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Artigos Gerais

Refletir Jesus em Tempos de Crise

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Face aos últimos acontecimentos provocados pelo temporal Kristin, a Aliança Evangélica Portuguesa , em parceria com a Eunoia (Federação das Organizações Evangélicas de Apoio Social), criou um Gabinete de Crise para prestar apoio especializado, imediato e a médio prazo, às igrejas e organizações mais afetadas.

Esta é uma forma prática de criarmos conexões, unirmos esforços e refletirmos Jesus em meio às crises.

Como se pode envolver?

•⁠ ⁠Se é uma igreja ou organização afetada pelo temporal, preencha este formulário para podermos identificar e divulgar o seu pedido de ajuda: ? https://forms.gle/QSXVH3o7r9cZ5RWm9

•⁠ ⁠Se é uma igreja ou indivíduo que deseja ajudar, pode fazê-lo doando do seu tempo e conhecimentos nas áreas de psicologia, engenharia, arquitetura, construção civil, eletricidade, pedreiros, serventes ou outras competências relevantes.
Para isso, preencha este formulário: ? https://forms.gle/k8f38NLWsX6pQNhv7

•⁠ ⁠Se pretende apoiar financeiramente, poderá fazê-lo através da conta da Aliança Evangélica Portuguesa:
AEP Solidariedade PT50003300004528217389605
(Indicar na descrição “Apoio Financeiro Zona Centro” e enviar comprovativo para tesouraria@aliancaevangelica.pt e geral@eunoia.pt)

Temos conhecimento de inúmeros movimentos de igrejas que se têm organizado para prestar apoio nos locais mais afetados ou que têm recolhido bens essenciais. Isso muito nos alegra, anima e encoraja, pois é a expressão viva do Corpo de Cristo em ação.

Oramos e agradecemos a Deus por cada apoio recebido, certos de que os nossos irmãos serão acompanhados, amparados e fortalecidos neste tempo de necessidade.

SOLIDARIEDADE COM AS VÍTIMAS DA DEPRESSÃO KRISTIN

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Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito. (Salmos 34:18)

A Aliança Evangélica Portuguesa manifesta o seu profundo pesar pelas perdas irreparáveis de vidas humanas, bem como a sua sincera solidariedade para com as pessoas feridas e com aquelas que sofreram danos materiais significativos em diversas regiões do território nacional, na sequência dos trágicos efeitos do fenómeno meteorológico Kristin, que ocorreu no passado dia 28 de janeiro de 2026. Neste tempo marcado pela dor, pelaconsternação e ainda alguma incerteza, manifestamos a nossa profunda compaixão para com todas as famíliasenlutadas, assim como para com os que ficaram feridos e todos quantos viram os seus lares, meios de subsistência e bens essenciais gravemente afetados.

Como comunidade cristã evangélica presente e comprometida com a sociedade portuguesa, afirmamos publicamente que as nossas orações acompanham com os que sofrem neste momento. Cremos num Deus presente no meio da adversidade, que escuta o clamor dos aflitos, consola os corações quebrantados e sustenta os que atravessam o vale da dor.

Recordamos de forma particular os crentes, igrejas e organizações evangélicas diretamente afetados por esta situação, especialmente nas regiões de Leiria e Coimbra, assegurando-lhes a nossa comunhão fraterna, intercessãocontínua e solidariedade cristã. Reconhecemos o impacto que estas circunstâncias têm também na vida comunitária, no testemunho público da fé e no serviço que muitas igrejas e organizações prestam às populações locais.

Reconhecemos e agradecemos o trabalho incansável das autoridades, proteção civil, forças de segurança, serviços de emergência e de todos os profissionais e voluntários que, com coragem, dedicação e sentido de missão, estão no terreno a prestar auxílio às pessoas e entidades afetadas.

Que este tempo de sofrimento seja também um tempo de união, compaixão e responsabilidade partilhadas, em que cada gesto de cuidado contribua para a reconstrução das vidas e das comunidades atingidas.

A Aliança Evangélica Portuguesa apresenta-se disponível para colaborar dentro das suas possibilidades, mas certamente com as orações de toda a comunidade evangélica no nosso país.

ORLANDO PEDRO BRITO DA LUZ (2 de fevereiro de 1932 – 21 de janeiro de 2026)

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Partiu hoje para a Glória o dedicado servo de Deus Orlando Luz, cuja vida ficou profundamente marcada pela fé, pelo serviço cristão e pelo testemunho constante do Evangelho. 

Nascido em Loulé, Algarve, passaria praticamente toda a sua vida em Lisboa. De acordo com os seus filhos, João Pedro e Paulo Filipe Luz: “Veio trabalhar para Lisboa com 17 anos numa companhia de seguros. Um colega evangélico pediu ajuda para, à hora de almoço, datilografar um texto bíblico. Depois agradeceu e convidou-o para uma reunião de jovens na Missão Evangélica de Alvalade, onde ele também morava. Ouviu, comprou uma Bíblia e, na altura com 19 anos, pediu para ser batizado, pelo irmão José Ilídio Freire. Nesta Missão conheceu a futura mulher, Erminda, tendo casado a 15 de outubro de 1955”.

Ainda nos anos 1960 deixou o seu emprego para se dedicar a tempo inteiro ao serviço da sua igreja, nas Amoreiras e em Alvalade, bem como a outras áreas do serviço cristão como através do programa radiofónico “Páginas de Fogo”, na Livraria Alegria, em acampamentos e atividades de evangelização, etc.; emprestou mais recentemente a sua voz à gravação áudio de “A Bíblia para todos” da Sociedade Bíblica.

Foi ainda um colaborador incansável da Aliança Evangélica Portuguesa, tendo servido como membro da Direção entre 1986 e 1991. Participou em várias emissões televisivas da AEP na RTP 2, chegando mesmo a ser o primeiro responsável da rubrica “Luz das Nações”, quando esta foi iniciada em 1997.

A memória de Orlando Luz permanecerá sempre viva na vida de todos quantos foram tocados pela sua palavra serena, pelo seu compromisso fiel e pelo seu amor à obra de Deus. A sua vida foi um testemunho constante de entrega, deixando um legado espiritual que continuará a frutificar nas gerações futuras.

A Aliança Evangélica Portuguesa expressa as mais sentidas condolências aos familiares, à Igreja Evangélica em Alvalade, Lisboa, e à Comunhão das Igrejas dos Irmãos em Portugal.

As exéquias ocorrerão no Edifício Saudade, junto ao cemitério de Carnide. O corpo estará presente hoje, das 16h00 às 22h00, com uma pequena celebração às 21h00. O funeral realizar-se-á amanhã, dia 22 de janeiro, saindo às 10h30 para o Cemitério do Lumiar.

Estudo sobre Saúde e Bem-estar de líderes em Portugal

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Em parceria com o Gabinete de Estudos e Pesquisa da Aliança Evangélica Portuguesa, está a ser desenvolvido o estudo “Saúde e bem-estar nas lideranças das Igrejas Evangélicas em Portugal”, com o objetivo de realizar um diagnóstico do estado da saúde e do bem-estar dos pastores em Portugal.

O estudo é da responsabilidade do Psicólogo Júnior Benjamim Barros, contando com a orientação do Professor Doutor Samuel Antunes e colaboração da Dra. Arlete Castro. A participação é totalmente anónima e aborda sobretudo dimensões psicológicas, como o burnout, bem como outros aspetos relevantes da liderança pastoral. O público alvo é o líder principal da comunidade local.

Os dados recolhidos poderão ser acedidos exclusivamente pelos psicólogos anteriormente referidos. Será elaborado um relatório com os dados agregados, que servirá de base ao desenvolvimento de ferramentas de apoio às comunidades que assim o desejarem. Após uma fase piloto com líderes de diferentes denominações, o estudo encontra-se atualmente na fase de recolha oficial de dados.

Caso ainda não tenha sido contactado e deseje participar, poderá preencher o formulário abaixo, sendo posteriormente contactado para receber o link de acesso ao questionário.

Para qualquer dúvida ou esclarecimento, poderá contactar o Psicólogo Benjamim Barros através do email psi.benjamimbarros@gmail.com ou do telemóvel 919 497 500.

https://forms.gle/hQ19eMaD9uVXLcXz8

Ser humano no século XXI

1024 768 Aliança Evangélica Portuguesa

Uma questão-chave face à tecnomania da nossa era:

Num artigo oportunamente escrito em 2023 para o Movimento Lausanne, o Dr. Matthew Niermann apresentou uma lista de 10 perguntas que irão moldar a sociedade global até 2050. A primeira pergunta é extremamente certeira: “o que significa ser humano?” De acordo com Niermann, e, em grande medida, por causa dos desenvolvimentos tecnológicos, “a questão sobre quem e o que somos estará no centro da proclamação do evangelho e do discipulado contextual nas próximas décadas”.

Efetivamente, assistimos hoje ao advento de novas tecnologias que prometem melhorar a nossa humanidade, estender a nossa natureza e, na linguagem explícita de alguns proponentes, elevar a condição dos humanos à condição de semi-deuses. Refiro-me, por exemplo, às tecnologias que promovem o projeto transhumanista, a fusão do organismo humano e da máquina inorgânica, a inserção de nanoprocessadores nos nossos tecidos e de chatsgpts nas nossas mentes. Aqueles que crêem neste projeto prevêem “a possibilidade de redesenhar a condição humana, incluindo parâmetros como a inevitabilidade do envelhecimento, as limitações do intelecto humano e artificial, o sofrimento, e o nosso confinamento ao planeta terra”. Esta é uma crença que, nas palavras de Ray Kurzweil, um dos gurus do transhumanismo, chega ao cúmulo de profetizar uma espécie de iminente imortalidade do ser humano. É uma fé cega, pois nega a evidência de que o desenvolvimento tecnológico e digital não nos trouxe menor sofrimento. (Na verdade, a ciência tende a suportar a tese precisamente oposta.)

Em certa medida, esta tecnomania replica a estória primordial do primeiro Adão e da primeira Eva quando provaram o fruto proibido enganados pela serpente que sugerira a insidiosa possibilidade de usurpar as prerrogativas divinas: “o que acontece é que Deus sabe que no dia em que comerem desse fruto, abrir-se-ão os vossos olhos e ficarão a conhecer o mal e o bem, tal como Deus” (Génesis 3:5). Na estória do Génesis 3 está implícita uma dinâmica de insatisfação do ser humano por ser aquilo que é, um descontentamento pelas limitações inerentes à condição humana—talvez seja esse o pecado original, a raiz da perene rebeldia da criatura para com o Criador.

A encarnação de Cristo como lente cristã:

O olhar cristão relativamente a este fenómeno assenta necessariamente numa doutrina robusta da encarnação de Cristo. Uma doutrina que não se ocupa apenas dos elementos estritamente cristológicos, sintetizados na Declaração de Calcedónia de 451 d.C. (“Jesus Cristo, …, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, consubstancial com o Pai de acordo com a divindade, e consubstancial connosco de acordo com a humanidade”), mas que se ocupa também de explorar, com uma certa criatividade teológica, as implicações ontológicas e missionais da realidade de que a “Palavra se fez homem” (cf. João 1:1).

A encarnação demonstra que não há nada de errado em ser-se plenamente humano. Se o primeiro Adão quis usurpar o lugar de Deus, o segundo Adão, “que por natureza era Deus, não quis agarrar-se a esse direito de ser igual a Deus” (Filipenses 2:6). Antes fez-se um de nós para redimir e restaurar a nossa humanidade—o que implica que não nos cabe fugir dessa mesma humanidade em direção a qualquer coisa sobre-humana. De acordo com as palavras de Paulo aos Efésios, em Cristo somos verdadeira humanidade (ver Efésios 4:24); em Cristo somos exatamente quem e aquilo que fomos criados para ser—incluindo o facto de sermos seres corpóreos, circunscritos, necessariamente e ontologicamente limitados. Tudo isto resulta, desde logo, da declaração ancestral do Criador no sexto dia: “Deus achou que tudo aquilo que tinha feito era muito bom” (Génesis 1:31). E tudo isto é definitivamente reafirmado porque o próprio Deus encarnou na pessoa do seu Filho Jesus, redimindo e consagrando assim a nossa plena humanidade. Numa perspetiva cristã, a nossa plena humanidade não é um obstáculo a ser ultrapassado, mas sim um horizonte a alcançar, experimentar, viver plenamente, em Cristo. Isto é boa notícia. Isto é evangelho.

Neste sentido, se desejamos adotar um olhar evangélico (e ético) sobre as tecnologias vindouras, devemos questionar-nos se elas não nos apresentam no tempo atual um decalque da tentação da serpente no tempo antigo. E, portanto, se elas não colocam o sério risco de nos tornarmos sub-humanos quando almejamos ser sobre-humanos; de nos tornarmos escravos quando almejamos ser livres; de gerarmos morte quando procuramos vida…

A natureza farmacológica da tecnologia:

Estas questões não são tecnofóbicas, embora possam correr o risco de resvalar para a tecnofobia se não forem bem calibradas. Por isso, é necessário reconhecer que os avanços tecnológicos têm trazido um nível mais elevado de bem-estar à nossa sociedade e às nossas vidas (notando que “bem-estar” não é sinónimo de ausência de sofrimento). É bom reconhecer também que a saga tecnológica pode ser enquadrada como parte da vocação original do ser humano, englobada no chamado mandato cultural de Génesis 1:26-28.

Porém, na presente realidade manchada pelo pecado, é também necessário reconhecer que a tecnologia—toda a tecnologia—é como um fármaco1: a substância que, em dosagem adequada e nas circunstâncias certas remedeia males e protege a vida, é a mesma que, se mal administrada, envenena e mata. A fusão nuclear serve para produzir energia limpa e sustentável e para fabricar bombas com o potencial de causar carnificina inimaginável. A manipulação genética promete eliminar doenças genéticas e acarreta também múltiplos riscos e questões morais de extrema complexidade. A capacidade dos sistemas de inteligência artificial para processar quantidades gigantescas de dados pode ser útil para sintetizar novas drogas e pode revolucionar os diagnósticos médicos e ameaça causar também desemprego massivo e o definhamento das nossas aptidões criativas e do nosso espírito crítico.

Assim, ao procurarmos administrar com sabedoria e benignidade o uso da tecnologia a nível pessoal e social, será bom pararmos para refletir sobre o seu carácter humano (ou desumano): será que esta tecnologia, administrada nesta quantidade e nestas circunstâncias, respeita e valoriza a nossa plena humanidade? Respeita e valoriza até as boas limitações de ser-se humano? Aspetos como sermos:
• seres sensoriais – os nossos sentidos são o ponto de contacto mais fiável com a realidade concreta à nossa volta;
• seres corpóreos – de acordo com o paradigma da cognição corporificada (embodied cognition) todo o nosso sistema motor e sensorial está envolvido na percepção da realidade;
• seres racionais – ainda que com muita nuance, podemos subscrever o princípio cartesiano que conecta a racionalidade e a existência (“penso, logo existo”); mas o que diremos sobre a nossa existência se delegamos o raciocínio às máquinas?
• seres situados – circunscritos a um contexto, uma geografia, um espaço físico específico;
• seres relacionais – dependentes da relação com o outro para ser verdadeiramente humanos (recordar Génesis 2:18); humaniza-nos até mesmo a fricção inerente às relações interpessoais com rosto, com proximidade, com presença física; a ausência desta fricção nas relações virtuais torna-as simultaneamente mais fáceis e mais desumanizadoras.

Em suma, será que esta tecnologia respeita a nossa essência enquanto seres “encarnacionais”?

Missão no século XXI

O autor do quarto evangelho conta-nos que, depois de ter ressuscitado, o Senhor Jesus apareceu aos discípulos e disse-lhes: “A paz esteja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio” (João 20:21). Ora como é que o Pai enviou o Filho? Enviou-o encarnado. Humano. Com todas as características comuns a essa humanidade. Para que fosse visto com olhares humanos, escutado com ouvidos humanos, tocado por mãos humanas (cf. 1 João 1:1). E os discípulos herdam este mesmo como, este mesmo modus operandi, a mesma vocação encarnacional, constituindo-se como comunidades tangíveis que expressam a boa nova por palavras e por meio de atos humanos de serviço, de justiça e de compaixão.

Sendo esta vocação inata à igreja, ela é ainda mais imperativa face às ideologias e tecnologias vigentes. É ainda mais imperativa face ao homem que, parafraseando o Zaratustra de Nietzsche na sua crítica parcialmente justa à religião cristã, “quis então que a sua cabeça transpassasse as últimas paredes, e não só a cabeça: até ele quis passar para o ‘outro mundo’…esse mundo desumanizado e inumano que é um nada celeste…” Torna-se assim ainda mais premente a afirmação de John Stott, já na reta final do seu ministério, antecipando a missão da igreja no século XXI, quando ele dizia que “toda a missão autêntica é missão encarnacional”.

Perante um mundo que nos empurra para a virtualidade, a missão cristã passa por abraçar, promover e exercer presença real, física, palpável, junto de pessoas reais. Passa por estar disponível para interagir concretamente e humanamente com o outro, o outro que, porventura, passará a estar acostumado a interagir apenas com a máquina, mas sedento de um ouvido humano que o escute, de um abraço humano que o conforte, de um olhar humano que o veja. Ser humano no século XXI, verdadeiramente humano em Cristo, será por si só evangélico, i.e., algo que demonstra o evangelho a concretizar-se na prática. Cada comunidade que partilha espaço, mesa, cargas, lágrimas, liturgia, etc. tenderá a ser cada vez mais bela e singela, e cada vez mais missional só pelo facto de ser o que é. Não podemos por isso negligenciar este desafio de sermos comunidade real, física, tangível em contramão à sedução da imaterialização. E que impacto teria se fossemos também comunidades formadas por pessoas capazes de usar ferramentas tecnológicas sem se deixarem usar por elas; gente que não se deixa aprisionar por nenhuma inovação, por nenhum gadget, por nenhuma rede, porque experimenta, também na relação com a tecnologia, a liberdade outorgada por Cristo.

Há dois milénios atrás, os nossos irmãos da Igreja Primitiva lidaram com a heresia do docetismo (do verbo grego dokeō, parecer). Alguns de espírito mais grego não suportavam a ideia de que o ser supremo se tivesse tornado humano, feito matéria, descido à nossa condição; por isso, disseminaram a ideia de que Cristo não tinha de facto encarnado e não era totalmente homem, apenas aparentava sê-lo. Mas a proposta de um Cristo virtual, um redentor imaterial, foi prontamente rejeitada pelos Pais da Igreja. De igual modo, talvez hoje tenhamos também de rejeitar explicitamente a ideia de uma igreja docética, a hipótese de uma igreja virtual e de uma missão digital. Isto não invalida que se procure usar o digital como primeiro ponto de contacto com o outro, mas sempre como convite para transitar para o mundo real, para o mundo encarnado, para relações com rosto e até com a bendita fricção. Por mais que seja desconfortável, só estas relações são terreno fértil para um discipulado profundo, duradouro, verdadeiramente transformador, plenamente humano—um discipulado que a máquina nunca poderá experimentar, nem facilitar.

David Raimundo
Secretário-Executivo do Grupo Bíblico Universitário de Portugal

Dezembro de 2025

[1] Como afirma o filósofo cristão David Lewin em “The Pharmakon of Educational Technology: The Disruptive Power of Attention in Education,” Studies in Philosophy of Education 35 (2016): 256. 

Fórum Evangélico 2026: Refletir JESUS!

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É com grande expectativa que a Aliança Evangélica Portuguesa está já a preparar o Fórum Evangélico 2026, que terá lugar a 11 Abril na MCI – Missão Cristã Internacional – em Mem Martins, Sintra.

Este ano vamos contar com um espaço ainda mais alargado para a EXPOEVANGÉLICA, com uma tenda exterior especialmente pensada para o efeito ?

É também com muita gratidão que podemos anunciar já o nosso orador convidado deste ano: Jaume Llenas.

Com décadas de experiência em liderança, discipulado e transformação cultural, Jaume Llenas serviu como Secretário-Geral da Aliança Evangélica Espanhola e é atualmente o Coordenador do Movimento Lausanne em Espanha.

É reconhecido pela sua capacidade de ler os tempos, articular uma visão bíblica profunda e traduzi-la em estratégia prática, especialmente no contexto europeu, marcado pela secularização, fragmentação social e perda de referências cristãs. O seu ministério tem contribuído de forma decisiva para o fortalecimento de líderes, igrejas e movimentos comprometidos com uma missão encarnada, relevante e sustentável.

Para além da Palavra Inspiradora que esperamos receber e da EXPO Evangélica, o Fórum Evangélico vai contar uma vez mais com vários convidados, Louvor, Workshops, Fórum Kids (para os mais novos), Mesas Temáticas, Salas de Oração e ainda com espaços de convívio e de refeições para que possamos passar o dia todo juntos, estreitar relacionamentos e sairmos ainda mais inspirados para o cumprimento da Missão que Deus nos confiou!

Brevemente daremos mais informação sobre a programação e inscrições, para garantires a tua presença!

Recorda como foi o Fórum Evangélico anterior:

Envolve-te com esta missão!

És alguém apaixonado/a por Deus, pelos planos que Deus tem para Portugal e acreditas na importância de criar espaços de encontro, escuta e colaboração para a missão da Igreja em Portugal? Ser voluntário no Fórum Evangélico é uma forma concreta de servir este propósito.

Clica no link abaixo e inscreve-te como Voluntário: ? https://forms.gle/6A5iLCxToP3Pw1D4A

Desejamos-te um ano muito abençoado em que possamos ser cada vez mais “Reflexo de Jesus” na nossa Nação!

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Até breve,

A equipa do Fórum Evangélico 2026

Semana Universal de Oração 2026

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A Aliança Evangélica Portuguesa convida todos os irmãos, igrejas e comunidades a envolverem-se uma vez mais na Semana Universal de Oração, de 11 a 18 de Janeiro, este ano sobre o tema “A Fidelidade de Deus”.

Acompanhe e descarregue os “Devocionais da Semana Universal de Oração 2026”

Conheça aqui o Guia de Oração 2026 – PDF

Conheça aqui quando e onde participar nas reuniões locais de oração.

Unidos em oração ?

A «Voz Batista» Ecoa Agora nos Céus

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Nota de Falecimento – António dos Santos (1932-2025)

Bem está, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei.
Mateus 25:21

Foi a voz das versões portuguesas dos filmes em bobine do Instituto Bíblico Moody e da Associação Evangelística Billy Graham; durante anos, também produziu e apresentou programas radiofónicos batistas, como Música para Meditar. Por isso, milhares de pessoas por todo o país só lhe conheceram a
voz, com o seu timbre sonoro, mas suave. Quem teve o privilégio de o conhecer pessoalmente, não podia ignorar igualmente o trato simpático e delicado que o caracterizava, para além do sentido de humor
discreto, mas sempre oportuno.

António dos Santos nasceu a 20 de setembro de 1932, na então vila de Tondela, no distrito de Viseu. Era ainda jovem quando iniciou o seu percurso de vida e de serviço cristão, entregando a sua vida a Cristo
no verão de 1949 e sendo batizado no ano seguinte. Mas o seu trajeto ficaria indelevelmente ligado a Leiria, onde estudou no Seminário Teológico Baptista, fundado em 1949 por Samuel Faircloth, missionário norte-americano. Na Igreja Baptista de Leiria viria a contrair matrimónio a 30 de setembro de 1956, a ser consagrado ao ministério pastoral a 28 de julho de 1957 e a suceder no pastorado da mesma igreja a António Maurício, um dos mais destacados líderes batistas da época, que no final dos anos 1950 se mudou para Coimbra para ali iniciar o trabalho batista.

Ainda como seminarista, tinha começado a destacar-se pelos seus dotes oratórios na pregação e no ensino da Palavra de Deus. Empenhava-se com muita seriedade e dignidade em todas as responsabilidades que lhe eram atribuídas, sendo afável e sempre de bom trato. Já como pastor, serviu
ainda as igrejas batistas de Alcobaça, Queluz, Cacém, Nazaré e Matos (Marinha das Ondas). Em 1961, atendendo ao apelo da Terceira Igreja Baptista de Lisboa, fundada em 1956 pelo missionário brasileiro Hélcio da Silva Lessa, assumiu interinamente o pastorado desta jovem igreja. Nela permaneceria como seu pastor titular até 2011 e, desde então até ao seu falecimento, como pastor emérito. Durante as suas cinco décadas de pastorado, a Terceira Igreja Baptista de Lisboa viveu um período de notável crescimento e de amadurecimento espiritual. A sua liderança serena consolidou a identidade bíblica da igreja e fortaleceu os seus diferentes ministérios, formando várias gerações de crentes e de colaboradores na Obra batista e evangélica em geral. O cuidado pastoral constante, marcado pela proximidade e dedicação, tornou a comunidade num espaço acolhedor para muitas centenas de pessoas que por ali foram passando.

António dos Santos também se destacou pelas muitas funções que foi exercendo no contexto da denominação batista em Portugal. Foi presidente da Convenção Baptista Portuguesa (CBP) por duas vezes: a primeira vez em 1961-1962 e depois de 1977 a 1980. Dirigiu inúmeras vezes as assembleias gerais deste organismo, com muita paciência e competência. Por muitos anos trabalhou na área de comunicações da CBP, tendo sido redator e diretor do jornal Semeador Baptista, em diversas ocasiões. Dirigiu também campanhas nacionais de evangelização, antes e depois de se estabelecer o regime democrático em Portugal. Na Aliança Evangélica Portuguesa (AEP) foi membro da sua Direção entre 1961 e 1965 e novamente entre 1986 e 1989. Tornou-se ainda presidente da Mesa da Assembleia Geral da AEP em 1991. Foi ainda instrumental para que os evangélicos viessem a assegurar um espaço na emissora pública, hoje garantido pelos programas Caminhos e Luz das Nações, tendo sido o responsável pelo primeiro programa evangélico alguma vez emitido na televisão portuguesa.

Da sua união, de mais de cinquenta anos, com Natália Santana Alves Barbosa, que partiu para o Senhor após prolongada enfermidade, nasceram dois filhos: Paulo, infelizmente já falecido, e Cristina.

O testemunho de fé e missão de António dos Santos permanece firme mesmo nos momentos de maior dor, deixando-nos um legado espiritual profundo e duradouro, tecido de serviço, mansidão, fidelidade e amor pela Igreja de Cristo. A memória da sua vida continuará a inspirar todos quantos foram alcançados pelo seu ministério e pela sua amizade.

A Aliança Evangélica Portuguesa expressa as mais sentidas condolências aos familiares, aos amigos próximos, à Terceira Igreja Baptista de Lisboa e à Convenção Baptista Portuguesa.

‘BORA LÁ! Nervoso Miudinho – 1ª EDIÇÃO

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ACERCA DO LIVRO 

A Joana tem 10 anos e está prestes a viver grandes mudanças… os pais divorciaram-se, e ela mudou-se com a mãe para casa dos avós maternos, que fica noutra cidade. 

BORA LÁ! Nervoso miudinho apresenta um novo conceito para pré-adolescentes (10-14 anos). Através de uma história, da autoria da professora Mara Monteiro da Silva, e baseada em temas pertinentes – neste caso, lidar com ansiedade e com o divórcio dos pais – os jovens leitores vão acompanhar a Joana nesta viagem atribulada. Ao chegarem ao fim, contam com a Dr.ª Ana Rita Núncio, psicóloga e líder de jovens, para os ajudar a enfrentar ambos os desafios, sempre tendo como pano de fundo a Palavra de Deus.

Um livro escrito com o coração por duas mães de pré-adolescentes, com o selo Edições NA, uma marca da CAPU Livraria Cristã.

AS AUTORAS

Mara Monteiro da Silva

É professora do 1.º ciclo, e por gostar tanto de ler, sente imenso prazer em ensinar os seus alunos a fazê-lo. Mãe de dois filhos e casada com o Tiago, vive entre o amor à família, os desafios da sala de aula e o serviço na Igreja Assembleia de Deus de Vila Franca de Xira, onde acompanha casais e integra o Ministério de Louvor.

Publicou anteriormente um livro infantil Tu e o Sol (Edições NA) e participou num projeto literário em parceria com a Associação Portuguesa contra a Epilepsia. Este é o seu primeiro livro direcionado ao público pré-adolescente, em coautoria, um desafio que aceitou prontamente e que deseja que cumpra o objetivo de ajudar cada adolescente a saber que não está sozinho.

Ana Rita Núncio

Gosta de estudar sobre o que sentimos e como podemos melhorar os nossos comportamentos – é muito curiosa no que toca a pessoas. Gosta muito de ler, viajar e passar tempo com a família. É psicóloga, o que a ajuda a cumprir a sua missão de ajudar os outros, embora a sua principal missão seja servir através da sua igreja local.

É casada, mãe de um pré-adolescente e a gostar muito desta nova fase de desafios e curiosidades sobre a adolescência. Para complementar nesse caminho, está há um ano a desempenhar função de líder de jovens na Assembleia de Deus em Benavente, o que a tem ensinado muito (estar com adolescentes e jovens é algo que a fascina e diverte). Poder contribuir para espalhar a mensagem de Deus é um desejo profundo do seu coração. Para isso, colabora também com as revistas Novas de Alegria e BSteen, escrevendo artigos sobre temas ligados aos relacionamentos, saúde mental, família, comportamentos, entre outros.

SPOT

FICHA TÉCNICA

Título: ‘BORA LÁ!
Subtítulo: Nervoso Miudinho
Autoras: Mara Monteiro da Silva e Ana Rita Núncio
ISBN: 978-972-580-151-2
DL: 554471/25
Categoria: 82.93 Literatura Infanto-Juvenil; 159.942 Emoção (Psicologia
Formato: 20 cm (alt.) x 14 cm (larg.)
Páginas: 56
1ª Edição: outubro 2025
Editor: Edições Novas de Alegria

Av. Almirante Gago Coutinho, nº158
1700-033 Lisboa – Portugal | Tel.: 218 429 190
Site: www.capu.pt

Forúm Evangélico 2026

1600 900 Aliança Evangélica Portuguesa

Fórum Evangélico 2026

Marcante! Em 2025, vivemos algo marcante com o Fórum Evangélico! Em 2026, acreditamos que Deus nos chama a ir ainda mais longe!

É com muita alegria que revelamos o tema do nosso Fórum Evangélico, agendado para 11 Abril (em local ainda a confirmar).

REFLETIR JESUS ?✨️
Conecta-te. Mostra Cristo. Muda o mundo?

Porquê “REFLETIR JESUS”??
Refletir não é apenas pensar.
É tornar visível. É deixar que a luz d’Ele se revele nas nossas palavras, escolhas, atitudes, relações.

É também levar essa luz a todas as áreas da vida — da família ao trabalho, da arte à educação, da política à comunicação, do coração para a comunidade.

Mas ainda não podemos contar tudo e continuamos a buscar a direção de Deus para TUDO o que ELE tem para nos falar nesse DIA!

Fica atento às nossas redes sociais. Junta-te a nós em oração. Marca na tua agenda. Convida amigos. Mobiliza a tua igreja.

Vamos REFLETIR JESUS ?✨️

? 11 Abril contamos contigo!

Mais info em https://linktr.ee/forumevangelicoaep

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