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EUTANÁSIA

EUTANÁSIA

1280 853 Aliança Evangélica Portuguesa

Na antiguidade o Juramento de Hipócrates, do século V antes de Cristo, incluia um voto específico em que o médico se comprometia a não realizar a eutanásia nem a morte. Os autores do Novo Testamento não se pronunciam especificamente sobre as questões da eutanásia ou do suicídio assistido. Mas, como têm como base a lei de Moisés, o mandamento afirmado em Êxodo 23:7 – neste caso em consonância com a medicina oficial – não terá sido alvo de qualquer discussão, nem no tempo de Cristo, nem na Igreja Primitiva. Segundo este texto,

«…não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio».

Já no livro de Gênesis, 9:6, Deus diz a Noé:

«Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem».

Mesmo quando a morte provocada é a vontade expressa da pessoa, isto não invalida o facto de ser só Deus quem dá a vida e de ser só Ele que tem o direito de a terminar (Gênesis 2:7 e Eclesiastes 12:7).

Numa altura um homem, mentindo, afirma ter que terminou o sofrimento do rei Saúl, praticando com ele a eutanásia. Fala como se isto tivesse sido um bem realizado a favor de Saúl (2 Samue 1.10) mas o rei David diz-lhe o seguinte:

«O teu sangue seja sobre a tua cabeça, porque a tua própria boca testificou contra ti, dizendo: Eu matei o ungido do Senhor» (Samuel 1:16).

O mandamento do amor ao próximo, afirmado pelo Apóstolo Paulo em Romanos 13:9, inclui expressamente a proibição de matar. Mesmo que alguém julgue que matar, praticando a eutanásia, ou assistindo o suicídio de alguém, são atos de amor, Paulo obviamente terá entendido, à luz das Escrituras do Velho Testamento, e à luz dos princípios médicos afirmados no seu tempo, que não o podem ser.

Por outro lado, aplicar a medicina paliativa em casos de doença terminal é uma prática que o bom senso e a humanidade afirmam, e é recomendado expressamente pelo texto de Provérbios  31:6-7:

«Dá as bebidas fortes àqueles que desfalecem e o vinho aos que têm o coração amargurado, para que, bebendo, possam esquecer a sua fraqueza e a sua infelicidade».

 

Pastor Allan Pallister

Aliança Evangélica Portuguesa

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