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Artigos Gerais

COMUNICADO STOP EUTANÁSIA

768 432 Aliança Evangélica Portuguesa

AUDIÇÃO STOP EUTANÁSIA NA COMISSÃO DOS ASSUNTOS CONSTITUCIONAIS, DIREITOS, LIBERDADES E GARANTIAS

O Movimento cívico Stop eutanásia esteve representado na tarde de ontem na audição do grupo de trabalho da Despenalização da Morte Medicamente Assistida, com Graça Varão, fundadora do Movimento, e Nelson de Brito, médico.

Embora nos encontremos já na etapa da especialidade, perante 5 projetos de lei aprovados na generalidade no passado dia 20 de fevereiro, o contexto pandémico que vivemos veio trazer uma nova forma de olhar para esta lei, que nos obriga a refletir, pois a Lei deve ser para o Homem e não o Homem para a Lei.

O que se pretende não é debater o tema em abstrato, pois isso seria voltarmos atrás (o que de algum modo não é possível, o tempo passou), mas antes refocar, recentrar, o debate e o sentido atual da lei da Eutanásia.

Os tempos mudaram, o mundo mudou. Impõem-se uma nova reflexão:

Como queremos avançar enquanto sociedade? Com a enorme incerteza que ainda estamos a viver, o que podemos esperar dos nossos governantes? Como confiar-lhes as nossas fragilidades e preocupações?

A nossa vulnerabilidade e impotência perante o desconhecido e ameaçador vírus mostrou-nos a grandeza do que somos todos capazes, principalmente quando olhamos e reconhecemos a nobreza da entrega dos médicos e profissionais de saúde. Como sociedade, estado e povo, o que podemos fazer para ajudarmos a tornar a nossa sociedade mais humanizada?

A pandemia trouxe-nos importantes aprendizagens às quais não podemos ficar indiferentes:

1) Veio reforçar o valor da Vida Humana – Hoje temos menos dúvidas de que todas as vidas têm a mesma dignidade. Todas merecem o mesmo tratamento, o mesmo acesso aos ventiladores, as mesmas possibilidades de cura e mesmo de serem salvas.

Vimos como a nossa sociedade está disposta a mobilizar-se para salvar vidas humanas e como as famílias suplicam aos médicos para que não deixem ninguém para trás, nem mesmo os mais idosos ou mais doentes.

2) Veio confrontar a nossa liberdade individual – Rapidamente ficámos confinados e não hesitámos em proteger os mais velhos, os mais vulneráveis, mesmo que para isso tivéssemos que respeitar o isolamento e o distanciamento. Não pudemos visitar quem mais queremos ou quem mais nos preocupa.

Afinal percebemos que a nossa liberdade individual não é totalmente absoluta e autónoma. Há valores humanos mais elevados.

3) Trouxe a consciência prática da interdependência do Ser Humano – Confrontando a nossa autonomia individual, vimos como precisamos de forma vital dos profissionais de saúde como salvadores dos “nossos”; percebemos como a saúde do outro, e no limite a sua própria vida, depende também do meu comportamento.

Esta consciência – a interdependência humana – dita a beleza da humanidade: perante o outro, quando começamos a “dar”, quando se estabelece uma cadeia de solidariedade, reconhecemos que todas as vidas têm a mesma dignidade.

4) Veio reanimar a Rede de Solidariedade na nossa sociedade – Porque todos somos seres humanos e todos queremos que os nossos não sofram! É da nossa natureza aliviar o sofrimento próprio e do outro.

Isto é o que nos leva a afirmar uma vez mais que é necessário o Estado reforçar e desenvolver as estruturas de cuidados paliativos e continuados, para que estes cuidados cheguem de facto a toda a população necessitada. Precisamos de mais acompanhamento em fim de vida e mais condições para os mais vulneráveis, mais idosos, mais doentes e com menos recursos financeiros ou até menos apoio familiar.

Toda a sociedade funcionou para responder a uma causa que é absolutamente central, a vida humana. E a vida humana não só fica posta em causa com a pandemia. Também para com as pessoas com “lesão definitiva ou doença incurável, em sofrimento duradouro e insuportável”, temos o dever de nos mobilizar, e o Estado e dever de reforçar e desenvolver as estruturas de cuidados paliativos e continuados, para que estes cuidados cheguem de facto a toda a população necessitada… porque todos são igualmente dignos e merecem.

Não podemos deixar de anotar como a legalização da eutanásia e a mensagem cultural que essa legalização acarreta contraria notoriamente estas aprendizagens e responsabilidades perante a vida humana e a sociedade. Pedimos aos senhores deputados que reconsiderem e que votem contra a lei da eutanásia.

 

Veja também aqui o programa “Caminhos” da AEP sobre “Eutanásia: porque não”

“Super- Histórias da Bíblia” na RTP2

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Para um Verão mais animado, a Aliança Evangélica Portuguesa preparou uma série especial de programas “Luz das Nações” para crianças. Para ver de 3 de julho a 4 de agosto, às 15h, na RTP 2, no espaço “Fé dos Homens”.
Uma oportunidade excelente para reviver as aventuras de grandes heróis da Bíblia, como Abraão, Moisés, Daniel na cova dos leões, entre muitas outras. Com grandes músicas e até palhaçadas.
Toda a programação disponível Aqui
Para ver em família!

Comunicado AEP: Regras para celebrações religiosas

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Esta quarta-feira, dia 1 de julho, o país passou a estar em estado de alerta, apesar de como disse o primeiro-ministro, tal “não significa voltar à normalidade pré-covid”.

A exceção é a Área Metropolitana de Lisboa, onde a calamidade se mantém e onde as restrições são mais apertadas.

A questão que surge é; “No que diz respeito aos nossos cultos, será que alguma coisa muda?”

Não! Não muda nada nos concelhos da AML onde há mais restrições, nem no restante do território nacional.

Isto, apesar de não ser permitida a realização de celebrações e de outros eventos com mais de 20 pessoas (5 pessoas nos concelhos mais afetados), salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar. Há, no entanto, especificações já definidas pela Direção-Geral da Saúde para casos de cerimónias religiosas e eventos de natureza corporativa.

Assim os nossos cultos continuam a poder realizar-se dentro das regras definidas pela DGS. (Podem ler-se aqui as orientações da DGS para as celebrações religiosas de 29/05/20)

Quando, porém, terminar o culto, os crentes não podem ficar à porta a conversar uns com os outros, porque finda a cerimónia religiosa já se aplicam aos crentes as medidas que limitam o número de pessoas a grupos de 5 ou de 10 ou de 20, dependendo da situação particular de cada freguesia.

Damos graças a Deus por esta liberdade e pela proteção sobre nossas vidas e Igrejas, mas é tempo de continuar a orar:

Oremos para que o nosso Senhor possa continuar a proteger nossas igrejas, comunidades e ministros de culto que exercem funções de risco!

Oremos para que Deus possa ter misericórdia da nossa nação!

Oremos pelas nossas autoridades, profissionais de saúde e todos os que trabalham para que a nossa economia não pare!

Que o Senhor abençoe nossa nação!

A Direção da Aliança Evangélica Portuguesa

Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-Religioso

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Dia 22 de Junho assinala-se pela primeira vez em Portugal o Dia Nacional  o Dia da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-religioso. Para celebrar a data, vai ter lugar a conferência “Liberdade Religiosa e Diálogo Inter-religioso: Novos Desafios em Tempos de (mais) Incertezas”, que acontecerá on-line, a partir das 17 horas. Uma iniciativa, em parceria, do Alto Comissariado para as Migrações (ACM) e do respetivo Grupo de Trabalho do Diálogo Inter-Religioso (GT DIR) do qual a Aliança Evangélica Portuguesa também faz parte, bem como da Comissão da Liberdade Religiosa.

A sessão contará com as intervenções da Secretária de Estado para a Integração e as Migrações, Cláudia Pereira, da Alta-Comissária para as Migrações, Sónia Pereira, do Vice-Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa, Fernando Soares Loja e do Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, Jorge Bacelar Gouveia, que vai falar sobre “A Liberdade Religiosa e o Direito da Normalidade e da Crise”.

A iniciativa reunirá também representantes de várias confissões religiosas num debate sob o tema “Desafios Atuais às Liberdades de Consciência, Culto e Religião”. Como representante da AEP, estará o pastor Jorge Humberto, partilhando sobre “Como é que as igrejas evangélicas se re-inventaram durante o período de confinamento e agora no pós-confinamento”.

Recordamos que A Assembleia da República (AR) aprovou, por unanimidade, no dia 21 de junho de 2019, um projeto de resolução que instituiu 22 de junho como Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-religioso. O projeto resultou de uma proposta conjunta do ACM, GT DIR e da Comissão da Liberdade Religiosa, elaborada na sequência do Congresso “Cuidar do Outro”, promovido em 3 de outubro de 2018, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

O Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-religioso é celebrado simbolicamente na data de publicação da Lei da Liberdade Religiosa (Lei n.º 16/2001, de 22 de junho), reconhecida como um dos diplomas mais inovadores a nível europeu.

O programa “Fé dos Homens ” da AEP sobre o Dia Nacional da Liberdade Religiosa e a nossa Conferência:

https://www.rtp.pt/play/p50/e479198/a-fe-dos-homens/839320

Consulte o programa aqui (pdf do programa)

link para a conferência será divulgado em breve em www.acm.gov.pt e www.facebook.com/ACMigracoes

Dia Mundial dos Refugiados

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No âmbito do Dia Mundial dos Refugiados, 20 de Junho, partilhamos aqui um pequeno testemunho de alguém que acompanha de perto alguns refugiados e requerentes de asilo:

“Estou a acompanhar diversas pessoas refugiadas e requerentes de asilo, oriundas de países fechados. Vários tornaram-se cristãos durante o seu percurso de fuga. De facto, vemos a ajuda de Deus de forma grandiosa no meio dos refugiados.

É verdade que a integração de uma pessoa oriunda de um contexto cultural e linguístico totalmente diferente é um enorme desafio. No entanto, refiro o exemplo motivador de um jovem casal cristão. Eles são verdadeiros multiplicadores, pois ajudam outros refugiados em desafios diários e burocráticos, bem como com o sistema de saúde. Recentemente, o jovem desafiou-me a organizar uma formação online de capacitação em jardinagem e agricultura para uma turma de refugiados. Eles estão motivados, pois têm experiências nestas atividades e querem treinar o que lhes é ensinado teoricamente. 

Oremos para que, em breve, se possam abrir portas relativamente a um espaço físico, onde estes formandos poderão praticar o que estão a aprender e também possam investir em relacionamentos com outros refugiados que necessitem de ajuda.”

João

Para mais informações, contactar: refugiados.aliancaevangelica@gmail.com

Domingo Mundial de Oração pelos refugiados

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Caros irmãos e amigos,
à semelhança do que tem acontecido nos anos anteriores, a Aliança Evangélica Mundial e
as várias Alianças Evangélicas, incluindo a portuguesa, têm demonstrado o seu interesse e empenho dar voz aos que muitas vezes não têm voz, e que querem começar uma nova vida no nosso país: os refugiados.
A Palavra de Deus em Provérbios 31:8-9
“Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição.
Abre a tua boca; julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados.”
Este ano, de uma forma inesperada tivemos todos de ficar Em casa, Em Portugal. Mas será que todos se sentem em casa, no nosso país? Oramos e queremos agir para que isso se torne uma realidade, especialmente no meio daqueles que seguem a Jesus. O mesmo Jesus que disse “foi estrangeiro, e acolheste-me” (Mateus 25:35).

Veja os materiais disponíveis e utilize-os em família ou na sua comunidade/ Igreja/Associação, para orar e agir mais e melhor em favor dos refugiados:

Pela Rede da AEP para os refugiados,

“Super Histórias da Bíblia” na RTP 2

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Com a aproximação do Dia Mundial da Criança e do Dia Nacional de Oração
pelas Crianças de Portugal, a Aliança Evangélica Portuguesa está a
preparar uma série de programas de televisão especiais para os mais
novos. São as “Super Histórias da Bíblia”, a não perder, na RTP 2!

No domingo, 31 de maio, por volta das 17h, teremos no programa
“Caminhos” a estreia do “Superbook” em Portugal, com as aventuras de
David e Golias.

Na terça-feira, dia 2 de junho, às 15h, teremos o programa “Luz das
Nações” com a parábola do Filho Pródigo.

Esta programação especial terá depois continuidade no mês de Julho.

São excelentes oportunidades para as crianças do nosso país, que têm
passado mais tempo em casa devido à pandemia que atravessamos, poderem
ter contato com o evangelho de forma animada e criativa. São sementes
que, a seu tempo, poderão dar bom fruto. Por isso, contamos convosco na
divulgação desta programação especial a pensar nelas!

Exercício do Direito de Resposta

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Na sequência da notícia veiculada pela Visão online, no dia 20 de maio de 2020, com o título “Líderes e pastores evangélicos fazem campanha pelo Chega”, e na capa da edição n.º 1420, de 21 de maio de 2020, “Chega, os segredos do pregador Ventura” e “os poderosos lóbis evangélicos”, vem a Aliança Evangélica Portuguesa, órgão representativo da Comunidade Evangélica em Portugal, exercer o seu direito de resposta, nos termos do n.º 4 do artigo 37.º da Constituição da República Portuguesa e dos artigos 24.º a 27.º da Lei n.º 2/99 (Lei de Imprensa), de 13 de janeiro, na sua atual redação, o que faz nos termos e com os fundamentos seguintes:

  1. Ao longo dos anos, a Visão habituou-nos a ver o mundo pelos olhos de jornalistas imbuídos de elevada deontologia profissional, alicerçando o rigor e a verdade em fontes credíveis e com o necessário recurso ao contraditório.
  2. Por essa razão, estranhamos que para fundamentar o título de capa da edição n.º 1420, a Visão não se tenha dignado ouvir a Aliança Evangélica Portuguesa, entidade centenária e órgão representativo da Comunidade Evangélica em Portugal, que agrega mais de 700 igrejas filiadas, com implementação histórica em todo o território nacional, representando um universo de crentes e outras pessoas no seu contexto de influência que ascende a 5% da população do país, sendo por isso, em termos numéricos, a segunda confissão religiosa em Portugal.
  3. Ao contrário do que é afirmado no título da notícia publicada na edição online, no dia 20 de maio de 2020, “Líderes e pastores evangélicos fazem campanha pelo Chega”, e no título de capa da edição n.º 1420 da revista Visão, de 21 de maio de 2020, “Os segredos do pregador Ventura” e “os poderosos lóbis evangélicos”, não existe correspondência factual entre os títulos em questão e a realidade.
  4. As diferentes igrejas evangélicas em Portugal são comunidades integradoras, a maioria delas radicadas há várias décadas, tendo sobrevivido à perseguição política e religiosa, desde os tempos da Inquisição, passando pela ditadura do Estado Novo.
  5. Atendendo à mensagem universal do Evangelho é normal que a Comunidade Evangélica integre uma heterogeneidade etária, social e multiétnica de membros, incluindo pessoas de etnia cigana e muitos cidadãos provenientes de países de língua oficial portuguesa e de outras nacionalidades.
  6. Em momento algum, e ao contrário do título e do conteúdo da notícia, os cultos evangélicos são usados para fins diferentes da proclamação dos valores exarados nas Escrituras, que incluem uma mensagem de esperança para todas as pessoas, englobando todos os estratos sociais, onde também se inserem os mais desfavorecidos e socialmente excluídos, relativamente aos quais temos desenvolvido um vasto programa de apoio social, muitas vezes em parceria com entidades públicas e a própria sociedade civil.
  7. As igrejas evangélicas não promovem partidos políticos nem angariam militantes para movimentos desta natureza. Não faz parte da praxis desta Comunidade dar sentido de voto aos seus membros, os quais, em democracia, exercem livremente todos os direitos consagrados na Constituição, incluindo o exercício político a título pessoal, mas nunca em nome ou em representação de uma igreja, e muito menos de uma Comunidade religiosa.
  8. O título de capa da edição n.º 1420, em forma de trocadilho “Os segredos do pregador Ventura” e “os poderosos lóbis evangélicos”, indicia a existência de um lóbi evangélico de apoio expresso a um partido político, o que não corresponde à realidade.
  9. Por outro lado, o conteúdo da notícia, menciona afirmações de supostos pastores e líderes evangélicos, sem existir a preocupação de verificar se se trata de igrejas ou de líderes que representem uma determinada confissão religiosa, sendo suscetível de induzir em erro os leitores.
  10. Misturar, de forma descontextualizada, outras realidades, e fazer corresponder apoiantes de Bolsonaro e de Trump, sem explicar o contexto político, social e religioso que existe nesses países, com o apoio corporativo (inexistente) de evangélicos a um partido político em Portugal, não nos parece que seja jornalismo de investigação porque as notícias não se baseiam em factos nem na realidade.

A Aliança Evangélica Portuguesa estará sempre disponível para responder a todas as questões que órgãos de comunicação social considerem pertinentes esclarecer, mas procurará sempre repor a verdade dos factos, agora e no futuro, como sempre o fez.

Dia de Oração pelas Crianças em Portugal

1080 1350 Aliança Evangélica Portuguesa
  • Para que o Nome de Jesus seja pregado e conhecido entre as crianças.
  • Por um maior envolvimento das igrejas nos projectos de evangelização de crianças.
  • Agradeça a Deus, pela liberdade de ensinar a Bíblia às crianças nas escolas públicas.
  • Para que crianças crentes aprendam a professar e defender a sua fé nas escolas públicas.
  • Pelas crianças vítimas de abuso sexual.
  • Pelas crianças vítimas de maus tratos e violência doméstica.
  • Para que haja um maior combate ao tráfico infantil.
  • Pelas crianças com dependências nos jogos eletrónicos e telemóveis.
  • Pelas crianças com depressão e com pensamentos suicidas.
  • Ore pela boa a rápida adaptação das crianças às novas formas de estudo pela televisão.
  • Para que crianças de minoria étnica sejam alcançadas.

IN MEMORIAM Moisés Gomes (1937-2020) Testemunho pessoal

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Corria o ano de 1968 quando nos encontrámos pela primeira vez. Moisés e Rosemary, acabados de chegar da América, e com a responsabilidade de relançar o trabalho da Mocidade para Cristo (MpC) em Portugal. Eu, membro da I Igreja Baptista de Setúbal, 20 anos de idade e líder dos jovens da igreja, à procura de um bom pregador disponível para ser o orador na nossa “Semana da Mocidade”. Como estava em Lisboa a frequentar Direito, visitava com frequência as igrejas da capital. Foi aí, em encontro fortuito, que pela primeira vez o ouvi, gostei e o convidei para ir a Setúbal. Aceitou e assim começou um relacionamento que se estreitou quando, passados alguns meses, me convidou para ser seu colaborador na liderança da MpC.

Estamos em 1968. Era o tempo da Primavera Marcelista. Marcello Caetano tinha sido nomeado Presidente do Conselho de Ministros, como então se chamava, em substituição de Salazar. Viviam-se tempos esperançosos que, a História diz, não terminaram bem.

Para dar a conhecer o projeto e os objetivos do ministério da MpC visitámos numerosas igrejas de várias denominações. Havia a consciência de um défice de liderança entre os jovens e que era necessário fortalecer o estudo bíblico e desenvolver a prática da oração. A abordagem metodológica do Moisés era que se formassem no seio das igrejas que nos abriam as portas, núcleos de jovens, que semanalmente ou duas vezes por mês, se reunissem sob a orientação da MpC para estudo bíblico, oração, louvor e confraternização. Não demorou muito que tivéssemos uma agenda cheia de contactos e reuniões e um bom grupo de colaboradores voluntários. O trabalho e as múltiplas atividades que dele decorriam levou o Moisés a alugar um espaço para ponto de encontro, escritório e outras atividades. Assim aconteceu, com duas salas num quinto andar na Rua da Prata. Alegria, boa disposição, fraternidade e amizades que ainda hoje perduram, construíram-se naquele quase mítico espaço na Baixa Lisboeta!

Moisés definiu, desde cedo e claramente, os princípios da nossa atividade: estudo bíblico e oração seriam o centro/eixo do nosso ministério e da atividade dos núcleos nas diferentes igrejas. Outras ações foram sendo adicionadas, como grandes encontros periódicos (rallies) e, com um impacto muito especial, os acampamentos em Vila Nova de Mil Fontes nas instalações do Caravela. Foi nesse tempo, que nas variadas viagens através do Alentejo, comecei a apreciar a sua beleza singular bem assim a da Costa Vicentina. Tempos inesquecíveis e saudosos que através da memória nos levam ao tempo da juventude.

Outro ponto fundamental no pensamento e na ação do Moisés era o seu amor pela igreja local, que devia ser fortalecida pela nossa presença e nunca prejudicada. Cada jovem era aconselhado a estar e participar nos domingos na sua igreja.

O jeito do Moisés se relacionar com os jovens que participavam nos nossos programas era pastoral e de aconselhamento, procurando ajudá-los nas suas dúvidas, interrogações e perplexidades. Foi para mim uma excelente escola, com um bom professor.

Por essa altura, tendo sentido a chamada para o serviço cristão integral, no pastorado, entrei no Seminário Baptista de Queluz onde cheguei a ter o Moisés como professor. A sua convicção da importância de uma boa educação teológica levou-o a dedicar vários anos da sua vida, como professor, ao Seminário Baptista e ao Instituto Bíblico Português.

O seu conhecimento da realidade denominacional, levou um grupo de líderes evangélicos a sugerir o seu nome para Presidente da Aliança Evangélica Portuguesa (AEP), sucedendo a José Dias Bravo. Em 1999 assume a presidência da AEP constituindo uma direção à qual eu e o irmão António Calaim, atual presidente, pertencemos. Mais uma vez tive oportunidade de acompanhar de perto o seu trabalho, nada fácil, numa época de alguma turbulência denominacional. Procurando ser traço de união, não abdicava do que considerava ser fundamental na cooperação entre igrejas e denominações, que integravam a AEP.

A prioridade que sempre deu às igrejas locais por onde passou e com as quais cooperou, concretizou-se  quando, ao deixar o comando da MpC, assumiu o pastorado da Igreja Baptista de Alcobaça (1990-2009). Deixou obra, assumida pelo atual Pastor Alberto Carneiro.

Uma palavra muito especial é dedicada aqui à sua esposa Rosemary, que o acompanhou a Portugal e onde se tornou portuguesa de coração, amando e sendo amada pelos muitos que a conheceram e com ela conviveram. Como testemunho pessoal posso referir a sua simpatia, hospitalidade bem assim a sua disponibilidade para escutar aqueles que precisavam de um ouvido atento e de uma palavra de estímulo.

Como amigo, companheiro de jornada e colega de ministério, é-me doloroso vê-lo partir. Começo a despedir-me de homens e mulheres que tiveram impacto na minha vida e cuja amizade e companheirismo muito prezei. É o curso natural das coisas e da vida!

Do Moisés Gomes só me resta dizer, parafraseando Paulo: Combateu o bom combate, acabou a carreira, guardou a Fé. Partiu para receber a coroa da glória e os bem-vindos do seu Senhor a quem serviu fielmente até ao fim.

A Deus toda a glória.

Abel Pego

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