavar o chão, lavar wc e cozinha. Depois, no dia-a-dia é só manter, e assim nunca tem a casa muito suja.
  • Famílias unidas. Toda a família deve ajudar a manter a casa. Delegue tarefas. Cada um a cumprir a sua parte, facilita o todo.
  • Planeie o dia seguinte. Não custa nada: um papel, uma caneta, e escreva tudo o que tem para fazer no dia seguinte, incluindo o que vai fazer de jantar e levar para o lanche dos miúdos. Garanto-lhe que vai começar o dia seguinte com muito menos stress.

Um pequeno passo para si. Um grande passo para a harmonia no seu lar.

Comece hoje. Em primeiro lugar, por si – você merece, depois pela sua família – eles são terríveis, eu sei, mas não há ninguém que você ame mais, e em terceiro lugar por Aquele que tudo criou com ordem e perfeição – em tudo devemos dar a nossa excelência e o nosso melhor.

Contudo, existe uma outra casa… Pense comigo sobre o que a Bíblia fala acerca de uma “casa” muito especial: “Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que são vocês, é sagrado” 1Coríntios 3:16-17. Sim, somos a casa onde Deus habita. Quando Jesus morreu e ressuscitou, Ele abriu caminho para que todos possam ter contacto direto com Deus, em qualquer lugar. Quem aceita Jesus como salvador recebe o Espírito Santo, que faz morada dentro dele “Respondeu Jesus: Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele” João 14:23.

 

Deus já entrou na sua casa. Mas será que o deixou passar do corredor? Todas as divisões precisam de ser “arrumadas e limpas”. Deixe-O entrar, organizar…

Comece pelas fundações, na cave, e deixe que Deus lhe mostre onde a confiança começa. A sua Fé será o seu alicerce mais importante.

Suba as escadas e abra a porta da sala de estar, ao fim do corredor. Ajeite as almofadas, sente-se à lareira e disfrute da presença de Deus, onde Ele lhe poderá contar, através da Sua Palavra, tudo o que já fez no passado, desde a criação do mundo até Jesus. Com a Bíblia nas mãos, ponha os pés para cima do sofá e descubra quem Deus é.

Agora, no quarto, arranja as cortinas, coloca uma colcha bonita e limpa… Chegou o momento de uma conversa privada… Em que você fala, pede, agradece e Deus responde. É lugar de partilha. É lugar de oração.

Mais um pouco, e chegámos à cozinha. Deixe de petiscar à pressa.  Sente-se à mesa para desfrutar de uma mesa farta que Deus preparou para si: bênçãos, milagres, sonhos, novos projectos… Deus tem a refeição completa pronta para si.

E por fim, cheguem juntos ao telhado: veja tantas outras casas ao seu redor. Casas a perder de vista. Casas que precisam de “organização”. Casas que precisam de Jesus. Casas que precisam da sua ajuda para se tornarem um lar.

 

Catarina Borrego
Assistente Pastoral

Notícias de Julho/Agosto 2019 – Projeto Moçambique – Plus

920 517 Aliança Evangélica Portuguesa

Queridos irmãos,

Saudações da Beira – Moçambique

Estamos de volta, e desta vez juntos!

Depois de uma semana maravilhosa em Keswick (Inglaterra) onde desfrutámos da companhia da nossa filha Ana e de amigos muito queridos, recebemos muito encorajamento ao vermos o que Deus está a fazer neste mundo, e restaurámos as nossas forças físicas num dos lugares mais bonitos da terra. Ainda visitámos a família e os nossos irmãos e irmãs da igreja Bible Christian Center, onde tivemos um tempo de comunhão muito especial.

Parece que acabámos de chegar e já passaram duas semanas! Desta vez tivemos a alegria de viajar com a nossa querida amiga Brenda Piper, depois de dez anos desde a sua primeira visita a Moçambique. Estamos gratos a Deus pelo ensino, apresentado com excelentes audiovisuais, que a Brenda preparou para esta visita. A riqueza do ensino da Palavra de Deus tem tido um impacto enriquecedor nas vidas dos nossos irmãos e irmãs aqui. Além da Beira, viajámos para Mutua e John Segredo, onde a Brenda teve oportunidade de ministrar num ambiente rural, mas com uma audiência igualmente ávida para aprender mais acerca do Senhor. No nosso escritório temos imprimido e dobrado centenas de folhetos na língua de Sena. Parte desses folhetos serão usados num projecto de alfabetização, além de serem distribuídos pelas diversas igrejas com quem trabalhamos.

Conhecemos o pastor Alberto Camanguira há mais de 20 anos e tem sido uma alegria trabalhar com ele. A sua paixão para levar o evangelho aos perdidos é cativante. Foi um dos primeiros a abraçar o nosso projeto de escola dominical, e hoje muitos dos líderes da sua igreja são resultado desse trabalho.

Recebemos um convite para uma conferência na sua igreja na zona de Cerâmica, por isso quatro dias depois da nossa chegada parte da equipa de Projeto Moçambique esteve envolvida nesta conferência: o Chris para ensinar os homens; a M. do Carmo para as senhoras; a Maria para os jovens e o Joaquim para as crianças. A Brenda apresentou o ensino com os audiovisuais para toda a igreja tendo uma resposta muito encorajadora por parte dos participantes.

É com grande alegria que temos a nossa filha Ana Cristina connosco durante alguns dias, depois de 8 anos desde que ela deixou Moçambique. Certamente que este tempo vai ser precioso tanto para a Ana como para todos os que a conhecem, e uma grande ajuda para a equipa de Projeto Moçambique. (Vamos pôr uma foto dela na próxima carta)

 

Uma história, entre muitas outras, com um final feliz…

O pequeno Gérson nasceu pouco tempo antes do ciclone. Ele veio trazer muita alegria ao pai Filipe e à mãe Rosalina, juntando-se ao mano Kelven e à mana Paciência. Este jovem casal tinha realizado o seu sonho – construíram a sua casinha (quarto e sala) onde começaram a criar um lar seguro para a sua família, e com os olhos postos no futuro onde aos poucos iriam ampliar o espaço da casa. Naquela noite, a sua casa não resistiu à destruição que o Idai deixou na sua passagem. Primeiro viram cair uma parede que lhes bloqueou a única porta que lhes dava acesso à rua.

Depois uma outra parede cedeu, e no meio do pânico e desespero, os pais pegaram nas crianças, saltaram por cima dos escombros, e procuraram refúgio na casa dos vizinhos. Na manhã seguinte a sua casa estava completamente em ruínas e tudo o que possuíam neste mundo estava enterrado debaixo dos escombros. A gratidão que sentiram pelo facto do Senhor os ter guardado e protegido naquela noite os levou a recomeçar, começando do nada.

Para o Filipe e a Rosalina este seria um processo longo para o jovem casal, mas graças à generosidade de uma grande amiga nossa, em breve o Filipe e a Rosalina, o Kelven, a Paciência e o pequeno Gérson podem voltar para a sua nova casa, fortalecidos na sua fé e confiança no Senhor.

Para este casal, foi um final feliz. Mas tal como eles milhares de casais viram o seu futuro e o dos seus filhos a ser destruído naquela noite que para sempre ficará gravada nas mentes deste povo.

Com esta, são dez as famílias que estamos a ajudar a reconstruir as suas casas. As vossas ofertas têm tornado isto possível. Estamos muito gratos por todos os que se têm juntado a nós nesta grande obra de reconstrução.

Gostaríamos de ver mais finais felizes para casais como a Rosalina e o Filipe, e por isso apelamos, uma vez mais, para a vossa generosidade para que isto possa ser realizado.

Entretanto continuamos muito gratos por todo o vosso grande apoio e pelas vossas orações.

Link com o documento completo onde contém todos as fotos

 

Em Cristo Jesus,

Chris e Maria do Carmo

Respostas dos Evangélicos à problemática da Violência Doméstica

1280 862 Aliança Evangélica Portuguesa

Data da reunião com a Secretária de Estado: 19 de março de 2019.

No seguimento da reunião com a Dra Rosa Monteiro, Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade, sobre “Violência Doméstica”, aqui ficam algumas notas do trabalho que a Aliança Evangélica Portuguesa (igrejas e organizações nossas associadas) têm vindo a desenvolver no respeitante à Prevenção, Sensibilização e Combate à Violência Doméstica, bem como respostas às vítimas e respetivas famílias:

 

  1. Transmissão de valores de respeito pela pessoa, amor e não violência nas várias classes, desde o pré-escolar até aos idosos.
  2. Formação para os relacionamentos no namoro, noivado e casamento, na prevenção e resolução de conflitos;
  3. Intervenção em situações de conflito conjugal em fases iniciais, antes de se tornarem mais graves.
  4. Intervenção em situações de violência doméstica, protegendo as vítimas, salvaguardando a presunção de inocência, recomendando a denuncia às autoridades e aconselhando pastoralmente as partes.
  5. Ativação das respostas sociais internas através de IPSS da Aliança Evangélica ou de outras organizações especializadas consoante os casos.
  6. Pretendemos também dar formação especifica a pastores e líderes sobre as formas corretas de intervenção perante o conhecimento de situações de violência doméstica.

 

Seguem também algumas das organizações evangélicas que têm feito trabalho direto ou indireto nestas áreas de intervenção:

 

1- ABLA – Associação de Beneficiência Luso-Alemã

Casas de Transição em Sintra / Cascais

A ABLA, entre muitas outras valências de apoio social, tem duas Casas de Transição que, não sendo uma resposta de emergência como as casas abrigo por exemplo, são para estadias temporárias para mulheres em situação de vulnerabilidade social: ex-reclusas, vítimas de violência doméstica, refugiadas, entre outras.

A Casa da Âncora situa-se na freguesia de Colares, no concelho de Sintra e tem capacidade para 4 mulheres com ou sem filhos (máximo de 2 filhos por mulher);

A Casa do Farol situa-se na freguesia da Parede, no concelho de Cascais, tendo também capacidade para 3 mulheres com ou sem filhos (2 quartos com cama com gavetão e um quarto com cama de solteiro e um beliche).

O objetivo é o acompanhamento das mulheres durante o período de estadia, na procura ativa de emprego, inscrição no centro de saúde, centro de emprego, integração dos filhos em equipamento escolar. Após encontrar emprego, acompanhamos na procura de alternativa habitacional (quarto ou casa).

O tempo máximo de permanência são 9 meses, excecionalmente prorrogado até 12, caso se justifique.

Parceiros sociais: CPCJ Cascais, CPCJ Sintra Oriental e Ocidental, CMS, CMC, IPSS do concelho

Contactos:

210533892

marta@abla.org

www.abla.org

 

2- Associação “Coração com Vida”

Igreja Baptista das Caldas da Rainha

Intervém no âmbito do combate ao isolamento e à solidão, na prevenção do suicídio e da violência doméstica. Nesse sentido, desenvolve aconselhamento especializado, realização de eventos sobre temáticas relevantes, dinamização de espaço de encontro e convívio e implementação de projetos de intervenção na sociedade, gerando uma rede de relacionamentos interpessoais (comunidade) e interorganizacionais (parcerias).

Horário de funcionamento do espaço de convívio e aconselhamento: De 3ª a 6ª Feira, das 14h00 às 18h00.

Contactos:

Rua do Montepio Rainha Dona Leonor, 2, 2500-253 CALDAS DA RAINHA

262 144 503

coracaocomvida@gmail.com

https://www.facebook.com/CoracaocomVida/

Presidente da Direção: Paulo Francisco (contacto: 963420014)

 

 

 

3- ACRAS (Ass. Cristã de Reinserção e Apoio Social)

Lisboa

Serviço de Apoio Domiciliário, Refeitório Social, Centro Comunitário (incluí apoio escolar), Gabinete Jurídico, café-Convívio, Lares de Idosos (Almeirim) e dispõe ainda de uma equipa de intervenção direta junto de populações toxicodependentes e respetivas famílias.

Ao nível de respostas diretas para Vítimas de Violência Doméstica, existe um projeto submetido na Câmara Municipal de Lisboa, para atribuição de fogos habitacionais para (também) intervir nesta área. No entanto, ainda não atribuídos os respetivos apartamentos. Espera-se que tal aconteça até ao final de 2019, para então disporem também de algumas “Casas Abrigo”.

 

Contactos:

Rua Botelho de Vasconcelos, Lote 560 1º e 2º. 1950-045 Lisboa

 218 056 101 / 925 964872

www.acras.pt

 

4- ABMAV (Ass. Beneficiência Manancial de Águas Vivas)

Sintra / Cascais / Oeiras

Além de outras valências socias, a ABMAV tem recentemente começado a investir em Grupos de Conversa Terapêutica e no Gabinete de Psicologia onde potenciais vítimas de agressão ou até mesmo agressores podem encontrar apoio psicológico, espiritual e emocional com vista à sua restauração interior.

Ainda na área da prevenção e sensibilização, periodicamente realizam-se palestras, dinâmicas e workshops vocacionadas para a prevenção da violência, nomeadamente de divorciados, crianças, idosos e pessoas sós (como é o caso de mães solteiras). Incluí ainda a produção semanal do programa de rádio “Ponto de Encontro”, transmitido na Web Rádio Transmundial e em algumas FM.

 

Contactos:

Estrada de Polima, 609, 27805-303 S. Domingos de Rana

937733180 / 967986360 

danigujral@hotmail.com

angela.proenca@gmail.com

 

 

5- ACEDA – Ass. Cristã Evangélica de Apoio Social

Assembleia de Deus de Almada

Estrutura de apoio à população que procura a resolução das problemáticas sociais, sendo o seu âmbito de ação o território nacional com forte implantação nos concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra. Desenvolve actividades de integração e reintegração social de forma a promover o bem-estar das pessoas beneficiárias da sua acção.

Respostas Socias: Equipas de Ruas, Colónias de Férias, Apoio Alimentar, Escola de Música e Loja Solidária. Temos constituído parcerias, nomeadamente com o Desafio Jovem, CLASS, CLASA, NPISA, AMI, UMAR, ACRAS, Hospital Garcia de Orta, Grupo Sócio Caritativo de Almada, Comissão Social da União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas.

Relativamente prevenção, sensibilização e combate à violência doméstica a Aceda procura minimizar esta problemática social trabalhando com crianças e jovens em risco realizando anualmente Colónias de Férias.

Estas Colónias foram concebidas com o intuito de oferecer às crianças e adolescentes que apresentam situações de risco social, como abandono, maus tratos, abusos sexuais e outros, a oportunidade de usufruírem de um tempo de muito divertimento, brincadeiras e lazer e ao mesmo tempo promover o estimulo ao desenvolvimento socio-afetivo, cognitivo e prevenir comportamentos desviantes através de atividades especificamente planeadas para essa finalidade.

Também apoiamos as mulheres e seus filhos com roupas, calçados, material escolar, entre outros bens de primeiras necessidades por meio da Loja Solidária, numa parceria direta com a UMAR.

 

Sede Social:

Rua União Piedense, 33 A e B

Cova da Piedade, Almada 2805-251

 212 509 153937734775

Email: aceda.ipss@gmail.com

 

6- Exército de Salvação

Além de outras respostas sociais, o Exército de Salvação tem um Centro de Alojamento para a Pessoa em Situação de Sem Abrigo, situado na Rua da Manutenção, n.º 7, em Xabregas, que dá resposta a 65 homens e a 10 mulheres a partir dos 18 anos, que se encontrem em situação de sem abrigo.

Algumas das situações de senhoras que o Exército de Salvação acolhe têm como problemática principal a violência doméstica, no entanto são acolhimentos temporários, pois tentamos que seja apenas uma resposta de emergência, na medida em que a tipologia e dinâmica institucional não são as mais indicadas para estas situações (camaratas, horário de funcionamento das 17h às 9h e haver espaços comuns para homens e mulheres).

O Exército de Salvação tem ainda um Centro de Acolhimento para Crianças em Risco, em Sintra. Neste Centro acolhemos crianças de ambos os sexos com idades compreendidas entre os 3 meses e os 12 anos (total de 14 crianças) que foram retiradas às famílias pelos Tribunais, Comissões de Proteção de Crianças e Jovens ou pelas Equipas de Crianças e Jovens da Segurança Social, devido a situações de maus-tratos, abandono ou negligência.

Parceiros: Segurança Social (através de Protocolo de Cooperação), Câmara Municipal de Lisboa e de Sintra, Junta de Freguesia e Comissões de Proteção de Crianças e Jovens.

Contactos da Sede:

Rua Capitão Roby, n.º 19

1900 – 111 Lisboa

 21 780 29 30

www.exercitodesalvacao.pt

7- Centro de Apoio à Vida

Atendimento e acompanhamento de grávidas e puérperas do concelho da Amadora, nomeadamente mães solteiras com crianças até 2 anos.

Contactos:

Rua 5 de Outubro, 7 A/B, 2700-197 Amadora

 214989903 / 215989900 / 914027684 / 968701213

cav@ovigilante.pt

rtma@ovigilante.pt

 

 

8- Programa de Rádio “Mulheres de Esperança”

O RTM Mulheres de Esperança faz parte da Rádio Transmundial (Trans World Radio), e procura levar a esperança de Jesus às mulheres de todo o mundo e através das gerações.
O programa de rádio/áudio Mulheres de Esperança, existe em Portugal há 12 anos. tem a duração de 30 minutos e une a sabedoria prática e o ensino espiritual direcionando-o às mulheres. Os temas são baseados na Parentalidade, Casamento, Tendências e Necessidades.

 

Respostas Práticas: Entre outros temas, tem sido abordado o da “violência doméstica”, mas também de situações que possam estar interligadas como: a manipulação emocional, enfrentar os medos, abuso, abuso sexual, rejeição, isolamento, violação, vergonha, auto-mutilação, suicídio, violência familiar, dor e consolo. tivemos também como convidadas para falar acerca destes temas, Psicólogas, Sociólogas e também testemunhos na primeira pessoa. Sempre com o objetivo de levar esperança e encorajamento à mulher.

 

Como ouvir o programa: Através da Rádio Transmundial online ou da APP, e ainda através do nosso canal no Youtube – Mulheres de Esperança Portugal. Estamos também presentes nas redes sociais Facebook e Instagram.

Em Portugal pode ser ouvido em 11 rádios FM de norte a sul do país e em 2 rádios FM Internacionais.

 

Contactos:

Rádio Transmundial de Portugal – +351 211 581 128

808 201 932 (linha azul)
geral@radiotransmundial.org
Coordenadora Nacional do Mulheres de Esperança – Sónia Simões (966828202)
sonia@radiotransmundial.org

 

 

A Aliança Evangélica dispõe de outras organizações de Apoio Social que, de forma indireta, poderão também ter alguma forma responder a necessidades que surjam nesta e noutras áreas, nomeadamente Lares de Idosos e de Crianças / Adolescentes.

Saiba mais em: http://www.aliancaevangelica.pt/areareservada/organizacoes.php

 

 

Aliança Evangélica Portuguesa

Avenida Conselheiro Barjonas de Freitas

16B, 1500-204 Lisboa

217710530

geral@aliancaevangelica.pt

www.aliancaevangelica.pt

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