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Geral

VIRÁ COMO CHUVA

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Gosto de ver chover. Gosto de ouvir chover. Depois, gosto do aroma da terra molhada.

Em dias de chuva, vêm-me à mente as palavras de Oseias (6:3b): “Ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.”

Pode acontecer pensarmos em Deus como Alguém distante, até inacessível. Contudo, esta afirmação refere um Deus que vem a nós, que se aproxima e toca na nossa vida. De que forma o faz? Virá como chuva, diz a passagem bíblica. Dou por mim a pensar que nesta chuva e encontro aí três características.

Nova

Não existe chuva velha. Nem usada, gasta ou remendada. É sempre nova, recebida em 1ª mão. Transparente, fresca, límpida em cada gota. Assim é o toque de Deus na nossa vida. O Seu amor puro oferece-nos o novo. “Se alguém está em Cristo, nova criatura é. As coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”, lembra-nos S. Paulo (II Coríntios 5:17)

“Eis que faço novas todas as coisas.” (Apocalipse 21:15)

Geradora de vida

A chuva cai na terra seca, refresca-a e desperta vida. Em pouco tempo, veremos germinar por ali plantas diversas. E o cenário árido muda, passando a um fundo verde salpicado pelas cores das flores silvestres.

De igual modo, ao tocar na nossa vida, mesmo que ressequida ou inerte, Ele faz nascer e crescer sentimentos, perspectivas, ideias, acções, frutos da Sua presença, que oferecem uma nova visão e uma dinâmica própria aos nossos dias.

Serôdia

A chuva é serôdia, ou seja, acontece fora do tempo, pois não está limitada por ele. Surge como uma prenda que se recebe num dia que não é o do aniversário nem é Natal. Apanha-nos de surpresa e delicia-nos.

Acredito que Deus tem prazer em vir a nós e abençoar-nos, mesmo que seja no dia menos esperado. Enxugar as nossas lágrimas, curar as nossas feridas, levar-nos aos ombros, como o pastor que encontra a ovelha perdida, oferecer-nos paz.

Preparei esta reflexão uma noite, para a partilhar na manhã do dia seguinte, num tempo devocional por Zoom. De manhã, assim que acordei, ouvi a chuva que caía lá fora… Quase no início do Verão, sem ser muito esperada. Fez-me bem ouvi-la, como se vincasse esta verdade bíblica. Sim, Deus está perto, como a chuva que cai, natural e suavemente.

“Tu, ó Deus, mandaste a chuva em abundância, confortaste a tua herança, quando estava cansada.” (Salmo 68:9)

Bertina Coias Tomé

Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e em Psicologia Comunitária.

20 junho – Dia Mundial dos Refugiados

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Ao longo de um ano na pandemia covid-19, muitos de nós fomos desencorajados em relação a gestos amorosos de abraçar, apertar as mãos ou até mesmo aproximar-se dos outros. Num mundo onde nos pedem para nos “distanciarmos uns dos outros” para nos protegermos uns aos outros, o que lhe  parece sobre “abraçar os excluídos” em oração?

O Domingo Mundial dos Refugiados é uma oportunidade para aprender e experimentar formas diversas de servir os mais vulneráveis do mundo.
Saiba como pode fazer a diferença:

https://wrs.worldea.org/about/

Mateus 2:13-14 mostra-nos que a perseguição de Herodes forçou Jesus e sua família a fugir para o Egito quando Ele era uma criança ainda tão pequena. Quando regressaram, não sentiram que era seguro voltar à sua cidade natal na Judeia e estabeleceram-se noutro local. Jesus identifica-se pessoalmente com os refugiados e retornados. Eles também podem identificar-se com Ele.
Jesus identificou-se com os estrangeiros ao ponto de dizer que quando convidamos um estrangeiro para a nossa casa, é como se convidássemos Jesus. Da mesma forma, Jesus identificou-se com os famintos, os sedentos, aqueles que precisam de roupa, os doentes e os prisioneiros. As pessoas forçadas a sair dos seus países, experimentam muitas vezes todas estas condições.A Bíblia está cheia de exortações para cuidar dos necessitados, vulneráveis, marginalizados e oprimidos. Os seguidores de Jesus Cristo são chamados a ser pessoas humildes que vivem vidas marcadas pela misericórdia, justiça e hospitalidade. Temos razões específicas para estarmos altamente motivados para procurar a proteção e o bem-estar das pessoas refugiadas.Aproxime-se do coração de Cristo enquanto oramos pelos refugiados.

DOK Trailer – Gerechtigkeit auf der Flucht – YouTube

Ele adestra as minhas mãos

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A pensar que “a necessidade faz o engenho”, fui espreitar o que tenho na minha caixa de costura e achei praticamente o necessário para pequenos arranjos. Com saudade, encontrei algumas coisas de há cinquenta anos atrás: linhas de alinhavar, um dedal, um ovo de madeira, uma fita métrica já bem gasta, botões, que ainda guardo, tudo isto dado pela minha mãe antes do meu casamento. Também tinha agulhas, linhas e outros itens já mais recentes, claro.

As minhas irmãs mais velhas foram sempre muito habilidosas em costura, bordados, rendas e a transformar peças de roupa dos mais irmãos velhos para os mais novos. Mais tarde, faziam as suas próprias saias, blusas e até vestidos com amigas da Igreja e recordo quando estreavam, bem lindas, no auge da juventude. Eu aprendi os rudimentos, mas sempre achei um trabalho muito parado, tinha dores nas costas e pouco jeito.

Comecei por pregar um botão, subir uma bainha. Depois, para poupar nos gastos, fui-me atrevendo nuns pontos mais ousados e descobri que é bom arriscar e cresci nesta arte mas, claro, limitada a coisas não muito complicadas.

Não tenho máquina de costura mas não tem sido impedimento pois é possível fazer ponto de máquina à mão. Tento fazer o mais perfeito possível, devagar, para não me trair. O sábio Salomão disse que “Em todo o trabalho há proveito” (Provérbios 14:23).

Há tempo, a filha Sara pediu para costurar uma mala já um pouco usada, tipo saco. Alguma coisa devia ser feita por um sapateiro, mas consegui reconstruir. Não foi grande proeza, mas é bom quando nos atrevemos e sai bem. De vez em quando, lá vem uma peça dos netos a precisar uns pontos e faço sempre com agrado.

O Salmista David disse: “Bendito seja o Senhor, minha rocha, que adestra as minha mãos…” (Salmo 144:1)

Depois, tenho outros afazeres que me agradam: limpar a casa, passar a ferro, plantar flores e vê-las crescer, manter limpo o espaço fora da casa. E amo escrever. Sei que é simples a minha escrita, mas é um escape e sei que será sempre parte integrante dos meus dias.

O tempo ocupado alivia as preocupações e ansiedades e é por aí que desejo manter-me apesar dos meus 74 anos. O resto é com Deus, que me fortalece na caminhada.

Carlota Roque

Missionária aposentada

Educação Moral e Religiosa Evangélica – matrículas para próximo ano letivo

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Estão a chegar as matrículas para o próximo ano letivo. A propósito, sabia que também pode ser feita a inscrição na disciplina de Educação Moral e Religiosa Evangélica? Com o apoio do Ministério da Educação, esta é uma disciplina de oferta obrigatória em todas as escolas públicas, cabendo depois aos encarregados de educação (ou ao aluno, se tiver + 16 anos) escolhê-la ou não.

No ato da matrícula (ou da renovação da mesma) que decorre online, deve ser assinalada a disciplina de “Educação Moral e Religiosa”. No entanto, como nesta fase não dá para especificar “Evangélica”, os encarregados de educação devem fazer chegar à escola um documento por escrito com essa mesma indicação (Clique aqui para descarregar esse documento)

Além disso, sugerimos que enviem para a Aliança Evangélica Portuguesa (onde se insere a COMACEP – Comissão para Ação Educativa Evangélica nas Escolas Públicas) um e-mail com a indicação de que foi feita essa matrícula, indicando o nome da escola e do aluno inscrito (comacep@portalevangelico.pt). Ao enviar esta informação por e-mail, vai estar a facilitar a articulação no contato entre a COMACEP e o respetivo estabelecimento de ensino, para possível colocação de professores.

As aulas são semanais, com um tempo letivo nunca inferior a 45 minutos letivos, a organizar pela escola. Sendo de oferta obrigatória e de frequência facultativa, a disciplina passa a funcionar em modo currícular com 10 ou mais alunos inscritos.  Se forem menos, poderá na mesma funcionar em regime extra-curricular, neste caso, se a escola também o permitir, com a colocação de um professor voluntário.

Recordamos que as inscrições para o 1º ano decorrem até 14 de maio. As matrículas para os 8º e 9º anos e para os três anos do ensino secundário decorrem entre 18 e 30 de junho. E só a partir do dia 10 de julho, e até dia 16, poderão ser feitas as renovações do 2º ao 7º ano.

Não vamos perder esta oportunidade de levar Cristo também até às nossas escolas. Por isso, encorajamos todos os pais que acreditam na importância dos valores cristãos na Educação, a inscreverem os seus filhos e também a colaborarem na divulgação da disciplina nas respetivas escolas, junto de outras famílias, crianças e adolescentes.

Para ter acesso a material de divulgação da disciplina de EMRE clica aqui – https://aliancaevangelica.pt/site/material-de-divulgacao-comacep/

Mais info sobre “Matrículas” clica aqui – https://drive.google.com/file/d/1hTJwF04Nzd82sTlKhhGWJtBGNbTBgYOD/view

Em caso de dúvidas, dificuldades na matrícula ou para mais informações, contatar:

COMACEP (Comissão para Ação Educativa Evangélica nas Escolas Públicas)

Tel: 932870405 / E-mail: comacep@portalevangelico.pt

Programa “Caminhos” sobre EMRE – 16 de Maio (RTP PLAY)

Programa “Luz das Nações” sobre o que é a disciplina de EMRE de 11 Maio (RTP Play)

Educação Moral Evangélica- Porquê e para quê?

10 de Junho – Dia Nacional de Oração

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10 de Junho é o Dia de Portugal e a AEP lança o seguinte desafio:10 de Junho, 10 cidades, 10 minutos de oração!

Depois deste ano sui generis com a pandemia, restrições e confinamento, estamos gratos a Deus pelas notícias de desconfinamento e um regressar a pouco e pouco à normalidade.

Damos graças a Deus pela Liberdade de culto e de proclamarmos o nome do nosso SENHOR Jesus Cristo.

Assim, à semelhança do ano anterior, em que, no início do primeiro desconfinamento e do regresso ás reuniões presenciais, unimos o país em oração numa forma espontânea, em direto de 7 cidades com 7 minutos de oração, este ano gostaríamos de voltar a fazê-lo. Desta vez no dia 10 de Junho, 10 minutos de oração em 10 cidades diferentes!

Esta é uma iniciativa que visa promover a unidade da Igreja evangélica em Portugal na oração a favor da Nação e da própria Igreja de Jesus Cristo e para que o Senhor da Igreja nos dê paixão pelas pessoas que ainda não O conhecem.

A Assessoria de Oração da Aliança Evangélica Portuguesa planeou, assim, diversas reuniões. Apelamos ao envolvimento de todos, até porque acreditamos que a oração e o testemunho são recursos necessários e indispensáveis a grandes vitórias.

Brevemente vamos disponibilizar aqui a listagem dos Encontros de Oração a nível nacional que serão transmitidos em direto nas redes socias da Aliança Evangélica.

Esperamos o dia de oração por Portugal 2021 seja um acontecimento marcante para cada uma das igrejas e para todo o povo de Deus em Portugal.

DEUS está atento às nossas orações e trabalha a favor dos que nEle esperam!

JEDIDA – Servindo nos Bastidores

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Confesso que não sabia o nome desta mulher. Sabia que existia mas não sabia o seu nome. É provável que a leitora também não a conheça pelo nome. Jedida foi a mãe de Josias, um menino que começou a reinar aos 8 anos de idade. O que a Palavra de Deus nos fala sobre Jedida é apenas isto, que ela era mãe de Josias.

São as circunstâncias da altura, o ambiente familiar e a vida do seu pequeno filho Josias que dão algumas pistas de como seria esta mulher.

Jedida era esposa de Amon e nora de Manassés, dois dos piores e mais perversos reis de Israel. Amon reinou apenas durante dois anos, morreu ainda jovem, deixando viúva a sua esposa Jedida, com seu filho Josias.

Bem, até aqui não conseguimos saber nada sobre Jedida, mas é quando o seu marido morre e seu pequeno filho herda o trono que começamos a ter algumas pistas sobre ela.

Amon tinha seguido os passos de seu pai ao tornar-se um rei mau e idólatra. Porque que é que com Josias foi diferente? O ambiente familiar era de iniquidade. O povo de Israel viva em iniquidade e desprezo pelo Senhor. Com uma má influência tão grande e sendo Josias tão pequeno, o que fez com que não entrasse na mesma corrente? Porque havia uma Jedida.

Apesar de toda a má influência interna e externa, Jedida terá sido uma mulher fiel ao Senhor e ensinado a Palavra de Deus ao seu pequeno filho. Josias cresceu a amar e temer ao Senhor e por isso, apesar de sua tenra idade, Deus o usou para trazer o seu povo de volta ao arrependimento.

Por vezes tal como Jedida, algumas mulheres não são conhecidas por seu nome. Às vezes, conhecemo-las pela esposa do… ou pela mãe de… Isso muitas vezes acontece porque o seu trabalho não é tão visível, mas muito de bastidores. Cuidar de uma casa, educar e discipular os filhos nos caminhos do Senhor, aconselhar, ser de suporte em momentos de dificuldade – estas são algumas das formas de servir que não são visíveis, é serviço de bastidores. Contudo, apesar da sua pouca visibilidade, são estes tipos de serviço que fazem toda a diferença. Na verdade, eles são fundamentais. O que teria acontecido se Jedida não tivesse ensinado a Josias os caminhos do Senhor? Em que tipo de rei se tornaria Josias, se Jedida fosse uma mãe cujo exemplo não fosse bom? É verdade que apesar do bom ensino da sua mãe, Josias podia ter-se tornado num rei que não seguia o Senhor. Nem sempre o nosso serviço tem os resultados que esperamos, mas isso jamais nos deve impedir de fazer a nossa parte.

Contra tudo e contra todos, Jedida rumou contra a corrente de iniquidade em que se vivia e levou Josias a conhecer o verdadeiro Deus. Haverá função mais gloriosa que esta?

Vivemos num tempo em que à nossa volta existe uma grande corrente de iniquidade. Que isso não nos desanime mas que nos possa trazer à consciência o quão importante é seremos servas de bastidores, seja como mães, como avós, como tias, como professoras de escola dominical, como esposas. Não importa em que posição estamos mas sim o facto de podermos tomar este lugar que nos pertence de ensinar, discipular, cuidar, orientar e aconselhar aqueles que Deus tem colocado ao nosso cuidado. Não conseguimos medir o tamanho do impacto que o nosso serviço pode ter. Talvez o resultado não seja um rei Josias, é possível que continuemos no anonimato e que nosso nome nem seja conhecido, mas certamente se formos fiéis o nosso serviço será impactante.

Sara Rosa

Serve a Deus, com o seu marido, Pr. Hélio Rosa, na igreja Assembleia de Deus em Vila do Conde.

“Super Histórias da Bíblia” – Especial Dia da Criança

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O Dia Mundial da Criança está a chegar e nós preparámos mais dois programas especiais “Super Histórias da Bíblia” para o espaço da Aliança Evangélica Portuguesa na RTP 2.

Domingo, dia 30 de Maio – Programa “Caminhos” com mais uma aventura do “Superbook” com Moisés e os Milagres de Deus

Terça-feira, dia 1 de Junho, às 15h – Programa “Luz das Nações”, inserido no espaço “Fé dos Homens” com os palhaços Professor Pipoca e Noite Iluminada, muita música e muito mais.

Fica o convite para ver e rever em família!

Saudação de Pentecostes de 2021 da Aliança Evangélica Mundial

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Pentecostes: No aniversário da igreja global, confessamos que sem o Espírito Santo não seríamos nada!

Missãoestá enraizada na maravilhosa aliança eterna da eleição entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que foi derramado no Pentecostes. O decreto eterno de Deus de eleger pessoas para a salvação – pessoas a quem Ele aplica a salvação pelo Espírito Santo e para quem a salvação foi realizada por Cristo – tem sua fonte e fundamento somente em Deus (João 6:37, 44; Efésios 1: 4). Pai, Filho e Espírito Santo estão unidos numa aliança missionária. A motivação é o próprio amor de Deus, Sua misericórdia eterna e Sua própria glória (Êxodo 19: 4-5; Oseias 11: 1-4; Jeremias 31: 3). Para nós, humanos, isso permanece misterioso, muito para além da nossa compreensão, mas é uma prova da graça imerecida que Ele nos concede. A aliança missionária de Deus não tem a ver apenas com o povo do seu concerto mas também com as pessoas (Mateus 22:14; João 15:19; Romanos 8:29; 9: 13–22) que Deus escolheu para um propósito específico (Isaías 43: 20–21; 45: 4).

O Pentecostes deixa-nos claro que a nossa missão no mundo com o poder do Espírito é a marca mais importante da igreja de Jesus. Jesus instruiu os discípulos repetidamente para que esperassem até que o Espírito Santo viesse antes de iniciarem a sua missão para todas as pessoas (Marcos 16: 15-20; Atos 1: 4-11). O Espírito Santo viria no lugar de Jesus para convencer o mundo do evangelho (João 16: 7-11). Quando o Espírito Santo desceu sobre os discípulos, tanto a igreja do Novo Testamento como a nossa missão no mundo foram iniciadas. No dia de Pentecostes (Atos 2: 1-40), o falar em línguas e o milagre da compreensão por parte dos ouvintes de todas as terras do Império Romano deixaram claro que o evangelho, no poder do Espírito Santo, transcende todas as línguas e barreiras culturais.

Atos 1: 8 esclarece qual é a missão: “Mas receberão poder quando o Espírito Santo vier sobre vós; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra”. Quem nos conduz nesta missão? Jesus (Mateus 16:18) e o Espírito Santo (Atos 1: 8). Esta missão não pode ocorrer sem o Espírito de Deus. O Espírito Santo

“convencerá o mundo” (João 16: 8). O Espírito Santo é a garantia desta missão. Se o Pentecostes nunca tivesse acontecido, não haveria missão mundial. A referência ao Pentecostes não significa que um indivíduo deva ultrapassar as suas limitações. Em vez disso, Pentecostes significa que o Espírito de Deus começou o Seu trabalho de missão no mundo e trouxe pessoas para esse ministério.

Sem o Espírito Santo, toda a forma de missão e todas as estratégias estão condenadas ao fracasso. Somente o Espírito Santo pode convencer as pessoas dos seus pecados (João 16: 7–10), levá-las ao conhecimento de Deus e da obra salvadora de Jesus e torná-las novas pessoas em Cristo (João 3: 5). Ainda que Deus recrute cristãos para trabalhar em missões no mundo e deseje que usem o seu intelecto para alcançar outros (considere, por exemplo, os muitos planos de viagem detalhados de Paulo e a sua estratégia geral, conforme descrito em Romanos 1 e 15 ou em 1 Coríntios) todas as estratégias de missão serão tentativas sujeitas a modificação porque somente Deus decide se vai ter sucesso ou não (1 Coríntios 12: 4-6; Romanos 1:13).

Que cada um de nós seja cheio e capacitado pelo Espírito Santo neste domingo de Pentecostes!

Bispo Dr. Thomas Schirrmacher
Secretário Geral / CEO da Aliança Evangélica Mundial

30 de Maio – Dia Nacional de Oração pelas Crianças de Portugal

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Como tem sucedido em anos anteriores, no último domingo de Maio e nas vésperas do Dia Mundial da Criança, assinalamos  o Dia Nacional de Oração pelas Crianças de Portugal. Uma iniciativa da Aliança Evangélica Portuguesa,juntamente com os diferentes ministérios e organizações que trabalham com crianças no nosso país.

Encorajamos, neste dia, todas as igrejas, comunidades, organizações e famílias a tirarem um tempo específico para orar a favor das crianças da nossa nação.

Aqui ficam alguns motivos de intercessão:

  • Pela Salvação das crianças;
  • Crescimento espiritual das crianças;
  • Saúde emocional das crianças (nomeadamente as que são vítimas de bullying e maus tratos infantis);
  • Pela proteção das nossas Crianças;
  • Pela disciplina de Educação Moral e Religiosa Evangélica nas escolas públicas (matrículas, professores e alunos envolvidos);
  • Para que Deus capacite os professores de Escola Bíblica Dominical para um melhor trabalho e acompanhamento das crianças nas nossas igrejas;
  • Para que Deus fortaleça e dirija as famílias de cada criança;
  • Pelas diversas organizações que trabalham diretamente com evangelização e discipulado de crianças em Portugal;
  • Pelos diversos acampamentos para crianças e jovens que este ano vão retomar com toda a segurança e pelas respetivas equipas;
  • Para que cada criança alcançada por Jesus possa também ser Sua testemunha na escola, no seu lar e onde quer que estiver.
  • Agradecer a Deus as oportunidades de evangelização e discipulado;
  • Agradecer a Deus por cada família e criança da nossa nação!

Porque GANHAR CRIANÇAS PARA CRISTO – É UM IMENSO DESAFIO!

“Levanta-te, clama de noite no princípio das vigílias, derrama o teu coração como água perante o Senhor; estende para Ele as tuas mãos em súplica, para que os teus filhos vivam” (Lamentações 2:19).

Esperamos que este Dia Nacional de Oração possa ser marcante para cada uma das igrejas e para todo o povo de Deus em Portugal!

Organizações parceiras:

  • Ação Bíblica
  • Adonia Portugal
  • APECP
  • Awana Portugal
  • Comunhão das Igrejas dos Irmãos de Portugal (CIIP)
  • COMACEP / EMRE (Comissão para Ação Educativa Evangélica nas Escolas Públicas / Educação Moral e Religiosa Evangélica)
  • Convenção Baptista Portuguesa (CBP)
  • DIN (Departamento Infantil Nacional da Convenção das Assembleias de Deus de Portugal)
  • Fraternal
  • Global Children’s Network
  • King’s Kids (JOCUM – Jovens com um Missão)
  • Palavra da Vida de Portugal
  • União Bíblica de Portugal

O compromisso

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Conta-se que, certa vez, um homem idoso foi a um Centro de Saúde para retirar os pontos da sua mão, que fora suturada. A fila de espera dos pacientes movia-se lentamente, enquanto ele olhava para o relógio, inquieto. Acabou por informar a enfermeira de que tinha um compromisso dentro de 1 hora e, por isso, estava com pressa. Então ela levou-o para uma outra sala, observou-o, consultou um dos médicos sobre o estado da mão e teve autorização para retirar os pontos. Perguntou-lhe: “ Está com pressa para ir a outra consulta médica?” Ele respondeu: “ Não, vou tomar o pequeno-almoço com a minha esposa, que está num Lar de 3ª Idade.” A enfermeira perguntou-lhe sobre a saúde da esposa e soube que tinha a doença de Alzheimer. “Ela irá ficar triste se chegar atrasado?”, perguntou. O homem respondeu-lhe que há 5 anos que ela já não o reconhecia. Surpreendida, a enfermeira questionou: “ E ainda vai vê-la todas as manhãs, apesar de ela não saber quem o senhor é?” O homem idoso sorriu e respondeu: “Sim, porque ela não sabe quem eu sou, mas eu ainda sei quem ela é!”

Apesar das circunstâncias, ele mantinha com a esposa o compromisso de amor de muitos anos, numa medida que faz lembrar o amor de Jesus pelos seus discípulos: “E tendo amado os seus, amou-os até ao fim.” (João 13:1)

Compromisso… O que é que esta palavra nos faz pensar?

Hoje em dia, nos meios comerciais, recorre-se muito à possibilidade de agir sem compromisso. “Visite o nosso andar-modelo sem compromisso”, “Assista a uma das nossas aulas sem compromisso”, “Experimente este novo modelo do carro sem compromisso”, “Peça uma simulação do empréstimo que precisa, sem compromisso”, entre muitos outros exemplos que poderíamos dar. São vantagens a aproveitar, por certo.

Contudo, na relação com Deus é totalmente diferente. Como cristãos, Ele pede-nos compromisso. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” (Lucas 9:23)

José foi um homem realmente comprometido com Deus, determinado em ser fiel, mesmo em circunstâncias difíceis. A sua vida começou de forma privilegiada, mimado pelo pai e pela mãe, como um filho especial. Contudo, quando tinha 17 anos, tudo mudou. Os irmãos venderam-no como escravo. Foi levado para o Egipto, onde foi acusado por um crime que não cometera e acabou por ser preso injustamente. Na altura, a mãe já havia falecido e o pai não envidou esforços para o procurar, uma vez que os irmãos lhe sugeriram que ele havia morrido. Certamente que se sentiu, muitas vezes, sozinho e confuso. Porque é que a vida dele estaria a levar aquele caminho? Contudo, a fidelidade de Deus esteve sempre presente.

Tal sucedeu em casa de Potífar, onde trabalhava: “E José foi levado ao Egipto, e Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda, homem egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o tinham levado lá. E o SENHOR estava com José, e foi homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio. Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava em sua mão, José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.” (Génesis 39:1-4)

E até mesmo na prisão: “E o senhor de José o tomou, e o entregou na casa do cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; assim esteve ali na casa do cárcere. O Senhor, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor. E o carcereiro-mor entregou na mão de José todos os presos que estavam na casa do cárcere, e ele ordenava tudo o que se fazia ali. E o carcereiro-mor não teve cuidado de nenhuma coisa que estava na mão dele, porquanto o Senhor estava com ele, e tudo o que fazia o Senhor prosperava.” (Génesis 39:20-23)

E, finalmente, viu cumprido o grande propósito de Deus para a sua vida, no dia em que foi nomeado governador do Egipto: “E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço.” (Génesis 41:42)

Ele acabou por ser também um testemunho da fidelidade de Deus para a sua família. Pouco antes de falecer, o seu pai, Jacó, assim o descreveu: “José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro. Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e odiaram. O seu arco, porém, susteve-se no forte, e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel).” (Génesis 49:22-24)

Como cristãos, Deus espera de nós o compromisso de O amarmos e servirmos ao longo da nossa vida, até mesmo no tempo de adversidade. Da mesma forma, Ele está comprometido em ficar próximo de nós em todos os momentos, como fez com José.

Assim, seja qual for a circunstância que estejamos a viver hoje, renovemos o nosso compromisso com Ele, na certeza de que a Sua fidelidade não nos faltará.

“Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador;” (Isaías 43:1-3)

Lurdes Lima Capucho

Evangelista

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