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Geral

Não: a palavra que liberta

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Para ser reconhecidas e valorizadas, procuramos agradar às pessoas, atendendo às suas solicitações em detrimento dos nossos anseios pessoais. Como não sabemos respeitar-nos, colocar limites e fazer-nos respeitar, temos medo de nos relacionarmos e sermos invadidas, usadas, abusadas. Nascer de novo é reconstruir a nossa autoestima no fundamento do amor incondicional de Deus que nos liberta da dependência de aceitação do outro, mesmo correndo o risco de ser rejeitadas. Como enfatiza Fiorângela Desidério, no seu livro “Acorde, Mulher!”, ser livre é dar-se o direito de dizer “Sim” e “Não”. Ousar dizer “Não” para ser fiéis a nós mesmos é optar por viver a nossa própria vida em vez de permanecer escravas da aprovação dos outros. Somente aqueles que tem a coragem de dizer “Não” podem dizer “Sim” com alegria e liberdade. É livre quem consegue dizer “Não” sem se sentir culpada por não corresponder às expectativas dos outros. Nem sempre “Não” significa rejeição, pode expressar carinho, proteção, cuidado. Assim como “Sim” pode revelar comodismo, fuga, hipocrisia. Às vezes, dizer “Não” à ação é dizer “Sim” à pessoa. Ao dizer “Sim” quando queremos dizer “Não”, estamos nos desrespeitando a nós mesmos e mentindo ao outro.

Cada uma de nós é única e responsável por desenvolver o seu próprio potencial. “Se eu não for eu mesma, quem o será?”. É impossível ser outra pessoa. No entanto, vivemos a brigar conosco e exigindo de nós desempenhos calcados nos outros. Ser única significa ser incomparável, ou seja, não tem sentido compararmo-nos com os outros. A mudança essencial acontece quando paramos de olhar para fora e voltamos a nossa atenção para os nossos recursos internos. Tirar as máscaras, sair da sombra, parar de se esconder atrás de alguém, obriga a assumir a responsabilidade pela própria vida. Não dá mais para se fazer de vítima e projetar a culpa nos outros. Perceber e acolher as nossas necessidades, desejos, ambições, emoções, transforma-nos de objeto de uso em pessoa humana. Estabelecer objetivos pessoais e começar a dar passos para alcançá-los tira-nos da passividade e coloca-nos no caminho da maturidade.

O ideal de perfeição impede-nos de desfrutar das possibilidades reais que estão ao nosso alcance. É necessário enterrar as expectativas irreais acerca de nós mesmas para dar espaço ao nosso autêntico eu, pois é este eu falho que foi amado por Jesus a ponto de morrer na cruz. Negar as nossas limitações revela que consideramos a cruz desnecessária! A nossa única obrigação como ser humano é ser “humano”. Isto significa ter a humildade de reconhecer os nossos erros e aprender com eles. Os acertos não nos ensinam nada de novo, apenas confirmam aquilo que já sabíamos, enquanto os erros apontam dados desconhecidos ou negligenciados. Admitir as nossas feridas interiores e os nossos temores, as mágoas e raivas, os sentimentos de solidão, rejeição, inadequação, é o primeiro passo rumo à cura interior. A coragem de enfrentar o nosso mundo interior, com todos os seus fantasmas, capacita-nos a descobrir também os tesouros ali guardados. Resgatamos assim a criatividade, a espontaneidade, o prazer, a capacidade de se maravilhar, a curiosidade que tinham sido engavetados no afã de nos tornarmos crianças comportadas, apreciadas e elogiadas pelos adultos. Ao olhar para a nossa história, podemos desatar as amarras que nos mantém presos a uma imagem deturpada de nós mesmas. Ao invés de ficar a insistir nos “por que” das nossas circunstâncias, é preferível descobrir “como” elas contribuíram ou podem contribuir para o nosso crescimento. Esperar que as circunstâncias externas se modifiquem pode nos manter numa vida improdutiva em vez de usarmos estas circunstâncias em nosso favor.

Fundamentar a nossa identidade na graça de sermos filhas de Deus liberta-nos de uma identidade frágil atrelada à opinião dos outros. Somos amáveis, não porque merecemos este amor, mas porque Deus escolheu amar-nos e criou-nos à Sua Imagem. Olhar para nós a partir do olhar acolhedor e perdoador de Deus, capacita-nos a conhecer, compreender e amar a nós mesmas, torna-nos amigas de nós mesmas e parteiras da nossa própria vida. O melhor de nós manifesta-se diante de alguém que nos ama incondicionalmente. Por isso, é contemplando a Deus que somos transformadas. Vamos nos tornando aquilo para o qual fomos criadas à medida que nos apaixonamos e desejamos seguir Aquele que nos resgatou das trevas. Ouvir no nosso íntimo a Sua doce voz que nos chama filhas queridas gera em nós o desejo de “ob-audire”, obedecer. Enquanto a vida dos que estão surdos à esta voz torna-se “ab-surda”.

A sabedoria popular diz que “é melhor cultivar o nosso próprio jardim do que esperar que alguém nos traga flores”.  Deus, através do seu Espírito, transforma os nossos desertos em oásis, faz jorrar a fonte de Àgua Viva e capacita-nos a semear amor, alegria, paz… Assim podemos colher e doar flores, movidas não pelo desejo de reconhecimento, mas pela alegria de compartilhar aquilo que floresce dentro de nós. Amar conjuga-se com os verbos dar e receber, mas também pedir e recusar. Pedir um abraço, uma atenção, uma palavra de encorajamento, uma ajuda é reconhecer que o outro tem uma contribuição importante na nossa vida. O “sim” só revela um desejo genuíno quando é possível recusar. Sem essa liberdade, o vínculo torna-se manipulador. Quem se permite recusar também pode lidar bem com a recusa do outro. Somente sendo livres podemos deixar o outro livre e construir relacionamentos fundamentados no respeito mútuo.

 

Isabelle Ludovico da Silva

Psicóloga clínica com especialização em Terapia Familiar Sistémica.

COMUNICADO STOP EUTANÁSIA

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AUDIÇÃO STOP EUTANÁSIA NA COMISSÃO DOS ASSUNTOS CONSTITUCIONAIS, DIREITOS, LIBERDADES E GARANTIAS

O Movimento cívico Stop eutanásia esteve representado na tarde de ontem na audição do grupo de trabalho da Despenalização da Morte Medicamente Assistida, com Graça Varão, fundadora do Movimento, e Nelson de Brito, médico.

Embora nos encontremos já na etapa da especialidade, perante 5 projetos de lei aprovados na generalidade no passado dia 20 de fevereiro, o contexto pandémico que vivemos veio trazer uma nova forma de olhar para esta lei, que nos obriga a refletir, pois a Lei deve ser para o Homem e não o Homem para a Lei.

O que se pretende não é debater o tema em abstrato, pois isso seria voltarmos atrás (o que de algum modo não é possível, o tempo passou), mas antes refocar, recentrar, o debate e o sentido atual da lei da Eutanásia.

Os tempos mudaram, o mundo mudou. Impõem-se uma nova reflexão:

Como queremos avançar enquanto sociedade? Com a enorme incerteza que ainda estamos a viver, o que podemos esperar dos nossos governantes? Como confiar-lhes as nossas fragilidades e preocupações?

A nossa vulnerabilidade e impotência perante o desconhecido e ameaçador vírus mostrou-nos a grandeza do que somos todos capazes, principalmente quando olhamos e reconhecemos a nobreza da entrega dos médicos e profissionais de saúde. Como sociedade, estado e povo, o que podemos fazer para ajudarmos a tornar a nossa sociedade mais humanizada?

A pandemia trouxe-nos importantes aprendizagens às quais não podemos ficar indiferentes:

1) Veio reforçar o valor da Vida Humana – Hoje temos menos dúvidas de que todas as vidas têm a mesma dignidade. Todas merecem o mesmo tratamento, o mesmo acesso aos ventiladores, as mesmas possibilidades de cura e mesmo de serem salvas.

Vimos como a nossa sociedade está disposta a mobilizar-se para salvar vidas humanas e como as famílias suplicam aos médicos para que não deixem ninguém para trás, nem mesmo os mais idosos ou mais doentes.

2) Veio confrontar a nossa liberdade individual – Rapidamente ficámos confinados e não hesitámos em proteger os mais velhos, os mais vulneráveis, mesmo que para isso tivéssemos que respeitar o isolamento e o distanciamento. Não pudemos visitar quem mais queremos ou quem mais nos preocupa.

Afinal percebemos que a nossa liberdade individual não é totalmente absoluta e autónoma. Há valores humanos mais elevados.

3) Trouxe a consciência prática da interdependência do Ser Humano – Confrontando a nossa autonomia individual, vimos como precisamos de forma vital dos profissionais de saúde como salvadores dos “nossos”; percebemos como a saúde do outro, e no limite a sua própria vida, depende também do meu comportamento.

Esta consciência – a interdependência humana – dita a beleza da humanidade: perante o outro, quando começamos a “dar”, quando se estabelece uma cadeia de solidariedade, reconhecemos que todas as vidas têm a mesma dignidade.

4) Veio reanimar a Rede de Solidariedade na nossa sociedade – Porque todos somos seres humanos e todos queremos que os nossos não sofram! É da nossa natureza aliviar o sofrimento próprio e do outro.

Isto é o que nos leva a afirmar uma vez mais que é necessário o Estado reforçar e desenvolver as estruturas de cuidados paliativos e continuados, para que estes cuidados cheguem de facto a toda a população necessitada. Precisamos de mais acompanhamento em fim de vida e mais condições para os mais vulneráveis, mais idosos, mais doentes e com menos recursos financeiros ou até menos apoio familiar.

Toda a sociedade funcionou para responder a uma causa que é absolutamente central, a vida humana. E a vida humana não só fica posta em causa com a pandemia. Também para com as pessoas com “lesão definitiva ou doença incurável, em sofrimento duradouro e insuportável”, temos o dever de nos mobilizar, e o Estado e dever de reforçar e desenvolver as estruturas de cuidados paliativos e continuados, para que estes cuidados cheguem de facto a toda a população necessitada… porque todos são igualmente dignos e merecem.

Não podemos deixar de anotar como a legalização da eutanásia e a mensagem cultural que essa legalização acarreta contraria notoriamente estas aprendizagens e responsabilidades perante a vida humana e a sociedade. Pedimos aos senhores deputados que reconsiderem e que votem contra a lei da eutanásia.

 

Veja também aqui o programa “Caminhos” da AEP sobre “Eutanásia: porque não”

Não nos cansemos de fazer o bem

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Era um dia de semana, eu era recém-casada e estava há sensivelmente há três meses na Guiné-Bissau.

Lembro-me como se fosse hoje, pois foi a primeira vez que me aventurei a ir ao mercado sózinha (sem o meu marido).

Não conseguia comunicar em crioulo, embora tivesse nascido na Guiné, pois o facto de ter vindo para Portugal aos seis anos fez com que me esquecesse por completo da língua crioula.

A falta de conhecimento das espécies de peixe guineenses da Guiné (que são uma delícia), também constituía, na altura, um factor dissuasor das minhas idas ao mercado.

Deambulava pelo recinto, enquanto os meus olhos se deixavam surpreender pelas cores dos legumes e das frutas tropicais, sempre acompanhada pelos gritos das vendedoras (bideiras) ao longe, as quais iam persuadindo a clientela de forma a comprarem os seus produtos. Enquanto passeava pela zona do peixe, houve um em particular que me chamou a atenção pelo seu aspecto fresco que me saltava à vista e porque, naquele dia em particular, queria cozinhar o famoso caldo de siti guineense (óleo de palma), e pensei que seria a melhor opção em termos de compra.

Pensei para mim mesma com orgulho: vai ser este o meu primeiro peixe comprado na Guiné.

Fui burlada, pois paguei quatro peixes por 5.000 francos cfa (ronda os 7.50 euros) e o preço real seriam 500 francos, porquanto se tratava de um dos peixes mais baratos na Guiné, o djafal. A vendedora aproveitou-se do facto de eu ser estrangeira e não conhecer os preços reais do peixe.

Quando o meu marido chegou a casa, a comida já estava pronta e perguntou-me se eu sabia que peixe era aquele e quanto eu tinha pago por ele. Respondi-lhe à questão e ambos ficámos surpreendidos por eu ter sido enganada e fomos ao mercado à procura da vendedora para falar com ela.

Quando lá chegámos, a senhora fez-se de surda e disse-nos que nunca me tinha visto.

Passado uma semana, o meu marido, que também desenvolvia um ministério de primeiros socorros, foi chamado à noite para ir socorrer uma criança que estava gravemente queimada em casa.

Quando entrou em casa, deparou-se com a criança e reconheceu a mãe, que era a vendedora do peixe djafal.

Quando a senhora o viu ficou envergonhada e sem palavras. No entanto, o meu marido não pagou o mal por mal, mas pegou nela e no filho, levou-os ao hospital, pagou a consulta e o tratamento do menino.

Quantas vezes nos sentimos injustiçados (por vezes com razão), humilhados, traídos e usados, juramos a nós mesmos que nunca mais voltaremos a confiar e a ajudar aquela pessoa que nos fez mal e a primeira coisa que nos vem à cabeça é vingarmo-nos e fazermos justiça pelas nossas próprias mãos.

Contudo, em Gálatas 6:9, o Apóstolo Paulo insta-nos a não nos cansarmos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos os seus frutos.

Cada vez é mais difícil fazermos o bem, porque as pessoas têm comportamentos cada vez mais individualistas e interesseiros. Porém, quando investimos na vida de alguém e nos damos por completo, torna-se ainda mais difícil.

Contudo, Deus convida-nos a termos uma atitude diferente. Convida-nos a não nos cansarmos de fazer o bem, por mais anti-natura que possa parecer. Ele ajudar-nos-á.

A Bíblia refere, em Romanos 12:20: “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer, se tiver sede, dá-lhe de beber; porquanto amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.” O que significa que quando pagamos o mal com o bem, a pessoa que nos fez mal sentirá uma vergonha profunda pois recebeu uma inesperada atitude de amor como pagamento da sua má conduta connosco. Quem age como sendo nosso inimigo será influenciado pelo nosso comportamento cristão, o que provocará uma mudança no coração dessa pessoa. Não devemos esperar que a pessoa se considere culpada dos seus atos para podermos perdoá-la.

O perdão é a melhor saída para a libertação da nossa mente e das nossas emoções, e conduz-nos a uma vida livre e de vitória, e o mais interessante é que quebra as barreiras entre nós e a pessoa que nos magoou.

Que Deus nos dê forças para não nos cansarmos de fazer o bem e assim podermos influenciar outros.

Irina Sanhá

Jurista e fundadora da plataforma evangélica guineense “Fórum Mulher”

“Super- Histórias da Bíblia” na RTP2

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Para um Verão mais animado, a Aliança Evangélica Portuguesa preparou uma série especial de programas “Luz das Nações” para crianças. Para ver de 3 de julho a 4 de agosto, às 15h, na RTP 2, no espaço “Fé dos Homens”.
Uma oportunidade excelente para reviver as aventuras de grandes heróis da Bíblia, como Abraão, Moisés, Daniel na cova dos leões, entre muitas outras. Com grandes músicas e até palhaçadas.
Toda a programação disponível Aqui
Para ver em família!

Comunicado AEP: Regras para celebrações religiosas

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Esta quarta-feira, dia 1 de julho, o país passou a estar em estado de alerta, apesar de como disse o primeiro-ministro, tal “não significa voltar à normalidade pré-covid”.

A exceção é a Área Metropolitana de Lisboa, onde a calamidade se mantém e onde as restrições são mais apertadas.

A questão que surge é; “No que diz respeito aos nossos cultos, será que alguma coisa muda?”

Não! Não muda nada nos concelhos da AML onde há mais restrições, nem no restante do território nacional.

Isto, apesar de não ser permitida a realização de celebrações e de outros eventos com mais de 20 pessoas (5 pessoas nos concelhos mais afetados), salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar. Há, no entanto, especificações já definidas pela Direção-Geral da Saúde para casos de cerimónias religiosas e eventos de natureza corporativa.

Assim os nossos cultos continuam a poder realizar-se dentro das regras definidas pela DGS. (Podem ler-se aqui as orientações da DGS para as celebrações religiosas de 29/05/20)

Quando, porém, terminar o culto, os crentes não podem ficar à porta a conversar uns com os outros, porque finda a cerimónia religiosa já se aplicam aos crentes as medidas que limitam o número de pessoas a grupos de 5 ou de 10 ou de 20, dependendo da situação particular de cada freguesia.

Damos graças a Deus por esta liberdade e pela proteção sobre nossas vidas e Igrejas, mas é tempo de continuar a orar:

Oremos para que o nosso Senhor possa continuar a proteger nossas igrejas, comunidades e ministros de culto que exercem funções de risco!

Oremos para que Deus possa ter misericórdia da nossa nação!

Oremos pelas nossas autoridades, profissionais de saúde e todos os que trabalham para que a nossa economia não pare!

Que o Senhor abençoe nossa nação!

A Direção da Aliança Evangélica Portuguesa

Dicas para poupar

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Em qualquer situação, precisamos de aprender a poupar. Podemos ganhar mais ou menos, mas há que ter a noção que o dinheiro não é eterno. Assim, pensei recolher uma série de dicas de poupança que possam, de forma prática, ser úteis a todas nós. Porque “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?” (Lucas 14:28). Há que saber utilizar o nosso dinheiro com sabedoria. Que Deus nos ajude.

1 – Aponte todas as despesas mensais. Assim, irá conseguir identificar melhor os gastos que podem ser evitados e outros que podem ser otimizados.

2 – Não descure as pequenas poupanças, as pequenas despesas. Uns cêntimos todos os dias, fazem a diferença ao fim do mês (e do ano).

3 – Leve o lanche e o almoço de casa. Pode ser muito tentador não gastar tempo a preparar a comida para o dia seguinte, mas o que poupa levando a sua refeição de casa, pode compensar para utilizar noutras despesas que realmente sejam imprescindíveis.

4 – Tome o pequeno-almoço em casa. Para além de ser saudável e uma ótima forma de começar a perder peso, investir num pequeno-almoço em casa é uma forma de poupar dinheiro, diariamente.

5 – Faça uma lista de compras. Seja para o supermercado, para presentes ou para roupa. Uma lista evitará que faça compras por impulso e restringirá gastos.

6 – Cuidado com o cartão de crédito. Se não controlar as despesas efetuadas desta forma, então desista dos seus cartões de crédito.

7 – Resista ao marketing agressivo. Muitas vezes não precisamos de determinado bem, mas por causa das “promoções” tão divulgadas acabamos por adquirir algo que, de facto, não necessitamos.

8 – Não deite comida fora. Use a criatividade para reutilizar as sobras da refeição anterior.

9 – Reutilize os seus sacos das compras. O ambiente agradece e o seu bolso também!

10 – Reavalie periodicamente as suas despesas mensais fixas. Água, eletricidade, comunicações… Reveja as opções possíveis do mercado e escolha a mais vantajosa para si.

11 – Estipule um valor mensal para colocar de lado e faça-o! Seja numa conta poupança ou no mealheiro, é importante estabelecer o hábito e não desistir.

12 – Adote hábitos de poupança de água e eletricidade. Corrija as anomalias (por exemplo, uma torneira a pingar…)

13 – No supermercado: compre produtos de marca branca; não se apresse com os cupões; não vá às compras com fome.

14 – Na hora de comprar, cuidado com as armadilhas: os lojistas colocam os produtos mais baratos nas prateleiras de cima ou em baixo, longe da linha dos olhos. Os produtos mais caros estão ao meio, onde os compramos mais facilmente…

Espero que esta “listinha das compras” a tenha ajudado. Mas ela pretende ser mais do que uma “listinha” de entre as muitas que já temos. Pretende transmitir alguma sabedoria… Pois  Com sabedoria se constrói a casa, e com discernimento se consolida.


Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável.” (Provérbios 24:3,4). Para tudo precisamos de sabedoria, até para poupar.

 

Elsa Correia Pereira

Socióloga

Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-Religioso

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Dia 22 de Junho assinala-se pela primeira vez em Portugal o Dia Nacional  o Dia da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-religioso. Para celebrar a data, vai ter lugar a conferência “Liberdade Religiosa e Diálogo Inter-religioso: Novos Desafios em Tempos de (mais) Incertezas”, que acontecerá on-line, a partir das 17 horas. Uma iniciativa, em parceria, do Alto Comissariado para as Migrações (ACM) e do respetivo Grupo de Trabalho do Diálogo Inter-Religioso (GT DIR) do qual a Aliança Evangélica Portuguesa também faz parte, bem como da Comissão da Liberdade Religiosa.

A sessão contará com as intervenções da Secretária de Estado para a Integração e as Migrações, Cláudia Pereira, da Alta-Comissária para as Migrações, Sónia Pereira, do Vice-Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa, Fernando Soares Loja e do Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, Jorge Bacelar Gouveia, que vai falar sobre “A Liberdade Religiosa e o Direito da Normalidade e da Crise”.

A iniciativa reunirá também representantes de várias confissões religiosas num debate sob o tema “Desafios Atuais às Liberdades de Consciência, Culto e Religião”. Como representante da AEP, estará o pastor Jorge Humberto, partilhando sobre “Como é que as igrejas evangélicas se re-inventaram durante o período de confinamento e agora no pós-confinamento”.

Recordamos que A Assembleia da República (AR) aprovou, por unanimidade, no dia 21 de junho de 2019, um projeto de resolução que instituiu 22 de junho como Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-religioso. O projeto resultou de uma proposta conjunta do ACM, GT DIR e da Comissão da Liberdade Religiosa, elaborada na sequência do Congresso “Cuidar do Outro”, promovido em 3 de outubro de 2018, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

O Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-religioso é celebrado simbolicamente na data de publicação da Lei da Liberdade Religiosa (Lei n.º 16/2001, de 22 de junho), reconhecida como um dos diplomas mais inovadores a nível europeu.

O programa “Fé dos Homens ” da AEP sobre o Dia Nacional da Liberdade Religiosa e a nossa Conferência:

https://www.rtp.pt/play/p50/e479198/a-fe-dos-homens/839320

Consulte o programa aqui (pdf do programa)

link para a conferência será divulgado em breve em www.acm.gov.pt e www.facebook.com/ACMigracoes

Dia Mundial dos Refugiados

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No âmbito do Dia Mundial dos Refugiados, 20 de Junho, partilhamos aqui um pequeno testemunho de alguém que acompanha de perto alguns refugiados e requerentes de asilo:

“Estou a acompanhar diversas pessoas refugiadas e requerentes de asilo, oriundas de países fechados. Vários tornaram-se cristãos durante o seu percurso de fuga. De facto, vemos a ajuda de Deus de forma grandiosa no meio dos refugiados.

É verdade que a integração de uma pessoa oriunda de um contexto cultural e linguístico totalmente diferente é um enorme desafio. No entanto, refiro o exemplo motivador de um jovem casal cristão. Eles são verdadeiros multiplicadores, pois ajudam outros refugiados em desafios diários e burocráticos, bem como com o sistema de saúde. Recentemente, o jovem desafiou-me a organizar uma formação online de capacitação em jardinagem e agricultura para uma turma de refugiados. Eles estão motivados, pois têm experiências nestas atividades e querem treinar o que lhes é ensinado teoricamente. 

Oremos para que, em breve, se possam abrir portas relativamente a um espaço físico, onde estes formandos poderão praticar o que estão a aprender e também possam investir em relacionamentos com outros refugiados que necessitem de ajuda.”

João

Para mais informações, contactar: refugiados.aliancaevangelica@gmail.com

A Pandemia do Amor

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Há pouco mais de dois mil anos um vírus até então desconhecido invadiu a humanidade. Esse vírus não foi originado na China, mas lá em Nazaré, um vilarejo de gente humilde. O principal agente transmissor foi um homem simples e de poucos recursos, que andava entre os excluídos da sociedade. Esse agente, que carregava o vírus consigo, curava toda sorte de doenças, física, emocional e espiritual. Denunciava as injustiças do governo vigente, repudiava o apego às riquezas, preocupava-se com o pobre, o estrangeiro e a viúva. Falava sobre liberdade e uma vida plena, cheia de abundância e que nada tinha a ver com este mundo. Dava ouvidos às mulheres, que eram ignoradas pela cultura machista daquela sociedade. Pegava crianças ao colo e celebrava a vida ao redor da mesa com os amigos. Ria, chorava, ficava bravo, se solidarizava com a dor do próximo, pregava o perdão e a paz. Sofreu. Morreu. Há poucos mais de dois mil anos, após a morte desse Agente que entregou gentilmente a sua vida sem dar uma palavra sequer, o vírus do Amor invadiu o mundo causando a maior pandemia de todos os tempos e fez com que o Planeta Terra nunca mais fosse o mesmo. O contagio dá-se de humano para humano e o principal órgão afetado é o coração. As pessoas que se expõem ao vírus veem as suas vidas reviradas e nunca mais voltam a ser o que eram. Esse vírus é capaz de promover o perdão, ensina-nos a amar aos que nos perseguem e incita-nos a partilhar a vida e os recursos com os que nada têm. Ele também nos dá um coração pacificado, que chora e sente a dor do outro ao vê-lo sofrer, mas também se alegra ao ver o outro feliz. Os infectados pelo vírus do Amor são agentes de esperança e graça porque eles entendem que a vida não gira em torno do próprio umbigo e, sim, é um dom que se doa generosamente em favor dos outros em serviço. O vírus do Amor gera vida, humaniza, e imunizanos contra o ódio, a intolerância, o egoísmo e a falta de empatia. Infelizmente, no mundo em que vivemos hoje, muitas pessoas desenvolveram anticorpos resistentes ao Vírus do Amor e o que temos visto é um mundo desequilibrado, desordenado e individualista.

Jesus, o Agente transmissor, diz-nos lá em João 3:35, logo após ter ceado com seus amigos, que todos conhecerão os seus discípulos se amarmos uns aos outros.

Uma vez que fomos infectados pelo vírus do Amor através de Jesus, tornamos-nos também vetores de transmissão. A recomendação é a de que devemos espalhar o vírus ao maior número de pessoas que pudermos alcançar, seja através de um sorriso, uma demonstração de afeto, ainda que virtual nos dias de hoje, uma ajuda a um pedido de socorro, pela partilha do pão ou um ouvido atento a quem quer só ser ouvido e, assim, quem sabe, transformaremos o mundo através da única Pandemia capaz de curar e restaurar o ser humano: a Pandemia do Amor.

Suellen Figueiredo
Designer de Moda, especialista em Consultoria de Imagem e Estilo

Domingo Mundial de Oração pelos refugiados

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Caros irmãos e amigos,
à semelhança do que tem acontecido nos anos anteriores, a Aliança Evangélica Mundial e
as várias Alianças Evangélicas, incluindo a portuguesa, têm demonstrado o seu interesse e empenho dar voz aos que muitas vezes não têm voz, e que querem começar uma nova vida no nosso país: os refugiados.
A Palavra de Deus em Provérbios 31:8-9
“Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição.
Abre a tua boca; julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados.”
Este ano, de uma forma inesperada tivemos todos de ficar Em casa, Em Portugal. Mas será que todos se sentem em casa, no nosso país? Oramos e queremos agir para que isso se torne uma realidade, especialmente no meio daqueles que seguem a Jesus. O mesmo Jesus que disse “foi estrangeiro, e acolheste-me” (Mateus 25:35).

Veja os materiais disponíveis e utilize-os em família ou na sua comunidade/ Igreja/Associação, para orar e agir mais e melhor em favor dos refugiados:

Pela Rede da AEP para os refugiados,
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