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Mil e uma razões para ser voluntário

Mil e uma razões para ser voluntário

1280 960 Aliança Evangélica Portuguesa

Já pensou em ser voluntário? Talvez tenha dito para si mesma: “Sim, é uma boa ideia!”, mas também pode ter pensado: “E o que é que eu ganho com isso?”

Bem, de facto, existem 1001 boas razões para fazer voluntariado.

Mas, afinal, o que é ser voluntário? Segundo a legislação portuguesa, ser voluntário é uma atividade que necessita de estar enquadrada institucionalmente [Lei 71/98 de 3 Novembro, artigo 2.º].

Sabemos que a Palavra de Deus nos incentiva a fazer o bem individualmente ou em grupo, em qualquer circunstância e desinteressadamente como uma sementeira, e fruto de um caráter transformado por Cristo (Gálatas 6:9, Mateus 5:16, Efésios 2:10, Tiago 2:14-17, Tiago 1:27, Tiago 4:17). Contudo, o facto de estarmos enquadrados institucionalmente pode ter vantagens a nível do impacto e visibilidade das nossas ações na comunidade. Assim, o voluntariado é uma bonita forma de deixarmos brilhar a nossa luz.

Contudo, não encaremos o voluntariado apenas como uma atividade pontual, uma tarefa. Olhemos o voluntariado como um estilo de vida: dar de nós aos outros, dar o nosso tempo, os nossos talentos, (aquilo que melhor sabemos fazer, as nossas competências pessoais e/ ou profissionais) e os nossos tesouros (aquilo que possuímos – bens materiais, donativos, roupa, brinquedos, alimentos… – e que podemos partilhar com os outros.)

Creio que o voluntariado é um investimento, um bom investimento. Não um investimento a fundo perdido, mas um investimento com grande retorno.

Ser voluntário:

1 – É uma oportunidade de aprendizagem de como se deve estar/ agir num determinado contexto e permite saber como funciona determinada organização.

2 – Possibilita-lhe alargar a rede de contactos pessoais e profissionais

3 – Significa ter mentores formais e informais e isso implica, necessariamente, ganhar novas perspetivas sobre tarefas e/ ou grupos específicos de população. Tudo isto permite o enriquecimento de cada voluntário como pessoa, para além de valorizar o seu CV, se é recém-formado ou procura emprego.

4 – É uma oportunidade de desenvolver a capacidade de comunicação e o conhecimento sobre diferentes contextos.

5 – Permite aumentar o auto-conhecimento, no sentido que o voluntário experimenta novas tarefas, desempenha novos papéis, e percebe o que o inspira e motiva a continuar, ou não.

6 – É uma possibilidade de desenvolver as soft skills tão importantes e valorizadas em contextos laborais e também indispensáveis para os relacionamentos interpessoais (por exemplo: capacidade de comunicação, relacionamentos interpessoais, resolução de problemas e pensamento crítico, escuta ativa, vontade de aprender, boa gestão de tempo, trabalhar bem em equipa, flexibilidade, etc.)

O voluntariado, na sua aceção mais lata, é quase para todas as idades, e pode ser realizado em variadíssimos âmbitos: associações, conservação do ambiente, eventos,  entre outros. Recentemente, li duas frases que penso que se aplicam muito bem ao contexto do voluntariado: não importa a tarefa que desempenhamos, a posição que ocupamos, “todos nós somos líderes na diferença que queremos ver no mundo” e “o voluntariado é o expoente máximo da democracia. Nós votamos nas eleições uma vez por ano, mas quando somos voluntários, votamos todos os dias no tipo de comunidade em que queremos viver.”

Finalmente, o voluntariado certamente torna-nos pessoas mais felizes, pois como diz a Bíblia “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20:35).

Experimente!

Elsa Correia Pereira
Socióloga

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