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Artigos Gerais

Domingo Mundial de Oração pelos refugiados

1348 948 Aliança Evangélica Portuguesa
Caros irmãos e amigos,
à semelhança do que tem acontecido nos anos anteriores, a Aliança Evangélica Mundial e
as várias Alianças Evangélicas, incluindo a portuguesa, têm demonstrado o seu interesse e empenho dar voz aos que muitas vezes não têm voz, e que querem começar uma nova vida no nosso país: os refugiados.
A Palavra de Deus em Provérbios 31:8-9
“Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição.
Abre a tua boca; julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados.”
Este ano, de uma forma inesperada tivemos todos de ficar Em casa, Em Portugal. Mas será que todos se sentem em casa, no nosso país? Oramos e queremos agir para que isso se torne uma realidade, especialmente no meio daqueles que seguem a Jesus. O mesmo Jesus que disse “foi estrangeiro, e acolheste-me” (Mateus 25:35).

Veja os materiais disponíveis e utilize-os em família ou na sua comunidade/ Igreja/Associação, para orar e agir mais e melhor em favor dos refugiados:

Pela Rede da AEP para os refugiados,

“Super Histórias da Bíblia” na RTP 2

800 800 Aliança Evangélica Portuguesa

Com a aproximação do Dia Mundial da Criança e do Dia Nacional de Oração
pelas Crianças de Portugal, a Aliança Evangélica Portuguesa está a
preparar uma série de programas de televisão especiais para os mais
novos. São as “Super Histórias da Bíblia”, a não perder, na RTP 2!

No domingo, 31 de maio, por volta das 17h, teremos no programa
“Caminhos” a estreia do “Superbook” em Portugal, com as aventuras de
David e Golias.

Na terça-feira, dia 2 de junho, às 15h, teremos o programa “Luz das
Nações” com a parábola do Filho Pródigo.

Esta programação especial terá depois continuidade no mês de Julho.

São excelentes oportunidades para as crianças do nosso país, que têm
passado mais tempo em casa devido à pandemia que atravessamos, poderem
ter contato com o evangelho de forma animada e criativa. São sementes
que, a seu tempo, poderão dar bom fruto. Por isso, contamos convosco na
divulgação desta programação especial a pensar nelas!

Exercício do Direito de Resposta

1080 813 Aliança Evangélica Portuguesa

Na sequência da notícia veiculada pela Visão online, no dia 20 de maio de 2020, com o título “Líderes e pastores evangélicos fazem campanha pelo Chega”, e na capa da edição n.º 1420, de 21 de maio de 2020, “Chega, os segredos do pregador Ventura” e “os poderosos lóbis evangélicos”, vem a Aliança Evangélica Portuguesa, órgão representativo da Comunidade Evangélica em Portugal, exercer o seu direito de resposta, nos termos do n.º 4 do artigo 37.º da Constituição da República Portuguesa e dos artigos 24.º a 27.º da Lei n.º 2/99 (Lei de Imprensa), de 13 de janeiro, na sua atual redação, o que faz nos termos e com os fundamentos seguintes:

  1. Ao longo dos anos, a Visão habituou-nos a ver o mundo pelos olhos de jornalistas imbuídos de elevada deontologia profissional, alicerçando o rigor e a verdade em fontes credíveis e com o necessário recurso ao contraditório.
  2. Por essa razão, estranhamos que para fundamentar o título de capa da edição n.º 1420, a Visão não se tenha dignado ouvir a Aliança Evangélica Portuguesa, entidade centenária e órgão representativo da Comunidade Evangélica em Portugal, que agrega mais de 700 igrejas filiadas, com implementação histórica em todo o território nacional, representando um universo de crentes e outras pessoas no seu contexto de influência que ascende a 5% da população do país, sendo por isso, em termos numéricos, a segunda confissão religiosa em Portugal.
  3. Ao contrário do que é afirmado no título da notícia publicada na edição online, no dia 20 de maio de 2020, “Líderes e pastores evangélicos fazem campanha pelo Chega”, e no título de capa da edição n.º 1420 da revista Visão, de 21 de maio de 2020, “Os segredos do pregador Ventura” e “os poderosos lóbis evangélicos”, não existe correspondência factual entre os títulos em questão e a realidade.
  4. As diferentes igrejas evangélicas em Portugal são comunidades integradoras, a maioria delas radicadas há várias décadas, tendo sobrevivido à perseguição política e religiosa, desde os tempos da Inquisição, passando pela ditadura do Estado Novo.
  5. Atendendo à mensagem universal do Evangelho é normal que a Comunidade Evangélica integre uma heterogeneidade etária, social e multiétnica de membros, incluindo pessoas de etnia cigana e muitos cidadãos provenientes de países de língua oficial portuguesa e de outras nacionalidades.
  6. Em momento algum, e ao contrário do título e do conteúdo da notícia, os cultos evangélicos são usados para fins diferentes da proclamação dos valores exarados nas Escrituras, que incluem uma mensagem de esperança para todas as pessoas, englobando todos os estratos sociais, onde também se inserem os mais desfavorecidos e socialmente excluídos, relativamente aos quais temos desenvolvido um vasto programa de apoio social, muitas vezes em parceria com entidades públicas e a própria sociedade civil.
  7. As igrejas evangélicas não promovem partidos políticos nem angariam militantes para movimentos desta natureza. Não faz parte da praxis desta Comunidade dar sentido de voto aos seus membros, os quais, em democracia, exercem livremente todos os direitos consagrados na Constituição, incluindo o exercício político a título pessoal, mas nunca em nome ou em representação de uma igreja, e muito menos de uma Comunidade religiosa.
  8. O título de capa da edição n.º 1420, em forma de trocadilho “Os segredos do pregador Ventura” e “os poderosos lóbis evangélicos”, indicia a existência de um lóbi evangélico de apoio expresso a um partido político, o que não corresponde à realidade.
  9. Por outro lado, o conteúdo da notícia, menciona afirmações de supostos pastores e líderes evangélicos, sem existir a preocupação de verificar se se trata de igrejas ou de líderes que representem uma determinada confissão religiosa, sendo suscetível de induzir em erro os leitores.
  10. Misturar, de forma descontextualizada, outras realidades, e fazer corresponder apoiantes de Bolsonaro e de Trump, sem explicar o contexto político, social e religioso que existe nesses países, com o apoio corporativo (inexistente) de evangélicos a um partido político em Portugal, não nos parece que seja jornalismo de investigação porque as notícias não se baseiam em factos nem na realidade.

A Aliança Evangélica Portuguesa estará sempre disponível para responder a todas as questões que órgãos de comunicação social considerem pertinentes esclarecer, mas procurará sempre repor a verdade dos factos, agora e no futuro, como sempre o fez.

Dia de Oração pelas Crianças em Portugal

1080 1350 Aliança Evangélica Portuguesa
  • Para que o Nome de Jesus seja pregado e conhecido entre as crianças.
  • Por um maior envolvimento das igrejas nos projectos de evangelização de crianças.
  • Agradeça a Deus, pela liberdade de ensinar a Bíblia às crianças nas escolas públicas.
  • Para que crianças crentes aprendam a professar e defender a sua fé nas escolas públicas.
  • Pelas crianças vítimas de abuso sexual.
  • Pelas crianças vítimas de maus tratos e violência doméstica.
  • Para que haja um maior combate ao tráfico infantil.
  • Pelas crianças com dependências nos jogos eletrónicos e telemóveis.
  • Pelas crianças com depressão e com pensamentos suicidas.
  • Ore pela boa a rápida adaptação das crianças às novas formas de estudo pela televisão.
  • Para que crianças de minoria étnica sejam alcançadas.

IN MEMORIAM Moisés Gomes (1937-2020) Testemunho pessoal

240 240 Aliança Evangélica Portuguesa

Corria o ano de 1968 quando nos encontrámos pela primeira vez. Moisés e Rosemary, acabados de chegar da América, e com a responsabilidade de relançar o trabalho da Mocidade para Cristo (MpC) em Portugal. Eu, membro da I Igreja Baptista de Setúbal, 20 anos de idade e líder dos jovens da igreja, à procura de um bom pregador disponível para ser o orador na nossa “Semana da Mocidade”. Como estava em Lisboa a frequentar Direito, visitava com frequência as igrejas da capital. Foi aí, em encontro fortuito, que pela primeira vez o ouvi, gostei e o convidei para ir a Setúbal. Aceitou e assim começou um relacionamento que se estreitou quando, passados alguns meses, me convidou para ser seu colaborador na liderança da MpC.

Estamos em 1968. Era o tempo da Primavera Marcelista. Marcello Caetano tinha sido nomeado Presidente do Conselho de Ministros, como então se chamava, em substituição de Salazar. Viviam-se tempos esperançosos que, a História diz, não terminaram bem.

Para dar a conhecer o projeto e os objetivos do ministério da MpC visitámos numerosas igrejas de várias denominações. Havia a consciência de um défice de liderança entre os jovens e que era necessário fortalecer o estudo bíblico e desenvolver a prática da oração. A abordagem metodológica do Moisés era que se formassem no seio das igrejas que nos abriam as portas, núcleos de jovens, que semanalmente ou duas vezes por mês, se reunissem sob a orientação da MpC para estudo bíblico, oração, louvor e confraternização. Não demorou muito que tivéssemos uma agenda cheia de contactos e reuniões e um bom grupo de colaboradores voluntários. O trabalho e as múltiplas atividades que dele decorriam levou o Moisés a alugar um espaço para ponto de encontro, escritório e outras atividades. Assim aconteceu, com duas salas num quinto andar na Rua da Prata. Alegria, boa disposição, fraternidade e amizades que ainda hoje perduram, construíram-se naquele quase mítico espaço na Baixa Lisboeta!

Moisés definiu, desde cedo e claramente, os princípios da nossa atividade: estudo bíblico e oração seriam o centro/eixo do nosso ministério e da atividade dos núcleos nas diferentes igrejas. Outras ações foram sendo adicionadas, como grandes encontros periódicos (rallies) e, com um impacto muito especial, os acampamentos em Vila Nova de Mil Fontes nas instalações do Caravela. Foi nesse tempo, que nas variadas viagens através do Alentejo, comecei a apreciar a sua beleza singular bem assim a da Costa Vicentina. Tempos inesquecíveis e saudosos que através da memória nos levam ao tempo da juventude.

Outro ponto fundamental no pensamento e na ação do Moisés era o seu amor pela igreja local, que devia ser fortalecida pela nossa presença e nunca prejudicada. Cada jovem era aconselhado a estar e participar nos domingos na sua igreja.

O jeito do Moisés se relacionar com os jovens que participavam nos nossos programas era pastoral e de aconselhamento, procurando ajudá-los nas suas dúvidas, interrogações e perplexidades. Foi para mim uma excelente escola, com um bom professor.

Por essa altura, tendo sentido a chamada para o serviço cristão integral, no pastorado, entrei no Seminário Baptista de Queluz onde cheguei a ter o Moisés como professor. A sua convicção da importância de uma boa educação teológica levou-o a dedicar vários anos da sua vida, como professor, ao Seminário Baptista e ao Instituto Bíblico Português.

O seu conhecimento da realidade denominacional, levou um grupo de líderes evangélicos a sugerir o seu nome para Presidente da Aliança Evangélica Portuguesa (AEP), sucedendo a José Dias Bravo. Em 1999 assume a presidência da AEP constituindo uma direção à qual eu e o irmão António Calaim, atual presidente, pertencemos. Mais uma vez tive oportunidade de acompanhar de perto o seu trabalho, nada fácil, numa época de alguma turbulência denominacional. Procurando ser traço de união, não abdicava do que considerava ser fundamental na cooperação entre igrejas e denominações, que integravam a AEP.

A prioridade que sempre deu às igrejas locais por onde passou e com as quais cooperou, concretizou-se  quando, ao deixar o comando da MpC, assumiu o pastorado da Igreja Baptista de Alcobaça (1990-2009). Deixou obra, assumida pelo atual Pastor Alberto Carneiro.

Uma palavra muito especial é dedicada aqui à sua esposa Rosemary, que o acompanhou a Portugal e onde se tornou portuguesa de coração, amando e sendo amada pelos muitos que a conheceram e com ela conviveram. Como testemunho pessoal posso referir a sua simpatia, hospitalidade bem assim a sua disponibilidade para escutar aqueles que precisavam de um ouvido atento e de uma palavra de estímulo.

Como amigo, companheiro de jornada e colega de ministério, é-me doloroso vê-lo partir. Começo a despedir-me de homens e mulheres que tiveram impacto na minha vida e cuja amizade e companheirismo muito prezei. É o curso natural das coisas e da vida!

Do Moisés Gomes só me resta dizer, parafraseando Paulo: Combateu o bom combate, acabou a carreira, guardou a Fé. Partiu para receber a coroa da glória e os bem-vindos do seu Senhor a quem serviu fielmente até ao fim.

A Deus toda a glória.

Abel Pego

Unidos no Amor e na Esperança

820 360 Aliança Evangélica Portuguesa

 

Mensagem conjunta de Páscoa 2020 de lideres cristãos em Portugal

Vivemos um tempo particular da nossa história coletiva. Súbita e inesperadamente fomos confrontados com desafios e exigências que nunca tínhamos imaginado. Ficámos privados da liberdade de circulação, impossibilitados de estar juntos e sujeitos a uma ameaça latente capaz de fazer perigar a própria vida. A pandemia do Coronavírus atingiu-nos por igual, sem exceção de classe social, económica ou religião. Percebemo- nos iguais na nossa comum humanidade e necessitados uns dos outros para ultrapassar um desafio que só poderá ser vencido com o trabalho e a união de todos. A indiferença tem dado lugar à solidariedade ativa e a defesa do valor sagrado da vida expressa-se no particular cuidado para com os mais débeis e idosos.

Damos graças a Deus pelos inúmeros exemplos de altruísmo e de profunda dedicação ao próximo a que diariamente assistimos na sociedade portuguesa, nas suas diversas áreas e em particular na área da saúde. Num contexto de dor e de tristeza, o seu testemunho com risco da própria vida, acalenta a esperança no futuro e confere um sentido ao sofrimento vivido. As nossas orações e a nossa solicitude pastoral estão com todos os que choram a perda dos seus queridos e com os que vivem com angústia as exigências do tempo presente.

A celebração da Páscoa que se avizinha e que nos congrega enquanto cristãos, remete- nos para o nosso batismo comum em Jesus Cristo. E no assumir conjunto da nossa vocação batismal redescobrimos que a identidade cristã é estar com Jesus. Neste tempo, de um modo muito profundo, percebemo-Lo presente na intimidade de Deus Pai e na comunhão plena e vivida com todos os que sofrem. Como discípulos de Cristo ressuscitado, e na rica diversidade das tradições que nos identificam, estamos conscientes da importância de estarmos cada vez mais unidos no anúncio e no testemunho do Amor de Deus.

Oramos pelos que nos governam e têm responsabilidades coletivas e apelamos a que todos os cristãos e homens e mulheres de boa vontade se unam cada vez mais, em amor e em serviço.

Oramos também para que o Tempo Pascal nos traga paz, confiança e esperança num futuro melhor.

Aleluia ! Cristo ressuscitou !

Uma Santa e Feliz Páscoa para todos!

 

Subscrevem a Mensagem conjunta de Páscoa : (por ordem alfabética)

Dr. António Calaim – Presidente da Aliança Evangélica Portuguesa
Bispo Jorge Pina Cabral – Igreja Lusitana (Comunhão Anglicana)
Bispo D. Manuel Linda – Diocese Católica Romana do Porto
Pastor Miguel Jerónimo – Diretor Executivo da Sociedade Bíblica
Pastor Paulo Medeiros Silva – Presidente da Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal Reverendo Cónego Philip Bourne – Igreja Inglesa de St. James’ Porto
Bispo Sifredo Teixeira – Igreja Evangélica Metodista Portuguesa

Os cristãos e o estado de emergência

856 501 Aliança Evangélica Portuguesa

O estado de emergência é uma medida constitucional de suspensão de direitos dos cidadãos, podendo ser declarado em casos de exceção, designadamente “de calamidade pública” (art.º 19.º, n.º 2, da Constituição); só quando as situações sejam de maior gravidade pode ser decretado o estado de sítio.

O n.º 4, do art.º 19.º, da Constituição prescreve que a declaração e execução do estado de emergência “deve respeitar o princípio da proporcionalidade e limitar-se, nomeadamente quanto às suas extensão e duração e aos meios utilizados, ao estritamente necessário ao pronto restabelecimento da normalidade constitucional”.

A declaração de estado de emergência não concede discricionariedade aos agentes de autoridade, pois deve conter “a especificação dos direitos, liberdades e garantias cujo exercício fica suspenso” (art.º 19.º, n.º 5, da Constituição).

Além de ser limitado no tempo (máximo de 15 dias, ainda que passível de renovação pelo número de vezes necessário, caso se mantenham os pressupostos), “em nenhum caso pode afetar os direitos à vida, à integridade pessoal, à identidade pessoal, à capacidade civil e à cidadania, (…) e a liberdade de consciência e de religião” (art.º 19.º, n.º 6, da Constituição).

Assim, é possível que a declaração de estado de emergência imponha a ordem de permanência na habitação, será admissível a saída em situações de “força maior” ou “necessidade”, designadamente para comprar alimentos, produtos farmacêuticos, ir ao médico, trabalhar, cuidar de idosos ou menores que estejam dependentes ou sejam vulneráveis.

Quanto à liberdade de consciência e de religião, o art.º 41.º, n.º 1, da Constituição prescreve que é inviolável. “Ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos por causa das suas convicções ou prática religiosa. Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa” (art.º 41.º, n.º 2 e 3, da Constituição).

A declaração de estado de emergência não pode proibir a prática de culto religioso, celebração de funerais ou casamentos. Mas pode estabelecer restrições do número máximo de pessoas reunidas, bem como à adoção de medidas organizacionais que consistem em evitar multidões, dependendo das dimensões e características dos locais, de modo a garantir aos assistentes a possibilidade de respeitar uma determinada distância (v.g. 1 metro ou mais). Atualmente, ainda sem estado de emergência, ao abrigo das medidas de exceção aprovadas em Conselho de Ministros, já é proibida a reunião com 100 pessoas ou mais; a declaração do estado de emergência pode impor uma restrição ainda maior (50, 30, 20).

Sabemos que “mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29). A obediência (a Deus) é a evidência da nossa confiança em Deus, pois Ele é Fiel (1Coríntios 10:13; 1João 1:9), nos confirma e guarda do maligno (2Tessalonicenses 3:3); Ele mantém a Sua aliança e bondade eternamente (Deuteronómio 7:9). Por causa da Sua fidelidade, podemos crer nas Suas promessas (Hebreus 10:23); “a palavra do Senhor é verdadeira; Ele é fiel em tudo o que faz” (Salmo 33:4).

A declaração de emergência, contudo, não impede que falemos da Bíblia, da salvação que há em Cristo Jesus, que comuniquemos das diversas formas disponíveis, incluindo as redes sociais, videoconferência, etc..

Por outro lado, de acordo com Romanos 13:1, os cristãos devem submeter-se às autoridades, sabendo que “quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação” (Romanos 13:2).

Devemos ser exemplo perante o mundo; não podemos ser causa de escândalo nem desordem; “sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza” (1 Timóteo 4:12); “Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam e estejam preparados para toda boa obra; que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda mansidão para com todos os homens” (Tito 3:12).

Obedeçamos às autoridades, sejamos o exemplo e não a causa de dano algum, pois dessa forma também obedecemos a Deus, orando e vigiando (Mateus 26:41) — “Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos (1 Coríntios 16:13).

Efésios 6:5-8, 10,11 13-18:
“(…) obedecei a vosso senhor segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo, não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus;
Servindo de boa vontade como ao Senhor e não como aos homens, sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre;
(…) No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; (…)
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.
Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos”.

Joel Pereira
Juiz

Convocação à Igreja para Um Dia de Oração e Jejum Nacional – 22 de Março, Domingo

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“Seja corajoso! Vamos lutar com firmeza pelo nosso povo e pelas cidades do nosso Deus. E que seja feita a vontade de Deus, o SENHOR!” I Crónicas. 19:13

Tempo de tomar uma posição.

Estamos a viver dias difíceis, com o país a sofrer com a pandemia do covid-19. Como Igreja, não o podemos ignorar e somos impelidos a tomar uma atitude e a interceder pela Nação, conforme a Bíblia assim nos indica. Simultaneamente, as igrejas locais devem manter uma postura ativa de apoio solidário para com os mais necessitados. Portanto, Oração e Ação caminham juntas!

Ao constatarmos isso, temos que nos posicionar, sabendo que Deus não abandonou a Sua Igreja, mas requer dela um posicionamento. A Bíblia diz: “Pela bênção dos sinceros se exalta a cidade; mas pela boca dos ímpios é derrubada” (Provérbios. 11:11). Vejamos então alguns desses posicionamentos:

Em primeiro lugar, vamos separar um momento de oração!

Que em cada igreja, em cada casa, seja separado o dia 22 de Março para um tempo de oração em jejum, em favor da nossa Nação, das autoridades, da Igreja, das famílias, dos profissionais de saúde e das pessoas infetadas. Também a favor da nossa economia e, que todos em conjunto, possamos em concordância ao meio-dia clamar a Deus.

Esta é a oração de Davi, pedindo paz para a cidade: “Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios” (Salmos 122:7). Devemos pedir ao Senhor que coloque um muro de proteção em volta desta nação, de cada lar e da Igreja. Por isso, e mais do que nunca, é importante que o povo de Deus da nossa nação se junte em oração, discernindo o tempo em que vivemos. O inimigo de nossa alma tenta intimidar-nos e destruir-nos, por isso é importante que a Igreja se levante como povo de Deus e com autoridade espiritual na cidade e na nação.

Precisamos acordar para este momento que é vital, pois enquanto as autoridades terrenas têm tentado impedir o avanço desta peste, a autoridade instituída por Deus na terra, que é a Igreja do Senhor, tem, por intermédio da oração e também de ações práticas, o poder para impedir que esta destruição continue e aumente, repreendendo e resistindo a esses poderes.

Por isso o nosso clamor: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em Ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades” (Salmos 57:1)

Em segundo lugar, que haja arrependimento!

É importante que haja arrependimento e que a Igreja peça perdão, pelo pecado e pelos atos de injustiça da nação, pois o pecado e a injustiça em qualquer nível leva à violência. Suplicamos a intervenção e a misericórdia de Deus. Clamemos ao Deus de paz, pela nossa casa, pela nossa rua, pelo nosso bairro, pela nossa cidade, pela nossa nação, pelas autoridades do nosso país, para que sobre eles venha sabedoria vinda do Senhor, lembrando que a oração do justo pode muito em seus efeitos. “… orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” Tiago 5.16.

Igreja,

O Senhor convoca-nos para este tempo especial para que, em unidade e intercessão, juntos possamos curvar-nos com o rosto em terra e humilharmo-nos diante do nosso Deus, para que Ele sare a nossa nação. Vamos atender a esta convocação do Senhor. Vamos posicionar-nos numa oração sincera para que nós, e nossa família e país, possamos todos experimentar uma visitação de Deus.

Em Cristo nós somos autoridade. N’Ele somos a diferença. “….e se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a Minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então Eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (2Crónicas 7:14)

Que Deus vos abençoe, no Nome de Jesus.

Por uma nação coberta com oração;

Unir para Agir e Mobilizar para Transformar!

Pr. Samuel Fernandes

Coordenador da assessoria de oração da Aliança Evangélica Portuguesa

Vamos orar!

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Vamos orar!

  1. Pelo fim do avanço do COVID 19;
  2. Pelos profissionais de saúde;
  3. Por todos aqueles que estão doentes;
  4. Pelas nossas autoridades e respetivas decisões;
  5. Pelas famílias enlutadas;
  6. Pela igreja em Portugal e em todo o mundo;
  7. Oportunidade para partilhar as Boas Novas;
  8. Para que não haja uma recessão económica.

2 Crónicas 7:13-15

Oração em tempos de crise do COVID-19

644 312 Aliança Evangélica Portuguesa
Em nome da Aliança Evangélica Mundial, o seu Secretário Geral Bispo Efraim Tendero fez a seguinte oração neste tempo de pandemia de Covid-19.

Nosso Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, como Teus filhos que vivem em todos os cantos do mundo, estamos hoje diante de Ti para interceder pelas nossas nações, atualmente quase todas afetadas ou ameaçadas pelo COVID-19. Louvamos-Te porque não dormes nem descansas, e guardas os nossos países e os nossas populações, especialmente em tempos perigosos como estes.

O nosso socorro vem de Ti. Clamamos pela Tua misericórdia e pela Tua proteção contra este vírus. Declaramos que somente Tu és o nosso refúgio – o nosso lugar de segurança. Oramos para que protejas a nossa população desta doença mortal e que salves as nossas terras desta perigosa armadilha.

Concede aos governos e aos vários líderes nacionais e locais a sabedoria e o entendimento ao estabelecerem e implementarem diretrizes, medidas e estratégias no combate ao COVID-19.

Capacita as nossas autoridades de saúde e equipas médicas com a Tua força e poder, enquanto atendem os doentes e os que estão vulneráveis, e faz com que que esta pandemia passe rapidamente. Dirige os médicos cientistas de todo o mundo que trabalham com todo o esforço para encontrar o antídoto para o COVID-19.

Nestes tempos de insegurança, concede-nos a Tua graça e paz para permanecermos calmos e vencermos o medo, porque o espírito de temor não vem de Ti. Em vez disso, Tu nos deste fé, esperança e amor. Tu nos deste poder e uma mente sadia. A Tua palavra diz “Tu guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em Ti confia.”

Ajuda-nos a refletir a imagem de Jesus Cristo ao cuidar dos menos abastados, que já dificilmente podiam comprar as suas necessidades diárias e ficam vulneráveis à medida que pessoas mais ricas colocam as lojas vazias. Move-nos para estender abnegadamente o conforto e ajudar os solitários e isolados, assim como nós recebemos conforto de Ti em momentos de dificuldade.

Por fim, oramos para que, no meio desta pandemia, Tu nos una em amor, juntes as nossas nações em paz e tragas esperança e cura para as nossas terras com a Tua graça e o Teu poder. Em nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, oramos, AMÉM.

Bispo Efraim Tendero

Secretário Geral

Aliança Evangélica Mundial

Os mais de dois bilhões de cristãos atuais no mundo são representados por três órgãos da igreja mundial. A Aliança Evangélica Mundial (WEA em inglês) é uma delas, servindo a mais de 600 milhões de evangélicos. Lançada em 1846 para unir evangélicos de todo o mundo, a WEA continua a ser um movimento dinâmico, com 9 alianças evangélicas regionais e 134 nacionais e mais de 150 organizações membros. A missão da WEA é estabelecer e fortalecer alianças evangélicas regionais e nacionais, que por sua vez capacitam a sua Igreja nacional a promover as Boas Novas de Jesus Cristo e a realizar transformações pessoais e comunitárias para a glória de Deus.

Para mais informações, visite Worldea.org

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