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Geral

Estações – Ana Mary Baizán

960 639 Aliança Evangélica Portuguesa

Há pouco tempo, observando as constantes mudanças de temperatura e a incerteza do clima na nossa localidade de residência, comentava com uma das minhas filhas a dificuldade que sentíamos quando tentávamos selecionar as peças de roupas que iríamos usar no dia seguinte.

O normal e tradicional é fazermos uma espécie de limpeza seletiva no fim de cada estação, quase um “ritual”, eliminando as peças que já não iremos usar durante os próximos tempos por se mostrarem inadequadas para enfrentar as novas temperaturas e condições que se apresentam. Nesse momento, nem sequer sabíamos o que devia ficar no nosso armário e quais peças deviam seguir o caminho para o nosso lugar de arrecadação no sótão da casa.

Isto fez-me pensar que, às vezes, este sentimento e impressão de confusão pode vir até nós no que se refere às estações e tempos que se desenrolam nas nossas vidas.

Toda esta conversa entre nós duas, trouxe-me à memória uma frase do irmão Swindoll que afirma “como erramos ao caminhar às cegas e numa mesma rotina através de uma vida de estações em mudança, sem descobrir respostas para os novos mistérios e aprender como cantar novas melodias! Estações são designadas para nos aprofundar e instruir na sabedoria e caminhos do nosso Deus”.

No mundo natural, cada estação requer uma determinada maneira ou rotina de vestir e até de agir nas nossas vidas quotidianas, porque as circunstâncias inerentes a essa estação, assim nos obrigam ou influenciam. Não posso pretender passar pela estação de inverno vestida com um simples fato de banho ou querer desfrutar do verão caminhando de cachecol e casacos quentes.

Na Bíblia, encontramos analogias e até narrativas que nos falam da importância de estarmos vestidos, ou seja, “prontos” para viver a situação que se avizinha.

Não posso colocar em mim um fato de treino e um avental para assistir a um casamento ou cerimónia formal, mas estarei fantasticamente vestida e “pronta” para um dia de limpezas em casa.

A função a realizar determinará a minha roupa e outros requisitos pertinentes para levar a cabo com sucesso essa tarefa designada para esses dias.

É muito interessante, por exemplo, observamos o facto de existir uma “troca de vestes” durante toda a vida de José, quando passava de uma estação para outra. De Filho a escravo, de escravo a prisioneiro, de prisioneiro a palácio… Sabemos que Deus tinha um plano para a sua vida e que o fez passar por cada estação com o propósito de o conduzir e capacitar para ser o instrumento de livramento para o Seu povo.

Este tema leva-me a recordar o dia em que efetivamente eu arrecadei a toga que costumava usar aquando das minhas diligências em Tribunal. Nesse dia, tive a clara noção de que “essa peça de roupa” já não iria fazer parte do meu armário na nova estação que Deus preparara para mim…

Deus é um Deus de tempos, de “kairos” e não falamos de tempo cronológico mas falamos de tempos no sentido de estações.

O Livro de Eclesiastes lembra-nos que existe um tempo para todas as coisas mas quão difícil é compreendermos e discernirmos esses diferentes momentos nas nossas vidas sem a ajuda do Espírito Santo.

Da mesma maneira que a instabilidade climática termina por nos enganar na escolha das roupas, pois uma primeira olhadela pela janela ou a previsão meteorológica terminam por não acertar com o que realmente vai a acontecer durante o nosso dia, não serão as previsões humanas ou as nossas primeiras impressões que nos conduzem ao discernimento da estação que estamos a viver nas nossas vidas.

Quando falo de estações, refiro-me a estações nas variadas áreas em que somos mulheres, seja a nível pessoal, individual, no relacionamentos com os outros, na família onde estamos inseridas, como filhas, esposas, mães e, por fim, como membro do Corpo de Cristo.

Porque é que, por vezes, nos privamos da oportunidade de viver uma nova estação, seja em que área for, deixando que o medo do desconhecido e que a rotura de uma rotina à qual estamos habituadas e já ancoradas, movidas pelo conforto que isso nos traz, dominem as nossas escolhas?

Desde estas linhas, quero lembrar às leitoras de que, em Deus, há sempre muito mais do que nós esperamos ou alguma vez sonhámos.

Geralmente, quando Deus tem uma nova estação para as nossas vidas, o Espírito Santo começa a incomodar-nos trazendo um inquietação. Não falo de falta de contentamento porque nós devemos de saber estar satisfeitas em Cristo no que se refere a alimento espiritual e salvação, mas estou a apontar para um “desconforto”.

Lembremos Daniel, quando “discerniu pelos livros” que o tempo de as assolações de Israel tinha findado; esse entendimento levou-o a orar e agir de maneira diferente, pois ficou “incomodado”.

Reparem no episódio em que Pedro e André são desafiados por Jesus, com uma simples frase: “Vinde a pós mim e eu vos farei pescadores de homens”. Quando uma nova estação nasce na nossa vida, abre-se instantaneamente uma oportunidade de transformações.

Da mesma maneira que o cenário muda quando cada estação aparece – as cores, as paisagens, as condições – aprendamos a discernir os tempos e a ouvir a voz de Deus, quando observemos que o “cenário da nossa vida” também está a sofrer mudanças.

Nenhuma estação é mais necessária do que outra, pois cada uma delas foi estipulada pelo nosso sábio e soberano Deus e adjudicou funções próprias a cada uma com a finalidade de criar um equilíbrio e uma sucessão natural e necessária na natureza. Afinal, quando a Palavra diz que Deus viu que tudo era bom, o que nos é dito é que tudo tinha uma utilidade para alcançar um fim.

Podes perguntar: como podes Deus desafiar-me para uma nova estação, à medida que passa o tempo, se Ele sabe que as minhas forças cada vez são menos, as minhas capacidades ficam mais limitadas e o tempo é mais curto?

Quero dizer-te que como tudo o que Deus faz novo, quando Ele nos conduz num novo tempo, sempre será para melhorar o existente ou para redirecionar-nos na Sua grande comissão.

Como costuma dizer um grande amigo meu, “Menos é mais”. Quantidade não é qualidade e vice-versa.

Por vezes, as novas estações trazem uma grande oportunidade de definir as nossas prioridades e de focarmos as nossas forças e habilidades na defesa e proteção dessas prioridades.

Há poucos dias, conversava com uma jovem, mãe de primeira viagem, cujo maior desafio na actualidade era conciliar o seu papel de esposa, mãe, profissional e parte do corpo. Alguém que, durante a estação passada, tinha tido todo o tempo para servir na Igreja, para investir em relacionamentos e amizades, para dedicar-se a outras áreas com uma maior intensidade mas agora interrogava-se acerca do seu desempenho nas variadas funções e da frustração por não continuar a viver na mesma rotina, numa outra estação que vem requerer novas rotinas e novos desafios e, sobretudo, responsabilidades.

Deus conhece a estação que estamos a viver, pois foi Ele que nos levou até ela, mesmo podendo tratar-se de um deserto; isto aconteceu com o próprio Jesus, quando foi guiado pelo Espirito até o deserto para ser tentado.

Qual é o nosso maior desafio ao passar pelas estações da nossa vida senão permanecer fiel a Deus e obediente à Sua palavra, não perdendo de vista o alvo principal de trazermos glória a Seu nome, seja qual for o tempo que está estipulado sobre nós?

Nas Suas mãos estão os nossos tempos, e Ele é que sabe se devo permanecer mais um bocadinho na minha atual “paisagem” ou se devo transitar para a nova que Ele já preparou de antemão.

Voltando à conversa com que iniciei este pequeno texto, a minha filha e eu chegámos à conclusão de que, devido ao estado confuso da meteorologia, terminaríamos por deixar peças nos nossos armários que iriam ficar lá pela nossa incerteza (…e se vou precisar disto…é melhor preservar…) mas que só ocupariam lugar e impediriam a melhor acomodação das outras que seguramente precisaríamos de usar.

Quando se trata de estações de Deus na nossa vida, não tenhas medo de desfazeres-te de “peças de roupas”, pensando que irás precisar delas; devemos renunciar a tudo o que nos rouba forças e concentração para desenvolver o que Deus traz para nós na nova estação.

Para finalizar, gostaria de meditar no facto de que o plano de Deus para nossa vida é algo dinâmico e não estático. O que quero dizer com isto? Deus tem um plano de salvação para nós e isso não muda efetivamente, mas a maneira em como iremos refletir e revelar a Glória do nosso Deus, é algo dinâmico e que pode mudar ao longo da nossa caminhada aqui na Terra.

Muitos ancorados no velho chavão de que “tudo o que é de Deus, permanece assim até ao fim”, insistem em viver todas as estações das suas vidas, “vestidos” com as mesmas roupas e desenvolvendo a sua missão da mesma maneira, boicotando-se a si próprios e privando-se da oportunidade de ver Deus refletido neles através da multiforme graça de Deus.

Os tempos mudam e precisamos de os discernir com a ajuda do Espírito Santo. Isto, tira-nos da zona de conforto à qual estamos habituados e nos transporta para uma caminhada contínua à procura do plano individual e específico de Deus para nós, onde andamos guiados pelo Espírito Santo e totalmente dependentes do seu auxílio e indicações.

Aprendamos a discernir os tempos com ajuda do nosso “paracletos”, o Espírito Santo, aceitemos as estações de Deus para nós e o desafio de tirar as peças de roupas que não iremos precisar para caminhar confortavelmente e sem embaraços no tempo que estamos a viver.

 

Ana Mary Baizán
Advogada
Evangelista na AD Almada

Nova Direção para o Triénio 2019–2021

1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

No passado dia 11 de Maio, teve lugar em Assembleia Geral da Aliança Evangélica Portuguesa, na Casa da Cidade, em Lisboa, a tomada de posse dos novos elementos dos respectivos Órgãos Sociais, para o triénio 2019 – 2021.

Este é o segundo mandato consecutivo de António Calaim, como o 11º presidente da AEP, desta vez com uma equipa mais alargada. Como vice-presidentes, mantêm-se os pastores António Palma e Rodrigues Pereira, a quem se junta Samuel Antunes. O novo tesoureiro passa a ser Carlos Cunha. Fazem também parte da Direção Bertina Tomé, Salomão Oliveira, Carlos Xavier, Ana Paula Santos, Tiago Alves, e ainda, como suplentes, Tiago Aragão e Fernando Freire. Na Assembleia Geral mantém-se como presidente Fernando Loja e no Conselho Fiscal Samuel Cerqueira, com as respetivas equipas.

Neste triénio a AEP passa também a contar com o novo cargo de Secretário Executivo, assumido pelo pastor Josué da Ponte.

Fundada em 1921 e com estatuto legal desde 1935, a AEP é a associação representativa e mobilizadora dos cristãos evangélicos em Portugal. Actualmente, conta com mais de 700 igrejas filiadas, mais de 400 membros individuais e de 60 organizações nacionais ligadas a ministérios juvenis, missões, artes, acção social, comunicação, família, saúde, música, entre outras valências.

Dando seguimento aos lemas do mandato anterior “Unir para Agir” e “Mobilizar para Transformar”, António Calaim pretende agora com a sua equipa remodelada “Conectar igrejas e ministérios” e, acima de tudo, representar cada vez, com mais excelência, os evangélicos em Portugal.

 

Sara Narciso – AEP Comunicações

Notícias da Beira (Moçambique) 22-05-2019 – Maria do Carmo

1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

Queridos irmãos
Saudações da Beira – Moçambique

O tempo passa rápido e já cheguei a metade do meu tempo aqui. Muitas coisas estão a acontecer um pouco por todo o lado. Já se vêem algumas obras a serem feitas nalgumas escolas, mesmo que as aulas continuam. Algumas crianças estão a ter aulas em tendas enquanto outras estão nas salas de aula mesmo sem telhado. Os hospitais, lares dos estudantes e alguns edifícios públicos também estão a ser restaurados. As pessoas estão a voltar para as suas zonas, e nalguns lugares já começaram a preparar a terra para semear. Alguns campos de arroz conseguiram aguentar com a passagem do ciclone, e agora é altura de colheita.

Na cidade, depois de terem tirado as árvores que foram arrancadas pelo vento, agora estão a podar as que ficaram. Como se trata de árvores muito grandes as pessoas aproveitam o que podem dos ramos que são cortados. Algumas organizações de ajuda humanitária estão a sair, enquanto outras ainda vão ficar por tempo indeterminado. As obras de restauração das casas estão a andar bem – das 9 casas que nos comprometemos a restaurar 1 já está completa e 3 quase prontas. Das outras 5 – 1 já foi iniciada, 2 estão à espera de material, 1 temos que fazer uma revisão na cotação e 1 ainda não temos a cotação. Esperamos que na próxima semana podemos terminar as 3 casas que estão na fase de acabamento, restaurar as 2 que estão à espera de material, avançar com 1 que está no início.

Devido à grande procura de material de construção, especialmente as chapas de zinco ou de lusalite, tem havido uma demora na entrega, o que está a atrasar um pouco as obras. Com a Maria, o Inácio e o Joaquim formámos um grupo de trabalho que está a funcionar muito bem, tanto no escritório de Projeto Moçambique – Plus, como neste projeto de renovação das casas. Estou muito grata pela dedicação de todos em quererem fazer a sua parte, para além do que lhes é requerido.

A Maria e eu tivemos material para imprimir, o que foi um desafio, especialmente quando as novas tecnologias nem sempre funcionam como gostaríamos. Mas no fim, conseguimos dar a volta e fizemos a maior parte do trabalho. Temos mais um trabalho já na lista de espera, que esperamos poder fazer esta semana. Temos mantido contacto com o P. Manuel Alface, fazendo visitas regulares a casa dele, para o encorajar e ajudar no que for necessário. O P. Alface sofreu uma série de AVCs e ficou muito debilitado. Graças a Deus, está a recuperar e perdeu muito peso, o que, segundo o nosso colega missionário Dr. Brian, é muito bom para ajudar a controlar o nível de diabetes.

O Inácio também tem feito algumas viagens para se inteirar da situação dos nossos irmãos noutros lugares. Foi à Gorongosa e trocou alguns MP3 que se tinham estragado. Foi uma oportunidade para encorajar os crentes lá. Neste sábado viajou para Muda, a aldeia onde o Inácio nasceu, para se inteirar de como está a sua família e os crentes de lá. A aldeia de Muda fica perto de Lamego, no distrito de Nhamatanda e foi uma das zonas mais afetadas pelo ciclone Idai. Sabemos que as pessoas receberam alguma ajuda com comida e lonas, mas perderam tudo e usam as lonas para fazer um tipo de tenda onde estão a dormir. A situação é difícil nessas zonas e mesmo que as casas sejam feitas com materiais locais as pessoas não têm o dinheiro para adquirir esse material.

O Joaquim, tem feito trabalho em 2 escolas e também tem viajado com a Maria e eu quando vamos fazer trabalho da escola dominical, ajudando em interpretar para sena e na distribuição de material.

No sábado fomos a Mutua a pedido do ir. Cassi para levarmos material da escola dominical. Tive o privilégio de partilhar a Palavra – Jeremias 18:1-6. O ir. Cassi foi um aluno do Domingos, e assumiu a responsabilidade de coordenar as igrejas daquela zona no ministério com crianças desde que o Domingos faleceu há quase 7 anos. Parte dos professores da escola dominical que estavam presentes são fruto deste trabalho pioneiro naquela zona. Damos graças a Deus por pessoas fiéis que estão a desempenhar esta tarefa de levar a Palavra de Deus às muitas crianças daquela zona, lembrando o zelo e a dedicação de pessoas como o Domingos que foram pioneiros nesta obra.

Portanto, juntamente com os irmãos aqui, quero manifestar a minha gratidão por todo o apoio que nos têm dado, e muito especificamente neste momento em que além de estarmos a restaurar algumas casas, estamos a contribuir para restaurar as vidas de muitas pessoas.

Ainda há muito para reconstruir, tanto material como espiritualmente – e nós temos a responsabilidade para demonstrarmos o amor incondicional de Deus de uma forma prática. E isto é um privilégio, sermos chamados para o serviço da obra do Mestre.

 

Veja algumas fotos aqui:
https://drive.google.com/open?id=10tyn57-xqatb07TLvyyLkwBgTQynt1Y0

 

Com amor do Senhor
Maria do Carmo

Espelho Meu… Espelho Meu… Quem Sou Eu? – Sarah Catarino

960 638 Aliança Evangélica Portuguesa

Era uma vez…

Num reino muito distante, a vida era feliz. O rei era bom e amado, a rainha era bela e bondosa e a princesa era linda, com uma pele clara e os olhos e cabelos negros, que faziam ainda ressaltar mais o tom do seu rosto e por isso resolveram chamá-la Branca de Neve. A rainha morreu de doença súbita e o rei ficou triste e a menina ainda mais. Mas como o rei precisava de uma rainha, por fim, casou com uma mulher de beleza rara. Tinha tanto de bela como de má. Cada vez que olhava para a princesa, tinha um susto, porque Branca de Neve crescia e cada vez parecia mais bela. A beleza da jovem princesa provocava no coração mau da rainha, sentimentos de inveja e ódio. Para cúmulo da desgraça, o rei morreu e a rainha má ficou regente do reino. 

 

Conhece a história, não é? Ela tem feito a delícia das crianças em todas as gerações, publicada em diferentes formas, levada às telas do cinema e aos palcos de muitos teatros. Penso que um dos grandes sucessos deste conto infantil, tem a ver com a maneira como se quis mostrar que a nossa verdadeira identidade não está na aparência, mas no que somos.

Cada vez que pegamos num espelho, ou nos aproximamos de um para ver o nosso rosto, se estamos bem vestidas ou decentemente penteadas, ele devolve-nos uma imagem que nem sempre é a que gostaríamos mais…

Possivelmente terá sido a superfície da água que inspirou a fabricação do espelho. Pensa-se que os primeiros terão sido produzidos durante a civilização egípcia e eram feitos de cobre polido. Mais tarde usaram a prata polida até chegar aos nossos dias.

Muitas vezes, a nossa identidade, forma-se a partir do que os outros dizem que somos, do que nós pensamos que somos.

Embora que estes factores possam ser importantes, segundo a perspectiva da Palavra de Deus “o ser humano é uma criatura de Deus, com uma natureza desenhada por Deus para conscientemente demonstrar a Sua grandeza, a Sua beleza e o Seu valor”. É nisto que que está fundamentada a nossa identidade.

Disse que demonstramos quem Deus é de forma consciente, porque nos distinguimos das aranhas, que na sua beleza glorificam, mas não têm essa consciência.

Esta foi a natureza essencial na primeira criação em Adão. Esta é a natureza essencial na segunda criação em Cristo. Por outras palavras a minha identidade fundamental é que eu sou desenhada por Deus para demonstrar a identidade de Deus.

Veja na Bíblia o que isto significa. Génesis 1:27. “Deus criou o homem à sua imagem. À imagem de Deus o criou. Macho e fêmea os criou”.

Há muito debate sobre se fomos feitos à imagem espiritual, relacional ou moral de Deus. O mais importante é que as imagens são feitas… para ser imagens. Se colocares uma imagem da Sarah numa Tshirt, o teu objectivo é chamar a atenção para a imagem da Sarah, certo?

Então a grande pergunta a fazer é esta: Porque será que Deus criou 7 biliões da Sua imagem neste planeta? Porque é que Ele fez isso? Claro e óbvio: para chamar a atenção para Ele!  Foste feita à imagem de Deus, para mostrar Deus, para comunicar Deus. Este é o nosso significado. Esta é a nossa identidade. Temos uma natureza de imagem!

Deus estava apaixonadamente decidido a encher a terra com Ele mesmo, enchendo-a de imagens que apontassem para Ele. É por isso que existimos. A Bíblia coloca isto de maneira gloriosa em Isaías 43:7,” Trazei os meus filhos de longe e as minhas filhas da extremidade da terra, a todos os que são chamados pelo Meu Nome, os que criei para a minha glória, Eu os formei, sim, Eu os fiz”.

Mas todos sabemos o que aconteceu. Pecamos. Ou seja, tu tens dito, eu tenho dito, milhões têm dito a Deus: “Não. Não é isso que quero. Não Te quero como a minha identidade. Eu tenho a MINHA grandeza. Eu vou demonstrar a MINHA beleza e o MEU valor.”  E ao longo da história humana, esta resolução levou a que a imagem verdadeira ficasse desfocada, como a imagem que vemos num espelho de feira. Cabeças grandes, corpos pequenos. Pernas curtas, pescoço comprido…E o pior de tudo, não gostamos do que vemos. E pior ainda. Como não conseguimos melhor, habituamo-nos a viver assim. Desfocados, infelizes, perdidos e sem valor.

Mas Deus interfere na história da humanidade e envia o Seu amado Filho que nos reconcilia com Ele através da Sua morte. É como se a cruz de Jesus fosse uma ponte estendida sobre o vazio da humanidade para que pudéssemos outra vez ser feitos Sua imagem.

2 Coríntios 5:17 diz: “Sou uma nova criação em Cristo, o velho já passou, tudo se fez novo”. Ou seja, em Cristo eu posso recuperar a minha identidade perdida, uma imagem que pode outra vez demonstrar a grandeza e a beleza de Deus. Deus há-de ser visto. Deus é visto. Um grupo de gente que quer exaltar, amar, adorar e viver para Deus, serão neste mundo a imagem de Deus. Foi para isto que Deus nos chamou. Todo o novo Testamento nos diz: És novo! És novo! Deus recriou-te em Cristo para que tenhas uma natureza, uma identidade onde a Sua beleza, a Sua grandeza, o Seu valor sejam vistos.

Onde está o obstáculo para isto seja demonstrado na nossa vida?  É que quando eu entendo que fui feita para mostrar Deus, a Sua glória, beleza e valor, olho para dentro de mim e lá no fundo pergunto: mas eu não estou a conseguir isto…

Por que leva algum tempo para entender que não tem a ver com regras, com comportamento, com obediência cega a rituais e disciplinas, mas com algo tão maior e tão mais excelente e mais libertador. Tem a ver com o facto de que, para eu ser a completa imagem de Deus, tenho que estar em Cristo e Cristo tem que estar em mim. Não estou a falar de religião, nem de denominação, nem de teologia de igreja, estou a falar de algo que o apóstolo João descreve no seu capítulo 15: EU SOU A VIDEIRA, VÓS AS VARAS. Nele, em Cristo, não somos só troncos, somos varas de uma videira eterna e frutífera.

Para que se estabeleça uma identidade real em nós, têm de acontecer 3 coisas

  • A nossa percepção sobre nós próprias tem de mudar.
  • Temos de desenvolver uma nova forma de pensar que nos leve a uma mentalidade melhor, e
  • temos de aprender uma nova linguagem e praticá-la em todas as circunstâncias.

Não podemos voltar a cair numa percepção anterior, numa mentalidade anterior ou num nível de linguagem deficiente. A nossa nova identidade agora, em Cristo, actualiza tudo.

 

Espelho meu, quem sou eu?

Sou amada infinitamente por Deus, sou protegida, tenho o favor de Deus, sou escolhida por Ele para fazer coisas bonitas neste mundo, sou bela aos olhos de Deus porque estou em Cristo.

 

Sarah Catarino
Oradora, escritora e fundadora da AGLOW em Portugal

O Que Aconteceu à Política na Europa?

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Este mês, toda a Europa vota para os membros do Parlamento Europeu, serão os representantes dos cidadãos europeus no Parlamento Europeu. Porque motivo este assunto interessa aos cristãos evangélicos? A Aliança Evangélica Europeia elaborou uma série de documentos dentro de um projecto com o nome “ ISSACHAR PROJECT

Os diferentes movimentos e partidos políticos tentam chamar atenção sobre si e sobre as suas ideias, e a direção da AEP defende que o conhecimento e a reflexão são indispensáveis em momentos de constante mudança como este que vivemos. Cabe a cada um de nós usar a sua influência, usar o seu voto, independentemente de qual seja e fazer uma avaliação e auto análise, de acordo com as escrituras.

Este documento que podem fazer o download aqui é um documento traduzido da Aliança evangélica Europeia e a Aliança Evangélica Portuguesa promove a disseminação do mesmo.

Clica aqui para ver documento completo
https://drive.google.com/open?id=1YDQay2z_cvQ1DNUj_lsqvoNPKclPR6Nq

A direção da AEP

Saudações da Beira de 15 de maio de 2019 – Moçambique

1280 720 Aliança Evangélica Portuguesa

15 de Maio de 2019

Queridos irmãos

Saudações da Beira – Moçambique

Nesta semana iniciámos as obras de reconstrução de algumas das casas. Neste momento Projeto Moçambique – Plus está a ajudar na reabilitação das casas dos membros da nossa equipa (6), onde incluímos a família do Domingos, e também as casas de (2) pastores e (1) casa do nosso antigo guarda.

Tenho-me apercebido da extensão dos estragos causados pelo ciclone – a maior parte das casas na Beira perderam o telhado. Quando falamos de telhado não foi apenas as chapas de zinco ou lusalite, ou as telhas – foi toda a estrutura do telhado, incluindo os barrotes. Também algumas das casas terão de ser reforçadas devido à deslocação de terras e ao forte impacto em toda a estrutura, causado pelo vento e pela água.

Damos graças a Deus porque conseguimos arranjar dois pedreiros (mestres) que estão a fazer um excelente trabalho a um preço abaixo do normal. Também temos dois ajudantes (o filho do Inácio que é pedreiro, e o Sr. Cossa que foi um dos nossos guardas quando vivíamos aqui). O Joaquim e o Inácio (membros da nossa equipa) estão também a ajudar onde podem. O Inácio, tendo habilidades como pedreiro e carpinteiro prontificou-se para fazer alguns trabalhos, para que assim os custos sejam mais reduzidos para podermos ajudar mais pessoas. Não há falta de materiais de construção, mas os preços oscilam muito e por isso temos que procurar onde podemos obtê-los a um preço mais razoável.

Ainda nos falta algumas cotações para sabermos o valor total em que todas as obras vão ser orçamentadas. Fico feliz porque todos juntos podemos fazer uma grande diferença nas vidas das pessoas aqui. Vocês e eu estamos a ter um impacto muito positivo em mostrar o amor de Deus para com os ossos irmãos em Moçambique. Neste momento são 9 famílias (cerca de 50 pessoas) cujas vidas estão a ser reconstruídas, através da vossa generosidade. Gostaríamos de ajudar muitas mais famílias, mas estamos gratos a todos porque com a vossa ajuda conseguimos chegar até aqui. Se quiserem contribuir, podem entrar em contacto connosco.

Muito obrigada.

Vamos continuar a orar por Moçambique. Que a esperança renascida na vida do povo de Deus aqui, possa alcançar aqueles que ainda vivem sem esperança.

Juntos na obra do Mestre.

Para mais detalhes e fotos:
https://drive.google.com/open?id=1mUMYXZp9ZtwvueYpSPK4lVn9ooYiA_xG

M. do Carmo Hemborough

Marcha Por Jesus 2019

988 556 Aliança Evangélica Portuguesa

É já no próximo dia 1 de Junho que se realiza a grande Marcha por Jesus 2019, este ano com forte ênfase também no Dia Mundial da Criança!

A Marcha vai partir da Praça do Marquês do Pombal (em frente ao Diário de Notícias) a partir das 14h30, seguindo o mesmo percurso das últimas marchas: Avª da Liberdade, Restauradores, Rossio, Rua Áurea até à Praça do Comércio. Por volta das 16h30 espera-se uma concentração final no Terreiro do Paço, concluindo com um concerto musical, com proclamações a favor da Educação, Artes e Media, Economia, Família, Autoridades e Igreja.

Promovendo uma mensagem de paz e amor, os cristãos evangélicos descerão a Avenida da Liberdade empunhando bandeiras alusivas a Jesus e num ambiente de festa mostrarão o seu amor e adoração ao Deus vivo. Todos os participante são também desafiados a vestirem as t-shirts da própria marcha e/ou levarem as cores da bandeira nacional: verde, vermelho e amarelo.

Será uma oportunidade de testemunho e de partilhar a mensagem de esperança, paz e de vida que Jesus nos oferece.

Promovida pela Aliança Evangélica Portuguesa, a Marcha contará com a presença de milhares de evangélicos provenientes de todo o país. O ano passado contou com a presença de cerca de 5000 pessoas e este ano esperamos ainda mais marchantes, expressando a unidade da Igreja Evangélica em Portugal e que Jesus é a Resposta para a nossa nação!

Fica o convite para todas as igrejas e comunidades evangélicas se envolverem!

Mais informações: www.marchaporjesus.com / 917343941 / 910009975

Sara Narciso (AEP Comunicações)

Conciliação Entre A Vida Familiar E Profissional – Elsa Correia Pereira

960 577 Aliança Evangélica Portuguesa

Mulheres – vida familiar e profissional: um assunto que exige bom senso, sabedoria e direção de Deus. Há um tempo, li uma frase que penso transmitir bem aquilo que a sociedade exige da parte das mulheres nos dias de hoje: “Às mulheres, pede-se que trabalhem como se não tivessem filhos e que cuidem dos filhos como se não trabalhassem”. E, nesta frase, incluiria não só os filhos mas todos os aspetos da vida pessoal. Uma mulher tem de apresentar-se com uma boa imagem, bem disposta, pró-ativa, trabalhando de forma remunerada, para contribuir para o sustento da casa e da família, ou de forma voluntária, em projetos de intervenção comunitária. Esquecido fica o trabalho que ninguém vê: passar, lavar, poucas horas de sono, arrumar, entre outros. Apesar de alguma legislação e divulgação de boas práticas para permitir esta, por vezes tão difícil, conciliação, ainda repousa muito sobre os ombros da mulher a responsabilidade e o peso de se organizar para “fazer acontecer” o que é preciso, em casa, na família, no trabalho, no ministério.

As mulheres sempre foram multifacetadas. A mulher de Provérbios 31 é um exemplo disso. Assim, creio e acredito que, para além da mulher empreendedora e bem-sucedida que a sociedade requer, se a Bíblia nos apresenta a mulher de Provérbios 31, nós podemos trabalhar e preparar-nos para alcançar esta excelência. A mulher de Provérbios 31, para além de cuidar do marido, dos filhos e da casa, é empreendedora (costura e vende os seus produtos, v.24), sabe fazer bons negócios e não se dedica apenas a uma atividade (além de fiar, costurar, comprar e vender, também se dedica à agricultura, vs. 16, 19, 24), é talentosa e criativa (v. 22) e ainda tem tempo para estender a mão a quem precise (v. 20). Também gostaria de mencionar o exemplo de Lídia, vendedora de púrpura. Ela, apesar da sua atividade profissional, voluntariou-se para hospedar Paulo e os que com ele estavam, pois esforçava-se por servir a Deus (Atos 16).

Como diz a Palavra do Senhor, “há tempo para tudo debaixo do céu” (Eclesiastes 3). Há tempo para a família, para o trabalho, para a igreja, para o ministério. Há dias, semanas ou “estações” em que nos teremos de dedicar mais a um destes “setores” da nossa vida. É importante que saibamos gerir o nosso tempo, os nossos recursos e potenciar aquilo de que dispomos para tornar mais fácil a conciliação entre a vida familiar/pessoal e a vida profissional. Se temos ajuda, muito bem. Mas se não temos assim tanta ajuda, é importante organizar e simplificar.

Aqui ficam algumas dicas práticas para aproveitar melhor o tempo e conseguir gerir e realizar todas as tarefas que, provavelmente, terá de fazer (1):

 

Em termos de trabalho e organização pessoal:

  • Coloque limites (estabeleça horários, saiba dizer não)
  • Não adie (conforme diz o provérbio português: não deixes para amanhã o que podes fazer hoje)
  • Motive-se e inspire-se para que as tarefas lhe sejam mais fáceis
  • Cuide da sua apresentação em menos tempo (por exemplo, tenha no seu guarda-roupa peças que possibilitem várias combinações e possam ser utilizadas em várias ocasiões)
  • Potencie a sua rede de contactos (faça networking) – um amigo pode ser de grande ajuda em muitas ocasiões!
  • Delegue ou peça ajuda
  • Simplifique (isto significa muitas vezes abdicar do perfecionismo)
  • Faça listas de tarefas e organize a agenda
  • Defina prioridades
  • Reduza e organize a documentação que guarda
  • Crie um planeamento que funcione para si (utilize uma agenda, física ou digital)
  • Utilize bem o telefone (às vezes é preciso desligá-lo)
  • Calendarize
  • Tire partido dos instrumentos digitais
  • Passe menos tempo nas redes sociais/ TV
  • Selecione a informação a ler
  • Reduza o correio eletrónico (limpe a caixa de entrada, reencaminhe, utilize ou apague).

 

Em casa

  • Comece bem o dia, adiantando de véspera o que puder
  • Mobilize a sua família para ajudá-la nas tarefas domésticas
  • Crie rotinas (por exemplo: à segunda feira, vai ao supermercado, à terça coloca a roupa a lavar, à quarta passa a ferro, etc.)
  • Elimine tarefas desnecessárias (por exemplo, ir ao supermercado várias vezes – faça uma lista)
  • Liberte-se da acumulação (dê aquilo que já não usa)
  • Simplifique as refeições (faça um menu de refeições semanais, liste várias receitas para o mesmo ingrediente – exemplo: frango – assado, de caril, empadão de frango)
  • Tire partido da organização do frigorífico e da despensa
  • Engome menos roupa (compre tecidos que se amarrotam menos, escolha os programas de lavagem adequados, não sobrecarregue a máquina).

 

Cuide de si

  • Faça sestas para recarregar energias
  • Tenha hobbies que lhe permitam descontrair
  • Desenvolva hábitos saudáveis: exercício físico, alimentação adequada, formação
  • Conheça os seus dons e potencialidades – e focalize-se naquilo que melhor sabe fazer
  • Valorize a família

 

Lembre-se: o difícil é começar, mas o início é metade de toda a ação! (provérbio grego).

Por último, mas mais importante que tudo, busque a Deus. Mesmo nas pequenas tarefas e decisões do dia-a-dia, peça ajuda ao Espírito Santo. Sempre. Ele é o nosso melhor companheiro, amigo, ajudador, conselheiro. Considere também que é muito importante saber que há alguém a orar por si – pode ser o seu marido, um outro familiar, um conselheiro, o seu pastor, o seu grupo familiar. A oração de outros levanta-nos quando precisamos e mesmo sem sabermos. É Deus a agir em resposta ao pedido dos nossos amigos e irmãos. Por esta razão, é importante partilhar com alguém de confiança, as suas lutas, desafios, sonhos e indecisões

E quando lhe parecer que o trabalho nunca mais acaba, ou que é melhor desistir, pense que cada pequeno gesto que faz no dia-a-dia em prol da sua família, do seu trabalho, ou da sua comunidade, pode ser uma tarefa insignificante para muitos mas, na realidade, você está a construir algo maior, que pode ser o seu lar, o propósito que Deus tem para si, o seu ministério, contribuindo para um ambiente mais alegre e salutar à sua volta, onde quer que Deus a tenha plantado.

(1) Algumas destas ideias foram tiradas do livro Stop: 50 estratégias para mulheres sem tempo, de Ana Tápia.

 

Elsa Correia Pereira
Socióloga

Saudações da Beira – Moçambique – M. do Carmo Hemborough

640 480 Aliança Evangélica Portuguesa

Queridos irmãos,

Saudações da Beira – Moçambique

Nestes poucos dias em que tenho estado aqui já pude ver um pouco da devastação que o ciclone Idai deixou, só aqui na cidade da Beira. Nestes próximos dias irei à vila do Dondo e na sexta feira irei com a Maria fazer um seminário para professores da Escola , na zona de Lamego.

Por aqui já muito foi feito, mas ainda há muito para fazer. A situação da cólera está controlada. As equipas de emergência têm feito um trabalho extraordinário, nas diversas áreas em que estão envolvidas. Ainda há muitas pessoas a viverem em tendas, mas algumas estão a voltar para as suas zonas. Aí vão precisar de muita ajuda, especialmente no Buzi, onde quase tudo ficou destruído.

Para agravar a situação, o ciclone Kenneth também bateu com força no norte de Moçambique. Está a chover muito no norte e por isso a situação ainda poderá ser mais grave.

As previsões meteorológicas para o norte e o centro do país, nos próximos dias, não são muito animadoras: vento forte e chuva. Isto será uma situação desoladora para as pessoas que estão a viver nas suas casas sem telhados e em condições muito difíceis.

Hoje fui a uma igreja. Fiquei muito sensibilizada pela forma como os crentes, e alguns passaram por momentos terríveis, estão gratos ao Senhor, por os ter guardado durante o ciclone. Os crentes falam muito do céu, que eles sabem que está garantido para todos aqueles que pertencem ao Senhor. Mas, e os outros? Aqueles que ainda não ouviram o Evangelho? Agora, sentem a urgência de levar a mensagem da salvação, que só podemos encontrar em Jesus Cristo, a todas as pessoas.

Esta semana vamos começar com os trabalhos de reabilitação de algumas casas. Sem o vosso apoio isto não teria sido possível, por isso, mais uma vez agradeço do fundo do meu coração a todos os que têm orado e contribuído.

Por favor, continuem a orar por Moçambique.

Juntos na obra do Mestre.

M. do Carmo Hemborough

Carta de Agradecimento – Projeto Moçambique – Plus

640 426 Aliança Evangélica Portuguesa

Sexta-feira, 26 de Abril de 2019

Para a Aliança Evangélica Portuguesa

Saudações em Cristo Jesus.

Estamos a escrever para agradecer à Aliança Evangélica Portuguesa, pela oferta que recebemos nesta semana para ajudar o povo afetado pelo ciclone que passou pelo centro de Moçambique no mês passado. Ontem a Maria do Carmo chegou à Beira, e a partir de hoje está a trabalhar com a nossa equipa na reconstrução de casas e outras áreas necessárias, e também na reconstrução das vidas na parte espiritual; por isso a vossa oferta será uma grande ajuda naquilo que ela irá fazer. Entretanto já mandámos apoio para a nossa equipa, e as suas famílias, para a compra de comida, produtos para o tratamento de água, devido à situação de cólera, e também para a compra de redes mosquiteiras para prevenir a malária que piorou.

Além de ajudar as pessoas na parte prática, a necessidade de ajudar na parte espiritual também é muito importante. Sabemos que é muito necessário que as pessoas nessas situações encontrem a esperança em Cristo Jesus que é para todos nós. Ouvimos da nossa equipa do Projeto Moçambique – Plus que muitas pessoas ficaram traumatizadas e deprimidas com aquilo que tinha acontecido, incluindo alguns líderes  das igrejas. Portanto estamos a preparar material para encorajar as pessoas no Senhor, sabendo que Ele está connosco em todas as situações.

Portanto muito, muito obrigado pelo vosso apoio.

Em Cristo Jesus,

Chris e M. do Carmo Hemborough

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