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Geral

Dietas – Catarina Malheiro

960 640 Aliança Evangélica Portuguesa

Há uma infinidade de pessoas a querer perder peso e a ficar com um corpo esbelto como o da celebridade X ou Y. Neste sentido, as pessoas adotam regimes alimentares restritivos e consomem uma infinidade de produtos que prometem um rápido emagrecimento. Não faltam dietas deste tipo e também não faltam pessoas a aderir a elas, porque querem resultados breves, rápidos e sem grandes esforços. A verdade, é que este tipo de dietas até resulta, pois para ocorrer perda de peso apenas é necessário um balanço energético negativo, ou seja, que a quantidade de energia ingerida seja inferior à energia gasta. Sendo as dietas em questão, maioritariamente hipocalóricas (baixas em energia) é, claro, que permitirão a existência de um balanço energético negativo. O grande problema está nos comportamentos alimentares utilizados neste tipo de dietas, que são completamente insustentáveis. As pessoas que as praticam conseguem rápidas perdas de peso, mas ao final de alguns meses ou anos esse peso é recuperado novamente.

Neste momento, certamente que muitas das leitoras estarão a questionar “Então, qual o melhor método para a perda de peso saudável e sua manutenção?”. A resposta é: reeducação alimentar. Quando pretende perder peso é importante a aquisição de hábitos alimentares saudáveis adequados à sua rotina, aos seus gostos e às suas necessidades. Não precisa de deixar de incluir nenhum tipo de alimentos na sua dieta (exceto, na presença de alguma doença), apenas precisa de saber fazer escolhas alimentares saudáveis, ou seja, precisa reaprender a comer. O nutricionista é um profissional especializado na área e pode ajudá-lo neste processo. Certamente que a perda de peso não será tão rápida como a prometida na maioria das dietas, mas será sem dúvida realizada de uma forma saudável e duradoura.

Todos nós, precisamos de nos esforçar e dedicar, não apenas nesta área, mas em todas as áreas da nossa vida, de forma a alcançarmos o sucesso. Também encontramos esta receita na Bíblia, o salmista diz que “Quem sai com a cesta de sementes chorando enquanto anda, voltará carregado de feixes de espigas, gritando de alegria!” (Salmo 126:6). É preciso valentia e luta na semeadura, para podermos colher o fruto do nosso trabalho.

Assim também é a nossa vida espiritual, precisamos de uma reeducação nas nossas escolhas, pois podemos estar a alimentar a nossa alma de coisas que nos fazem mal e nos afastam de Deus. Reeducar a nossa vida espiritual consiste em retirar alimentos que fazem mal à nossa saúde espiritual e alimentarmo-nos das Palavras Sagradas que Deus nos deixou. Temos um especialista que nos ajuda e orienta na boa seleção desses alimentos e podemos consulta-Lo a toda à hora. Ele é o nosso Pai do Céu.

 

 

Catarina Malheiro
Nutricionista (2396N)

Solidariedade por Moçambique

1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

“Estamos Juntos” é uma expressão comum e muito bonita assim como cheia de significado em Moçambique.

Queridos Irmãos vamos como povo português e evangélico demonstrar a nossa solidariedade nesta aflição.

A conta Solidária é: IBAN  PT50 0033 0000 45282173896 05

O Projecto Moçambique merece-nos toda a Confiança.

 

No link abaixo é possível ver o relatório:
Relatório em PDF

 

No Senhor,
António Calaim
Presidente da Aliança Evangélica Portuguesa

Ciclone Poderoso Atinge a Beiras e Outras Parte do Centro de Moçambique

800 500 Aliança Evangélica Portuguesa

Para todos os nossos amigos e apoiantes,

Tal como muitos já sabem, ontem a cidade da Beira, juntos com outras partes do centro de Moçambique, foram apanhadas por um ciclone muito forte (Ciclone Idai). Parece que a tempestade atingiu a sua força maior durante a noite e foi mais poderosa do que os outros ciclones que atingem Moçambique. Até agora há poucas informações em respeito a feridas, perde de vidas, e danos porque parece que todos as comunicações estão inativas e não há eletricidade na cidade. As informações mais recentes que temos agora são que há planos para mandar socorro para a Beira através de helicópteros e outros meios logo que os ventos se acalmem.

O nosso último contacto com a nossa equipa foi ontem quando consegui mandar uma mensagem a cada um, animando-os com as nossas orações e com as palavra de Salmo 46. Então uma mensagem simples apareceu na minha página do Facebook ontem à tarde que o Inácio me tinha mandado. Nesta manhã tentei enviar-lhes outra mensagem para ver como estavam, mas todas voltaram sem ser entregues que foi a confirmação que as comunicações estão inativas.

Estive na Beira até a segunda-feira desta semana. É incrível como tudo pode mudar dentro de pouco tempo! Não sabemos o estado do nosso escritório, mas obviamente a nossa prioridade agora é para sabermos como a nossa equipa está a conseguir, junto com as suas famílias e outros que conhecemos.

Para saber as poucas notícias que estão a chegar, parece que o site do ‘Club de Mozambique’ é o melhor, junto com o BBC. Porém estes sites estão em inglês.

https://www.bbc.com/news/world-africa-47576831

https://clubofmozambique.com/news/cyclone-idai-damage-is-major-and-very-worrisome-president/

https://clubofmozambique.com/news/beira-residents-report-deaths-after-cyclone-idai-hits-central-mozambique-lusa/

Vamos mandar mais informações atuais logo que as tenhamos.

Por favor orem por todos,
Chris e M. do Carmo (15 de março de 2019)

Tomada de Posição Sobre o Ataque em Christchurch – Nova Zelândia

1280 800 Aliança Evangélica Portuguesa

A Aliança Evangélica Portuguesa (AEP) manifesta a sua tristeza e indignação face ao ataque terrorista levado a cabo em Christchurch na Nova Zelândia, por indivíduo que assim pretendia, em nome de uma pseudo “supremacia branca”, matar muçulmanos em duas mesquitas.

Apelamos aos cristãos evangélicos que orem:

  • Pelas famílias para que possam sentir a paz de Deus;
  • Pelos líderes religiosos que cuidam dos que estão em sofrimento;
  • Pela união do Corpo de Cristo contra o ódio e a violência :
  • . Que Deus possa derramar a Sua misericórdia sobre todos.

Continuamos preocupados com o crescimento de uma cultura de ódio, que não só marginaliza minorias como encoraja violência contra os diferentes de si próprios. Apesar de muitas vezes discordarmos no que respeita à fé, opiniões e tradições, cada pessoa é criada por Deus e tem uma dignidade que merece ser respeitada.

Jesus Cristo chamou-nos para sermos pacificadores pelo que não podemos ficar em silêncio sempre que e onde o ódio ou a violência sejam promovidos.

O Amor e o Medo – Bertina Coias Tomé

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Hoje é Dia da Mulher. Nesta data, que se celebra em muitos países, quero prestar aqui a minha homenagem às mulheres que, em Portugal, têm falecido, vítimas de violência. Os números deste ano são assustadores, e ainda vamos no primeiro trimestre.

Também homens têm sido assassinados, por quem julgavam que os amava. Vidas abreviadas, abruptamente, em actos bárbaros e, quantas vezes, planeados com uma minúcia arrepiante.

 

Tempos difíceis

A minha preocupação estende-se, ainda, a muitos homens e mulheres que vivem em grande sofrimento. Desrespeitados, feridos, mal-amados, vão perdendo vida num dia-a-dia árido, sem esperança. Seria esse o plano de Deus para si?  Com certeza que não.

  1. Paulo, numa das suas cartas, anuncia tempos difíceis, em que haveria “Homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (II Timóteo 3:2-5). A descrição dos crimes actuais transportam-nos, rapidamente, a esta lista assustadora.

Para um homem e uma mulher, o casamento significa a permissão de entrar na vida um do outro. Pisar, sujar, destruir, aniquilar significa não merecer o privilégio de habitar o território do outro. E, nesse caso, deve sair. Voluntaria ou compulsivamente.

Medo Versus Amor

É natural ficarmos chocados com a violência presente em lares, que vem à luz nas notícias diárias, e que se tem traduzido, em muitos casos, em homicídios. Contudo, pode ser oportuna uma reflexão sobre os nossos próprios ambientes familiares. Será que, por alguma via, o medo tem entrado e ocupado lugar em nossa casa?

O apóstolo João, na sua primeira carta, lembra que “No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.” (I João 4:18)

Fazer do medo um ingrediente presente e comum numa relação familiar é desconhecer totalmente aquilo que significa o amor, na sua pureza e na sua força. O amor expulsa o medo, e o medo não deixa aperfeiçoar o amor. Em que medida é que o medo ainda está presente nos nossos lares? E que consequências traz?

Oprimido ou Opressor?

O medo pode fazer de alguém uma pessoa oprimida, sem espaço para se afirmar, crescer, desabrochar identidade. Essa é, provavelmente, a imagem que temos de quem sinta medo numa relação. Contudo, o medo não gera só o oprimido. Também gera o opressor. O medo de ser traído(a) pode levar alguém a viver em ciúme doentio e exercer sobre o outro uma pressão e um controlo quase insuportáveis, incapaz de fazer alguém feliz. O medo de não vir a beneficiar de uma herança, pode levar alguém a matar, como já tem acontecido. E poderíamos dar outros exemplos.

Ao abordar este tema, Danielle Strickland apresenta um exemplo bíblico disto mesmo. Numa dada altura, o povo hebreu foi oprimido pelos egípcios, no contexto socio-político em que nasceu Moisés, num tempo árduo assim descrito: “Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza.” Êxodo 1: 14.

O que é que esteve na origem dessa opressão? O medo de Faraó, que disse: “Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderoso do que nós. Eia, usemos de sabedoria para com eles, para que não se multipliquem, e aconteça que, vindo guerra, eles também se ajuntem com os nossos inimigos, e pelejem contra nós, e subam da terra.” (Êxodo 1:9,10)

Sim, o medo também gera o opressor.

O que fazer?

Hoje pode ser um dia de reflexão pessoal para todas nós, de onde venham a emergir dois resultados práticos:

– Denunciar, sem hesitar, situações conhecidas de violência, em que a vítima poderá não ter voz, por diferentes motivos. Conhecimento significa responsabilidade.

– Observar atentamente a nossa estrutura familiar e procurar entender se o medo já conquistou, por ali, algum espaço. Precisamos de proteger a nossa família de factores agressivos exteriores mas também, e se necessário, de nós próprios (da nossa impaciência, irritabilidade, desdém, crítica mordaz, entre outros factores de instabilidade).

O plano de Deus é que o Seu Amor abunde e dinamize cada família. Cabe a cada um de nós fazer a sua parte.

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.” (Filipenses 4:8,9)

 

 

Bertina Coias Tomé
Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Psicologia Comunitária
Membro da Direcção da Aliança Evangélica Portuguesa

Vamos Orar e Apoiar o Povo Venezuelano!

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Ainda há pessoas a morrer de fome e de qualquer doença por falta de alimentos e medicamentos.

Eventos tristes em toda a fronteira Colômbia/Venezuela. Dois camiões, que transportavam ajuda humanitária muito necessária, foram queimados e outro roubado.

Um casal de missionários norte-americanos que moram em Cucuta, Colômbia deram informações reais, do que eles viram ao vivo:

“Algumas das caixas foram resgatadas por pessoas, passando-as de mão em mão de volta aos armazéns. Aqueles que tentaram implorar por misericórdia, aos guardas que, em linhas, bloqueavam a estrada, foram atacados com gás lacrimogéneo e, noutros casos, com balas de borracha (uma pessoa perdeu o olho e 285 ficaram feridas). As pessoas respondiam atirando pedras do rio seco. As 4 pontes naquela área foram palco de batalha.

O presidente interino conseguiu chegar na tarde do concerto de sexta-feira, juntamente com os presidentes da Colômbia, Chile e Paraguai, bem como  o chefe da OEA (Organização dos Estados Americanos). Eles expressaram grandes esperanças de conseguir passar a ajuda para um país de famílias famintas, moribundas e desesperadas. Até agora isso não foi possível. No confronto, 63 militares venezuelanos conseguiram entrar na Colômbia e afirmaram a sua lealdade ao presidente interino.

O ditador declarou vitória, fez um discurso incendiário, dizendo que ele é mais duro que a madeira e que os diplomatas colombianos devem partir imediatamente. Dançou na frente do seu séquito. As fronteiras estão fechadas, mesmo a fronteira com o Brasil, onde 2 indígenas foram mortos.

Existe uma grande tensão. Muitas igrejas em muitos países estarão orando muito. Obrigado por se juntar a nós em oração.

Na confiança e Paz do Senhor, o nosso Salvador,

Gilberto e Aurora

Missionários da MEVIC e Global Children’s Network

“Eu tenho um sonho!” – Leonor Reis

960 640 Aliança Evangélica Portuguesa

“Eu tenho um sonho” é o título famoso de um discurso de Martin Luther King. Todos nós temos sonhos. E não falo daqueles que temos a dormir. Todos nós temos sonhos, desejos íntimos que gostaríamos de realizar. Alguns sonhos têm muitos anos no nosso coração, outros foram já esquecidos ou mudados pelo tempo e maturidade… Há sonhos que não passam de caprichos, porém há outros que são legítimos e nascidos no coração de Deus para nós.

José é o sonhador mais conhecido da Bíblia: os sonhos foram-lhe dados na infância, talvez por isso não os tenha guardado para si, o que precipitou uma série de eventos aparentemente prejudiciais. Por causa dos seus sonhos foi atirado para um poço, vendido como escravo, lançado na prisão… Tudo parecia apontar para o fracasso desses sonhos ou para, com aparente bom senso, se dizer que eram sonhos de criança. Contudo, havia uma constante na vida de José, “o Senhor estava com ele” (Génesis 39) e tudo o que ele fazia prosperava, quer enquanto escravo, quer enquanto prisioneiro. E os sonhos realizaram-se, no tempo certo… Entre os sonhos de criança e o tempo de concretização houve um trajeto de fidelidade a Deus, de desenvolvimento de caráter e resiliência que o prepararam para ser a pessoa certa no momento certo.

Deus também nos dá sonhos. Muitas de nós, por circunstâncias da vida, deixaram de sonhar, outras desinvestiram nos seus sonhos por impedimentos e deceções. Se não nos lembramos de sonhar, ainda é tempo pois a vida de cada uma de nós é preciosa ao Senhor e Ele, certamente, tem algo mais… Ainda é tempo de ressuscitarmos ou darmos lugar a novos sonhos. Os de José não ficaram no poço, porque eram sonhos de Deus. Cabe-nos a nós não deixarmos o que Deus nos tem falado no “poço” ou abafado por tempos difíceis. O Senhor da seara chama-nos a algo mais e, felizmente, é Ele que capacita e faz um caminho novo para a nossa vida, independentemente do “poço”, “escravidão” ou “prisão” onde pensamos encontrar-nos.

Creio que Deus sonha com um exército de mulheres que, cientes da sua Identidade em Cristo, se levantam neste tempo como intercessoras, mulheres que não se conformam com o que estão a viver, antes decidem clamar ao Senhor da Seara. Sonhemos uma Igreja forte, cujas mulheres buscam estratégia divina para os seus casamentos, filhos, circunstâncias… Mulheres que se juntam não para falar de banalidades mas para se entreajudarem, orarem e ministrarem umas às outras… Mulheres que ousam, apesar dos constrangimentos das suas vidas, reavivar os sonhos que deixaram para trás em “poços” e que se levantam, como Débora, para fazer o que Deus as chamou para fazer…

Todos os reavivamentos começaram por sonhos de homens e mulheres que ousaram e oraram. E isso fez toda a diferença, na sua vida, família, igreja e geração. Por isso, talvez seja o momento de dizer “Eu tenho um sonho!” e orarmos e agirmos em conformidade para vermos acontecer.

 

Leonor Reis

Professora

Fórum Evangélico – 22 e 23 Março 2019

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É já nos dias 22 e 23 de Março que vai ter lugar o Fórum Evangélico, organizado pela Aliança Evangélica Portuguesa, no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa. O objetivo desta iniciativa é mobilizar as igrejas a estarem juntas neste dia, conectando ministérios / organizações, proporcionar comunhão entre famílias e celebrarmos juntos a Deus.

Neste âmbito, terá lugar também a EXPO Evangélica com a presença de diversos ministérios infantis, juvenis, desportivos, mulheres, ação social, oração, missões, etc… Será uma oportunidade para ficarmos a conhecer melhor o trabalho de cada um e envolvermo-nos uns com os outros.

A EXPO Evangélica vai decorrer a partir das 19h do dia 22, sexta-feira, continuando depois no sábado, dia 23, entre as 10 e as 19h.

A sexta-feira à noite será mais dedicada aos jovens, nomeadamente com um concerto de louvor com Martim Vicente e os amigos, e com uma Palavra partilhada por Pedro Barbosa, dos “The Four” (Ministério da Ágape Portugal).

No sábado começamos às 10h com um tempo de devocional, com a psicóloga Bertina Tomé, seguida de quatro NetWorks: “Mulheres, Refugiados e Tráfico de Seres Humanos”, “Ministérios Juvenis, Infantis e Desportivos”, “Plantação e Revitalização de Igrejas” e “Ação Social”. A tarde será dedicada também à família, com Family Games, música, a apresentação do livro “Diário de uma Mulher Feliz” de Elsa Pereira, entre outras iniciativas que vão decorrer durante a EXPO Evangélica.

Destacamos ainda o Espaço de Oração disponível para quem quiser partilhar motivos de intercessão e ter um tempo especial de conversa com Deus.

O encerramento do Fórum Evangélico será entre as 16 e as 19h com uma celebração especial, onde contaremos com o Coral do Festival da Esperança e um Painel dedicado ao trabalho social da comunidade evangélica (com participação da FEREDE – Rede de Igrejas Evangélicas de Espanha).

Mais informações em www.aliancaevangelica.pt/forum

Reserve na sua agenda: dias 22 e 23 de março, um dia especial para toda a comunidade evangélica!

 

Sara Narciso – AEP Comunicações

Quando Deus nos Dá Uma 2ª Oportunidade! – Ana Isabel Santos Canito

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Ontem foi um dia de muita introspeção. É assim, há 12 anos a esta parte. Sim, fez 12 anos!

Em 2006, eu tinha a minha vida organizada. Sou professora há mais de duas décadas e, na altura, conseguia sempre colocação perto de casa. Tínhamos comprado um apartamento num 3º andar na Marinha Grande, eu tinha uma bebé, a nossa vida tinha estabilizado e parecia que não iria sair dali. Porém, nesse ano, houve mudanças na Lei que rege o Concurso Nacional de Professores e, contrariamente a tudo o que esperava, fui colocada na escola onde estava efetiva, em S. João da Madeira. Na altura, foi devastador! Eu teria que ir e deixar para trás a minha família. Não poderia levar a minha bebé pois não tinha qualquer rede de suporte, então ela ficou com o pai na Marinha Grande. Ia para S. João da Madeira todas as terças feiras bem cedo e regressava às sextas feiras à tarde. Durante meses, aguentei a distância, porém com um preço muito alto. Cada vez mais sentia o impacto da minha ausência na minha filha e em mim própria. O cansaço, o desânimo e a tristeza constante por estar longe de quem mais amava começavam a pesar…

Até que, numa manhã de segunda feira, a 30 de janeiro de 2007, adormeci ao volante na autoestrada, bati no separador central e depois enfaixei-me debaixo de um camião. Fiquei encarcerada e desmaiei. Entretanto, soube que o carro começara a arder. Tentaram socorrer-me e, nesse momento, por coincidência, passou um carro dos bombeiros com meios para apagar o incêndio e desencarcerar-me da viatura.

Parti os tornozelos, esmaguei o perónio da perna esquerda e fiquei impossibilitada de andar. Além disso, fiz um traumatismo craniano… O ano e meio que se seguiu foi de cirurgias, no início, e fisioterapia, 80 sessões. Ao fim desse tempo, ainda coxeava e manifestava stress pós-traumático que me impedia de conduzir. Ao fim de dois anos e meio, nova cirurgia para remover próteses e parafusos… Durante todo esse tempo, o meu marido tinha que me carregar ao colo três andares para poder entrar e sair de casa e cuidar de mim e da minha filha.

Mais uma vez celebrei a segunda oportunidade que Deus me deu. Eu e a minha mãe lembrámo-nos e ela, como sempre, telefonou para dizer “Parabéns pelos 12 anos de segunda oportunidade!” Deus não só esteve comigo naquele acidente, salvando-me a vida e providenciando os meios para que eu fosse resgatada do carro, mas esteve sempre comigo durante os meses que se seguiram, que foram dolorosos e exigentes, não só para mim como também para a minha família.

Celebro a vida e celebro o Deus que está connosco nos bons e nos maus momentos, que continua a brindar-nos com a sua Presença, provisão e favor. Porque Ele cuida de cada uma de nós e não se afasta, quando percorremos o “nosso vale da sombra da morte”. É aí que a sua Presença nos protege e Ele manifesta a sua fidelidade.

E, enquanto celebro, em silêncio, a “segunda vida” que Deus me deu e que decidi agarrar com unhas e dentes, concluo que as mazelas que ficaram para a vida toda nunca serão capazes de me tirar o sorriso… porque gosto tanto de sorrir!!!

Mais uma vez agradeço a todos os que há 12 anos viveram comigo, durante 1 ano e meio, a fase mais negra da minha vida… Em visitas, em abraços, em telefonemas, em orações, em mimos, em esperança… Nunca esquecerei! Obrigada, amigos! Obrigada, meu Deus!

 

 

Ana Isabel Santos Canito
Professora

Vendo Para Além do Olhar – Patrícia Souza

960 526 Aliança Evangélica Portuguesa

Paulo Freire, um dos maiores educadores brasileiros, criou um conto:

Num rio largo, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Numa das viagens, iam um advogado e uma professora.

Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:

– Companheiro, você entende de leis?

– Não! – Respondeu o barqueiro.

E o advogado compadecido:

– É uma pena, você perdeu metade da vida!

A professora, muito social, entra na conversa:

– Senhor barqueiro, você sabe ler e escrever?

– Também não. – Responde o remador.

– Que pena! – Lamenta-se a mestre. – Você perdeu metade da vida.

Nisto surge uma onda bastante forte e vira o barco.

O barqueiro, preocupado, pergunta:

– Vocês sabem nadar?

– Não! – Respondem eles rapidamente.

– Então é uma pena.

E conclui o barqueiro:

– Vocês perderam toda a vida!!!!

“Não há saber mais ou menos: há saberes diferentes.”

Foi nessa certeza, de que não era detentora de nenhum saber superior, que aceitei o desafio de ser responsável pela parte da psicologia clínica da Comunidade Terapêutica do Desafio Jovem, em Alter do Chão. Lembro-me do meu primeiro dia de trabalho, onde encontrei cerca de 20 homens, que naquele momento eram, para mim, homens brancos, negros, altos, magros, enfim eram números, mas que depois de pouco tempo passaram a ser o João, o Pedro, o Miguel o Manuel , e por trás destes nomes, uma historia, por trás da historia, sofrimento, por trás do sofrimento, a possibilidade de se ter esperança, pois na maioria das vezes, quando se aceita o desafio de fazer um programa de recuperação de substancias psicoactivas, até mesmo a esperança já se perdeu. Neste processo de perda e reencontro, torna-se fundamental cercar-se de bons relacionamentos e que esses nos permitam dar e receber, pois acredito que não existe ser humano sábio o suficiente que não tenha nada para aprender, nem tão pouco que não tenha nada para ensinar e, nesta troca de saberes, tenho vivido momentos inesquecíveis e tenho me aperfeiçoado a cada dia, primeiro como pessoa e depois como profissional. Segundo John Maxwell: “Se quero ter um impacto positivo no meu mundo, tenho que aprender a compreender os outros”. É isso que tenho tentado fazer, compreender o outro, naquilo que muitas vezes eles próprios não compreendem.

Quando compreendemos e acreditamos em alguém, damos a essa pessoa a oportunidade de realmente se tornar alguém. Quando se entra no Desafio Jovem, para fazer o programa, vai-se à procura de se tornar alguém, visto que o que se era, não permitiu chegar a lugar algum… Chega um momento que é preciso mudar, mas como é que isso se faz? Em quem eu quero ou me devo tornar? Ou ainda mais importante, como faço para ser alguém, não como um dia fui, mas como um dia sonhei? Neste momento lembro-me de um grande psicólogo, Carl Rogers, que disse: “ Quando me sinto amado, eu desabrocho, cresço e torno-me uma pessoa interessante”. Mas para este processo acontecer, tenho que aprender a ver para além do olhar, ver o que o outro não conseguiu dizer-me por palavras, mas que disse com um gesto e, para termos essa visão, é preciso muito mais do que ser um simples cristão. Faz-me lembrar o profeta Eli, um homem de Deus, que ao ver Ana a chorar no templo, não conseguiu ver a sua dor e a tomou por embriagada. Em contrapartida, a Bíblia nos relata a historia do rei Artaxerxes, um homem ímpio que, ao ser servido por um escravo, Neemias, conseguiu ver a sua alma, transbordada de dor, mesmo sem pronunciar uma única palavra. Este é um dos grandes desafios em ser cristão nos nossos tempos. Para cumprir o mandamento do nosso mestre Jesus, em amarmos uns aos outros, como Cristo nos amou, é preciso aprendermos a ver os outros para além do que estamos olhando.

 

Patrícia Souza

Mestre em Psicologia Clínica

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