• Siga-nos nas redes sociais

Geral

Roteiro De Uma Peregrina – Isabelle Ludovico da Silva

960 642 Aliança Evangélica Portuguesa

Muitas pessoas esperam ansiosamente o ano novo com a expectativa de que suas vidas irão melhorar como num passe de mágica. Mas as mudanças só acontecem quando a gente passa de vítima a protagonista, assume o volante da própria vida, se dispõe a corrigir os erros do passado e perseguir alvos mais construtivos. Como diz a sábia Mafalda:

 

Como peregrinos numa terra desconhecida (já que o futuro é uma incógnita), precisamos de mapa e provisões. O mapa são os princípios, prioridades, valores e objetivos que irão nortear nossa caminhada. Quem não tem o seu mapa acaba se deixando levar pelos outros. As provisões dizem respeito às experiências acumuladas ao longo da vida, e principalmente aos recursos que encontramos em Deus: amor, alegria, paz, sabedoria, esperança.

O início do ano é uma oportunidade ímpar de reservar uma manhã para sair da rotina, avaliar nossa vida, identificar sucessos e fracassos, definir novos rumos, redirecionar nossos recursos visando corrigir metas equivocadas, sair de atalhos e atoleiros, voltar para a via principal. Pessoas que viram a morte de perto ou que tem uma doença terminal fazem este balanço e tentam barganhar com Deus de modo a ter mais uma oportunidade de se livrar de tudo o que é supérfluo para ficar apenas com o essencial. Sábio é aquele que não espera um momento tão trágico, e às vezes irreversível, para selecionar e dar prioridade aquilo que é realmente importante e eterno: o afeto.

Em vez de perpetuar padrões distorcidos, como o ativismo, que deixam você cada vez mais fragmentado, frustrado, alienado ou amargurado, procure proporcionar para você mesmo um tempo de reflexão e sossego. Aquiete a sua alma, tenha a coragem de olhar para dentro de você, deixe a luz entrar, inicie uma faxina e rearrumação interior.

Ano passado, escrevi um roteiro que me permite hoje avaliar o caminho andado. Alguns objetivos continuam, outros são ligeiramente diferentes. Sugiro que façamos três listas: a lista da vida, a lista do ano e a lista da semana. Seguem as minhas! Convido você a fazer as suas! Com a ajuda de Deus, você será bem sucedido nesta empreitada.

Lista da vida:

  • Ser amiga (de Deus, de mim mesma, do outro)
  • Caminhar em direção à humildade, simplicidade, alegria e generosidade
  • Servir de acordo com os meus recursos, talentos e dons.
  • Ser sinal de Reino de Deus, contribuindo para que este mundo seja mais justo e solidário

 

Lista do ano:

Ser mais íntima de Deus

  • Reconhecer meus erros e aprender com eles
  • Livrar-me de coisas inúteis ou supérfluas
  • Relaxar e cultivar o bom humor
  • Integrar sentir, pensar e agir
  • Ter iniciativa e sair da rotina
  • Permanecer a caminho, aprendiz,
  • Continuar crescendo e melhorando

Lista da semana:

  • Dedicar um tempo para ler a Palavra, meditar e orar
  • Desfrutar de cada dia como um presente
  • Ser grata pelas pequenas alegrias do dia a dia
  • Reter os sinais de esperança
  • Comer devagar e apenas o suficiente
  • Caminhar e apreciar a natureza
  • Agir em vez de reclamar
  • Acolher as pessoas que Deus colocar no meu caminho

 

PS: Um conselho: risque as palavras “nunca” e ”sempre”, elas revelam expectativas exageradas e irrealizáveis que só geram frustração. Nada de perfeccionismo, pois acaba se tornando um fardo em vez de ser um estímulo. Basta estar se movendo na direção certa!

 

Isabelle Ludovico da Silva
Psicóloga Clínica com Especialização em Terapia Familiar Sistêmica
isabelle@ludovicosilva.com.br

Listagem das Igrejas da Semana Universal de Oração 2019

1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

[atualizado: 6 de janeiro de 2019]

Entre os dias 13 a 20 de janeiro decorrerá a Semana Universal de Oração. Na lista abaixo poderá conhecer as localizações de cada uma das reuniões do evento e os seus respectivos horários.

 

NORTE

 

Porto – cidade

Dia 19 de Janeiro – Sábado às 16H às 18H (alterar o horário anterior)

Comunidade da Paz – Porto

Rua Monte Alegre, 183 – 4250-301 Porto

Concerto de Oração – Jovem

 

Porto – cidade

Dia 17 de Janeiro – 5ª Feira às 20:30H

Igreja Corpo do Messias (Remar)

Rua de Santos Pousada, 658 – 4000-480- Porto

 

 

Vila Nova de Gaia

Dia 17 de Janeiro 5ª Feira às 21H

Igreja Baptista de Vila Nova de Gaia

Rua Soares dos Reis,41 – 4400-315

 

Lamego

Dia 19 de Janeiro – Sábado às 20H

Igreja Evangélica Manancial

Rua Dr. Gonçalves da Costa, 20 R/C – 5100-189

 

Maia

Dia 16 de Janeiro – 4ª Feira às 21H

Igreja Evangélica em Águas Santas

Rua Mosteiro 2100 – 4425-140 Águas Santas

Pregador: Pedro Costa

 

Braga

Dia 19 de Janeiro – Sábado às 10H

Igreja Missionária de Braga

Rua Dr Arnaldo Leite Machado – Nogueira 4715-180 – Braga

 

Viseu

Dia 16 de Janeiro – 4º Feira às 21H

Assembleia de Deus

Rua Nova da Balsa, Quinta da Asseca BI 2 Cave

Pregador: Pr. Edson

 

Aveiro

Dia 13 de Janeiro – Domingo às 11:30H

Igreja Batista de Aveiro

Rua Tenente Resende, 29 -3800-269

Pregador: Ancião Joel Silva

 

Dia 20 de Janeiro – Domingo às 10:30H

Centro Cristão Vida Abundante

Centro Comercial Oita – Av. Doutor Lourenço Peixinho, 146 (Antigo Cinema) 3800-160 Aveiro

Pregador: Pr. Pedro Jorge

 

Dia 20 de Janeiro – Domingo às 17H

Igreja Metodista Wesleyana

Rua de São João, – Aveiro

Pregador: Pr. Manuel Jacinto Joana

 

Leiria

Dia 16 de Janeiro – 4ª Feira às 21H

Assembleia de Deus

Rua Pedro Álvares Cabral, Lote 39C-Quinta da Alçada 

Pregador: Pr. Bruno Malheiro

 

Coimbra

Dia 18 de Janeiro – 6ª Feira às 21H

Assembleia de Deus

Rua do Corvo, 73

Pregador: Carlos Cunha

 

Ribatejo

Alverca

Dia 20 de Janeiro -Domingo às 15:30H

Assembleia de Deus

Rua José Antunes, nº 7

Pregador: Pr. Samuel Fernandes

 


GRANDE LISBOA

 

Aguas Livres (Buraca) – Amadora

Dia 13 de Janeiro – Domingo às 10H

Assembleia de Deus

Estrada de Alfragide, 6A

Pregador: Pr. Rodrigues Pereira

 

Lisboa

Dia 13 Janeiro – Domingo às 18H

Catedral da Esperança

Av. Mar. Gomes da Costa 27, Olivais

Pregador: Pr. Samuel Fernandes

 

Lisboa

Dia 16 Janeiro – 4º Feira às 10H

Aliança Evangélica Portuguesa- Sede

Av. Conselheiro Barjona de Freitas, 16-B 1500-204 Benfica

Oração Pastores

 

Odivelas

Dia 13 de Janeiro – Domingo

Em cada Igreja

 

Dia 14 de Janeiro – 2º Feira às 21H

Ministério Kairos

Rua 25 de Abril, 40 – Quinta da Várzea, Olival Basto

 

Dia 15 de Janeiro – 3ª Feira às 21H

1. D. Libertando Vidas

Rua 25 de Abril, 1 – Quinta da Várzea, Olival Basto

 

Dia 16 de Janeiro 4ª Feira às 20:30H

Assembleia de Deus Odivelas

Av. D. Dinis, 68 A – Centro Comercial Oceano, Loja 66 – Cave- Odivelas

 

Dia 17 de Janeiro – 5º Feira às 21H

1. D. Ministério de Santos

Rua Jorge Sena, 3 E -2675-392 Odivelas

 

Dia 18 de Janeiro – 6ª Feira às 21H

Doulos – Igreja Cristã

Rua Heróis de Chaimite, 7- Odivelas

 

Dia 19 de Janeiro – Sábado às 21H

Sementes Reino dos Céus

Rua Heróis de Chaimite, 7 – Odivelas

 

Carcavelos

Dia 16 de Janeiro – 4ª feira às 20:30H

Igreja Baptista da Parede

Rua Machado dos Santos, 365- 2775-236 Parede

Pregador: Pr. Eddie Fernandes

 

Lisboa

Dia 18 Janeiro – 6º Feira às 21H

Nova Aliança

Av. Gomes Pereira, Nº53 A, 1500-328 Lisboa

Pregador: Pr. Samuel Fernandes

Agualva – Cacém

Dia 20 de Janeiro – Domingo às 17H

Encontro Vida – Assembleia de Deus

Rua Agualva dos Açores, 5

Pregador: Pr. Tito Silva

 

Mem Martins

Dia 20 de Janeiro – Domingo às 18H

Missão Cristã Internacional- Sintra

Rua Santos Carvalho, Armazém A, São Carlos

Pregador: Pr. Samuel Fernandes

 


SUL

 

Almada

Dia 19 de Janeiro – Sábado às 19:30H

CAP- Comunidade Apostólica e Profética

Rua Joaquim Jorge Pires, 26 A – Feijó

Pregador: Pr. Samuel Fernandes

 

Barreiro

Dia 17 de Janeiro – 5ª Feira às 21H

Assembleia de Deus

Rua Dom Manuel de Melo, 2

Pregador: Pr. Samuel Fernandes

 

Évora

Dia 18 de Janeiro – 6ª Feira às 21.00H

Centro Cristão Vida Abundante

Quinta dos Barreiros, Armazém Nº 5

Pregador: Pr. Josué da Ponte

 

Algarve

 

Faro

Dia 18 de Janeiro – 6ª Feira – 20:30H

Missão Betesda

Rua S. Luis, n.º 9

Pregador: Pr. Neilson Amorim

 

Loulé

Dia 16 de Janeiro – 4ª Feira – 20:30H

Igreja Evangélica Assembleia de Deus

Rua Dr. Barata, A – 8100-693 Loulé

Pregador: Pr. Rodolpho Lima

 

Quarteira

Dia 17 de Janeiro – 5ª Feira – 20:30H

Assembleia de Deus

Rua da Infância,14 – 8125-228 Quarteira

Pregador: Pr. Ricardo Bezerra

 

Olhão

Dia 17 de Janeiro – 5ª Feira – 21H

Igreja Evangélica Missionária

Rua 18 de Junho,86

Pregador: Bruno Rebelo

Material de Divulgação da Semana Universal de Oração 2019

1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

Descobrindo e Celebrando a Diversidade enquanto a Unidade é construída

Há uma grande riqueza e diversidade entre os Evangélicos e isto precisa de ser celebrado e não ser visto como causa de grande preocupação. Uma maneira de celebrar esta diversidade e, na verdade, usá-la como acelerador para uma maior e evidente Unidade da Igreja, é participar na Semana Universal de Oração.
Não há melhor maneira de celebrar do que nos juntarmos para Adorar, Agradecer a Deus, Confessar os nossos erros juntos, nos Apresentarmos perante o Senhor com as nossas intercessões.
Muitas igrejas e comunidades através da Europa aproveitam esta oportunidade para organizaram Reuniões de Oração conjuntas.

Gostaríamos de encorajar a fazer isso na sua zona. Para isso:

Certifique-se que todas as igrejas são e estão convidadas para a vossa Reunião de Oração. Faça um esforço para que as igrejas mais étnicas se sintam bem-vindas. Seja inclusivo e isto fará uma unidade mais rica e diversa.
Desloque-se. Vá a outro local de Culto e não esqueça as igrejas mais pequenas. Cada local é diferente e adiciona cor à nossa união
Providencie a oportunidade para que os jovens participem e até organizem as Reuniões. A Unidade intergeracional é uma das chaves de sucesso das Igrejas locais.
Planeie uma reunião criativa, relevante e apelativa. Quanto mais forem envolvidos na preparação, tanto mais participativa será.
Seja equilibrado na participação entre o género feminino e masculino. Deus criou-nos diferentes e há prazer quando o Corpo de Cristo expressa isto em Unidade.
Considere a possibilidade de que o que foi organizado e aconteceu possa frutificar ao longo do ano e mais anos.

Deus abençoou-nos muito com uma multiplicidade de maneiras de O louvar e adorar.

Juntos, possamos descobrir a riqueza e a bênção da diversidade que Deus criou e que isso seja razão para Louvor e Avanço do Seu Reino, até que Ele venha.

Vossos conservos, no Senhor,
A Direção da Aliança

Recursos para Divulgação Variada

E O Novo Ano Não Tarda A Chegar – Arlete Castro

647 340 Aliança Evangélica Portuguesa

Hoje de manhã, parado à porta de entrada da minha casa, havia um idoso. Era alguém que eu nunca havia reparado antes. Ou melhor, pensando bem, já havia cruzado com ele vezes sem conta no decorrer dos meus dias, mas nunca o tinha observado. Hoje foi o primeiro dia em que o olhei nos olhos e creiam, fiquei espantada com a ternura do seu olhar. Era um olhar cansado, mas tão alerta, tão intenso…

O seu rosto era marcado por rugas bem vincadas e que descreviam certamente uma história… A sua história. Ele parecia cansado, as roupas que usava estavam gastas pelo tempo, os poucos cabelos que ainda lhe restavam desenhavam caracóis ao redor da sua cabeça e eram de um branco desbotado mas, para quem via, era possível imaginar que tinham moldado uma bela figura.

Ele parecia doente, respirava com dificuldade e não dizia sequer uma palavra, apenas olhava-me nos olhos e esboçava um sorriso. Fiquei assim, a observá-lo durante algum tempo sem saber o que dizer, nem fazer. Passado uns instantes ele sorriu de verdade e numa voz baixa mas firme perguntou:

– Foi um ano espetacular, não foi?

Logo depois, sem dizer mais nada, entregou-me um ramo de flores. Eram botões, potenciais rosas arranjadas num lindo ramo de presente para mim. Depois acenou-me um último adeus e sempre com um sorriso no rosto ele se foi. E, enquanto ele se distanciava eu pude ver que levava consigo uma espécie enorme de saco que o fazia curvar enquanto andava e onde se podia ler: FARDO.

Fiquei ali à porta, a dividir o meu olhar entre o velho que se distanciava e o novo em forma de um ramo embotado e disponível nas minhas mãos.

Sorri.

É, o velho ano está quase a acabar, mas neste dia Deus entrega nas nossas mãos um presente ainda embotado: horas, dias, meses… Tempo e a capacidade de entregá-los a Ele, o único que pode transformá-los em flores…

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28,29)

Que tenhamos todas um Feliz Ano Novo!

 

Arlete Castro
Escritora
Mestre em Intervenção Terapêutica 

Saudações de Natal – António Calaim

1024 576 Aliança Evangélica Portuguesa

Jesus que, existia sob a forma de Deus, esvaziou-se desta e voluntariamente se manifestou na forma humana a fim de se identificar completamente com o ser humano. Isto aconteceu com um propósito: a reconciliação com Deus! Depois de ter pago alto preço Deus o Exaltou e lhe deu o Nome que está acima de todo o nome. Todos Lhe obedecerão e serão dadas Glórias a Deus Pai.

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:5-11)

Vivamos neste tempo de acordo com o modelo de Cristo Jesus, nosso Senhor!

 

António Calaim
Presidente AEP

Uma Mesa Preparada – Lídia Pereira

960 640 Aliança Evangélica Portuguesa

Quer sejam sóbrias ou requintadas, como são bonitas as mesas que aguardam comemorações especiais! Umas destacam-se pela simplicidade, outras pelo valor das suas peças, mas todas têm o cunho pessoal de quem as preparou. Há pormenores que lhes são comuns: as toalhas que as vestem, floridas ou de linho, sem rugas ou manchas de festejos anteriores, os guardanapos a condizer, os pratos alinhados, a disposição dos talheres e copos brilhantes, de vidro simples ou de cristal, e o perfume que sentimos pela maneira como foram tratadas antes de se estenderem, elegantes e cuidadas, diante dos nossos sentidos.

É-nos comum demorar o olhar nas imagens apresentadas em revistas, atentando para os pormenores, fixando ideias para pormos em prática numa nova refeição em nossa casa. Como é reconfortante a hora da chegada dos convidados e o tempo de convívio que nunca se repete. Cada reunião é única, cada tempo passado irrepetível. A mesma sinfonia, ainda que noutro tom, nos acompanha quando somos nós os convidados.

Particularmente especiais são as mesas do dia-a-dia, em que não importa tanto a ementa quanto a família sentada à sua volta e o tempo de partilha, num local certo a uma hora previamente combinada, tantas vezes alterada pelos compromissos ou imprevistos.  Depois de um dia de trabalho cansativo, em que tantas “batalhas” têm de ser vencidas, tantos objectivos cumpridos e tarefas realizadas, é tão confortável entrar em casa, respirar fundo, relaxar um pouco e ter a mesa já preparada para a refeição.

Impossível não pensar naqueles que, desafortunadamente, não têm mesa. Quantas pessoas sem família, sem amigos, por doença ou distância dos seus queridos, pela fome ou pelas guerras, pela perda dos seus bens ou pelo luto, não têm dias de festa ou de alegria. Como não sentir tristeza, solidariedade e carinho para com todos, em particular para com os que conhecemos e estão perto de nós.

Estes pensamentos transportam-me para “uma mesa preparada” para todos quantos a desejarem, ricos ou pobres, felizes ou tristes, acompanhados ou sós. Essa mesa está sempre disponível para uma refeição servida pelo Amor por excelência. Não sei a cor da toalha que a veste, mas sei que simboliza uma aliança eterna.

Davi, que a mencionou num dos textos mais belos da Bíblia, diz que o lugar ocupado por nós é individual: “preparas-me uma mesa”! E refere também onde se encontra – “na presença dos meus adversários”.

Esse rei guerreiro-poeta-escritor-músico vivia num palácio rodeado de bem-estar, tinha chegado à posição que ocupava “porque era um homem segundo o coração de Deus”, o seu reinado era vitorioso, muito querido pelo povo, e tinha inimigos? Quem e o que são os inimigos do homem? O próprio homem, as invejas, a doença, a dor, a guerra, a solidão, o abandono, o desespero, as afrontas dos amigos, a crueldade, a competição que não olha a meios para atingir os seus fins roubando a verdade, a saudade, o desemprego, a morte e o luto, numa palavra o mal que entrou no mundo para matar, roubar e destruir.

“O Senhor é o meu Pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto de águas de descanso; preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.”  …

Quando vivemos dias sombrios, tantas vezes pensamos que os nossos problemas são os maiores e únicos. Saiamos de nós mesmos, olhemos ao nosso redor, aproximemo-nos do nosso “próximo” e constataremos que há dores maiores e batalhas mais difíceis que as nossas.

Jesus disse “no mundo tereis aflições” e acrescentou “tende bom ânimo! Eu venci o mundo!”

Temos por Ele “uma mesa preparada”. Podemos sentar-nos, saborear o Seu cuidado, hospitalidade e Amor. Nela temos o nosso lugar reservado.

 

Lídia Pereira

Gestora de Recursos Humanos e Administrativos
Aposentada

Meninos, Meninas e as novas Leis de Ideologia de Género – Iolanda Melo

900 675 Aliança Evangélica Portuguesa

“Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher (…)?” (Mateus 19:4)
(Artigo Retirado do Boletim Ecos, da APECP, Nº 124 (Abril/Maio/Junho 2018)

Download do ficheiro completo:
Documento em PDF

 

No passado dia 13 de Abril, o Parlamento Português aprovou a nova lei que permite a mudança de género no registo civil aos 16 anos, mediante um requerimento, sem necessidade de apresentar qualquer relatório médico, tendo apenas que apresentar a autorização dos pais. Cabe agora ao nosso Presidente da República apreciar o diploma, podendo assim vetar ou promulgar. Neste compasso de espera pela reposta do Chefe do Estado, como pais e educadores cristãos que somos, não podemos deixar de sentir a nossa consternação com esta lei.
A Lei de Deus ensina-nos que no princípio de todas as coisas, Deus criou o mundo e tudo o que nele há, criando assim os seres humanos e estabelecendo os dois sexos biológicos e/ou géneros: macho e fêmea (Génesis 1:27; 5:2).

Sendo a lei promulgada, esperam-se tempos ainda mais complicados para os nosso filhos e alunos que crescem de acordo com os valores bíblicos: partilharão as casas de banho com alunos do sexo oposto, verão meninos vestidos de meninas e vice versa, a Educação Sexual não terá bases científicas, pois será feita com base numa ideologia, Ideologia de Género, que defende que ninguém nasce homem ou mulher, e que tais conceitos seriam apenas construções sociais que nos foram impostos (independentemente do sexo com que se nasce, a pessoa pode construir o género que desejar: homem, mulher ou outro género, negando assim a sua identidade corporal).

Porque deve o adolescente de 16 anos poder decidir a sua identidade sexual, quando biologicamente já está determinada? Porque decidir numa etapa do seu desenvolvimento em que ainda não atingiu a maturidade neurológica que lhe garanta a maturidade psicológica para tomar decisões importantes?

 

Se aos 16 anos muitos ainda não conseguem escolher a área de estudo ou a profissão que terão no futuro; é proibido beber bebidas alcoólicas, conduzir um carro ou votar, como pode ser possível tomar uma decisão destas e ainda sem o devido acompanhamento dos profissionais de saúde?

Somos os primeiros e principais educadores dos nossos filhos e não podemos permitir que as instituições e o Estado retire-nos o direito que temos sobre a educação que desejamos dar aos nossos filhos, direito esse que a nossa constituição nos confere (artigo 36, nº5 “os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos.”) e que está também expressamente referido na Declaração Universal dos Direitos do Homem (artigo 26º, parágrafo 3 “os pais têm um direito prioritário de escolher a espécie de educação que será dada aos seus filhos”). A constituição refere o papel do Estado nesta matéria: “cooperar com os pais na educação dos filhos” (artigo 67º).

O Estado deve cooperar e não substituir! É direito dos pais decidir a educação religiosa que pretendem que os filhos assistam na escola, bem como escolher a educação sexual que será feita aos filhos e em que moldes esta acontecerá no plano da educação escolar.

 

Esta visão ideológica contrasta com a visão bíblica:
“E criou Deus o homem à sua imagem e semelhança: à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.” (Génesis 1:27).

 

Foi Deus que estabeleceu os dois géneros para a humanidade, masculino ou feminino e não contemplou “outros géneros” possíveis. A partir destas duas dimensões estabeleceu a célula básica da sociedade: a família, criada a partir de um homem e de uma mulher. A Identidade Sexual ou a consciência de que somos seres sexuais, é uma parte importante na formação da Identidade e influencia profundamente a imagem e a perceção que temos de nós próprios e os relacionamentos que estabelecemos com os outros, englobando 4 aspetos:

1º Sexo Biológico – é determinado pela informação genética, no momento da conceção, pela combinação cromossomática, classificando as pessoas como homens ou mulheres, machos ou fêmeas. Seis semanas depois, desenvolvem-se os órgãos genitais, marcando a diferença na anatomia reprodutora e que permitirá a diferenciação do corpo masculino do feminino, bem como do Sistema Nervoso Central – cérebro do menino terá diferenças do cérebro da menina, influenciando o seu comportamento na infância – os meninos terão interesses de meninos e meninas buscarão interesses mais femininos.

2º Identidade de Género – Convicção que o indivíduo tem de ser um homem ou uma mulher e que corresponde ao sentimento individual de masculinidade/feminilidade do ponto de vista biológico, social e psicológico. Esta consciência que se tem do próprio género aparece entre os 3, 4 anos, com a identificação da criança com o progenitor do mesmo sexo. A ausência do progenitor (ou de um modelo de referência) no quotidiano da criança pode gerar perturbações neste processo.

3º Papel Sexual Social – Expressão do papel feminino ou masculino em função do comportamento que a sociedade espera de cada sexo: comportamentos, atitudes e traços de personalidade designados socioculturalmente como masculinos/femininos. As brincadeiras, as roupas, os modelos de atitudes e comportamentos de referência terão um papel importante no desenvolvimento da Identidade de Género e do Papel Sexual.

4º Orientação Sexual – É o que indica para onde se dirige o desejo sexual da pessoa (heterossexual ou homossexual). Surge após a puberdade e no processo de definição da orientação Sexual e os valores, os princípios, a educação, a exposição a modelos de referência e a religião têm uma poderosa influência.

A melhor forma de vencermos a Ideologia de Género, e os seus avanços na nossa sociedade, é criarmos filhos com uma Identidade saudável, bem alicerçada nos valores e princípios bíblicos; sermos modelos positivos e estarmos bem envolvidos na vida dos nossos filhos para podermos ajudá-los a lidar com as mudanças dos tempos.

 

Lisboa, 1 de Maio de 2018.
Iolanda Melo, APECP

O Compromisso – Graça Fonseca e Silva

960 640 Aliança Evangélica Portuguesa

Estava a iniciar o meu curso de Teologia e Educação Cristã, que seria de três anos. Tinha saído da minha igreja, deixado os meus familiares e os meus amigos mais próximos, para vir frequentar o Instituto Bíblico noutra terra, mas o meu desejo de me preparar para servir melhor o Senhor era grande e superava todo o eventual receio do desconhecido que esta nova etapa trazia consigo.

Nessa altura, iam muitas vezes à igreja a Coimbra, de onde sou, equipas de alunos e professores que participavam nos cultos e semeavam em nós o desejo de servir a Deus e desafiando-nos a vir estudar para o Instituto Bíblico. Eu já servia na igreja local mas queria fazer mais e melhor e sabia que me seria muito útil e curso que me propunham.

Iniciei as aulas com entusiasmo. O leque de disciplinas era interessante e o acolhimento dos professores e dos meus colegas fez-me sentir confortável. Sabia que teria que estimular a minha capacidade de concentração e de memorização e gerir o meu tempo de modo a concluir os trabalhos dentro dos prazos. Havia ainda que conciliar sabiamente três exigências do dia: as aulas de manhã, trabalho à tarde e estudo ao fim do dia e nos fins-de-semana.

Logo no início decidi assumir um compromisso comigo mesma: nunca iria faltar a uma aula, ao longo dos três anos… Seria possível?

Desde então, sempre que surgia alguma situação que pudesse vir a condicionar a minha ida às aulas e outras actividades, eu orava com fervor para que Deus me tocasse e eu não tivesse que faltar. Recordo-me de uma vez que me encontrava doente. A febre deixava-me indisposta, mas a decisão falou mais alto e fui.

E consegui. Completei os três anos sem dar uma única falta. E recebi um prémio por isso. Foi há mais de trinta anos e, tanto quanto sei, nunca mais houve ocasião de a escola atribuir esse mesmo prémio a outro aluno, pois nenhum completou o curso sem qualquer falta.

Sinto-me feliz ao pensar nisso, pela forma como consegui cumprir esse compromisso comigo mesma. Fico a pensar que, ainda hoje, Deus espera decisões da parte de cada um de nós, cristãos. Ele procura gente disponível para responder com determinação e consistência.

Na Bíblia, encontramos estas palavras de Deus: “”Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim a favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas a ninguém achei.” (Ezequiel 22:30)

Hoje, Ele continua a esperar de mim, a cada dia, uma vida de compromisso. Claro está que agora não tem a ver com o ir ou faltar às aulas mas refere-se a aspectos mais importantes da minha maneira de viver. Quero ser uma das pessoas que Deus encontre disponível para “estar na brecha”. Que Ele possa contar comigo e consigo, sempre que precisar de nós.

 

Graça Fonseca e Silva

Colaboradora do Desafio Jovem, Reformada 

Com Deus, na Escola – Raquel Henry

960 640 Aliança Evangélica Portuguesa

Foram 22 anos de escola, de sala de aula, de caras novas, de dezenas de nomes para decorar. Foram anos a ensinar, a acompanhar, a aconselhar, mas também a participar de vidas, de famílias e de escolhas. Por vezes, escolhas difíceis em contextos conturbados, outras, lógicas e de fácil aceitação. Foram assim os meus anos como professora, profissão que escolhi desde cedo e a qual nunca tive dúvidas em abraçar. Desde o primeiro momento, senti a mão de Deus a guiar cada passo, a orientar cada minuto e cada hora. Mas nem sempre foi fácil. Acho que quase sempre a balança pesou com dificuldades, angústia e preocupações. Mas houve tantos momentos bons, maravilhosos até! Tantos sorrisos e lágrimas de emoção, tantos sucessos observados e tantos dias a chegar a casa com a sensação de dever cumprido.

Este ano são outras escolas e outros contextos, mas não dentro de uma sala de aula.

De computador ligado, caderno de apontamentos e telemóvel, tento gerir, como parte da equipa da Comacep – Comissão para a ação educativa evangélica nas escolas públicas –  toda uma dinâmica que envolve fazer contactos, registar inscrições de alunos, criar turmas e encontrar professores para lecionar Educação Moral e Religiosa Evangélica nas escolas públicas. Toda a engrenagem está bem montada e, em equipa, trabalhamos com espírito de missão – a missão de propagar o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo nas salas de aula.

Numa Europa que está cada vez mais a fechar as portas a Deus, onde já nem se pode com total aceitação e liberdade falar em Jesus, Natal ou Páscoa, há ainda um cantinho, à beira mar plantado, que investe na educação cristã e que até mobiliza professores para coordenar equipas que vão à escola espalhar A Semente nas vidas de crianças e jovens. Que privilégio e que milagre!

Acredito profundamente que este ano pode ser um ano de viragem para Portugal. Um ano de oportunidades para evangelizar, um ano de crescimento, um ano de reavivamento de corações. Acredito também que a Comacep terá, cada vez mais, um papel de extrema importância neste ministério.

A minha vida continua a ser na escola, mas agora, a Missão é ainda mais nobre. Que Deus me possa usar e orientar para Sua Honra e Glória.

 

 

Raquel Henry

Professora de Educação Musical
Destacada na COMACEP em 2018/2019

“Confortai as mãos fracas e fortalecei os joelhos trementes” – Entrevista à Dra. Maria Helena Martins

1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

AEP – Como surgiu o interesse pela Medicina na sua vida e a decisão de servir a população idosa?

HM – Deus vai escrevendo a nossa vida desde que nascemos. Nada do que nos acontece Lhe está oculto. Ao olhar para trás, para o meu percurso de vida, vejo cada página escrita com o Seu propósito. Fui tendo encontros com o sofrimento, que não foram por mim compreendidos na época. Geraram angústia, mas também grande crescimento.

O meu 1º grande encontro com o sofrimento por doença, ocorreu quando eu tinha 5 anos e o meu pai teve um grave problema cardíaco. A sua grave insuficiência cardíaca originou a sua morte prematura aos 59 anos quando eu tinha 16 anos. Durante 11 anos vivi o sobressalto constante de o perder, pois as crises e os internamentos sucediam-se. O seu sofrimento era intenso.

Este 1º encontro lançou uma semente – o desejo de minorar o sofrimento alheio.Fiz  o Curso de Medicina.

O 2º grande encontro com o sofrimento aconteceu há 21 anos, com uma doença oncológica disseminada, com grave prognóstico, da minha mãe.

Fiquei a conhecer e vivi muitas das dificuldades porque passam aqueles que acompanham e cuidam de doentes em sofrimento e fase avançada de doença incurável. Nessa época ainda não havia Cuidados Paliativos em Portugal e era muito dificil gerir e controlar estas situações.

Foram dois anos de luta que me levaram à exaustão. No entanto, outra semente foi lançada – como ajudar e acompanhar este tipo de doentes?

Até essa altura trabalhava como Médica de Família num Centro de Saúde e confesso que a minha área preferida era a Saúde Materno-Infantil.

Mas outra semente tinha sido lançada. Abracei a Geriatria e aproximei-me dos Cuidados Paliativos, ainda embrionários.

Os últimos 18 anos da minha vida têm sido dedicados a estas áreas, na procura constante de resoluções para minorar o sofrimento e acompanhar o meu doente na sua trajetória final de vida, dando dignidade a essa mesma trajetória. Isto exige da minha parte contínua formação e trabalho de equipa.

Tenho sentido o enorme entusiasmo das minhas equipas de trabalho, o empenho, o zelo, o cuidado que têm demonstrado para melhoria constante da abordagem em fim de vida.

Tenho trabalhado em diferentes locais, com diferentes equipas, desde Apoio Domiciliário a Residências Geriátricas.

O 3º grande encontro com o sofrimento ocorreu há 10 anos, com o meu irmão mais velho. Em aparente estado de saúde, foi-lhe diagnosticada uma doença oncológica grave, terminal , com a qual convivemos 8 intensos meses. Também morreu prematuramente aos 58 anos.

A mão invisível do Senhor continuava a escrever as páginas da minha vida.

Pouco antes do seu diagnóstico, eu tinha iniciado uma Pós-graduação em Cuidados Paliativos. E com a ajuda preciosa dos meus colegas pioneiros dos mesmos, o trajeto do meu irmão foi vivido de forma totalmente diferente, com os seus desejos cumpridos, os seus sintomas controlados, com muito maior serenidade.

A minha preparação foi-se fazendo gradualmente por sementes que foram lançadas num terreno que estava a ser preparado. E a preparação desse terreno envolveu dor e sofrimento. Mais tarde, ao ver os frutos, compreendi o trajeto vivido.

AEP – Quais são as maiores necessidades dos idosos em Portugal, hoje, na sua perspectiva?

HM – Vivemos numa sociedade doente, com injustiças materiais e morais. Talvez uma das mais graves de todas seja a que os idosos sentem – a comunidade não os considera membros iguais aos demais.

Como cristãos somos chamados a agir em favor dos injustiçados, aceitando, estimando e integrando os nossos idosos.

Claro que cada idoso tem todo um percurso de vida que o marcou de diversas maneiras e a Bíblia nos adverte para a possibilidade de sermos rejeitados por Deus na velhice ( Salmo 71:9).

Perante a sociedade impessoal onde estamos mergulhados em Portugal e um pouco por todo o mundo, penso que as maiores necessidades dos idosos terão a ver com a falta de afeto e calor humano, falta de integração na sociedade, falta de quem os oiça e de quem os ajude a quebrar o ciclo da solidão.

Claro que existirão também necessidades materiais, a nível de cuidados de saúde, de alimentação ,etc.

A nossa missão para com os nossos concidadãos idosos, é ajudar a construir uma sociedade mais benevolente e integradora de todas as faixas etárias. É fazer despertar recursos e talentos pessoais enterrados há muito, estimular a criatividade, o entusiasmo por alguma tarefa, criar laços sociais que arranquem o idoso da solidão.

AEP– Vive o seu trabalho como uma forma de servir a Deus? Pode referir um versículo que tenha norteado o seu percurso de vida profissional?

HM – Há cerca de 18 anos, quando me comecei a dedicar à área da Geriatria, um versículo passou a acompanhar-me e lembrar-me continuamente da missão – “Confortai as mãos fracas e fortalecei os joelhos trementes” Isaías 35:3.

Numa área da Medicina que facilmente pode originar 2 sentimentos avassaladores, impotência e frustação, este versículo anima-me a batalhar dia após dia na procura do conforto e simultâneamente no fortalecimento do que ainda é possivel fortalecer nos meus doentes.

Falo em impotência, ao referir-me à morte inevitável, e que acompanha o dia a dia da Geriatria.

Falo em frustração, porque trato pessoas com doenças crónicas, múltiplas doenças na mesma pessoa, muitos sintomas que já não é possivel eliminar por completo, e raramente assisto a cura, o que acontece na Medicina exercida nas faixas etárias mais novas.

É uma Medicina de gestão de doenças crónicas.

Penso no meu trabalho como serviço ao próximo, ao encarar de frente o sofrimento alheio, não ficando indiferente, na busca constante de alívio do mesmo e de soluções para os problemas diários que vão aparecendo.

Isto exige disponibilizar tempo, gerir emoções, perseverar, aprender continuamente e estar na total dependência de Deus.

 

Dra. Maria Helena Martins

error: Conteúdo Protegido!