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A Pandemia do Amor

A Pandemia do Amor

626 417 Aliança Evangélica Portuguesa

Há pouco mais de dois mil anos um vírus até então desconhecido invadiu a humanidade. Esse vírus não foi originado na China, mas lá em Nazaré, um vilarejo de gente humilde. O principal agente transmissor foi um homem simples e de poucos recursos, que andava entre os excluídos da sociedade. Esse agente, que carregava o vírus consigo, curava toda sorte de doenças, física, emocional e espiritual. Denunciava as injustiças do governo vigente, repudiava o apego às riquezas, preocupava-se com o pobre, o estrangeiro e a viúva. Falava sobre liberdade e uma vida plena, cheia de abundância e que nada tinha a ver com este mundo. Dava ouvidos às mulheres, que eram ignoradas pela cultura machista daquela sociedade. Pegava crianças ao colo e celebrava a vida ao redor da mesa com os amigos. Ria, chorava, ficava bravo, se solidarizava com a dor do próximo, pregava o perdão e a paz. Sofreu. Morreu. Há poucos mais de dois mil anos, após a morte desse Agente que entregou gentilmente a sua vida sem dar uma palavra sequer, o vírus do Amor invadiu o mundo causando a maior pandemia de todos os tempos e fez com que o Planeta Terra nunca mais fosse o mesmo. O contagio dá-se de humano para humano e o principal órgão afetado é o coração. As pessoas que se expõem ao vírus veem as suas vidas reviradas e nunca mais voltam a ser o que eram. Esse vírus é capaz de promover o perdão, ensina-nos a amar aos que nos perseguem e incita-nos a partilhar a vida e os recursos com os que nada têm. Ele também nos dá um coração pacificado, que chora e sente a dor do outro ao vê-lo sofrer, mas também se alegra ao ver o outro feliz. Os infectados pelo vírus do Amor são agentes de esperança e graça porque eles entendem que a vida não gira em torno do próprio umbigo e, sim, é um dom que se doa generosamente em favor dos outros em serviço. O vírus do Amor gera vida, humaniza, e imunizanos contra o ódio, a intolerância, o egoísmo e a falta de empatia. Infelizmente, no mundo em que vivemos hoje, muitas pessoas desenvolveram anticorpos resistentes ao Vírus do Amor e o que temos visto é um mundo desequilibrado, desordenado e individualista.

Jesus, o Agente transmissor, diz-nos lá em João 3:35, logo após ter ceado com seus amigos, que todos conhecerão os seus discípulos se amarmos uns aos outros.

Uma vez que fomos infectados pelo vírus do Amor através de Jesus, tornamos-nos também vetores de transmissão. A recomendação é a de que devemos espalhar o vírus ao maior número de pessoas que pudermos alcançar, seja através de um sorriso, uma demonstração de afeto, ainda que virtual nos dias de hoje, uma ajuda a um pedido de socorro, pela partilha do pão ou um ouvido atento a quem quer só ser ouvido e, assim, quem sabe, transformaremos o mundo através da única Pandemia capaz de curar e restaurar o ser humano: a Pandemia do Amor.

Suellen Figueiredo
Designer de Moda, especialista em Consultoria de Imagem e Estilo

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