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Geral

Entre a Lapidação e a Graça, uma Voz….

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Ela foi condenada. Sozinha ali, sem amparo e sem proteção, entregue à própria sorte e rejeitada por todos aqueles que a rodeavam. Naquele momento, não havia ninguém que a pudesse livrar, afinal não havia perdão para uma mulher apanhada em adultério. Lapidação era o seu castigo.

Aqueles homens que a rodeavam com pedras na mão, eram os mesmos que viviam escondidos atrás dos seus títulos de poder. Eram os fariseus, os chefes dos sacerdotes, os escribas, os entendedores da lei e que pouco tempo antes tinham tentado prender Jesus pelo facto do povo começar a considerar que Ele era o Cristo. Os mesmos que se indignaram assentados em cima do seu próprio orgulho, quando até os guardas que não o tinham prendido, afirmaram que “ninguém jamais falou da maneira como esse homem fala”. João 7:46

A história se repete. Hoje em dia não é apenas uma mulher adúltera à espera de ser apedrejada, mas somos nós, que por vezes andamos solitários, sedentos, rejeitados e condenados por aqueles que se assentam nos seus tronos de autoridade e orgulho a espera de atirar a primeira pedra.

A história dela poderia ser a história de cada um de nós. O que está por detrás das escolhas que fazemos? Dos medos que sentimos? Dos anseios da alma que nos levam a satisfazer os nossos impulsos?

O pecado dela é o nosso pecado, porque o adultério não é apenas o acto de trair o marido ou a esposa com outro alguém. O adultério é o impulso da alma, de preencher o vazio do coração, com algo ou alguém que não seja Aquele que no mesmo contexto promete ser a Luz do Mundo. O adultério é permitir que a carne e as entranhas da alma se entreguem ao que é pequeno, diante da grandeza do Senhor que promete intimidade plena com Ele. O adultério é todo o pecado que satisfaz a nossa carne e momentaneamente alivia o anseio, ou quem sabe  a dor…

Foi por isso que diante dos acusadores daquela mulher Jesus confrontou: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar a pedra nela”. E foi assim que, um a um, eles se retiraram.

E ali estava ela, mas já não estava só. Humilhada, confrontada como nunca antes com a sua condição de pecadora e exposta ao horror de poder ser morta até que, de repente, a Voz que alcança a alma,  a preenche. A Doçura que envolve o coração, a convence. A Faca de dois gumes que divide alma e espírito a alcança, no momento em que o Senhor pergunta:

“- Mulher, onde estão eles, ninguém a condenou?

– Ninguém Senhor.

– Eu também não a condeno. Agora vá e não peque mais.”

O que isto tem a ver contigo? Tens ouvido a doçura desta voz? O que Ele te fala? Qual é a tua decisão?

Baseado no Evangelho de João, Capítulo 8.

Arlete Castro

Escritora

Mestre em Intervenção Terapêutica

Educação Moral e Religiosa Evangélica – matrículas para próximo ano letivo

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Estão a chegar as matrículas para o próximo ano letivo. A propósito, sabia que também pode ser feita a inscrição na disciplina de Educação Moral e Religiosa Evangélica? Com o apoio do Ministério da Educação, esta é uma disciplina de oferta obrigatória em todas as escolas públicas, cabendo depois aos encarregados de educação (ou ao aluno, se tiver + 16 anos) escolhê-la ou não.

No ato da matrícula (ou da renovação da mesma) que decorre online, deve ser assinalada a disciplina de “Educação Moral e Religiosa”. No entanto, como nesta fase não dá para especificar “Evangélica”, os encarregados de educação devem fazer chegar à escola um documento por escrito com essa mesma indicação (Clique aqui para descarregar esse documento)

Além disso, sugerimos que enviem para a Aliança Evangélica Portuguesa (onde se insere a COMACEP – Comissão para Ação Educativa Evangélica nas Escolas Públicas) um e-mail com a indicação de que foi feita essa matrícula, indicando o nome da escola e do aluno inscrito (comacep@portalevangelico.pt). Ao enviar esta informação por e-mail, vai estar a facilitar a articulação no contato entre a COMACEP e o respetivo estabelecimento de ensino, para possível colocação de professores.

As aulas são semanais, com um tempo letivo nunca inferior a 45 minutos letivos, a organizar pela escola. Sendo de oferta obrigatória e de frequência facultativa, a disciplina passa a funcionar em modo currícular com 10 ou mais alunos inscritos.  Se forem menos, poderá na mesma funcionar em regime extra-curricular, neste caso, se a escola também o permitir, com a colocação de um professor voluntário.

Recordamos que as inscrições para o 1º ano decorrem até 14 de maio. As matrículas para os 8º e 9º anos e para os três anos do ensino secundário decorrem entre 18 e 30 de junho. E só a partir do dia 10 de julho, e até dia 16, poderão ser feitas as renovações do 2º ao 7º ano.

Não vamos perder esta oportunidade de levar Cristo também até às nossas escolas. Por isso, encorajamos todos os pais que acreditam na importância dos valores cristãos na Educação, a inscreverem os seus filhos e também a colaborarem na divulgação da disciplina nas respetivas escolas, junto de outras famílias, crianças e adolescentes.

Para ter acesso a material de divulgação da disciplina de EMRE clica aqui – https://aliancaevangelica.pt/site/material-de-divulgacao-comacep/

Mais info sobre “Matrículas” clica aqui – https://drive.google.com/file/d/1hTJwF04Nzd82sTlKhhGWJtBGNbTBgYOD/view

Em caso de dúvidas, dificuldades na matrícula ou para mais informações, contatar:

COMACEP (Comissão para Ação Educativa Evangélica nas Escolas Públicas)

Tel: 932870405 / E-mail: comacep@portalevangelico.pt

Educação Moral Evangélica- Porquê e para quê?

Webinar “Tráfico de Seres Humanos na Era Digital”

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A Rede Regional de Lisboa e Vale do Tejo de Apoio e Proteção a Vítimas de Tráfico de Seres Humanos vai dinamizar o Webinar: “Tráfico de Seres Humanos na Era Digital: Que questões se colocam?” no próximo dia 30 de Abril de 2021 pelas 14:30h via Plataforma Zoom.

A inscrição é gratuita e obrigatória através do link:

https://forms.gle/wicR9kx1ffYZScd8A

O evento irá contar com uma participação internacional pelo que a ferramenta da Tradução Simultânea estará disponível no decorrer de todo o Webinar (Português/ Inglês e Inglês/ Português)

Convidamos a que partilhem nas vossas redes nacionais e internacionais.

Após inscrição, será partilhado o link de acesso ao Webinar.

Para esclarecimento de questões, por favor contactar para o info@apflisboa.net ou +351913858556

Refletir 2021

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A conferência Refletir deste ano será no dia 22 maio. Irá decorrer na Casa da Cidade, Lisboa, em modo presencial, com o número de pessoas permitido de acordo com as restrições em vigor no momento, sendo também emitido via online, em direto para individuais e igrejas/polos, a nível nacional e internacional (português/inglês/espanhol).

Teremos como orador principal desta conferência o escritor Philip Yancey e o tema será “Luz e Trevas” – pensando no sofrimento da cidade e na esperança de que a igreja, no seu todo, e cada um, individualmente, possam levar luz (esperança) aonde existem trevas (sofrimento). O Ir. Philip Yancey irá estar no Encontro presencialmente.

Teremos também a intervenção da oradora Mafalda Ribeiro e quatro momentos Ted Talk, com diferentes abordagens acerca do tema deste ano. 

+Info, programa e inscrições em www.refletir.net

Censos 2021

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Já começaram a decorrer os Censos 2021, que nos vão permitir ficar a conhecer melhor as caraterísticas do nosso país, tais como quantos somos, a nossa demografia, escolaridade e, entre outros aspetos, as nossas crenças religiosas. Provavelmente, até já terá recebido pelo correio as cartas do INE (Instituto Nacional de Estatística) com os respetivos códigos para responder online aos questionários dos Censos 2021.

A propósito, lembramos que a questão “Indique qual é a sua religião” é facultativa, mas nós gostaríamos de incentivar todos os evangélicos a responderem e a colocarem a cruz na religião “Protestante / Evangélica”, para que esse indicador seja posteriormente expresso em futuras estatísticas.

Lembramos que as respostas pela internet podem ser dadas a partir de 19 abril em www.censos2021.ine.pt (com o respetivo código recebido pelo correio).
Até 03 de maio, pode também responder-se aos questionários por outros meios alternativos disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), nomeadamente pelo número de telefone 21 054 20 21. As respostas poderão ainda ser dadas nos e-balcões das Juntas de Freguesia ou preenchendo os questionários em papel que os recenseadores começarão a entregar a partir de 31 de maio, cumprindo protocolos de segurança em saúde pública.
Ao todo, estarão envolvidas na realização e tratamento dos dados do Censos 2021 cerca de 15.000 pessoas, a quem felicitamos por todo o trabalho requerido.

A CEVADA DE RUTE

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“Deixa-me colher e juntar espigas por entre os molhos após os segadores.” (Rute 2:7)

Tenho pensado em Rute.

Aflorou no meu pensamento quando pensava na imensa vulnerabilidade dos migrantes.

Quando se dão crises socioeconómicas em algum lugar, seguem-se movimentos migratórios dos locais onde escasseia o alimento, o emprego, o dinheiro, as oportunidades, a paz, a segurança, etc, para locais onde estes são mais abundantes. Facilmente se conclui que, desde há milénios, os cereais são um forte atractivo e uma das principais bússolas destes movimentos populacionais.

Rute e Noemi chegaram a Belém no princípio da sega da cevada. Tinham viajado a pé, partindo de Moabe, terra natal de Rute.

A cevada foi um dos primeiros grãos cultivados no Crescente Fértil, estimando-se que tenha sido  domesticada em 8000 AC a partir do seu progenitor selvagem Hordeum spontaneum. Os registos arqueológicos dão conta do cultivo da cevada em 5000 AC no Egipto, em 2350 AC na Mesopotâmia, em 3000 AC no noroeste da Europa, e em 1500 AC na China.

A cevada, Hordeum vulgare, foi a principal “planta do pão” dos hebreus, gregos e romanos e também de grande parte da Europa até ao século XVI. Actualmente, representa a quarta maior colheita de grãos do mundo (depois do trigo, o arroz e o milho).

Rute e Noemi estavam em luto. Rute, do marido. Noemi, do marido e dos filhos.

E a história começa assim: “E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra”.

Não é certo, mas levanta-se a hipótese de ter sido Samuel o seu escritor, por volta do ano 1322 AC.

Falava de fome.

Pois bem, foi este o motivo que levou Elimeleque, efrateu, natural de Belém de Judá, a “peregrinar nos campos de Moabe”. Consigo foram a esposa, Noemi, e os seus filhos, Malom e Quiliom.

Moabe ficava do outro lado do Mar Morto. Terra montanhosa. Povo em frequente conflito com Israel. A língua talvez não fosse muito diferente. A religião, ao contrário da de Israel, era politeísta.

A família procurou saciar a fome no campo deste povo estrangeiro.

Assentaram.

O marido de Noemi não mais regressou ao país natal. Noemi enviuvou.

Os filhos cresceram e casaram com mulheres da terra que os acolhera, as moabitas Rute e Orfa.

Depois, também estes morreram. Sobraram três mulheres, cada uma com a(s) sua(s) perda(s). Aqueciam-se em conjunto, em torno da fogueira desolada do luto.

Mulheres, em tempo de homens. Viúvas, em tempo em que eram votadas ao desprezo. Uma das quais desfilhada. Como (sobre)viver daqui para a frente?

Adaptável a um espectro climático mais amplo do que qualquer outro cereal, a cevada possui variedades em áreas temperadas, subárcticas ou subtropicais. Embora o crescimento se dê melhor em estações de pelo menos noventa dias, é capaz de crescer e amadurecer num período mais curto do que qualquer outro cereal.

Corriam rumores de que em Belém havia alimento outra vez. Esta notícia foi uma brisa de alento para Noemi.

As três mulheres levantaram-se e começaram a caminhar. Para Noemi seria um regresso. Agora seria a vez de Rute e Orfa serem estrangeiras do outro lado do Mar Morto.

Davam passos iguais uns aos outros quando, num instante, Noemi se deteve. Olhou para as mãos. Já tinha perdido quase todos, quase tudo. Abriu as mãos. Completamente. Não quis agarrar, não quis reter. Quis libertar, desenlaçar quem também tinha perdido muito. As suas noras.

“Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o Senhor use convosco de benevolência, como vós usastes com os defuntos e comigo. O Senhor vos dê que acheis descanso cada uma em casa de seu marido.”, disse.

Noemi beijou-as. Levantaram a voz do sofrimento e choraram juntas.

Achando que nada tinha para lhes oferecer e que nada havia para esperar, insistiu com as noras para que seguissem o caminho da casa materna.

Choraram outra vez, sonoramente, juntas.

Orfa despediu-se e foi. Rute, porém, apegou-se a Noemi. “Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses: volta tu também após a tua cunhada”, reiterou Noemi.

Foi então que Rute declarou, férrea, irredutível: “Não me instes para que te deixe e me afaste de ao pé de ti: porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares à noite ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada: faça-me assim o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti”.

E foram.

Tempo e passos. Algumas pausas. Finalmente, chegaram a Belém.

“Cheia parti e vazia cheguei”, disse Noemi.

E quis mudar de nome. “Não me chamem Agradável (significado de Noemi), chamem-me  Amarga (Mara)”, instou às suas conterrâneas saudosas. “Porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso”.

Com maior resistência ao calor seco do que outros pequenos grãos, a cevada floresce em áreas próximas do deserto no Norte de África, onde é semeada principalmente no outono. As plantações semeadas na primavera são mais bem-sucedidas nas áreas mais frias e húmidas da Europa ocidental e da América do Norte.

Olharam em volta. Os campos, brancos. Um som de vento e fricção. A sega da cevada tinha começado.  As mãos rápidas dos ceifeiros tocavam harpa nas espigas. Colhiam e avançavam. Colhiam e avançavam.

O apelo do estômago vazio, um pensamento que lhe exigia ocupar-se, um sentimento de apego, um desejo de cuidar de Noemi foram as mãos que empurraram Rute para o campo.

Seguiu no encalce dos ceifeiros. Estes recebiam o salário ao fim de cada jornada de trabalho. Rute, não. Pediu a um dos segadores autorização para respigar. Quer isto dizer recolher as espigas e os grãos que escapassem às mãos dos segadores ou o que caísse no chão. E levava para casa. Fariam pão.

Ainda hoje, a farinha de cevada é utilizada para fazer pão de tipo ázimo (achatado) e papas, especialmente no Norte de África e em partes da Ásia, onde continua a ser um grão alimentar básico. Por conter pouco glúten, uma substância proteica elástica, a cevada não serve para fazer pão poroso (“insuflado”).

Actualmente, é utilizada principalmente como forragem verde e ração para o gado; como fonte de malte para bebidas alcoólicas, especialmente a cerveja; e ainda na produção de medicamentos; para além de ser componente de flocos e farinhas para panificação.

Boaz era o dono daquele campo. Pertencia à família e geração de Elimeleque, sogro de Rute.

Um servo deu conta do quanto Rute se esforçava dia após dia, do pouco descanso, e do cuidado que manifestava para com Noemi.

Um olhar de graça pousou em Rute.

“Que o Senhor recompense o teu feito. Que o Senhor, o Deus de Israel, sob cujas asas vieste buscar refúgio, te recompense ricamente”. Com estas palavras abençoou Boaz a Rute. E também com indicações aos seus servos para que favorecessem o trabalho desta estrangeira, a aproximassem das condições de trabalho dos jornaleiros e avolumassem o que esta recolhia e levava para casa.

Comentando com Noemi o sucedido, esta viu no agir de Boaz a mão providencial de Deus:

“Bendito seja ele no Senhor, que não tem deixado a sua beneficência nem para com os vivos nem para com os mortos”.

Um toque de graça humedeceu os olhos cansados de Noemi. Abriu-os e viu em Boaz um remidor. “Ele será restaurador da tua vida e consolador da tua velhice”, concordavam as conterrâneas.

Com efeito, a redenção chegaria. Da viuvez de Rute, no despertar de descendência aos que tinham partido, e colocando um neto no regaço de Noemi para esta cuidar.

De seu nome, Obede, viria a ser pai de Jessé, avô de David. Raiz de Jesus.

No campo científico, procura-se desenvolver variedades capazes de produzir sementes suficientes mesmo sob condições de elevada temperatura ou seca.

Afinal, como nasce um redentor na aridez do luto, na secura do deserto, no calor de uma terra estranha?

Eis que, de repente, Belém (Beit Lechem) volta a significar “Casa do Pão”.

Bibliografia:

– Livro de Rute (in Bíblia Sagrada)

– Encyclopaedia Britannica (www.britannica.com/plant/barley-cereal)

Abigail Ribeiro

Médica Psiquiatra

Paixão Global 2030

797 1129 Aliança Evangélica Portuguesa

O mundo está em mudança. Perante todos os desafios da atualidade, como trazer esperança e ânimo a quem está cansado e preocupado? Como mostrar amor ao próximo? Como é que podemos ser uma igreja relevante na comunidade, nos dias de hoje? A pensar em todas estas questões, nasceu o projeto “Paixão Global 2030”, baseado no desafio de Amar a Deus e ao próximo.

Trata-se de uma iniciativa missionária da Aliança Evangélica Portuguesa – AEP, em parceria com a Missão Evangélica Intercultural – MEVIC, que pretende chamar o povo cristão de volta à paixão por Cristo e à compaixão pelos perdidos e pelos que sofrem nos países de língua oficial portuguesa, e não só. A partir deste resgate da paixão e da compaixão, e com base na oração constante, pretende-se motivar e mobilizar a comunidade evangélica lusófona para a plantação e revitalização de igrejas, ao despertamento de liderança jovem, à abordagem e colaboração multiculturais e outros assuntos com relevância para a expansão do Reino de Deus.

Haverá uma pré-conferência a 17 de abril. Já a conferência de lançamento acontecerá no dia 24 de Abril de 2021, a partir das 11h. Será um evento online e gratuito, aberto para todos os cristãos de todas as idades. Contará com diferentes plenárias, debates, workshops e ainda com um concerto para celebrar a Lusofonia.

O link para inscrição na Conferência é: http://bit.ly/PG2030
Logo em seguida receberá emails com as indicações de como poderá registar-se nos workshops da sua preferência ou paixão e de como participar na pré-Conferência do dia 17/4.

Haverá também vários programas opcionais de mentoria anual, correspondentes ao tema de cada workshop. Recomendamos a participação de cada cristão em um deles.

Mais info em paixaoglobal2030.com

Fica o desafio para se envolver, desde já, connosco neste projeto missionário “Paixão Global 2030”!

A arte no propósito divino

1322 990 Aliança Evangélica Portuguesa

O meu nome é Vânia Magalhães e sou formada na área das artes plásticas e banda desenhada/ilustração.

Um convite

Em Novembro de 2019, recebi um convite inesperado de uma amiga para ir até à Guiné-Bissau, com a missão de pintar um mural, numa escola de uma aldeia missionária, construída pelo projeto missionário Semeadores de Alegria, da família Paulo e Jéssica Durão que atuam na Guiné-Bissau, com o foco de trabalhar com crianças e com um projeto de construção de uma aldeia missionária, da qual fazem parte uma escola, centro de saúde, recursos e infra-estruturas. No seu coração está este desejo de amar como Cristo: semeando paz, esperança e alegria.

Na verdade, essa minha amiga já tinha praticamente tudo planeado para ir até lá com a filha, para darem formação na área do ensino e havia também o tal mural para pintar, tarefa que inicialmente pensaram em fazê-lo.

Um dia ao cruzar-se comigo, essa minha amiga pensou: “A Vânia é que era boa para pintar”, e pronto, assim surgiu o convite. Eu nunca tinha tido o sonho missionário africano, mas depois de alguma hesitação, aceitei.

Um passo de fé

Nesse tempo, eu era voluntária na equipa do Desafio Jovem (Operação Josué) e por isso não tinha recursos para poder financiar a viagem, os materiais e outros recursos. E logo aí foi um passo de fé, mas como Deus deseja que primeiro coloquemos o pé, para que Ele coloque o chão, assim foi: a minha amiga teve a ideia de criar um fundo de doações para me suportar na viagem e esse foi o primeiro dos milagres que Deus tinha reservado.

Um anónimo decidiu doar um valor muito alto e que acabou por financiar praticamente quase toda a viagem, em conjunto com a generosidade de tantas outras pessoas a quem Deus despertou o coração. E lá fomos. Eu tinha o desejo de fazer algo grande e excelente, porque não é todos os dias que temos a oportunidade de pintar na Guiné!

Depois de aterrarmos e de termos tido um tempo de descanso, viajámos até à aldeia missionária e lá ficámos quase uma semana. A vida na aldeia é de um despojamento total, apesar dos missionários terem feito (e continuarem a fazer) um excelente trabalho no investimento de infraestruturas e recursos. Por conta disso, nós acabámos por ficar num alojamento lá na aldeia com muitas condições – eu gostaria de ter tido uma experiência mais radical, de ter mergulhado mais na cultura e no estilo de vida guineense mas, quem sabe, fica para uma próxima oportunidade!

Pintar um mural

Foram quatro dias a pintar em horário alargado: as pausas eram para comer e repousar e depois pincéis a funcionar! Acabei por fazer um mural muito maior do que o que tinha planeado, e ainda conseguimos fazer mais uma pequena pintura numa outra parede: foi realmente um projeto muito ousado para o tempo que tínhamos para o realizar, mas não podia ter sido de outra forma.

Das coisas que mais me marcaram, foi a capacidade de deslumbramento daqueles jovens e crianças que ficavam horas pendurados nas janelas da sala onde eu pintava, simplesmente para acompanhar o processo da pintura.

Muitas vezes, era já noite e eu com os holofotes ligados a tentar escapar aos mosquitos, e as crianças lá fora a observar cada traço do pincel, cada mistura de cor, num deslumbramento puro e genuíno. De cada vez, que surgia uma criança que ainda não tinha vindo espreitar, ouviam-se sons de encantamento e espanto que são universais em qualquer língua do mundo.

Desafiou-me a pensar que deste lado do mundo, no nosso mundo ocidental e tão evoluído, cada vez menos temos o desejo ou a capacidade de nos deslumbrarmos até com as coisas mais simples. O que ainda nos deslumbra?

Servir com a arte

Eu vivia um pouco desconetada do meu talento de pintar e desenhar, porque em mim sempre existiu o desejo de servir a Deus, porém eu achava que servir a Deus através da Arte era uma espécie de “serviço menor”. Servir a Deus devia ser com a Medicina, com a missão, com o evangelismo mas não com a Arte. Como é que a Arte poderia mudar vidas? Como poderia trazer esperança a um mundo caótico?

A experiência da Guiné acabou por me reconciliar com este talento e enquadrá-lo com o Reino de Deus. Hoje entendo que a Arte tem um propósito divino muito claro: ser a manifestação do Belo, da Beleza, ou seja, marcar em beleza um mundo caído e desfigurado da imagem de Deus e do seu projeto original.

Apesar da criação estar cada vez mais longe do Seu Criador e o mesmo ter acontecido com a Arte, que cada vez mais se tem afastado do Primeiro Artista – transformando-se em subversiva, mas desprovida do Belo – a criação carece da Arte, para recuperar e pontuar a sua Beleza.

Então, a Arte que revela a Beleza do Criador e ressalta a Beleza da criação tem um propósito e uma missão divina, tão necessária como qualquer outra expressão de serviço. Hoje, isso é algo que está apaziguado no meu entendimento.

Deus de milagres

Para além da pintura, tive ainda o privilégio de poder participar de um culto na aldeia missionária, onde os momentos de louvor até hoje ecoam nos meus ouvidos. Como é possível um tempo de adoração composto única e exclusivamente de vozes e palmas conseguir penetrar tão profundamente o nosso coração? Creio que a simplicidade do louvor, mas o desejo profundo de louvar, cativam o coração do nosso Deus.

Ainda nesse culto tive o privilégio de pregar e de repente não sabia bem o que havia de falar.  Como partilhar o Evangelho naquela realidade? O que Jesus ensinaria naquele contexto?

Do púlpito, recordei a mulher da hemorragia interna, que mais do que um milagre no corpo, experimentou um milagre no seu coração, com a convicção profunda que Deus continua empenhado a fazer milagres em corações humanos, independentemente do lugar do mundo em que nos encontremos.

Vânia Magalhães

Licenciada em BD/Ilustração e Mestre em Artes Plásticas

Cooperadora no Desafio Jovem Portugal.

Centro Evangélico de Sintra (Vila Verde) transforma-se durante a semana em Centro de Vacinação Covid-19.

1919 1439 Aliança Evangélica Portuguesa

As primeiras vacinas começaram a ser administradas no local esta quarta-feira. A inauguração contou com a presença do Vereador da Saúde da Câmara Municipal de Sintra, Eduardo Quinta Nova, e da Diretora Executiva do Agrupamento de Centros de Saúde de Sintra, Clara Pais.

Além da cedência das instalações, a Igreja Evangélica de Sintra tem disponível para oferecer a todos os utentes que ali forem vacinados o livro “Onde está Deus neste mundo?” de John C Lennox, com algumas reflexões sobre a Covid 19.

Aos domingos, o espaço volta a ser transformado em local de culto para depois, na segunda-feira ser novamente um centro de vacinação. É um exemplo de como a igreja pode servir a comunidade de forma relevante, em tempos de pandemia.

Brevemente com reportagem para o programa “Luz das Nações” na RTP2.

Sara Narciso
AEP Comunicações

“Super Histórias da Bíblia” regressam na Páscoa

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Preparámos mais dois programas especiais para crianças “Super Histórias da Bíblia” sobre a Páscoa, para transmitir no espaço “Luz das Nações” (Fé dos Homens) na RTP 2.

Terça-feira, dia 30 de Março, e sexta-feira, dia 2 de Abril, às 15h.

Para toda a família.
A não perder!

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